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quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

RAPIDINHAS DO BLOG...

INFLAÇÃO FECHA 2016 EM 6,29%, DENTRO DO LIMITE MÁXIMO DA META DO GOVERNO
A inflação oficial no Brasil fechou 2016 em 6,29%, dentro do limite máximo da meta do governo. O objetivo era manter a alta dos preços em 4,5% ao ano, mas com tolerância de dois pontos percentuais para mais ou para menos, ou seja, podendo oscilar de 2,5% a 6,5%. Em 2015, a alta dos preços havia sido de 10,67%, a maior desde 2002. No mês de dezembro, a alta de preços foi de 0,3%. O valor representa aceleração em relação ao mês anterior (0,18%), mas é o menor para o mês desde 2008. Os dados do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) foram divulgados na quarta-feira (11) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Eles indicam que a crise econômica, que reduziu gastos tanto da população quanto do governo, teve impacto na inflação. 
FEIJÃO CARIOCA SUBIU 46%
Em um ano em que a produção agrícola brasileira ficou 12% abaixo da colhida em 2015, o consumidor passou a pagar 8,62% a mais pelos alimentos, que têm grande peso, de 25%, no índice. Um dos produtos que mais subiram no ano foi o feijão, após problemas climáticos prejudicarem as lavouras. O tipo carioquinha, preferido na mesa dos brasileiros, subiu 46,39%. Já o mulatinho mais que dobrou de preço (+101,59%). A banana também subiu bastante no ano passado, entre 29,46% e 41,12%, dependendo da variedade. Ainda no grupo dos alimentos, leite e derivados foram destaque (+15,13%). A manteiga ficou 55,17% mais cara, o leite condensado, 53,95%, e o leite longa vida, 12,19%. Por outro lado, a cebola (-36,5%), a batata-inglesa (-29,03%) e a cenoura (-20,47%) ficaram mais baratas no ano.
PLANO DE SAÚDE TEVE MAIOR ALTA DESDE 1997
O aumento das mensalidades dos planos de saúde (+13,55%) foi o maior desde 1997. O resultado pressionou o grupo de saúde e cuidados pessoais, que acabou sendo o único a subir em 2016 (11,04%) mais que em 2015 (9,23%). Já a alta dos remédios, de 12,5%, foi a maior desde 2000. Também foram destaque na inflação de 2016 os gastos com empregado doméstico (+10,27%), educação (+ 8,86%) e transporte público (+7,78%).
CONTA DE LUZ CAIU MAIS DE 10%
A principal contribuição para a desaceleração da inflação no ano passado veio da conta de luz, que ficou 10,66% mais barata. A queda foi influenciada pelo fim da bandeira tarifária, uma taxa extra cobrada na conta de luz quando a produção de energia das hidrelétricas cai e o país precisa acionar as termelétricas, mais caras. A taxa, cobrada entre janeiro de 2015 e janeiro deste ano, caiu em fevereiro e em março e, a partir de abril, deixou de ser cobrada. Voltou apenas em novembro, sendo cobrada só naquele mês
INFLAÇÃO E JUROS
As previsões para a inflação ao longo de quase todo o ano estimavam que a inflação estouraria o limite máximo da meta pelo segundo ano seguido. Mas, no final de 2016, tanto o governo quanto o mercado passaram a prever inflação dentro da tolerância da meta.  O resultado do ano passado abre espaço para mais cortes na taxa de juros. A taxa básica de juros, a Selic, é um dos instrumentos mais básicos para controle da alta de preços. Quando os juros sobem, as pessoas tendem a gastar menos e isso faz o preço das mercadorias cair (obedecendo à lei da oferta e procura), o que, em tese, controlaria a inflação. Com a disparada da inflação em 2015, o BC manteve os juros num patamar alto, de 14,25%. Em outubro do ano passado, o banco cortou a taxa pela primeira vez em quatro anos e, em novembro, reduziu os juros mais uma vez.  A taxa atual era de 13,75%, e o Copom (Comitê de Política Monetária) decidiu ontem, 12, mais um corte de 0,75 ponto percentual, a 13,00%.

FINALMENTE A CIÊNCIA EXPLICOU O QUE VOCÊ JÁ SABIA: BEBER DÁ FOME
Bebidas alcoólicas são ricas em calorias e seu consumo, além de causar embriaguez, também deveria saciar a fome de quem as ingere, certo? Na verdade, não é bem assim: estudo publicado pela Nature na terça-feira (9) apontou que as "bebedeiras" são um gatilho para a compulsão alimentar. A fome que aparece após a ingestão de álcool foi explicada por pesquisadores britânicos, a culpa é toda dos neurônios Agrp. O estudo conduzido por Denis Burdakov, do Instituto Francis Crick, de Londres, mostrou que os principais componentes dos circuitos de alimentação do cérebro --aqueles que desencadeiam a sensação de fome em nosso corpo-- são ativados pelo álcool. Localizados no hipotálamo, os neurônios de Agrp exibem hiperatividade elétrica e bioquímica quando são expostos ao etanol (princípio ativo do álcool). O estudo mostrou, ainda, caminho reverso. Ao abolir a atividade deste neurônio, a indução à compulsão alimentar por meio da ingestão de álcool foi neutralizada, mostrando que a atividade da célula de Agrp é essencial para que o álcool estimule a alimentação excessiva.
RATOS "BEBERRÕES" COMEM MAIS
A pesquisa foi realizada com dois grupos de ratos. O primeiro deles foi exposto ao consumo excessivo de álcool por três dias (ingerindo o equivalente a 18 doses por dia), ao passo que o segundo não foi submetido ao uso do etanol. O resultado foi que, enquanto, os ratos que permaneceram "sóbrios" não alteraram seus padrões de consumo alimentar, os animais que participaram da "bebedeira" apresentaram um aumento significativo na ingestão de alimentos.

SAIBA COMO EVITAR QUE ROUBEM SEUS DADOS NA INTERNET
O phishing é uma técnica de fraude eletrônica que tem a intenção de roubar dados pessoais ou de instalar um programa, um malware (abreviação de "malicious software", ou software malicioso, em português), com a mesma finalidade. Essa coleta de dados pode incluir os seus contatos que, invariavelmente, serão alvos do mesmo truque. A origem do nome, que vem de pescaria em inglês, faz jus ao modo como cibercriminosos empregam esse método. O phishing usa uma isca, que pode chegar por e-mail, SMS, redes sociais ou apps de mensagem. Se tudo parecer perfeito, muitos colocarão a boca no anzol. Para reconhecer mensagens de phishing é necessário ficar atento a alguns sinais maliciosos. A prática normalmente usa o nome de uma instituição verdadeira (1), uma ameaça ou uma promessa (2) e um link ou anexo (3). A instituição pode ser um banco ou uma grande empresa, não importa qual. O nome é usado para que a mensagem ganhe credibilidade. Depois, o corpo da mensagem apresenta uma ameaça ("sua conta será apagada") ou uma promessa ("depósito em sua conta" ou "restituição financeira"). A combinação da instituição e da ameaça/promessa é apenas um disfarce para que você finalmente clique no link ou baixe o anexo, o verdadeiro anzol. O link tem a finalidade de encaminhar você a uma página preparada pelo golpista e o anexo provavelmente é um malware. Ao clicar, você se torna vulnerável para que um cibercriminoso furte seus dados pessoais. Resumindo: você recebe uma mensagem de uma fonte aparentemente confiável com um texto que leva a crer que haverá um ganho ou um prejuízo. Para que isso seja feito, há um link a seguir ou um anexo para comprovar. Essa tentativa de "fisgar um bom peixe" consegue, muitas vezes, romper as proteções tradicionais de seu computador ou smartphone, já que é você que está entregando voluntariamente os seus dados pessoais ao preencher formulários ou esquemas semelhantes. O golpista, tal como era no tempo da vovó, conta com a boa vontade e a falta de atenção da vítima. Para escapar desses malandros, mais do que antivírus, é sempre necessário desconfiar das mensagens que recebe. Confira se o endereço de email de quem mandou é mesmo daquele órgão, muitas vezes são letras ou palavras não relacionadas. Depois, não clique no link, vá direto na página do banco ou loja para ver se o aviso está lá também. Na dúvida, ligue para a instituição antes de clicar em qualquer link ou abrir anexos.

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