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segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

CITAÇÃO DO DIA

“É ilusório imaginar que o homem possa dominar e controlar a natureza, se ele não foi ainda capaz de controlar e enxergar a sua própria natureza.”  (Carl Gustav Jung)

CHARGE DO DIA


RAPIDINHAS DO BLOG...

LEILÃO DE HIDRELÉTRICAS AJUDA EM SUPERAVIT DO GOVERNO FEDERAL
As contas do governo federal ficaram no azul em janeiro deste ano, depois de oito meses seguidos de resultados negativos. De acordo com o Tesouro, as receitas superaram as despesas em R$ 14,8 bilhões no mês passado. Desse valor, R$ 11 bilhões se referem ao pagamento pela concessão de 29 usinas hidrelétricas, leiloadas em novembro do ano passado. Historicamente, janeiro é um mês favorável para as contas do governo. Só houve déficit em 1997, primeiro mês da série histórica do Tesouro Nacional. Por isso, o dado não significa que o governo conseguirá terminar o ano com um resultado positivo. O governo continua a perseguir uma meta de superávit de R$ 24 bilhões para 2016, mas já pediu autorização ao Congresso para registrar um déficit de até R$ 60 bilhões (0,92% do PIB). No acumulado em 12 meses, as despesas superam as receitas em R$ 113,9 bilhões, ou 1,9% do PIB. O superávit de janeiro cresceu 29% em relação ao mesmo período de 2015, considerando dados atualizados pela inflação. Para obter o resultado positivo de janeiro, o governo também reduziu em 20% (R$ 6,2 bilhões) os gastos dos ministérios, com cortes concentrados na saúde e no programa Minha Casa, Minha Vida. Por outro lado, o Tesouro passou a pagar em dia neste ano os valores devidos aos bancos públicos que geraram as pedaladas fiscais condenadas pelo TCU (Tribunal de Contas da União). Em janeiro do ano passado, o governo ainda estava "pedalando" (adiando) essas despesas. Neste ano, isso representou um gasto de R$ 11 bilhões. A maior parte do valor se refere ao PSI (Programa de Sustentação do Investimento), do BNDES, e a subsídios a programas agrícolas. "A totalidade dos subsídios referentes ao segundo semestre de 2015 foi paga e gerou esse grande impacto", disse o secretário do Tesouro Nacional, Otávio Ladeira. Ele afirmou que o aumento das receitas com o dinheiro das hidrelétricas foi compensado pelo pagamento desses subsídios. E que a melhora no superávit na comparação anual se deve a vários outros fatores, como o corte de gastos de ministérios. Ladeira afirmou que a arrecadação de tributos apresentou em janeiro a mesma tendência vista em 2015, de queda na comparação anual. Sob o impacto da retração da economia, a receita de impostos, taxas e contribuições caiu 6,7% em janeiro, já descontada a inflação, comparando com o mesmo mês do ano passado. É o pior resultado para o mês desde janeiro de 2011. Segundo a Receita, um dos destaques foi a queda nas receitas previdenciárias, que encolheram R$ 2,4 bilhões, puxada pelas demissões e pela queda da massa salarial. O governo já esperava um resultado fraco na arrecadação nessa largada do ano, mesmo com a redução de desonerações em R$ 2,9 bilhões só em janeiro e aumentos de impostos (como sobre chocolate, sorvete e vinho). 

ANTICORPO DE SOBREVIVENTE DO EBOLA PODE VIRAR TERAPIA CONTRA DOENÇA
 O sangue de um homem sobrevivente da epidemia de ebola de 1995 no Congo pode ser a fonte de um tratamento eficaz contra esse vírus que chega a matar de 25% a 90% dos infectados. Hoje, não existe vacina ou terapia específica contra a infecção. As medidas oferecidas aos doentes incluem hidratação, controle da pressão arterial, o tratamento de complicações que possam surgir e, claro, o isolamento. Os desafios em controlar a disseminação do vírus na epidemia que atingiu o oeste da África em 2014 e 2015 e matou mais de 11 mil pessoas, porém, mostraram a urgência de drogas que tratem a doença causada pelo ebola. Hoje, a transmissão do vírus entre humanos só tem registro em Serra Leoa. Segundo a Organização Mundial da Saúde, dois casos foram confirmados neste ano.


Um coquetel de três anticorpos provenientes de roedores imunizados já havia dado sinais do potencial de imunoterapias contra o ebola e está, neste momento, sendo testada em humanos. Mas um grupo de cientistas pode ter encontrado candidatos melhores. Os resultados do estudo, financiado pelos NIH (Institutos Nacionais de Saúde, dos EUA), foram publicados nesta sexta (26) na revista científica "Science". Os pesquisadores obtiveram amostras de sangue de dois irmãos –um homem de 28 anos e uma mulher de 20, idades da época da infecção, em 1995– que haviam contraído o vírus e foram os únicos sobreviventes de uma família de 15 pessoas. O homem ficou em condições mais graves do que a mulher –e, uma curiosidade, até ajudou a tratar outros infectados após se recuperar e ficar imune–, e talvez por isso seus anticorpos tenham mostrado mais potência em neutralizar o vírus, mesmo mais de uma década depois. Essa ação foi observada contra variantes do vírus do ebola que circularam na epidemia recente e também em outros anos. Um anticorpo do paciente, em especial, foi melhor em impedir a ligação do vírus com as células humanas. Essa molécula, batizada de mAb114, foi então testada em macacos rhesus que receberam uma dose letal do vírus. Como na vida real o tratamento pode demorar a chegar, os cientistas só injetaram o anticorpo nos macacos cinco dias após a infecção –e eles sobreviveram sem nenhum sintoma da doença. Essa é a primeira vez que um anticorpo demonstra a habilidade de neutralizar o vírus do ebola por essa interação entre o patógeno e seu receptor celular. A pesquisa também mostrou uma nova vulnerabilidade do vírus. O Instituto Butantan, em São Paulo, também trabalha para criar o primeiro tratamento, à base de anticorpos, contra o vírus da zika –um soro que seria utilizado por grávidas infectadas. O corpo humano possui uma notável capacidade de produzir diferentes anticorpos. Mesmo na ausência de um patógeno, são mais de 10.000.000.000.000 (dez quatrilhões) de possibilidades de anticorpos a priori. Temos, porém, muito menos genes do que isso –algo na casa dos 20 mil. Sabendo que os anticorpos são proteínas (que são produzidas por genes), a matemática da coisa não fecha. A estratégia para ampliar o espectro de ação dos anticorpos é fazer um recorta-e-cola de DNA chamado de recombinação na célula B (ou linfócito B): os pequenos segmentos de algumas regiões do genoma são reorganizados nas mais diversas possibilidades. Com o volumoso arsenal anti-invasor, boa parte das bactérias e vírus acabam nem tendo chance de proliferar, mas outros patógenos escapam e motivam a produção de novos anticorpos. Quando algum se liga ao invasor mas funciona "mais ou menos", pode haver ainda uma etapa de maturação da molécula, quando a afinidade pelo alvo é aumentada –assim como a eficiência em neutralizá-lo. (Colaborou GABRIEL ALVES

GOOGLE LANÇA TECNOLOGIA PARA SITES ABRIREM MAIS RÁPIDO NO SMARTPHONE
O Google anunciou na semana passada uma nova tecnologia para acelerar o carregamento de páginas de veículos de imprensa exibidas no smartphone a partir de buscas na internet. O recurso Páginas Móveis Aceleradas (AMP, na sigla em inglês) foi lançado por Sundar Pichai, presidente-executivo da empresa, durante um evento para editoras em Paris, na França. O AMP simplifica o conteúdo original de páginas de jornais e sites jornalísticos para que os sites carreguem mais rapidamente. Com isso, fotos, vídeos e outras imagens ficam mais leve. Segundo o Google, a exibição das páginas fica, em média, quatro vezes mais rápida. A ferramenta faz os sites terem um décimo do tamanho habitual. Isso ajuda ainda a economizar o consumo do pacote de dados. "Os dados mostram que as pessoas abandonam sites na internet em apenas três segundos se o conteúdo não carrega rapidamente -- o que é ruim não apenas para as pessoas tentando o que elas querem online mas também para editores que querem que os leitores aproveitem o conteúdo criado por eles", explicou, em nota, David Besbris, vice-presidente de engenharia do Google, responsável pela ferramente de busca. A novidade vale, por enquanto, apenas para smartphones, mas deve chegar em breve a tablets também. As páginas criadas com o recurso serão exibidas na busca via smartphone no lugar do campo “notícias principais”. Ao entrar em um desses sites, é possível avançar para a seguinte apenas deslizando a página para o lado. A liberação para todos os usuários será gradativa. O projeto do AMP HTML tem código aberto e foi criado a partir de tecnologias já existentes. A criação o AMP foi anunciada em outubro do ano passado, após discussões com empresas do mundo todo. Entre as companhias de tecnologia, fazem parte da iniciativa Twitter, Pinterest, WordPress, Chartbeat, Parse, Adobe e LinkedIn. Já o grupo de empresas mídia possui dezenas de representantes, como “New York Times”, BBC, “Guardian”, Editora Abril, Editora Globo e “Folha de S.Paulo”.

COLÍRIO DO BLOG

“JÉSSICA AMARAL” UM ATRAENTE COLÍRIO DOSADO EM 06 GOTAS
Jéssica Amaral é a capa da Sexy de janeiro de 2016. A morena que já é conhecida do público masculino está de volta, mais gostosa do que nunca, na primeira edição do ano. Jéssica já foi eleita a dona do bumbum mais bonito do Brasil e foi capa da Playboy em fevereiro de 2012. Depois de passar por altos e baixos, agora – quase quatro anos depois – ela posa nua pela segunda vez para uma revista masculina. Mais madura e ainda mais gostosa, a bela morena protagonizou um ensaio estonteante. Ela já não é mais uma menina. Ela já sofreu e chorou. Ela tem cicatrizes por dentro e por fora. Ela conquistou o amor próprio. Ela ganhou e perdeu dinheiro. Ela amou e foi amada. Amou e não foi amada. Ela morou sozinha. Enfim, agora ela está pronta!criar um blog







Fonte das Fotos: Revista Sexy de Janeiro de 2016

EFEITOS COLATERAIS DO COLÍRIO DO BLOG
Aumento da frequência cardíaca, endurecimento dos membros, falta de ar e insônia.

PRECAUÇÕES
O uso prolongado pode causar dependência. Se persistirem os sintomas, consulte um médico. 

CAUSOS DO BLOG

MESSEJANA
por Geraldo Duarte*

Anos sessenta. O Dnocs era responsável por construir serviços de abastecimento d’água em cidades interioranas e distritos de capitais, quando estudo os justificasse.
Messejana pleiteou e recebeu a melhoria. O engenheiro Clóvis de Araújo Janja, destacado projetista e construtor dos prédios dos Correios e Telégrafos, Centro de Saúde de Fortaleza, antiga Coluna da Hora da Praça do Ferreira e edificações outras, foi designado chefe da obra.
Instalação onde funcionou o Cine Messejana, na Praça da Matriz, locada, serviu de escritório e almoxarifado.
Valas, escavadas em todas as ruas, acolheram tubulações de ferro fundido e de cimento amianto, das marcas Barbará e Civilit. Grande poço tipo Amazonas, de expressiva vazão, teve escavação próxima ao sangradouro da lagoa. Reservatório de elevado porte, erigido ao lado do Mercado Público, desafia os tempos.
Somente quem trabalhou ou residiu ali, durante a execução do empreendimento, tem ideia das dificuldades enfrentadas pelos partícipes da empreitada e da alegria da população.
Numa manhã, Dr. Janja ordenava-me - como seu auxiliar - medidas a adotar, ocasião em que o vereador José Barros de Alencar chegou e nos cumprimentou.
O representante municipal comunicou aprovação de homenagem da Câmara, que seria prestada ao técnico e, no momento, contou um fato pitoresco, ocasionado durante visita de comissão que o procurara.
Moradores desejavam mudar para “Engenheiro Janja” a denominação do distrito. Explicada a dificuldade legislativa, dada à tradição, veio nova proposta: “Então, ‘Messejanja’! Só um ‘jotinha’ a mais...” – ponderou um dos integrantes.

 (*) Geraldo Duarte é advogado, administrador e dicionarista.

SUA CIDADE NO PASSADO

FORTALEZA-CE NOS ANOS 30 
Do Arquivo Nirez, que mostra a orla e a cidade de Fortaleza, em 1930. Repare as casas em Iracema e Meireles ao fundo, sem nada. Os banhos de mar começavam a despontar na cidade, ainda que timidamente...

CIRCULA NA INTERNET

ENQUANTO ISSO, NA SALA DE JUSTIÇA

IMAGEM DO DIA

Uma bela imagem na aconchegante Fortaleza - CE - Brasil.

PIADA DO BLOG

VIDA A DOIS
O marido chega preocupado em casa e diz à esposa:
- Tenho um problema no serviço.
Esposa:
- Não diga ''tenho'' um problema, diga ''temos'' um problema, porque os teus
problemas são meus também.
Marido:
- Tá bem, temos um problema no serviço, a nossa secretária vai ter um filho nosso.

TEXTO DO BLOG

TERAPIA PARA CASAIS
por Leniza Castelo Branco*

Mudar a nós mesmos já é difícil! Mudar o outro é impossível!
Quando um casamento não vai bem, é comum que um dos dois procure terapia. Geralmente é quem está sofrendo mais, ou quem é mais esclarecido e sabe que nunca o problema é só de um.
Procurar terapia não é sinal de que a pessoa esteja doente, seja louca, não bate bem. Procurar terapia é um sinal de que aquela pessoa percebe que o problema está nela também. As mulheres procuram bastante, mas os homens também.
Muitas vezes os clientes vem porque acham que o problema está no outro, mas se procurou é porque sabe que tem que mudar também.
Sempre falo que mudar a nós mesmos já é bem difícil, imagine “mudar o outro “ é impossível! O primeiro passo é se conscientizar de que há um problema, e que não está conseguindo resolver. Depois vamos ver qual a sua responsabilidade pelo que acontece, não jogando sempre a culpa no parceiro.
Essa dificuldade está ligada ao fato da pessoa não querer se confrontar com aspectos ruins de si mesmo. È isso que C. G Jung, famoso psiquiatra suíço chamou de “sombra”. Usamos vários recursos para não nos confrontarmos com nossa “sombra”, e um deles   muito usado é a “projeção”. Então projetamos no outro que geralmente é nosso marido ou mulher. (ou chefe, sogra, namorada) O mal que nos incomoda está fora, no outro! Assim não somos responsáveis pelo que acontece no casamento, a culpa é sempre do outro.
Mesmo em casos onde claramente o parceiro é abusivo ou usa drogas, a responsabilidade é dois dois.... Aonde a pessoa está estimulando ou sendo conivente com o comportamento do marido ou mulher?
Num parceiro que usa álcool, drogas, o outro pode estar estimulando esse comportamento quando por exemplo, após uma crise de bebedeira e o parceiro estando arrependido ou de ressaca, finge que nada aconteceu. Ele pode evitar tocar no assunto porque o outro se enfurece ou porque vai ficar bonzinho por um tempo e então vamos fingir que nada aconteceu.  Esse é outro recurso que usamos para não enfrentar o problema   se chama “negação. ”
Então na terapia vai ver que o problema não é só do outro, e que pode ser um co-dependente. O que nele faz com que aceite isso? Aonde é conveniente?  De que maneira está estimulando isso no parceiro? Porque aceita esse comportamento?
O ideal seria uma terapia de casal, mas geralmente quem está pior não aceita, então quem está melhor vai se tratar, mas o problema é seu também.
Em alguns casamentos há arranjos que perpetuam   num relacionamento neurótico.
Por ex.se um depende do outro monetária   ou emocionalmente pode aceitar falta de amor ou ser maltratado até mesmo agredido mas não quer mexer, porque teria que fazer um esforço.Se fosse para terapia iria ver   que deveria se separar, sair dessa relação ou muda-la, mas prefere se calar e não enfrentar a realidade. Não quer enfrentar sua “sombra”, este seu lado preguiçoso, enfrentar a realidade é o primeiro passo, mas é preciso coragem porque se enfrentar vai ter que encarar uma mudança e toda mudança implica em perdas, o que muito difícil.
Mesmo quando um dos parceiros se recusa a fazer terapia se um procurar já ajuda bastante. Quem está sofrendo, deve se tratar, mesmo quando aparentemente não seja culpado! Quando conhecer sua sombra será mais fácil confronta-la e ver que sempre é menos terrível do que imaginamos.

(*) Leniza Castello Branco, psicóloga e analista junguiana na capital paulista, é membro da Sociedade Brasileira de Psicologia Analítica (SBPA). É também cantora e pesquisadora de música popular brasileira.

domingo, 28 de fevereiro de 2016

DICA DO BORJÃO

A “Dica do Borjão” de hoje, 28 de fevereiro de 2016, disponibiliza a bela música CORCOVADO (Tom Jobim), na voz de Astrud Gilberto e João Gilberto, com Sax tenor de Stan Getz, Piano de Tom Jobim que fez muito sucesso no tema de abertura da Novela Laços de Família da Rede Globo no ano de 2000, atualmente reprisada no Canal Viva. Um excelente domingo para todos Vocês e até a próxima Dica do Borjão.

CORCOVADO
Composição: Tom Jobim/Gene Lees
Astrud Gilberto - vocal
Joao Gilberto - Violão, vocal
Stan Getz - Tenor sax
Antônio Carlos Jobim – Piano

Quiet nights of quiet stars
Quiet chords from my guitar
floating on the silence that surronds us
Quiet thoughts and quiet dreams
Queit walks by quiet streams
And a window that looks out on corcovado
oh,how lovely
This is where I want to be
Here with you so close yo me
Until the final flicker of life's amber
I who was lost and lonely
Belienving life was only
A bitter tragic joke
Have found with you
The meaning of existence, oh my love. 

Um cantinho e um violão
Esse amor, uma canção
Pra fazer feliz a quem se ama
Muita calma pra pensar
E ter tempo pra sonhar
Da janela vê-se o Corcovado
O Redentor que lindo
Quero a vida sempre assim com você perto de mim
Até o apagar da velha chama
E eu que era triste
Descrente deste mundo
Ao encontrar você eu conheci
O que é felicidade, meu amor

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

CITAÇÃO DO DIA

“Não se se desvie dos teus sonhos, acredite em você  na tua capacidade de realizá-los. Siga lutando, o sabor da conquista supera tudo.”  (Rivalcir Liberato)

CHARGE DO DIA


RAPIDINHAS DO BLOG...

FAZENDA COMEÇA A DEFINIR MEDIDAS DE AJUSTE PARA OS ESTADOS
O Ministério da Fazenda começou a definir nesta semana em reunião com secretários de Fazenda estaduais, os detalhes finais das medidas de ajuste fiscal que serão cobradas dos Estados que quiserem aderir ao programa de alongamento do prazo de pagamento da dívida com a União. Os governadores têm pressa em fechar as negociações dessas medidas porque contam com o alongamento dos prazos para terem uma diminuição ainda este ano dos valores das parcelas mensais que são pagas ao Tesouro Nacional. O projeto de lei complementar, que altera a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e será enviado em março, incluirá a exigência de contrapartidas de aperto nos gastos de pessoal, Previdência e outras providências como a proibição dos Estados de concederem renúncia de receita ou qualquer tipo de benefício fiscal. Foi a concessão desses benefícios fiscais, no passado, que alimentou a chamada “guerra fiscal”. Os Estados também terão de aderir à reforma do ICMS em negociação no Congresso. Em reunião com o ministro interino da Fazenda, Dyogo Oliveira, os secretários de Fazenda de São Paulo, Alagoas, Ceará, Goiás e Paraná manifestaram a preocupação de que a legislação a ser proposta para a reestruturação das dívidas atenda às especificidades e particularidades de cada Estado. O secretário de Fazenda de Alagoas, George Santoro, informou ao Estado que, na próxima reunião, marcada para segunda-feira, já será possível fechar a minuta do projeto de lei complementar. Depois de aprovado o projeto, os Estados terão de conseguir que as suas assembleias legislativas aprovem uma LRF estadual. “São medidas muito duras, mas é o momento de se exigir isso. Essa agenda dá folga no caixa, mas cobra compromissos”, disse Santoro. Em defesa do plano de socorro aos Estados, que foi mal recebido pelo mercado financeiro porque amplia os gastos, o secretário de Alagoas ressaltou que a crise é grande, com muitos governadores sem conseguir pagar folha de servidores e fornecedores. “Não dá para dar um cavalo de pau nesse caminhão. É preciso ter um tempo maior para o ajuste”, disse. Alagoas tem interesse na possibilidade de federalizar as suas estatais para abater os recursos da venda na prestação a ser paga. Essa é uma das medidas que o programa permite. O secretário de Fazenda de São Paulo, Renato Villela, que também participou da reunião, disse que é interesse do Estado que a proposta de alongamento saia o mais rápido possível. Entre as medidas que estão sendo exigidas, ele citou como uma das mais positivas para São Paulo a proibição de concessão de benefícios fiscais pelos Estados. O Estado de São Paulo se considera um dos mais prejudicados pela guerra fiscal feita com renúncia de ICMS. Segundo Villela, o governo de São Paulo está preparando uma LRF estadual, mas só enviará à Assembleia Legislativa quando tiver certeza de todos os detalhes das medidas que serão incluídas no projeto de lei complementar. “Temos de ter certeza de tudo que for acordado para botar na LRF estadual”, disse Villela. Para ele, o plano de auxílio dos Estados está na direção correta. “Essa é uma demanda de todos os governadores. É o mais razoável casar a contingência da crise com um conjunto de medidas de longo prazo e estruturais”, avaliou Villela. Segundo a secretária de Goiás, Ana Carla Abrão Costa, algumas medidas ainda carecem de maior detalhamento, como o estabelecimento de limites de despesa com pessoal. “Eu diria que 80% do texto está fechado. São medidas que realmente enfrentam o problema de equilíbrio estrutural dos Estados”, elogiou. Também o secretário do Ceará, Mauro Benevides, afirmou que é preciso discutir os limites para gasto com pessoal depois que o conceito for uniformizado para todos os Estados. A ideia é fazer regra única para a inclusão de gastos com terceirizados e inativos, hoje deixados de fora por algumas unidades da federação.  Assim que assinarem os contratos alongando as dívidas, os governadores terão de adotar uma série de medidas de ajuste de despesas que vigorarão por 24 meses, entre elas, extinguir 10% dos cargos de livre provimento e suspender reajustes e nomeação de novos servidores. Alguns Estados defendem, por exemplo, que sejam permitidas novas contratações para as áreas de saúde, educação e segurança, apenas para repor funcionários aposentados ou que deixam o serviço. A questão da federalização de empresas estaduais ainda não foi abordada pelos técnicos. O secretário do Tesouro Nacional, Otavio Ladeira, informou ao Estado ontem que o governo federal poderá assumir estatais estaduais para depois privatizá-las. O dinheiro arrecadado com a venda será usado para abater nas prestações mensais ao longo de cincos anos. De acordo com Benevides, secretário do ceará, esse tema deve ser discutido na próxima reunião, quando o governo federal deverá apresentar detalhes, como que tipo de estudo de viabilidade será feito em cada empresa e estatais de quais setores serão aceitas no programa. 

ELEVAÇÃO DOS OCEANOS NO SÉCULO 20 FOI A MAIOR DOS ÚLTIMOS 3 MIL ANOS
A elevação do nível dos oceanos no século 20 foi a maior dos últimos 3 mil anos, de acordo com um estudo internacional publicado na revista científica PNAS. De acordo com o estudo, os mares subiram 14 centímetros entre 1900 e 2000. Sem o aquecimento global, segundo os autores, o nível mundial da elevação dos oceanos teria aumentado menos da metade ao longo do século 20. Um outro estudo publicado na PNAS simultaneamente por cientistas alemães, mostra que, caso as emissões de gases de efeito estufa não sejam reduzidas rapidamente os oceanos deverão subir entre 50 e 130 centímetros até o fim do século 21. "A elevação no século 20 foi extraordinária no contexto dos três últimos milênios - e a elevação nas últimas duas décadas foi ainda mais rápida", disse o autor principal do estudo internacional, Robert Kopp, do Departamento de Ciências Planetárias da Universidade Rutgers, nos Estados Unidos. Para realizar o trabalho, os pesquisadores utilizaram uma nova abordagem estatística desenvolvida nos últimos dois anos e meio por Kopp e dois pós-doutorandos de sua equipe - Carling Hay e Eric Morrow - e por Jerry Mitrovica, professor da Universidade Harvard, também nos Estados Unidos. "Nenhum registro local é capaz de medir o nível global dos oceanos. Cada um deles mede o nível do mar em uma localidade particular, onde ele é afetado por uma variedade de processos que o diferenciam do nível global. O desafio estatístico é conseguir a média global. É isso que nossa abordagem estatística nos permite fazer", afirmou Kopp. O estudo indica que o nível global dos oceanos diminuiu em cerca de oito centímetros entre os anos 1000 e 1400, um período no qual o planeta ficou 0,2 graus Celsius mais frio. "É impactante que vejamos essa mudança no nível dos mares associada com esse leve resfriamento global", disse Kopp. Segundo ele, em comparação, a temperatura média global hoje é cerca de 1 grau Celsius mais alta que no fim do século 19. Os cientistas compilaram uma nova base de dados de indicadores geológicos do nível do mar em pântanos, atóis de corais e sítios arqueológicos nos últimos 3 mil anos. A base de dados incluiu registros de 24 localidades em todo o mundo. A análise incluiu também 66 registros de marés dos últimos 300 anos. "Os cenários de futura elevação dependem do nosso entendimento sobre a resposta do nível do mar às mudanças climáticas. Estimativas precisas da variabilidade do nível dos oceanos nos últimos 3 mil anos fornecem um contexto adequado para esse tipo de projeção", afirmou outro dos autores da pesquisa, Benjamin Horton, professor do Departamento de Ciências Marinhas e Costeiras da Universidade Rutgers. Os cientistas utilizaram o estudo de reconstrução do nível global dos oceanos para calcular como as temperaturas se associam à taxa de mudança de nível do mar. Com base nessa relação, os estudos indicam que, sem o aquecimento global, a mudança de nível dos oceanos no século 20 provavelmente teria ficado entre uma redução de três centímetros e uma elevação de 7 centímetros. Projeção. O estudo coordenado por Anders Levermann, do Instituto Potsdam para Pesquisa de Impactos Climáticos, na Alemanha, avaliou o futuro da elevação do nível do mar. Segundo a pesquisa, o nível dos oceanos provavelmente subirá entre 50 e 130 centímetros até o fim do século, caso não se consiga uma redução rápida da emissão de gases de efeito estufa. "Com todos os gases de efeito estufa que já foram emitidos, nós não podemos fazer com que os oceanos parem de subir globalmente, mas podemos limitar substancialmente a taxa de elevação se pararmos de utilizar combustíveis fósseis", disse Levermann. "Estamos tentando dar aos gestores das regiões costeiras o que eles precisam para o planejamento de adaptações, seja construindo diques, desenhando esquemas de segurança para enchentes ou mapeando a retração dos terrenos a longo prazo", afirmou o pesquisador. Segundo Levermann, mesmo se o acordo firmado na cúpula de Paris em 2015 for implementado, a adaptação à elevação dos oceanos ainda representará um desafio. Ainda que as metas ambiciosas do acordo sejam cumpridas, os oceanos subirão de 20 a 60 centímetros até 2100. Os cientistas afirmam que tornarão disponível online a simulação computacional que produziram, para que especialistas possam utilizar as informações a fim de desenvolver ferramentas para avaliação de riscos. "É um grande desafio, mas é mais barato que a adaptação à elevação do nível do mar sem redução - que em algumas regiões será simplesmente impossível. Se o mundo quer evitar perdas e danos enormes, é preciso seguir rapidamente o caminho pavimentado pela cúpula do clima da ONU, realizada em Paris há algumas semanas", declarou Levermann.

USUÁRIOS DO FACEBOOK GANHAM NOVAS OPÇÕES AO BOTÃO ‘CURTIR’
Às vezes, o botão ‘curtir’ do Facebook não é suficiente para expressar a emoção correta – como se pode ‘dar um like’ em um post sobre alguém ter sido roubado? A partir desta semana, os usuários da rede social terão novas opções para se expressar na rede social. Chamada de Reações, a nova funcionalidade da rede deixará as pessoas escolherem cinco diferentes emoções – como “grrr” (para quem está bravo), “triste” ou “uau!” (para surpresas) – para demonstrarem como se sentem quanto às publicações dos amigos no Facebook. A função vem sendo testada desde outubro em mercados como Irlanda e Espanha, e deve chegar aos mais de 1 bilhão de usuários do Facebook até o final desta semana. Para adicionar uma reação, o usuário deverá apertar o botão curtir no seu smartphone, ou passar o mouse por cima do botão na versão de desktop para poder ver as opções de reações. Na sequência basta clicar nas opções: Curti (o bom e velho like), Amei, Haha, Uau, Triste e Grr. Além de servir para expressar diferentes emoções, a função Reações deverá ajudar o Facebook a filtrar as postagens que aparecem no feed de notícias de cada usuário. “Vamos usar as Reações da mesma forma como Likes: se você reagiu a esse conteúdo, poderá ver mais disso em breve no seu feed de notícias”, declarou a empresa em um post no seu blog oficial. Além disso, a empresa declarou que as Reações terão o mesmo impacto que as curtidas em campanhas publicitárias feitas dentro da rede social. 

ARTE NO BLOG

A ARTE DE IVAN KHRUTSKY – PARTE 03
Ivan Formich Khrutsky (1810-1885) nasceu em uma família polonesa da pequena nobreza, na aldeia de Ulla, na região de Vitebsk. Em 1827 Khrutsky foi para São Petersburgo e em 1830 entrou para a "Imperial Academy of Arts". Seus primeiros trabalhos conhecidos são de 1832. Os quadros gradualmente atraíram o aplauso do público e da crítica. Khrutsky também trabalhou como desenhista de interiores e tornou-se popular entre os proprietários de casas suntuosas. Em 1836 ele foi agraciado com a medalha de prata da Academia por suas naturezas-mortas. Khrutsky pintou também pinturas de gênero e retratos. O quadro "Old Woman Knitting a Sock" mereceu a medalha "Minor Gold" da Academia e em 1839 foi elevado ao título de Acadêmico. Depois da morte de seu pai em 1840, Khrutsky saiu definitivamente de São Petersburgo e instalou-se na propriedade da família "Zacharnicze", na região de Polotsk. Este período foi de várias encomendas de arte religiosa, a maior parte vinda da Lituânia. Além de pintura religiosa ele também executou muitos retratos, tais como os de I.I. Glazunov's, Joseph Semashko's, Mikolaj Malinowski's e outros. Ivan Khrutsky morreu em sua propriedade "Zacharnicze" em 1885.

Fonte: Saber Cultural

RECEITA DO BLOG

PAPO DE ANJO 

INGREDIENTES PARA 20 PORÇÕES
PAPO DE ANJO
·         1 colher (chá) de fermento em pó químico
·         6 gemas
·         Manteiga para untar
CALDA
·         1 kg de açúcar
·         250 ml de água
·         6 cravos
·         1 fava de baunilha

MODO DE PREPARO
PAPO DE ANJO
1. Bata as gemas até que fiquem esbranquiçadas e tripliquem de volume.
2. Adicione o fermento. 
3. Unte forminhas individuais com manteiga e despeje o conteúdo. 
4. Asse por 8 minutos a 160 ºC; coloque na calda de açúcar e deixe esfriar.
CALDA
Leve o açúcar, a água, os cravos e a baunilha ao fogo até formar uma calda rala. 

Fonte: Receita de Márcio Ávila, do restaurante Crêperie Bistro - Av. Bento Gonçalves, 3274, tel. (53) 3229-2029, 
Pelotas, RS; creperie.com.br

CIRCULA NA INTERNET

ONDE SERÁ ESSE LUGAR?

IMAGEM DO DIA

Uma beleza de imagem clicada na região Morada dos Borges na amada Praia de Tibau - RN - Brasil, by Luiz Soares.

PIADA DO BLOG

A EXPLICAÇÃO DA FALTA DE EREÇÃO DO ALFREDÃO
Muito desconfortável o grande filósofo Alfredão vai ao seu Médico Urologista e fala que ele tem um problema sexual.
- Sou brocha, não estou conseguindo mais ereção com a minha esposa. – Explicou o Alfredão.
- Não se preocupe, Sr. Alfredão, - fala o bom Doutor. - Traga a sua esposa amanhã e deixa que eu resolvo tudo.
No próximo dia, o Alfredão preocupado volta com a sua esposa Rosicléa.
- Ah! Senhora Rosicléa, por favor poderia tirar todas as suas roupas para mim? - fala o Doutor - Bom. Agora, poderia virar-se para mim? Excelente. Agora, descanse. E você poderia saltar alto e baixo? Ahhh - obrigado. A Senhora pode se vestir agora.
O doutor chama o Alfredão para um lado, dá palmadinhas em suas costas e conta que ele não tem nada para se preocupar.
- Você está bem Senhor Alfredão. A sua esposa 
também não me deu nenhuma ereção.

TEXTO DO BLOG

O PERFIL POLÍTICO QUE O BRASIL QUER
por Gaudêncio Torquato*

Qual é o perfil político mais adequado ao momento que o país está atravessando?
Invariavelmente, a resposta a esta pergunta abarca uma bateria de princípios e valores de feição muito previsível.
Os eleitores apontariam certamente, entre outros, conceitos como ética, respeito, responsabilidade, compromisso, decência, zelo, integridade. Tanto nas regiões mais distantes e ainda sob influência de caciques políticos quanto nos centros de maior consciência política, a valoração ancorada na moralidade assume a liderança das preferências.
As demandas nessa direção são diretamente proporcionais ao intenso noticiário midiático dando conta da ladroagem que, nos últimos anos, assaltou o Estado brasileiro.
Por isso, as eleições de outubro próximo deverão ser mais seletivas que as de 2012, na crença de que o eleitorado comparecerá às urnas com um sentimento de que poucos políticos estão a merecer o seu voto. A constatação mais comum que se flagra na interlocução cotidiana é a de que “todos os políticos são farinha do mesmo saco”. Ante a expansão da descrença social, é oportuno resgatar os traços que ornam o perfil político do gosto do eleitor. Vejamos.
A primeira exigência que a população faz é que ele mantenha sintonia fina com as demandas sociais.  Não precisa ser ele necessariamente um despachante ou um assistente social distribuindo benefícios. Infelizmente em algumas regiões a figura do despachante é ainda bem popular. Esta sintonia fina se ampara no contato rotineiro com as bases. Por isso, a proximidade com o povo é um conselho a ser respeitado.
A desconfiança que se espraia em relação a tudo que se liga à política leva o eleitor a querer ouvir candidatos, sentir seu pulso, examinar de perto se a palavra dada será cumprida. Afinal, político é, hoje, sinônimo de mutreta.
O cidadão quer enxergar o valor da autoridade.  Regra geral, o brasileiro médio sente-se atraído pela figura do pai, que expressa autoridade, respeito, domínio do ambien­te doméstico, o homem providencial capaz de suprir as necessidades da família. Não se deve confundir autoridade com autoritarismo, conceito este que abriga outras componentes, como a arbitrariedade, o castigo imerecido, a brutalidade. 
Equilíbrio é outro valor que se exige, pela necessidade de se distinguir um sujeito harmônico, sereno, capaz de traduzir sentimento de justiça. Estes valores se integram e acabam conferindo ao político confiabilidade e respeita­bilidade, valores que foram esgarçados ou mesmo eliminados pelo tufão de escândalos que assola a vida política. Resgatar a crença na política não é tarefa fácil. E só alguns conseguirão ser bem-sucedidos nessa missão.
Os desafios da administração pública e as demandas crescentes das comunidades estão a exigir conhecimento e experiência dos políticos, fer­ramentas necessárias para o encontro de soluções rápidas, factíveis e justas. Quanto à experiência, não carece ela ter sido realizada na vida pública, podendo o candidato trazer da iniciativa privada uma bagagem de empreendimentos e feitos. As pessoas, regra geral, desconfiam de aventureiros e ignorantes por consi­derá-los uma “aposta cega, um tiro no escuro”.
O preparo, o discurso bem ordenado, a fluidez de ideias compreensíveis pode ajudar a elevar a ima­gem. Será melhor ainda se as propostas e os programas dos políticos fossem endossados por grupos sociais organizados e consolida­dos. Ou seja, se ele tiver o endosso de uma entidade de fins sociais. Seria uma maneira de puxar das margens para o centro a matéria política, o ideário, na esteira da desejável democracia participativa. 
A sociedade brasileira está bem organizada e representada por enti­dades, algumas muito fortes. Quem tiver condições de fazer esta articulação, de lá para cá, do poder centrípeto para o poder centrífugo, estará intermediando com legitimidade os interesses da coletividade. Este grupo que assim se comporta abre mais espaços de futuro.
Ao contrário, ao permanecer todo tempo trancado em gabinetes e escritórios, aquele que aspira a vida política corre o risco de jamais sentir o calor das ruas ou o “cheiro das massas”. Distancia-se e se desequilibra, pois os pés de um político devem, todo tempo, caminhar nas trilhas percorridas por suas bases. E o que as pesquisas indicam como valores negati­vos?
Indecisão é um deles por estar associado à ideia de político fraco, temeroso, tíbio. (A propósito, a imagem de ficar em cima do muro é colada aos integrantes de um partido. Por uma questão ética, este escriba omite o nome).
Encrenqueiro e corrupto são outros traços negativos. O brasileiro continua desconfiado de estilos rompantes, im­petuosos, viradores de mesa. É claro que mudanças são desejáveis, contanto que sejam gradativas, sem grandes sustos. Infelizmente, nos últimos tempos, grupos partidários têm se engalfinhado nas ruas em defesa e ataque a seus maiores protagonistas. 
Quem está ligado a coisas suspeitas, à teias de corrupção, mensalão e petrolão, enfim, à situações embaraçosas e não bem explicadas, será visto com desconfiança. Precisa se esforçar muito para se purgar. As Operações Lava Jato e Zelotes, que apuram desvios e eventos imorais, serão acompanhadas atentamente pelo olho mais apurado do eleitor. A população está mais atenta aos fatos da política, distinguindo os espaços do bem e do mal, do bom e do mau político. Perfis sem ideias na cachola, sem programas, sem conhecimento, terão voo curto na campanha que se aproxima. Alguns não passarão no primeiro teste.
Há, porém, um valor-conceito que expressa o esqueleto vertebral do político: trata-se da identidade, que abrange a história, o pensamento, a coerência, os sentimentos e a maneira de ser. Se a identi­dade é forte e positiva, o candidato será sempre associado às lembranças boas de seus eleitores e admiradores. Uma boa imagem, porém, não nasce e cresce da noite para o dia. Foquem a lupa para enxergar erros e acertos, pois a população já usa lentes há muito tempo.

(*) Gaudêncio Torquato é jornalista, professor titular da USP, consultor político e de comunicação Twitter @gaudtorquato

INDICADORES DO BLOG

BOVESPA
Após operar com instabilidade, o principal índice da Bovespa fechou com perdas na quinta-feira (25), afetado pela debilidade dos pregões em Wall Street e queda do petróleo, em uma sessão volátil no Brasil influenciada pelos balanços de empresas brasileiras. No radar, estiveram os resultados de Vale e Banco do Brasil, além de buscas pela Polícia Federal em escritórios da Gerdau na 6ª fase da operação Zelotes e aprovação de projeto que desobriga a Petrobras de operar todos os blocos do pré-sal. O principal índice de ações da bolsa caiu 0,47%, a 41.887 pontos. Na semana, a bolsa acumula alta de 0,82% e, no mês de fevereiro, avanço de 3,66%. Em 2016, o índice recua 3,37%.
ÍNDICES DA BM&FBOVESPA
ÍNDICE
VARIAÇÃO (%)
MÁXIMO (PTS)
MÍNIMO (PTS)
VARIAÇÃO (PTS)
TOTAL (PTS)
Ibovespa
-0,47%
42.326,62
41.441,70
-196,65
41.887,90
IBX
-0,43%
17.721,32
17.380,30
-76,02
17.564,34
IBX50
-0,57%
7.198,09
7.047,84
-40,58
7.125,13
IEE
+1,09%
24.727,75
24.349,02
+266,43
24.727,75
IGCX
-0,10%
6.933,23
6.821,56
-6,80
6.888,38
INDX
-0,68%
12.290,18
12.098,34
-83,15
12.207,03
ISE
+0,36%
2.071,86
2.036,40
+7,44
2.060,13
IVBX
+0,17%
7.099,97
7.003,88
+12,00
7.074,09
25/02/2016 19h15 | Thomson Reuters

MOEDAS
MOEDA
COMPRA (R$)
VENDA (R$)
VAR (%)
Dólar Comercial
3,9555
3,9559
-0,02%
Euro
4,3595
4,3644
+0,04%
Libra
5,5193
5,5250
+0,14%
Peso Argentino
0,2551
0,2574
-0,97%
25/02/2016 19h12 | Thomson Reuters

INFLAÇÃO
ÍNDICE
MÊS
VALOR
IPCA
Jan.16
+1,27%
IPC-Fipe
Jan.16
+1,37%
IGP-M
Jan.16
+1,14%
INPC
Jan.16
+1,51%
15/02/2016 06h18 | Thomson Reuters 

JUROS E POUPANÇA
ÍNDICE
VARIAÇÃO (%)
Selic (ano)
14,25%
CDI (ano)
10,80%
TJLP - Taxa de juros de longo prazo (trimestre)
7,50%
TR - Taxa referencial (mês)
0,1544%
Poupança (mês)
0,655%
25/02/2016 19h12 | Thomson Reuters
  
COMMODITIES
ÍNDICE
VARIAÇÃO (%)
VARIAÇÃO (PTS)
COTAÇÃO (US$)
Prata
-
-0,10
15,15
Platina
-
-12,30
925,70
Petróleo WTI
+1,07%
+1,01
95,25
Ouro
-
+5,20
1.234,16
Petróleo Brent
0,00%
0,00
34,06
Paládio
-
-2,00
483,00

25/02/2016 19h15 | Thomson Reuters