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segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

RAPIDINHAS DO BLOG...

DESEMPREGO EM ALTA ELEVA RISCO DE AGITAÇÃO SOCIAL NO BRASIL, DIZ OIT
A marcha lenta da economia global está aumentando a agitação social pelo mundo, e o Brasil, com a piora no mercado de trabalho local, alimenta esse mal-estar, aponta relatório da Organização Mundial do Trabalho (OIT) divulgado na semana passada. Segundo a organização, o crescimento econômico mundial continua decepcionante, sem motivar a criação de empregos suficientes para compensar o número de pessoas que ingressam no mercado de trabalho. Com isso, a taxa mundial de desemprego deverá subir de 5,7% para 5,8% em 2017, estima a OIT, elevando o contingente de desempregados em 3,4 milhões de pessoas na comparação com o ano anterior. Ao todo, serão 201,1 milhões de pessoas sem emprego no planeta neste ano. No Brasil, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o desemprego está em 11,9%, índice do trimestre encerrado em novembro de 2016, com 12,1 milhões de pessoas nesta situação. A incerteza global com o desempenho da economia está aumentando o risco de agitação social e descontentamento em praticamente todas as regiões do mundo, aponta a OIT. O chamado Índice de Agitação Social busca ser um termômetro da "saúde social" dos países. Calculado pela OIT a partir de informações sobre protestos como manifestações de rua, bloqueios de vias, boicotes e rebeliões, pretende refletir a insatisfação da população com fatores como mercado de trabalho, condições de vida e processos democráticos. No Brasil, o índice avançou 5,5 pontos em 2016, enquanto o aumento global foi de 0,7 ponto. Como resultado da equação que soma insatisfação social e falta de trabalho, há um aumento na decisão das pessoas pela migração, aponta a OIT. O órgão cita estimativas que identificavam 232 milhões de migrantes internacionais no planeta em 2013, 89% em idade de trabalho. Desemprego no Brasil aumenta descontentamento da população e chance de manifestações violentas, segundo relatório
ÂNCORA BRASILEIRA
A OIT estima que o PIB (Produto Interno Bruto, soma dos bens e serviços produzidos pelo país) do Brasil irá recuar 3,3% em 2016, puxando para baixo a performance de toda a América Latina e Caribe. A região deverá registrar a segunda recessão em menos de dez anos, com contração de 0,4% no PIB em 2016. "Isso (recessão na América Latina) foi amplamente motivado pela performance econômica ruim do Brasil, dado o peso da influência do país na região e em parceiros de exportação", afirma o relatório da OIT, intitulado Perspectivas Sociais e do Emprego no Mundo - Tendências de 2017. O Brasil também impactará negativamente o emprego na região, que deverá recuar 0,3% em 2017, estima a organização. A OIT projeta o índice de desemprego no Brasil neste ano em 12,4%, um ponto acima do percentual de 2016.
OUTRAS TENDÊNCIAS
A organização destaca outros reflexos da precarização no mercado mundial de trabalho, como aumento das chamadas formas vulneráveis de ocupação - trabalhadores familiares não remunerados e trabalhadores por conta própria são exemplos desta situação. Esse tipo de trabalho, diz a OIT, deve representar mais de 42% da ocupação total, ou 1,4 bilhão de pessoas em 2017, e o número deverá avançar 11 milhões por ano. Outra tendência é a desaceleração da redução da pobreza dos trabalhadores - países em desenvolvimento deverão registrar nos próximos dois anos, por exemplo, aumento de mais de 5 milhões no número de trabalhadores que ganham menos de US$ 3,1 (R$ 9,84) por dia. Ganhos fracos de produtividade, avanço tímido do investimento (movido em parte pela baixa nas commodities) e desaceleração do comércio global são fatores, segundo a OIT, que ajudam a explicar a marcha lenta da economia global - e os reflexos negativos no emprego.

SONDA TENTA DESVENDAR MISTÉRIO DE MINILUA EMBUTIDA EM ANEL DE SATURNO
Será que Peggy finalmente irá aparecer para o mundo? Cientistas que estudam o esplendor dos anéis de Saturno esperam ter em breve uma foto de um objeto que eles sabem estar ali, mas não conseguem vê-lo. A minilua, chamada de Peggy em homenagem à sogra do pesquisador londrino Carl Murray, foi descoberta em 2013. Os efeitos sobre partículas de gelo e poeira ao redor dela foram observados desde então. No entanto, nenhuma imagem que mostre a forma de Peggy chegou a ser obtida, e agora há pouco tempo para fazê-lo. A missão da espaçonave Cassini, enviada pela Nasa a Saturno - como parte de uma missão conjunta da Nasa, da Agência Espacial Europeia (ESA) e da Agência Espacial Italiana - está chegando ao fim. Em setembro, a sonda será destruída na atmosfera do enorme planeta e o então constante fluxo de fotos e dados dos últimos 13 anos terá um fim abrupto. Carl Murray e sua equipe da Universidade de Queen Mary, em Londres, sabem que eles têm apenas alguns meses para conseguir uma imagem definitiva de Peggy. Felizmente, a nave Cassini passará o tempo que lhe resta sobrevoando próxima ao planeta e ao local da minilua no chamado "anel A". É a melhor chance de finalmente ver como é Peggy. Pela curiosidade em torno do "pequeno" objeto, é provável que a sonda seja ordenada a tirar uma última foto pouco antes da grande explosão. "Peggy é um objeto tão interessante para pessoas que trabalham na missão e até para o público - ela capturou sua imaginação. É como uma velha amiga para nós, como quando antes de se despedir você quer tirar uma foto. Peggy será uma das últimas missões de Cassini", disse Murray à BBC. 

Teoria sugere que algumas luas maiores de Saturno podem até ter sido criadas nos anéis (Foto: NASA/JPL-Caltech/SSI)

O estudo de objetos como Peggy está no âmago dos objetivos da multibilionária missão espacial internacional. A larga área de gelo e poeira que cerca Saturno é uma versão em miniatura do tipo de discos observados em torno de estrelas distantes. É precisamente nesses discos onde os planetas são formados, então observar os processos e comportamentos que dão origem a objetos como Peggy pode ajudar a entender como novos mundos passam a existir. É um modelo até para entender como o nosso Sistema Solar foi criado. "Peggy está evoluindo. Sua órbita está mudando com o tempo", explicou Murray. "Às vezes ela se afasta, às vezes ela retorna, uma diferença de apenas alguns quilômetros. E é isso o que achamos que acontece com protoplanetas naqueles discos astrofísicos. Eles interagem com protoplanetas e o material no disco, eles migram, eles se movem. Vemos que quando olhamos exoplanetas em volta de outras estrelas, alguns deles não podem ter sido formados nos locais onde os vemos agora, eles devem ter migrado em algum momento". Peggy foi descoberta por acidente. Murray estava usando Cassini para tentar conseguir uma imagem de Prometeus - uma lua maior e mais visível no anel F.
A influência gravitacional de objetos nos aneis podem produzir elementos propulsores (Foto: NASA/JPL-Caltech/SSI)

Ele tirou a foto sem problemas, mas seu olhar foi fisgado por uma mancha de 2 mil km de comprimento ao fundo. Isso ocorreu em 15 de abril de 2013, no dia do aniversário de sua sogra. E o subsequente rastreamento pelos arquivos de Cassini mostraram que a alteração no anel A já era evidente um ano antes. Peggy certamente não mede mais de 5 km de uma extremidade a outra. Acredita-se que a mancha foi criada após uma colisão que levantou uma nuvem de gelo e poeira. Observações posteriores monitoraram a alteração em andamento. Se miniluas são grandes o suficiente, elas podem preencher um vão nos anéis de Saturno. Mas objetos minúsculos como Peggy provocam um impacto pequeno na faixa de partículas ao redor, ou uma espécie de ondulação em formato de hélice. Até agora, isso é o que Cassini pôde obter do pequeno alvo, mesmo com o aproveitamento da melhor resolução possível da câmera de bordo, de cerca de 5 km por pixel. Mas nos próximos meses, as órbitas que a espaçonave dará em volta de Saturno devem alterar a resolução para um ou dois km por pixel.
Isso pode ser o bastante para tirar uma foto direta de Peggy e confirmar uma possibilidade intrigante: a de que Peggy recentemente virou dois objetos diferentes. "Quando Cassini saiu da órbita de seu anel no começo de 2016, fomos olhar o local onde Peggy deveria estar - e lá estava ela -, desde então estamos seguindo-a de perto. Mas pouco tempo atrás conseguimos ver também outro objeto, ainda mais apagado no sentido de que tinha um padrão de alteração menor. E quando rastreamos de volta o caminho dos dois objetos, percebemos que em 2015 eles poderiam ter se encontrado". "Então provavelmente Peggy B, como a chamamos, saiu de um tipo de colisão que fez Peggy mudar sua órbita, mas, mais do que um simples encontro que alterou um pouco sua órbita, isso era bem mais sério". Na recente reunião de outono da União Americana de Geofísica, Murray trouxe novidades sobre Peggy. Nessa conferência, Linda Spilker, cientista-chefe da missão Cassini, falou sobre o fim das atividades da sonda, culminando em seu descarte em 15 de setembro. Ela disse que as mesmas manobras de aproximação que podem trazer as fotos que Carl Murray tanto almeja também podem ajudar a determinar uma característica chave dos anéis de Saturno - sua massa. "A massa dos anéis é 100% incerta", disse Spilker à BBC. "Se eles forem mais sólidos, talvez sejam mais velhos, tão velhos quanto Saturno. Se forem menos sólidos, talvez eles sejam realmente jovens, talvez tenham apenas meros 100 milhões de anos de idade". A idade é importante para a ideia de que anéis, ou discos, são o meio onde os objetos são formados. Algumas das luas de Saturno, até mesmo várias das grandes, provavelmente surgiram da acumulação do material ao redor delas e reproduziram, nas primeiras fases de crescimento, o tipo de comportamento agora observado em Peggy. Mas a criação de luas leva tempo e se os maiores satélites de Saturno surgiram a partir do mesmo processo, o sistema do anel deve ser de fato muito antigo.

GOVERNO CONFIRMA QUE LIMITARÁ DADOS NA BANDA LARGA FIXA NESTE ANO
O ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, confirmou, em entrevista ao portal "Poder 360", que o Governo Federal vai permitir que as operadoras de internet banda larga fixa passem, neste ano, a impor limites de dados para assinantes. "A nossa meta é no segundo semestre", disse. "O nosso objetivo é beneficiar o usuário. O ministério trabalha para que o usuário seja beneficiado com melhores serviços. Esperamos que esse serviço seja o mais elástico possível, mas que tenha um ponto de equilíbrio, pois as empresas têm os seus limites", continuou o ministro, que não explicou quais seriam os "benefícios" ao usuário. Em entrevista ao UOL em outubro, o presidente da Anatel, Juarez Quadros, havia se esquivado de emitir posição favorável ou contrária à limitação: "Tenho que ver primeiro o que ocorre no mundo para poder ter um balizamento. Quais são as disposições? Quais os ritos de mercado? Qual é a demanda do consumidor? Qual é a velocidade que ele precisa?". Ele havia lembrado, na época, que nos EUA há operadoras que realizavam a limitação --mas como as velocidades e qualidade de conexão eram satisfatórias, "os consumidores são atendidos por uma condição normal"--, enquanto em alguns países, como na Alemanha, a limitação é proibida. O cenário de uma internet banda larga fixa com limite de dados se torna drástico se considerarmos que o serviço oferecido pelas operadoras de banda larga fixa é considerado precário no Brasil, além de muito caro. Quadros culpou os altos tributos pelos valores. "Não adianta dizermos que a culpa é da União, porque não é. Isso porque um dos maiores tributos embutidos é o ICMS, que é estadual. (...) Como um Estado desse vai aceitar ter a redução de algum tributo?".
ENTENDA
Em abril do ano passado, a operadora Vivo havia decidido cortar a internet fixa depois que o usuário atingisse o limite de dados. Isso ocorreria para novos clientes, pelo menos a princípio. Na época, as outras operadoras afirmavam que não iriam cortar o acesso, mesmo que alguns planos atualmente em vigor já estabeleçam franquias de dados nos contratos dos planos. O que acontecia até então era redução de velocidade em alguns casos. Veja a situação atual das quatro principais operadoras de banda larga fixa --Vivo, TIM, Oi e Net-- sobre o tema. Dias depois do anúncio da Vivo, a Anatel publicou no Diário Oficial da União norma que impedia as operadoras de reduzirem, cortarem ou cobrarem tarifas excedentes de consumidores que esgotarem as franquias, sem que houvesse ferramentas que ajudem os clientes a ter informações sobre seus planos. No entanto, em meio à discussão, o então presidente da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), João Rezende, disse que a regulamentação da agência permite que as operadoras de internet fixa adotem um limite para o consumo. Por enquanto, é isso o que está valendo.


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