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terça-feira, 8 de novembro de 2016

RAPIDINHAS DO BLOG...

MERCADO PREVÊ INFLAÇÃO ABAIXO DE 5% E AVANÇO DE 1,20% PARA PIB EM 2017
Os analistas de mercado melhoraram a estimativa para a inflação em 2017 e agora veem uma taxa abaixo de 5% e, portanto, mais próxima da meta de 4,50% perseguida pelo Banco Central (BC). De acordo com dados do boletim Focus, do BC, a mediana das projeções para o avanço do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para o ano que vem saiu de 5% para 4,94%. As estimativas de inflação para este ano (6,88%) e em 12 meses (4,95%) não foram alteradas. Os analistas também não mudaram suas apostas para o juro básico da economia. A mediana das estimativas para a Selic seguiram em 13,50% ao fim deste ano e em 10,75% ao fim de 2017. A taxa está, atualmente, em 14%. Depois de uma rodada de ajustes para baixo, os analistas Top 5, que mais acertam as projeções, elevaram o prognóstico para o aumento do IPCA em 2016, de 6,89% para 6,97%, assim como a previsão para a Selic, de 13,50% para 13,75%. Para 2017, continua tudo igual: IPCA com 5,03% de alta e Selic em 11,25%. Todas são medianas das estimativas do grupo de médio prazo. O mercado em geral espera que o IPCA de outubro, que será divulgado na quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), registre elevação de 0,30%. A mediana do Top 5 é de 0,27%. Quanto à atividade, o Focus mostra uma ligeira piora nas estimativas para o desempenho do Produto Interno Bruto (PIB), a exemplo do que aconteceu nas últimas semanas. Pela quinta vez consecutiva, a projeção para 2016 piorou, desta vez de retração de 3,30% para recuo de 3,31%. No caso de 2017, a projeção foi revista pela terceira vez, de crescimento de 1,21% para 1,20%. As estimativas para a produção industrial seguiram em queda de 6% neste ano e de aumento de 1,11% no próximo calendário.

ESTUDO MOSTRA DANOS CAUSADOS PELO CIGARRO NO DNA
Inúmeros estudos já indicavam que o cigarro causa 17 diferentes tipos de câncer, mas agora uma nova pesquisa mostra pela primeira vez os impactos devastadores causados pelo fumo no DNA humano. De acordo com o estudo, publicado nesta quinta-feira, 3, na revista Science, os fumantes que consomem um maço de cigarros por dia acumulam em média, a cada ano, 150 mutações a mais em cada célula do pulmão, em comparação com os pacientes de câncer não fumantes. De acordo com os autores do artigo, liderados por Ludmil Alexandrov, do Laboratório Nacional de Los Alamos (Estados Unidos), o novo estudo é o primeiro a investigar em larga escala os danos causados pelo fumo às células do corpo humano. "Até agora, nós tínhamos um amplo volume de evidências epidemiológicas que ligavam o fumo ao câncer, mas agora podemos de fato observar e quantificar as alterações moleculares causadas pelo cigarro no DNA", disse Alexandrov. A pesquisa demonstrou pela primeira vez como o cigarro leva ao desenvolvimento de tumores, ao provocar mudanças celulares nos tecidos expostos direta ou indiretamente à fumaça do cigarro. Além de medir a extensão dos genéticos, os cientistas também identificaram diversos mecanismos diferentes pelos quais o cigarro causa mutações no DNA dos fumantes, levando ao câncer. Para fazer a pesquisa, a equipe usou supercomputadores para analisar o genoma de mais de 5 mil amostras de células com câncer. Embora a maior taxa de mutações tenha sido verificada nos pulmões, o estudo mostra que outras partes do corpo também apresentam mutações associadas ao fumo, explicando por que o cigarro causa tantos tipos diferentes de tumores. Nos fumantes, além das 150 alterações a mais nas células do pulmão, foram observadas 97 mutações a mais na laringe, 39 na faringe, 23 na boca, 18 na bexiga e seis em todas as células do fígado. Segundo Alexandrov, ficou claro que as mutações causadas pelo cigarro levam ao câncer por diversos mecanismos diferentes. "Fumar cigarros danifica o DNA em órgãos diretamente expostos à fumaça, além de acelerar o relógio celular que controla as mutações nas células, afetando assim órgãos direta e indiretamente expostos à fumaça", explicou o cientista. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

WHATSAPP PRECISA DE MAIS CONTROLE, DIZEM ESPECIALISTAS DA POLÍCIA E MP
As frequentes brigas entre aplicativos como WhatsApp e a Justiça brasileira se resolveriam a partir da regulamentação desses serviços. Foi o que defenderam Augusto Rossini, procurador do Ministério Público de São Paulo, e José Mariano Araujo Filho, especialista em Investigação de Cibercrimes e Inteligência da Polícia Civil, durante o Security Leaders --evento de Segurança da Informação e Risco--, realizado em São Paulo.     "É preciso que se crie uma normativa clara, com a criação de uma agência que pudesse fiscalizar e regulamentar todos os aplicativos que queiram atuar no Brasil", aponta Rossini, que diz que o Marco Civil da Internet é insuficiente. "Só assim o Brasil poderá exercer a sua soberania." Segundo ele, o país poderia se inspirar na Espanha, que já adota modelo semelhante. A ideia, como ele explica, não seria transformar o Brasil em uma China, que controla tudo que é acessado ou não por sua população. "Ainda assim temos que estabelecer diretrizes claras que obriguem os aplicativos a colaborar em casos especiais e mediante ordens judiciais. Quer operar no país? Então são obrigados a andar conforme as nossas regras, mas como elas não existem acabam fazendo o que bem entendem", enfatiza Rossini. Como acrescenta Araujo Filho, aplicativos como o WhatsApp têm sido usados pelas autoridades brasileiras basicamente para a produção de provas. "Uma situação que nos remete ao passado, quando se discutia a legalidade ou não dos grampos telefônicos", compara ele, que ressalta a existência de uma distorção de valores quando se define o WhatsApp como um serviço essencial. "Se por algum motivo comercial, o WhatsApp deixar de operar no Brasil, no segundo seguinte os consumidores terão a sua mão outras opções", justifica o policial civil, que também defende a regulamentação dessas empresas como salvaguarda para a própria população brasileira. Rossini, no entanto, reconhece as dificuldades para a aprovação de uma possível regulamentação dos aplicativos. "Falta conhecimento, estrutura e dinheiro do governo para que a medida seja colocada em prática". Mas, como medida alternativa, o procurador sugere um ajustamento de conduta para que os aplicativos possam assumir as suas responsabilidades. Tanto Rossini como Araujo Filho defenderam os pedidos de bloqueio do WhatsApp no país e alegaram que as sanções, previstas em lei, forçam a empresa a ser mais colaborativa com a Justiça brasileira. "Não se trata apenas de casinhos em São Bernardo e em Lagarto. Mas, sim, de impedir que criminosos atuem livremente em apps como o WhatsApp", relata o policial civil, ao se referir às investigações policiais que resultaram no bloqueio do aplicativo no Brasil.
JUSTIÇA X WHATSAPP
Diante da briga entre a Justiça brasileira e o WhatsApp, o app de mensagens instantâneas já foi bloqueado no país três vezes em menos de um ano. A última delas em 19 de julho, por determinação da juíza Daniela Barbosa, da comarca de Duque de Caxias (RJ). A Justiça do Rio de Janeiro pedia que o WhatsApp interceptasse mensagens de envolvidos em crimes na região. O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Ricardo Lewandowski, considerou a decisão desproporcional, por ferir o direito à liberdade de comunicação de milhões de brasileiros. O app chegou a ficar fora do ar por cerca de cinco horas. Em maio deste ano, o aplicativo chegou a ficar bloqueado por 25 horas, por determinação do juiz Marcel Montalvão, da comarca de Lagarto (SE), que também pediu a prisão do vice-presidente do Facebook na América Latina, o argentino Diego Jorge Dzodan, em março. Já, em dezembro de 2015, o aplicativo por ordem da Justiça de São Paulo passou 13 horas fora do ar, também por descumprimento de decisão judicial. Em todos os casos, os juízes que expediram os pedidos de bloqueio alegaram um desrespeito do WhatsApp com a legislação brasileira. O app, por sua vez, sempre alegou colaborar com a Justiça, mas não ter as informações, nem mesmo capacidade técnica para atender aos pedidos. 

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