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sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

RAPIDINHAS DO BLOG...

BANCOS ANUNCIAM JUROS MAIS BAIXOS APÓS QUEDA DA SELIC
Os grandes bancos brasileiros preparam redução nos juros cobrados do consumidor após o terceiro corte na Selic desde outubro. Na quarta, o Copom (Comitê de Política Monetária) cortou a taxa básica da economia de 13,75% para 13% ao ano. Eles também devem aproveitar para iniciar um corte mais agressivo nas taxas de juros do rotativo do cartão de crédito, em uma antecipação às mudanças nas regras do produto, que iniciará no final de março. No final de dezembro, o governo anunciou que nenhum cliente poderá ficar mais de 30 dias no rotativo. Se ele não puder pagar a fatura integral, a dívida será parcelada. Com isso, a tendência é que os juros cobrados no rotativo se aproximem do custo da linha de parcelamento.
Hoje, a taxa do rotativo se aproxima dos 480% ao ano, enquanto o parcelamento da fatura custa ao consumidor 150% ao ano. No Banco do Brasil, o juro do rotativo do cartão de crédito deve encolher em 4 pontos percentuais. Isso significa que a taxa média de 15,18% cairá para 11% ao ano. Ou 250% ano ano. No Bradesco, o custo cairá de 17% para 11%. O BB afirma que em cinco linhas o corte será maior que a redução da Selic, sem especificar quais. Em três linhas voltadas para pessoas jurídicas, a redução foi, em média, de 0,25 ponto percentual ao mês: desconto de cheques, antecipação de crédito ao lojista e desconto de títulos. "Esse primeiro passo do sistema financeiro é uma contribuição fundamental para o atual momento do país, visto que o crédito tem um efeito multiplicador importante para retomada da economia", disse Paulo Caffarelli, presidente do Banco do Brasil. No Bradesco, o custo será menor para crédito pessoal, cheque especial e compra de veículos. No empréstimo pessoal, a redução do juro máximo cobrado do consumidor de 7,78% para 7,72% ao mês, enquanto a taxa para compra do carro recuará da máxima de 3,66% para até 2,99% ao mês. Também haverá redução nos custos do crédito para empresas. Nos dois bancos, as novas taxas entram em vigor na segunda-feira (16). O presidente do Santander, Sérgio Rial, afirmou que o banco "deve assumir, juntamente com outras instituições financeiras, um papel protagonista na recuperação da atividade econômica. Para isso, é necessário reposicionar as taxas de juros frente à nova realidade inflacionária, que seguramente permitirá que o Banco Central conduza o Brasil rumo a juros de um dígito". O banco não informou quais linhas podem ter custo menor e nem qual deve ser a magnitude do corte nas taxas cobradas dos clientes. Na contramão, a Caixa afirmou que possui "taxas bastante competitivas em todas as suas linhas de crédito" e que outros fatores, além da Selic, são considerados na hora de definir o preço dos juros. "Diante da redução da taxa Selic anunciada hoje pelo Copom, a Caixa irá monitorar as carteiras para possíveis ajustes de preço". Em novembro, a Caixa repassou a primeira redução da Selic, de 0,25 ponto percentual, para o custo do crédito imobiliário. Procurado, o Itaú não se posicionou sobre possível redução de juros. Nas duas decisões anteriores do Copom, que levaram a Selic de 14,25% para 13,75% ao ano, os consumidores sentiram apenas pontualmente a redução da Selic. Os bancos diziam que o custo do crédito estava mais associado ao risco de inadimplência do que à taxa básica de juros. A taxa de desemprego do país alcançou 11,9% no trimestre encerrado em novembro, segundo o IBGE. Economistas ainda vislumbram sinais de que o desemprego pode parar de subir. Além disso, a redução dos juros anunciada não significa que os bancos passarão a ganhar menos com empréstimos. As instituições financeiras apenas vão repassar aos clientes o menor custo de captação. A principal receita de um banco é gerada a partir do spread, que é a diferença entre o quanto o banco paga ao correntista pelo dinheiro investido e quanto cobra em um empréstimo. Se o juro cai, o banco desembolsará menos para remunerar investimentos e por isso pode cobrar menos do consumidor também.
PRESSÃO
Em reunião com banqueiros, em dezembro do ano passado, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, cobrou publicamente o repasse da queda dos juros aos consumidores."Diante de um grande grupo de banqueiros", destacou o ministro em sua fala, "houve queda no endividamento, mas o comprometimento da renda das famílias com o serviço da dívida praticamente não mudou. A maior explicação para isso é que a queda da Selic foi contrabalançada pelo aumento do spread". 

NOVO ESTUDO PODE DERRUBAR PRINCIPAL TEORIA DE FORMAÇÃO DA LUA
A Lua, companheira do nosso planeta há cerca de 4,5 bilhões de anos, pode ter sido formada pelo impacto de uma série de pequenos corpos com uma Terra embrionária, afirmaram pesquisadores nesta semana. Isso explicaria uma grande inconsistência na teoria dominante, segundo a qual a Lua é resultado de uma única e gigantesca colisão entre a Terra e um corpo celeste do tamanho de Marte. Segundo esta hipótese, cerca de um quinto do material da Lua teria vindo da Terra, e o resto do segundo corpo. No entanto, a composição da Terra e da Lua são quase idênticas --uma improbabilidade que há muito tempo intriga os defensores da hipótese do impacto único. "O cenário de múltiplos impactos é uma forma mais 'natural' de explicar a formação da Lua", disse Raluca Rufu, do Instituto Weizmann de Ciências, de Israel, coautor do novo estudo, publicado na revista científica Nature Geoscience. Tais impactos múltiplos teriam escavado mais material da Terra do que um único impacto, o que significa que os satélites resultantes se assemelhariam mais à composição do nosso planeta, disseram os autores do estudo. Rufu e uma equipe criaram quase mil simulações de computador de colisões entre uma proto-Terra e planetas embrionários chamados planetesimais, menores do que Marte. Teriam sido necessárias cerca de 20 dessas colisões para formar a Lua, concluíram os pesquisadores. Cada colisão teria formado um disco de detritos ao redor da proto-Terra, que se aglomerariam para formar um pequeno satélite natural, segundo os autores. Estes pequenos satélites eventualmente se fundiriam, formando a Lua, acrescentaram. "Nas primeiras etapas do Sistema Solar, os impactos eram muito abundantes, por isso é mais natural que vários deles tenham formado a Lua, em vez de um em especial", disse Rufu à AFP. Acredita-se que nosso Sistema Solar se formou há 4,567 bilhões de anos, seguido pela Lua, cerca de 100 milhões de anos mais tarde. A teoria principal da formação da Lua foi proposta em meados da década de 1970. Nos anos 1980, foram feitas as primeiras sugestões de que o satélite teria sido resultado de várias colisões. O novo estudo "reavivou o cenário até agora em grande parte descartado de que uma série de impactos menores e mais comuns, em vez de um único golpe gigante, formaram a Lua", escreveu Gareth Collins, do Imperial College London, em um comentário publicado pela revista. "Construir a Lua desta maneira leva muitos milhões de anos, o que implica que a formação da Lua se sobrepôs a uma parcela considerável do crescimento da Terra", acrescentou.

CRUZADA CONTRA NOTÍCIA FALSA: FACEBOOK CRIA PROJETO EM PARCERIA COM A MÍDIA
O Facebook finalmente anunciou na quarta-feira (11) uma ação voltada ao jornalismo. Chamado de "Facebook Journalism Project", o projeto era especulado desde que a rede social sofreu duras críticas pela suposta influência de notícias falsas na eleição dos Estados Unidos. Agora, a empresa de Mark Zuckerberg quer aumentar os laços com empresas de mídia. A companhia anunciou uma série de medidas que reforçam sua relação com a imprensa, após os problemas durante o pleito norte-americano, e confirmou que trabalhará em conjunto com outras organizações para ajudar as pessoas a entenderem em que fontes confiar. Uma das citadas, nos Estados Unidos, é a alter Cronkite School of Journalism and Mass Communication, na Universidade do Arizona. Vale lembrar que notícias falsas também são um problema em países como o Brasil: durante a semana do julgamento do impeachment de Dilma Rousseff (PT) na Câmara, três das cinco notícias mais compartilhadas eram falsas. O Facebook ainda informou que atuará com outras empresas na checagem de notícias que se espalham pela rede social. Recentemente, o site já havia feito mudanças para reduzir a viralização de conteúdos falsos – é possível que as pessoas denunciem conteúdos falsos – e diminuiu incentivos financeiros para quem faz relatos falsos no Facebook.
LAÇOS REFORÇADOS COM A IMPRENSA
Em uma provável tentativa de agradar a mídia, o Facebook ainda afirmou que aumentará a parceria para o desenvolvimento de novos produtos em colaboração com jornalistas. A empresa promete novos formatos de contar histórias, evoluindo os atuais (vídeos ao vivo, vídeos em 360º e artigos lidos em plataforma da própria rede social). No projeto, o site avaliou a possibilidade de oferecer pacotes de conteúdos para seguidores mais engajados com as páginas. Outra iniciativa, em estágio inicial, é a valorização de notícias locais pelo interesse de assuntos relativos à comunidade. O Facebook prometeu ainda implantar opções de monetização para produtores de conteúdo e confirmou que deverá, em breve, colocar anúncios no meio de vídeos e expandir o intervalo para anúncios em vídeos ao vivo.
TREINAMENTOS E FERRAMENTAS
Além de prometer "ouvir" mais os jornalistas e promover hackathons específicos para novos produtos para a mídia, o Facebook anunciou que fará treinamentos para a imprensa aproveitar o máximo da rede social, inclusive oferecendo certificados. Uma nova ferramenta para a mensuração do conteúdo publicado também deve surgir em breve. Como muitos jornalistas usam os vídeos ao vivo para buscar notícias, a empresa também quer implantar melhorias nesta relação. Mais um aspecto é a valorização de testemunhas de grandes eventos e que podem ser usadas como fontes para jornalistas.
AGRADO APÓS CRÍTICAS
O anúncio do Facebook vem em contraponto às críticas que recebeu recentemente. Apesar de dizer que as notícias falsas não influenciaram na votação que elegeu Donald Trump, a empresa ao menos oferece uma resposta. Atualmente, redes sociais já contam com parcerias com imprensa – o Twitter tem uma espécie de curadoria de conteúdo na sessão "moments", com os principais assuntos do momento, e o Snapchat oferece uma seção de conteúdos diretos de empresas de mídia. 

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