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terça-feira, 25 de abril de 2017

CITAÇÃO DO DIA

“A natureza criou o tapete sem fim que recobre a superfície da terra. Dentro da pelagem desse tapete vivem todos os animais, respeitosamente. Nenhum o estraga, nenhum o rói, exceto o homem.”  (MONTEIRO LOBATO)

CHARGE DO DIA


RAPIDINHAS DO BLOG...

EM TRÊS ANOS, PRINCIPAIS EMPRESAS CITADAS NA LAVA JATO DEMITIRAM QUASE 600 MIL
A recessão, a queda do preço do petróleo, a redução dos gastos do governo e a Operação Lava Jato, que investiga esquema de corrupção envolvendo a Petrobrás, empreiteiras e agentes do governo, tiveram efeito devastador no emprego. Levantamento realizado com dez das maiores empresas citadas na Lava Jato mostra que, somente entre funcionários diretos e terceirizados dessas companhias, o corte de vagas entre o fim de 2013 (antes da deflagração da Lava Jato, em março de 2014) e dezembro de 2016 foi de quase 600 mil pessoas. Analistas apontam que o efeito foi ainda maior, quando se consideram as vagas indiretas. Empresas do setor de óleo e gás, como a Petrobrás, foram afetadas pela redução da cotação do petróleo, que hoje está próxima de US$ 50. Já as grandes construtoras e incorporadoras tiveram de lidar com o alto endividamento da população, que deixou de comprar imóveis, e com a conclusão – ou interrupção – de projetos de infraestrutura, diante da deterioração das contas do governo. A conta de 600 mil postos de trabalho fechados mostra um impacto considerável – equivalente a 5% do total de pessoas que entraram na fila do desemprego entre 2013 e 2016, que foi de 11,2 milhões. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o total de desocupados no País era de 1,1 milhão em dezembro de 2013; no fim de 2016, o número havia crescido para 12,3 milhões. Após um período de longa bonança, as companhias envolvidas na Lava Jato vivem momentos de dificuldade e tentam se reestruturar. As construtoras Queiroz Galvão, Engevix, OAS e Mendes Júnior estão entre as que pediram recuperação judicial. A Sete Brasil, empresa criada pela Petrobrás para a construção de sondas de petróleo, está na mesma situação.
FALTA DE EQUILÍBRIO
Os cortes de vagas são impressionantes, diz Adriano Pires, diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), porque muitos projetos de expansão se basearam em previsões pouco realistas. Pires afirma que, após a descoberta do petróleo do pré-sal, instalou-se um clima de euforia que levou à tomada de decisões de governo – e de negócio – sem sentido econômico.
Pires cita como exemplos a determinação de que a Petrobrás fosse operadora dos campos do pré-sal e a criação da Sete Brasil. “A Petrobrás não tinha condições de fazer o trabalho de exploração sozinha. Essa decisão espantou investimentos estrangeiros que hoje seriam bem-vindos”, frisa o diretor do CBIE. O sinal verde para a construção das sondas do pré-sal, lembra Pires, foi baseada em uma previsão de produção de quase 5 milhões de barris de petróleo por dia até 2020. Em 2013, a projeção foi reduzida a 4,2 milhões; dois anos depois, houve novo corte, para 2,8 milhões de barris diários. Essa falta de critério, segundo o economista Sérgio Lazzarini, professor do Insper, influenciou o Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que acelerou a concessão de empréstimos, e também o Banco do Brasil e a Caixa, que inflaram o crédito mesmo quando a economia já dava sinais de exaustão. “O que essa gastança nos trouxe de benefícios? Acho que esse modelo de desenvolvimento mostrou que é preciso dosar a participação do Estado na economia”, diz Lazzarini. Os efeitos colaterais da Lava Jato – o desemprego, a revelação de intricados esquemas de corrupção e o abalo à reputação de grandes companhias – levaram, pelo menos momentaneamente, a uma mudança no curso da economia. Hoje, diz o professor do Insper, o lema é a redução de gastos públicos e a abertura de vários setores a investimentos externos, entre eles infraestrutura e companhias aéreas. A manutenção deste caminho não é garantida, na visão de Lazzarini. Ele acredita que ainda há risco de uma “guinada” populista no País como reação à crise. “Basta ver o que aconteceu nos Estados Unidos, com Donald Trump. Quando se olham os candidatos para a eleição presidencial de 2018, é muito difícil fazer uma previsão para onde vamos.”

PRINCIPAIS CORTES
Por seu porte, a Petrobrás fez os maiores cortes em termos absolutos entre as companhias consultadas (leia mais abaixo), mas houve reduções relativamente maiores, como o da Engevix, que diminuiu seu efetivo em 85%. Os dados do quadro ao lado foram repassados pelas próprias empresas. Algumas empresas esperam uma chance de voltar à ativa. É o caso da Sete Brasil, que chegou a movimentar 15 mil trabalhadores nos estaleiros que contratava para construir suas sondas, segundo fontes. Hoje, a atividade da Sete se resumiria a 20 funcionários. A companhia aguarda a aprovação de seu plano de recuperação no início de maio. Segundo o Estado apurou, a expectativa é contratar até 2 mil trabalhadores para a retomada das sondas. Procurada, a Sete Brasil não quis comentar nem fornecer dados oficiais sobre sua força de trabalho.
JUSTIFICATIVAS
Algumas das empresas consultadas destacaram que, além da Lava Jato, outros fatores contribuíram para a redução de seus quadros. A Odebrecht lembrou da crise que abateu o País nos últimos anos e disse estar “comprometida em voltar a crescer e contribuir com as comunidades nos locais onde atua”. A Andrade Gutierrez afirmou que seus dados são afetados por reduções de ritmos de obras ou o encerramento das mesmas – justificativa que também se aplica às demais construtoras. A Promon também afirmou ter sido afetada pela redução dos investimentos em infraestrutura no País.

TECNOLOGIAS PODEM RESFRIAR O PLANETA E EVITAR UMA CATÁSTROFE
Vocês se lembram do filme "Expresso do Amanhã"? Nesse delirante thriller de ficção científica do diretor coreano Bong Joon-ho, uma tentativa de reverter o aquecimento global acaba tendo um resultado terrível. O planeta congela. Apenas os passageiros de um trem que nunca para de viajar em torno da Terra conseguem sobreviver. Os da primeira classe comem sushi e bebem vinho em abundância. As pessoas da terceira classe comem barras de proteína feitas de baratas. É sério. Os cientistas precisam começar a estudar essas coisas. As notícias sobre o clima estão se tornando alarmantes ao longo dos últimos meses. Em dezembro, os cientistas revelaram que as temperaturas de algumas partes do Ártico estavam em torno de 20º C acima das médias históricas. Em março, outros relataram que o gelo do Ártico havia caído para os níveis mais baixos da história. O oceano mais quente já havia matado uma enorme parcela da Grande Barreira de Corais na Austrália. Vamos falar sério agora. As chances de desacelerar, ou mesmo de parar esses processos por meio do uso de mais painéis solares e turbinas de vento já eram pequenas antes mesmo da eleição de Donald Trump. Agora é provável que Trump trabalhe para minar a estratégia do presidente Barack Obama de reduzir as emissões de gases do efeito estufa. É aí que entra a engenharia climática. Em março, os pesquisadores de ciências físicas e sociais que estão interessados no aquecimento global se reuniram em Washington para discutir abordagens como o resfriamento do planeta por meio do uso de aerossóis na estratosfera ou da criação de nuvens brancas para refletir a luz do sol de volta para o espaço, que podem ser indispensáveis para evitar as consequências desastrosas do aquecimento global. Os aerossóis podem ser instalados em aeronaves militares e jogados na atmosfera em grandes altitudes. As nuvens marinhas podem ser mudadas para refletir mais luz solar por meio da inclusão de uma névoa salina, retirada diretamente dos oceanos. A principal prioridade deve ser a redução da emissão de gases do efeito estufa para alcançar e superar as promessas feitas durante o encontro climático de Paris, em dezembro de 2015. Contudo, conforme Janos Pasztor, diretor da Iniciativa Carnegie de Governança e Geoengenharia Climática, me disse, "a realidade é que talvez precisemos de mais ferramentas, mesmo que consigamos atingir esses objetivos". O dióxido de carbono que a humanidade liberou na atmosfera já está gerando mudanças mais velozes e profundas no clima e nos ecossistemas globais do que o esperado até pouco tempo atrás. A não ser com o surgimento de uma tecnologia relativamente barata - algo improvável no futuro próximo, de acordo com muitos cientistas -, o gás carbônico vai continuar na atmosfera por um bom tempo, tornando-a ainda mais quente nas próximas décadas. Para resolver o problema climático será necessário cortar a zero as emissões de gases do efeito estufa, idealmente ainda este século, além de provavelmente eliminar parte desses gases da atmosfera. Entretanto, a geoengenharia solar pode ser um complemento fundamental para mitigar os efeitos, dando à humanidade o tempo necessário para desenvolver a vontade política e as tecnologias necessárias para atingir a descarbonização da atmosfera. Com Trump afastando os EUA - o segundo maior responsável por emissões de poluentes do mundo, atrás apenas da China - dos acordos internacionais, a geoengenharia parece ainda mais atraente. "Se os Estados Unidos começarem a andar para trás ou deixarem de caminhar rápido o bastante com a redução das emissões, mais e mais pessoas começarão a conversar sobre essas outras opções", afirmou Pasztor, ex-secretário-geral assistente de mudança climática nas Nações Unidas. Embora muitos pesquisadores reunidos em Washington tenham expressado preocupação em relação ao uso de tecnologias de geoengenharia, houve um consenso praticamente universal em relação à necessidade de investir mais dinheiro em pesquisa - não apenas na tentativa de resfriar a atmosfera, mas também nos potenciais efeitos colaterais dessas medidas sobre a química atmosférica e os padrões climáticos em diferentes partes do mundo. Mesmo que se saiba que a gestão de radiação solar pode ajudar a resfriar a atmosfera, o temor de que a pesquisa de campo se pareça demais com a prática contribuiu para limitar a pesquisa apenas a modelos virtuais dos efeitos e a experimentos em pequena escala realizados nos laboratórios. O mais importante, destacam os acadêmicos, é que a pesquisa inclua um debate internacional e aberto a respeito das estruturas de governança necessárias para colocar em prática uma tecnologia que, de uma hora para a outra, poderia afetar todas as sociedades e sistemas naturais do planeta. Em outras palavras, a geoengenharia precisa ser compreendida não como ficção científica, mas como uma possível parte do futuro nas próximas décadas. "Atualmente esse assunto ainda é tabu, mas é um tabu que tem os dias contados", afirmou David Keith, um famoso físico da Universidade de Harvard que organizou os especialistas da área. Os argumentos contrários à geoengenharia são similares aos contrários a organismos geneticamente modificados. É perigoso bagunçar a natureza. Mas existem razões mais práticas por trás das preocupações com o uso de tecnologias tão radicais. Como elas afetariam o ozônio da estratosfera? Como os padrões de precipitação seriam transformados? Além disso, como mundo poderia estar de acordo com uma tecnologia que teria impactos diferentes em regiões diferentes do planeta? Como o mundo iria equilibrar o benefício global de uma atmosfera mais fria com mudanças enormes nas chuvas de monção do subcontinente indiano? Quem tomaria as decisões? Os Estados Unidos concordariam com isso caso o Meio-Oeste americano ficasse mais seco? A Rússia permitira que os portos do norte fossem congelados? A geoengenharia pode ser tão barata que até mesmo países de renda média poderiam aplicá-la de forma unilateral. Alguns cientistas estimam que a gestão de radiação solar poderia resfriar a Terra rapidamente por menos de 5 bilhões de dólares ao ano. E se o governo Trump decidisse concentrar o combate às mudanças climáticas apenas em ações de geoengenharia? No fim das contas, nada disso iria funcionar. Se os gases do efeito estufa não forem retirados da atmosfera, o mundo voltaria a ficar quente de uma hora para a outra, assim que as injeções de aerossóis deixassem de ser aplicadas. Ainda assim, a tentação de combater o aquecimento global da forma mais barata, sem deixar de utilizar combustíveis fósseis será uma saída difícil de resistir, especialmente para um presidente que prometeu reativar a exploração de carvão mineral e que não parece se interessar pela diplomacia climática. Nas palavras de Scott Barrett, economista ambiental da Universidade de Columbia, que participou do encontro em Washington: "O maior desafio gerado pela geoengenharia provavelmente não é técnico, mas envolve a forma como governamos o uso dessas tecnologias inéditas". Essas considerações éticas deveriam ser levadas em conta por qualquer programa de pesquisa a respeito da gestão dos raios de sol. Talvez os pesquisadores devessem evitar financiamentos do governo norte-americano, que nega a existência do aquecimento global, para evitar a deslegitimação da tecnologia frente aos olhos do mundo. As pessoas precisam se lembrar do alerta dado por Alan Robock, climatologista da Universidade Rutgers, que nos alertou para o fato de que a pior consequência do uso da geoengenharia seria uma possível guerra nuclear. Entretanto, seria um erro limitar as pesquisas em torno dessa nova ferramenta tecnológica. Pode-se provar que a geoengenharia foi uma má ideia por uma série de razões. Mas só saberemos disso ao certo se continuarmos a pesquisar. A melhor forma de pensar a respeito das opções é oferecer uma avaliação dos riscos. De um lado da balança ficam todos os problemas que a geoengenharia pode causar. Eles precisam ser menos grave que os possíveis resultados de uma mudança climática profunda. Pensando nos termos das fantasias delirantes da ficção científica, os extremos provavelmente não serão entre um mundo de barras de proteína feitas de baratas, ou um mundo com energia limpa e acessível para todos. É mais provável que estejamos entre os biscoitos de barata e um mundo distópico e em ebulição.

MASTERCARD LANÇA CARTÃO COM LEITOR DE IMPRESSÕES DIGITAIS
A MasterCard anunciou uma nova tecnologia ideal para quem não consegue decorar suas senhas: um cartão de crédito com um leitor de digitais embutidos. Disponível na África do Sul, o cartão permite que usuários façam compras sem digitar a senha, exigindo apenas um leve toque no dispositivo para comprovar a sua identidade no ato da compra. De acordo com a empresa, o cartão de crédito funciona em máquinas convencionais, já que possui a mesma espessura dos cartões usados atualmente — ou seja, não haverá problemas na implementação da tecnologia e nem necessidade de atualização das máquinas. Para ter o cartão nos países disponíveis, então, basta solicitar para a instituição financeira e cadastrar a biometria. Para realizar as compras, o procedimento é o mesmo que é feito em transações normais: o cliente insere o cartão na máquina e aguarda. No momento da validação, ao invés de inserir a senha, ele coloca o dedo no sensor biométrico. Neste momento, a máquina libera a compra como se a pessoa tivesse inserido a senha. “Seja desbloqueando um smartphone ou fazendo compras online, impressões digitais estão ajudando a entregar conveniência adicional e segurança”, disse o presidente da Mastercard, Ajay Bhalla, por meio de comunicado. A tecnologia começa a ser liberada para o público do país africano após realizar dois testes em supermercados e lojas de conveniências — ambos bem-sucedidos. Nos próximos meses, a tecnologia segue para testes na Europa e na Ásia. A empresa, no entanto, ainda não possui previsão de quando o cartão de crédito biométrico deverá ser liberado nos demais países que a MasterCard opera.
TENTATIVA
Esta não é a primeira vez que a Mastercard tenta estimular os consumidores a deixar de usar senhas. Em julho de 2015, a empresa anunciou que estava desenvolvendo um sistema que aprova a compra após o dono do cartão tirar uma selfie. Segundo a empresa, o recurso, que ainda não foi lançado comercialmente, pede que o cliente tire uma foto de si mesmo na hora da compra. Um sistema de reconhecimento facial identificará se ele é o dono do cartão. A empresa não é a única a postar na biometria para garantir a segurança de transações financeiras. Além dos grandes bancos, fabricantes de smartphones também passaram a incorporar o recurso em diversos novos modelos de aparelhos, com o intuito de viabilizar compras online. Contudo, os sensores de digitais ainda não são à prova de fraude. Segundo especialistas em segurança, cibercriminosos podem usar impressões digitais falsas como uma espécie de “chave-mestra” para autorizar transações.  

VOCÊ SABIA?

POMBOS PASSAM CONHECIMENTO DE GERAÇÃO PARA GERAÇÃO
 Pássaros conseguem aperfeiçoar rotas de voo em grupo e transmitir essa informação para os filhos, uma capacidade antes considerada exclusiva do ser humano

Os pombos já dominam as cidades. E agora, pelo jeito, querem dominar o mundo. Pesquisadores da Universidade de Oxford descobriram que os pássaros amantes de migalhas de pão francês estão entre os únicos seres vivos além do ser humano que têm um tipo primitivo de cultura – e são capazes de transmitir esse conhecimento coletivo para as próximas gerações.
“Primitiva” porque o conhecimento em questão não é uma técnica de pintura ou qualquer outra habilidade associada à definição de cultura no senso comum, e sim algo mais prático: rotas de voo.
Para provar o talento dos pássaros, os professores de zoologia Takao Sasaki and Dora Biro começaram ensinando um caminho específico a dez pombos-correio. Depois, aos poucos, substituíram os espécimes já treinados por outros, que não sabiam de nada. Não deu outra: os veteranos ensinaram o caminho aos novatos.
Quando ocorreu a décima substituição – e mais nenhum pombo do lote original estava lá para dar aula – os novatos mais antigos assumiram o comando e passaram a ensinar. Com o tempo, e de forma coletiva, os animais também começaram a aperfeiçoar a rota para torná-la mais econômica e objetiva. 
Pombos solitários, usados para testes de controle, não conseguiram alcançar a mesma eficiência. Grupos de pombos que não receberam novos membros com frequência também ficaram estagnados. As informações estão disponíveis no artigo científico.
“Antes os cientistas pensavam que só os humanos tinham a capacidade cognitiva de acumular conhecimento social”, afirmou Sasaki. “Nosso estudo mostra que os pombos compartilham essa habilidade com o ser humano, pelo menos no sentido de que eles são capazes de melhorar uma solução progressivamente ao longo do tempo. O que não dá para afirmar é que eles alcançam esses objetivos pelos mesmos processos que nós.”
Em outras palavras, o aumento de eficiência na execução de uma tarefa não significa que houve, necessariamente, um aumento na complexidade dela – uma característica fácil de verificar no ser humano, que foi da roda ao avião em alguns milhares de anos. Seja como for, o feito dos pombos continua interessante – e saber que os animais são capazes de compartilhar experiências em grupos pode mudar a maneira como a biologia enxerga certos fenômenos.

BIOGRAFIA DE CELEBRIDADES

BIOGRAFIA DE DOM PEDRO I
Dom Pedro I (1798-1834) foi o primeiro Imperador do Brasil. Foi Rei de Portugal. Dom Pedro I (1798-1834) nasceu em Lisboa, Portugal, no dia 12 de outubro de 1798. Filho de Dom João VI e de Dona Carlota Joaquina de Bourbon. Passou seus primeiros anos no Palácio de Queluz, cercado de governantas e professores. Entre seus mestres estavam Dr. José Monteiro da Rocha, ex-jesuíta, e frei Antônio de Nossa Senhora da Salete. Sabia falar latim, francês e inglês. No dia 29 de novembro de 1807, com a ameaça da invasão de Portugal pelas tropas de Napoleão, a família real embarca para o Brasil, instalando-se no Rio de Janeiro, em março de 1808, na Quinta da Boa Vista. Pedro era um menino com apenas 9 anos, rebelde, fugia do castelo para brincar com os garotos pobres do porto. Frei Antônio de Arrábida tornou-se seu principal mestre e confessor. Tinha aulas de pintura e música, aprendeu a compor e tocar pequenas peças. Dedicava-se também à equitação. Avesso aos estudos preferia a vida ao ar livre no palácio de São Cristóvão e na fazenda Santa Cruz. Em março de 1816, com a morte de sua avó Dona Maria I, Dom João é aclamado Rei de Portugal e Dom Pedro torna-se Príncipe Real e herdeiro direto do trono, em virtude da morte do seu irmão mais velho, Antônio. Depois de várias negociações diplomáticas, estava a caminho do Brasil a Arquiduquesa Carolina Josefa Leopoldina, filha do imperador da Áustria. Foi a escolhida para esposa de Dom Pedro. Casam-se no dia 5 de novembro de 1817. Com fama de aventureiro e boêmio, teve 13 filhos reconhecidos e mais cinco naturais: sete com a primeira esposa, Dona Leopoldina, da qual enviuvou em 1826; uma filha com a segunda esposa, a duquesa alemã Amélia Augusta; cinco com a amante brasileira Domitila de Castro, a marquesa de Santos; um com uma irmã de Domitila, Maria Benedita Bonfim, baronesa de Sorocaba; um com a uruguaia Maria Del Carmen García; um com cada francesa Noémi Thierry e Clémence Saisset e um com uma monja portuguesa Ana Augusta. Em 1820 Portugal passava por grave crise política e social. A Revolução Liberal do Porto se espalhou por todo pais. A constituição era a palavra de ordem. Estava em jogo o destino do Reino Unido. A família real retorna à Europa em 26 de abril de 1821, ficando D. Pedro como Príncipe Regente do Brasil. A corte de Lisboa despachou então um decreto exigindo que o Príncipe retornasse a Portugal e que o Brasil voltasse a condição de colônia. O decreto vindo da corte provocou grande desagrado popular. Um abaixo-assinado com oito mil assinaturas foi levado a D. Pedro, solicitando sua permanência no Brasil. No dia 9 de janeiro de 1822, cedendo às pressões Dom Pedro declara: "Como é para o bem de todos e felicidade geral da nação, estou pronto. Diga ao povo que fico". O dia do Fico era mais um rompimento com Portugal. A atitude de Dom Pedro desagradou a Corte Portuguesa, que suspendeu o pagamento de seus rendimentos. José Bonifácio foi escolhido para chefiar seu novo ministério. Com a popularidade cada vez mais em alta, quando viajava de Santos para a capital paulista, recebeu uma correspondência de Portugal, comunicando que fora rebaixado da condição de regente a mero delegado das cortes de Lisboa. Descontente, ali mesmo, em 7 de setembro de 1822, junto ao riacho do Ipiranga, o herdeiro de D. João VI, resolveu romper definitivamente contra a autoridade paterna e declarou: "Independência ou morte! Estamos separados de Portugal!".
De volta ao Rio de Janeiro, Dom Pedro foi proclamado Imperador Constitucional do Brasil. A cerimônia teve lugar no Campo de Santana, hoje Praça da República. No dia 1 de dezembro, recebeu a Coroa Imperial. Em 1823, a Assembleia Constituinte iniciou suas atividades. Dos noventa deputados, muitos não compareciam. A redação da Carta Magna era lenta. Insatisfeito, Dom Pedro dissolve a Constituinte, manda prender os irmãos Bonifácio e cria um Conselho de Estado para redigir a Constituição, que foi promulgada no dia 25 de março de 1824.
Em meio a dificuldades financeiras e várias e desgastantes rebeliões localizadas, instalou a Câmara e o Senado vitalício em 1826, porém um fato provocou desconforto geral e o seu declínio político no Brasil. Com a morte de D. João VI, em 1826, decidiu contrariar as restrições da constituição brasileira, que ele próprio aprovara, e assumir, como herdeiro do trono português, o poder em Lisboa como Pedro IV, 27º rei de Portugal.
Foi a Portugal e, constitucionalmente não podendo ficar com as duas coroas, instalou no trono a filha primogênita, Maria da Glória, como Maria II, de sete anos, e nomeou regente seu irmão, Dom Miguel. Porém sua indecisão entre o Brasil e Portugal contribuiu para minar a popularidade e, somando-se a isto o fracasso militar na Guerra da Cisplatina (1825-1827).
Os constantes atritos com a assembleia, o seu relacionamento extraconjugal (1822-1829) com Domitila de Castro Canto e Melo, a quem fez Viscondessa e depois Marquesa de Santos, o constante declínio de seu prestígio e a crise provocada pela dissolução do gabinete, após quase nove anos como Imperador do Brasil, abdicou do trono, no dia 7 de abril de 1831, em favor de seu filho Pedro, então com cinco anos de idade.
Voltando a Portugal, com o título de Duque de Bragança, assumiu a liderança da luta para restituir à filha Maria da Glória o trono português, que havia sido usurpado pelo irmão, Dom Miguel, travando uma guerra civil que durou mais de dois anos. Inicialmente criou uma força expedicionária nos Açores (1832), invadiu Portugal, derrotou o irmão e restaurou o absolutismo.
Sabe-se, ainda, que o Imperador teve formação musical bastante esmerada, tendo sido aluno de mestres como o Padre José Maurício Nunes Garcia, Marcos Portugal e Sigismund Neukomm. Tocava clarineta, fagote e violoncelo. Dele se conhece uma Abertura, executada no Teatro Italiano de Paris (1832), um Credo, um Te Deum, o Hino da Carta, adotado posteriormente como Hino Nacional Português (até 1910), e o Hino da Independência do Brasil.
Pedro de Alcântara Francisco Antônio João Carlos Xavier de Paula Miguel Rafael Joaquim José Gonzaga Pascoal Cipriano Serafim de Bragança e Bourbon morreu de tuberculose, no palácio de Queluz, no dia 27 de setembro de 1834. Foi sepultado no Panteão de São Vicente de Fora, como simples general e não como rei, como determinava seu testamento. No sesquicentenário da independência do Brasil, em 1972, seus restos mortais foram trazidos para a cripta do monumento do Ipiranga, em São Paulo.

Fonte: https://www.ebiografia.com/dompedro_i/

CIRCULA NA INTERNET

CIDADE TEM ELEIÇÃO PARA PREFEITO DECIDIDA NO CARA OU COROA NOS EUA 

Um cara ou coroa decidiu uma eleição para prefeito em uma pequena cidade do estado americano de Illinois. Tammy O'Daniell-Howell foi escolhida como nova prefeita da cidade de Colp, na última quinta-feira (20), após o lance de moeda. Bryan Riekena, o candidato derrotado, deixou Tammy escolher cara ou coroa. Ela escolheu cara e venceu. Os dois candidatos tiveram 11 votos na eleição, realizada em 4 de abril. A cidade, que fica a 193 km de St. Louis, capital de Missouri, tem 250 habitantes. A lei de Illinois prevê que empates sejam decididos no cara ou coroa.


IMAGEM DO DIA

Uma deslumbrante imagem na região de Bordeaux na França.

PIADA DO BLOG

PROMOÇÃO NA CONCESSIONÁRIA
O português Manoel entrou em uma concessionária e logo que entrou o vendedor o abordou.
- Boa tarde! Posso ajudar o senhor? Gostou de algum veículo?
- Boa tarde. Gostei sim dessa Hilux.
- Bom, estamos com uma mega promoção. Você levando esta Hilux pagamos as 3 primeira parcelas.
- Sério?
- Sério.
- Vou levar então.
- Em quantas parcelas?
- Três!

TEXTO DO BLOG

ESCOLA PARA POBRE DEVE SER RICA
por  Rinaldo Barros*


“Ser culto é a única maneira de ser livre”. (José Marti, 1853-1895)


Sei que o caro leitor compreende a importância e o alcance de sua missão, aqui e agora, no Planeta. E relembro que, na história da Humanidade, algumas transformações importantes somente ocorreram porque uma determinada pessoa estava no lugar certo, e no momento certo.
A premissa desta minha ousadia se prende à constatação histórica de que as regiões com maior desenvolvimento são aquelas que fizeram e fazem maiores investimentos em prol da Educação de qualidade.
Estas afirmações óbvias, caro leitor, formam um pano de fundo para trombetear que o Rio Grande do Norte já possui potencial e mecanismos capazes de alavancar o seu desenvolvimento e, melhor ainda, com excelente capital humano, nas universidades e fora delas, pronto para ser convocado.
Sei que você sabe que a Educação não pode ser um projeto de governo ou um projeto de partido, mas um projeto da sociedade, um projeto de Nação.
É imprescindível voltar a transmitir valores universais para nossos jovens, à luz da igualdade de oportunidades, pluralismo de idéias e concepções, valorização e resgate moral do papel do professor e vinculação da escola ao mundo do trabalho. Mas, é fundamental transformar não apenas a vida do aluno tornando as escolas divertidas e prazerosas, mas todo o seu espaço de convivência. Que haja, no quintal de cada escola, uma horta ou um pomar, à chuva e ao sol, onde cada estudante plante uma árvore.
Governantes! Urbanizem os espaços degradados, emprestando-lhes vida digna.
É igualmente imprescindível adotar a educação científica em todas as escolas, a exemplo da inovadora Escola Alfredo Monteverde (Cidade da Esperança (em Natal) e Macaíba), integrante das linhas de ação do Instituto Internacional de Neurociências de Natal (IINN), já em pleno funcionamento, sob a coordenação da pedagoga Dora Montenegro, o que coloca o Rio Grande do Norte no mapa da ciência mundial, através do trabalho competente do cientista Miguel Nicolelis.
Depois de dominar o sistema de escrita, as crianças devem ser estimuladas a ler para compreender o mundo e a ter mais responsabilidade na melhoria dos seus próprios textos.
Aprendamos com essa experiência, para servir ainda mais ao desenvolvimento da população.
Tenho certeza que a Agenda da Educação do atual Governo vai investir forte no novo modelo de alfabetização, na construção de escolas-padrão e novos centros de ensino integrado à educação profissional, instalação de mais bibliotecas e laboratórios, com a valorização dos professores, além de implementar totalmente o Plano de Cargos, Carreira e Remuneração dos professores.
Sei que aumentarão os investimentos na qualificação dos professores, oferecendo formação continuada; e que o Governo vai premiar com o 14º salário os professores que se destacarem no compromisso de melhorar a qualidade da educação pública.
Todavia, caro leitor, falta também praticar um modelo de gestão que assegure a elevação do padrão de qualidade da educação, com base no compartilhamento e co-responsabilidade, através de contrato público entre a Secretaria de Educação e a direção de cada escola, assegurando incentivos por meta atingida para reduzir a evasão e a repetência, na busca da qualificação da força de trabalho jovem; levando por todos os cantos, a esperança em forma de capacitação, atualização e aperfeiçoamento para todos.
Não se deve perder de vista que a luta pela superação dos problemas do desemprego, da exclusão, da pobreza e das desigualdades sociais, precisa levar em conta as intervenções governamentais no campo da Tecnologia da Informação. Vide exemplo do Instituto Metrópole Digital (IMD).
Penso que é indispensável nos apropriar da Tecnologia de Informação para construir redes solidárias, que articulem experiências e práticas testadas historicamente, construindo para a nossa terra uma alternativa humanizadora, inclusiva, democrática e cidadã.
Falo também do Ensino a Distância (EAD), falo de e-governo, o governo eletrônico, o governo inteligente, onde o governante estará conectado permanentemente com seus auxiliares, com prefeitos, com outros níveis de governo e com o Terceiro Setor, em tempo real.
O ciberespaço pode proporcionar uma das características mais fundamentais da vida de uma sociedade, a saber, a possibilidade de anulação das distâncias entre os ocupantes: a anulação da distância simbólica, pela comunicação eficaz sob forma digital.
Resumo da ópera: escola para pobre deve ser rica. De estímulos e recursos.
Esta é a oportunidade de agir de mãos dadas com a libertação do nosso povo, como queria Marti.

(*) Rinaldo Barros é professor – rb@opiniaopolitica.com

INDICADORES DO BLOG

BOVESPA
O principal índice da bolsa paulista fechou em alta na segunda-feira (24), diante do alívio do cenário externo após o resultado o primeiro turno da eleição presidencial na França e tendo as ações da Hypermarcas e Natura entre as maiores altas, de acordo com a Reuters. O Ibovespa subiu 0,99%, a 64.389 pontos. No mês, o índice acumula queda de 3,41%. No ano, o Ibovespa acumula alta de 6,91%.  

COMMODITIES
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Petróleo (Brent)
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US$ 48,560
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US$ 1275,410
0,0%
Prata
Onça troy
US$ 17,900
US$ 17,980
0,0%
Platina
Onça troy
US$ 957,000
US$ 967,000
+0,31%
Paládio
Onça troy
US$ 795,000
US$ 800,000
0,0%

CÂMBIO
COMPRA
VENDA
VARIAÇÃO
Dólar com.
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3,1267
-0,97%
Dólar tur.
2,9700
3,2800
-0,91%
Euro
3,3982
3,4005
+0,65%
Libra
3,9989
4,0028
-0,8%
Pesos arg.
0,2030
0,2035
-0,05%

INDICADORES
VALOR
ATUALIZAÇÃO
Salário Mínimo
R$ 937,00
2017
Global 40
+112,32%
24.Abr.2017
TR
+0,03%
24.Abr.2017
CDI
+11,13%
24.Abr.2017
SELIC
+11,25%
12.abr.2017

INFLAÇÃO
ÍNDICE
MÊS
VALOR
IPCA
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segunda-feira, 24 de abril de 2017

CITAÇÃO DO DIA

“Quando o homem aprender a respeitar até o menor ser da criação, seja animal ou vegetal, ninguém precisará ensiná-lo a amar seus semelhantes.”  (ALBERT SCHWEITZER)

CHARGE DO DIA


RAPIDINHAS DO BLOG...

TEXTO ATUAL DA REFORMA DA PREVIDÊNCIA TRAZ ECONOMIA DE 76% DO PLANO ORIGINAL, DIZ MEIRELLES
O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou que, se a reforma da Previdência for aprovada no modelo atual, a economia será equivalente a 76% do benefício fiscal previsto com a proposta original. "Ainda é um número impreciso. Estamos falando de uma proposta que ainda não foi aprovada. Esse número pode variar um pouco, mas já estava precificado pelo mercado e dentro das nossas expectativas", disse Meirelles, em entrevista para jornalistas, em Washington, onde ocorre a reunião de primavera do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial. A votação do relatório da reforma da Previdência na comissão especial da Câmara dos Deputados está prevista para ocorrer em 2 de maio. E a expectativa do ministro é que, depois de aprovado o relatório, devem ocorrer poucas alterações durante a tramitação no Plenário. "É importante que a reforma da Previdência seja aprovada no primeiro semestre por causa do efeito das expectativas na economia", disse Meirelles. Ele, no entanto, voltou a afirmar que não vê problemas se esse prazo se estender.
BANCO DOS BRICS
Meirelles também afirmou que o Brasil está discutindo com a China a possibilidade de outros países participarem do Banco dos Brics, grupo composto também pela Rússia, África do Sul e Índia. "Isso vai reforçar e aumentar a legitimidade do banco. Estamos no momento discutindo a possibilidade de aceitar novos países, mas no momento ainda não foi tomada essa decisão."
VEJA OS PRINCIPAIS PONTOS DA PROPOSTA DE REFORMA DA PREVIDÊNCIA
 
O TESOURO EM MINERAIS RAROS ENCONTRADO EM MONTANHA SUBMARINA NO OCEANO ATLÂNTICO
Em uma montanha submarina, nas águas do Oceano Atlântico, está um tesouro de raros minerais. Uma equipe de investigadores do Centro Nacional de Oceanografia (NOC, na sigla em inglês) do Reino Unido identificou uma crosta de rochas extremamente rica em minerais raros nas paredes desse monte, a 500 quilômetros das Ilhas Canárias. Amostras trazidas à superfície detectaram a presença de uma substância rara conhecida como telúrio em concentrações 50 mil vezes mais elevadas que as já identificadas na terra. O telúrio, comum em ligas metálicas, é usado também em um tipo avançado de painel solar. A montanha também contém minerais e terras-raras usados na fabricação de turbinas eólicas e em dispositivos eletrônicos. A descoberta levanta uma questão delicada: se a busca por recursos alternativos de energia pode impulsionar a exploração mineral no fundo do mar.
CONTROVÉRSIA
O monte submarino, cujo nome é Tropic, tem três mil metros de altura e seu cume fica a 1 mil metros da superfície. Os pesquisadores do Centro Oceanográfico Nacional do Reino Unido usaram robôs submarinos para investigar a crosta de grãos finos que cobre toda a superfície da montanha e tem espessura de quatro centímetros. Bram Murton, líder da expedição que explora a Tropic, contou à BBC que esperava encontrar minerais em abundância no local, mas jamais imaginou que as concentrações dos mesmos seriam tão elevadas. "Esta crosta é incrivelmente rica e é isso que faz com que essas rochas sejam incrivelmente especiais e valiosas do ponto de vista de recursos", explicou.
DEBATE NECESSÁRIO
Murton calcula que as 2.670 toneladas de telúrio da montanha equivalem a um duodécimo de todo o consumo mundial. O pesquisador deixou claro que não está defendendo a prática da mineração no mar. A atividade foi recentemente regulamentada pela ONU, mas já provoca controvérsia pelos danos potenciais que pode causar ao meio ambiente marinho. Ainda assim, Burton quer que a descoberta da equipe dele - parte de um projeto mais amplo chamado MarineE-Tech - provoque um debate sobre de onde devem vir os recursos vitais. "Se precisamos de energia verde, precisamos de materiais para construir dispositivos capazes de gerar esse tipo de energia [limpa]. E esses materiais têm de vir de algum lugar", disse. "Ou os tiramos da terra e fazemos um buraco lá. Ou os tiramos do fundo do mar e fazemos ali um buraco comparativamente menor", afirmou Murton, que acredita que esse é um dilema que precisa ser enfrentado por toda a sociedade. "Tudo o que fazemos tem um custo". Pesquisadores têm pesquisado benefícios e riscos da mineração em terra e no mar.
VANTAGENS E DESVANTAGENS
De forma geral, a mineração em terra implica em desmatar, remanejar povoados e construir vias de acesso para remover rochas com concentrações relativamente baixas de minerais (ou de minério). No mar, por sua vez, os minérios são muito mais ricos, ocupam uma área menor e o impacto imediato sobre populações é bem menor. A desvantagem é que a vida marinha nas áreas de extração praticamente morre, e esse efeito devastador pode se estender rapidamente e, potencialmente, comprometer uma grande área. Uma das principais preocupações é o efeito da poeira produzida ao se cavar o fundo do mar, que pode viajar longas distâncias e afetar organismos vivos pelo caminho. Para entender as possíveis implicações, a expedição britânica realizou um experimento no qual tentou reproduzir os efeitos da mineração para medir a quantidade de pó produzido. Os resultados preliminares, disse Murton, mostram que a poeira não é facilmente detectada a um quilômetro de distância além da fonte. Isso indica que o impacto da mineração submarina poderia ser mais localizado do que o inicialmente previsto.
RICO COMO A FLORESTA TROPICAL
Outro estudo, conduzido pelo mesmo grupo, avaliou evidências fornecida pela exploração do fundo do mar em curso e concluiu que muitas criaturas marítimas afetadas se recuperariam em um ano. Poucas, entretanto, voltariam a alcançar seus níveis anteriores, mesmo depois de duas décadas. Uma pesquisa focou em organismos minúsculos no leito do Oceano Pacífico, na região conhecida como Zona Clarion-Clipperton, ao sul do Havaí. A Autoridade Internacional dos Fundos Marinhos (ISA, na sigla em inglês) - uma organização ligada às Nações Unidas - autorizou empresas de 12 países a buscar minerais nas rochas do fundo do mar dessa região. De acordo com Andy Gooday, professor do Centro Nacional de Oceanografia do Reino Unido, as rochas do fundo do mar têm uma variedade de organismos unicelulares do tipo xenophyophorea muito maior do que se esperava. Esses organismos estão nos degraus mais inferiores da cadeia alimentar marinha. Também desempenham um papel importante na formação de estruturas sólidas - como se fossem recifes de coral em miniatura - e fornecem habitats para outras criaturas marinhas. Para Gooday, a vida identificada nos sedimentos do oceano profundo é comparável à que existe em uma floresta tropical e "é muito mais dinâmica" do que imaginava. "Se você remover os organismos unicelulares, que são muito frágeis e certamente serão eliminados pela mineração, outros organismos também serão destruídos", disse. "É difícil de prever e, como todo o oceano está conectado aos efeitos da mineração, precisamos aprender mais. Nós ainda sabemos muito pouco sobre o que está acontecendo lá em baixo", completou.

PROJETO DA DONA DO GOOGLE ACOMPANHARÁ 10 MIL PESSOAS PARA ANTECIPAR DIAGNÓSTICO DE DOENÇAS
A Verily, companhia especializada em saúde da Alphabet, empresa-mãe do Google, propôs acompanhar 10 mil pessoas alguns anos para detectar sinais que possam antecipar o surgimento de doenças. A iniciativa faz parte de um projeto apresentado na semana passada. O estudo, denominado "Project Baseline" e realizado em colaboração com as universidades de Duke e Stanford, aspira a estabelecer "um mapa da saúde humana" através da identificação de uma ampla gama de dados médicos, de comportamento e genéticos. Para isso, os participantes usarão diariamente um dispositivo conectado no pulso e outros sensores. O acompanhamento será feito também através de visitas regulares a uma clínica e de questionários e pesquisas interativas via smartphones ou computadores. A Verily afirma em seu comunicado que recolherá amostras biológicas (sangue, saliva) e dados clínicos, físicos, ambientais, moleculares e genéticos, imagens médicas, assim como informações proporcionadas pelos próprios participantes. A empresa quer estabelecer, assim, uma base de dados de referência "que possa ser utilizada para compreender melhor a transição entre a boa saúde e a doença, e identificar os fatores de risco adicionais". O projeto espera registrar os marcadores biológicos preditivos, que apontam que uma doença cardiovascular ou um câncer estão se desenvolvendo. A seleção de participantes, que serão acompanhados durante ao menos quatro anos, começará nos próximos meses. A informação compilada será guardada na plataforma de armazenamento de dados on-line, conhecida como a "nuvem", do Google, e a Verily aspira no futuro a colocar essas bases de dados anônimos à disposição dos pesquisadores. A Verily (antiga Google Life Science) foi lançada oficialmente como uma empresa independente em 2015, e faz parte das grandes apostas para o futuro que foram separadas da atividade principal do Google e agora dependem diretamente do holding do grupo, Alphabet. 

COLÍRIO DO BLOG

“BABI BREDA” É UM SEDUTOR COLÍRIO DOSADO EM SEIS GOTAS
Pura sensualidade em alta temperatura! Essa frase explica o que foi o ensaio sensual de Babi Breda para o Sexy Clube. Essa ninfetinha maravilhosa deixa qualquer marmanjo de queixo caído. Sua beleza estonteante e suas belas curvas chamam a atenção em qualquer lugar.  Babi faz a temperatura subir a cada foto. Confira:








Fonte:  Revista Sexy Clube

EFEITOS COLATERAIS DO COLÍRIO DO BLOG
Aumento da frequência cardíaca e falta de ar e insônia.

PRECAUÇÕES
O uso prolongado pode causar dependência. Se persistirem os sintomas, consulte um médico. 

CAUSOS DO BLOG

SÓ FAZENDO MILAGRE 

Num debate sobre a reforma tributária, o então presidente do Sindicato da Micro e Pequena Indústria de São Paulo, Joseph Couri, lembrou o exemplo de Jesus Cristo, que permanece atual. Cristo mandou pegar um peixe e retirar de sua boca uma moeda de ouro, para pagar tributos ao coletor de impostos de Jerusalém. Couri desabafou:
- Se, naquela época, com a carga tributária e a burocracia infinitamente menores, Jesus Cristo teve de fazer milagre para pagar impostos, imagina os pobres mortais de hoje em dia, com a carga a quase 40% do PIB!


SUA CIDADE NO PASSADO

RECIFE – PE NO ANO DE 1920

Palácio de São José dos Manguinhos, Recife-PE-Brasil no ano de 1920. Construído no século XIX, pelo Visconde de Loyo, Sr. José da Silva Loyo, rico comerciante da época, para ser sua residência. Projetado pelo engenheiro francês Pierre Victor Boulitreau, o então Palácio Arquiepiscopal está localizado na Av. Ruy Barbosa, no bairro das Graças, em perfeito estado de conservação, valorizando os traços neoclássicos originais. Ao lado encontra-se a Igreja de São José dos Manguinhos, construída no ano de 1773. Em 1980, o palácio hospedou o Papa João Paulo II pela sua breve visita ao Recife. (por Eduardo Domingos)

CIRCULA NA INTERNET

FERIADÃO – O RETORNO

IMAGEM DO DIA

Uma bela imagem na aconchegante Fortaleza-CE- Brasil.

PIADA DO BLOG

A TRANQUILIDADE DA INFIDELIDADE
Um homem e uma bonita mulher estavam jantando à luz de velas num restaurante de luxo. De repente o garçom notou que o homem escorregava lentamente para debaixo da mesa. A mulher parecia não reparar que o companheiro tinha desaparecido.
- Perdão, senhora - disse o garçom - mas eu acho que seu marido está debaixo da mesa.
- Não está não - disse a mulher, olhando calmamente para o garçom – O meu marido acabou de entrar no restaurante.