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quinta-feira, 3 de novembro de 2016

RAPIDINHAS DO BLOG...

ARRECADAÇÃO COM MULTAS E IMPOSTOS DA REPATRIAÇÃO TOTALIZA R$ 50,9 BILHÕES
A arrecadação com multas e impostos pagos com a repatriação de recursos mantidos ilegalmente no exterior somou R$ 50,9 bilhões, segundo informou a Receita Federal nesta terça-feira (1º). Esse valor é referente a uma regularização de recursos que totalizam R$ 169,9 bilhões, de 25.114 pessoas físicas e 103 pessoas jurídicas. A estimativa inicial do governo era arrecadar R$ 50 bilhões com a repatriação, mas nas últimas semanas a expectativa nos bastidores da área econômica do governo era que o montante pudesse chegar a até R$ 60 bilhões. Cerca de 44% dos contribuintes fizeram as declarações dos recursos que mantinham no exterior somente na semana passada, quando o total arrecadado com multas e impostos já havia chegado a R$ 45 bilhões, de acordo com a Receita. "Nos Estados Unidos o programa de repatriação rendeu US$ 8 bilhões em multas e impostos. O nosso rendeu mais de US$ 15 bilhões. Foi um programa bem sucedido, e ao longo desses 210 dias de prazo que oferecemos ao contribuinte para aderir, lembrando que é um programa voluntário, todos tiveram oportunidade de conhecer as regras", afirmou o secretário da Receita Federal, Jorge Rachid. Ele afirmou que a Receita, desde o ano passado, está mais equipada para detectar recursos mantidos ilegalmente no exterior, já que firmou um convênio de troca de informações com o Fisco americano. "Além disso, aderimos a uma convenção multilateral, que envolve 97 países, onde teremos troca automática de informações tributárias a partir de 2018, referentes a dados de 2017". Na semana passada, a secretária do Tesouro, Ana Paula Vescovi, afirmou que esses recursos devem ser usados para quitação de restos a pagar de anos anteriores, amenização do deficit de 2016 e como uma reserva para riscos fiscais. Os dados de resultado fiscal divulgados pelo Banco Central nesta segunda-feira (31) sugerem que, mesmo que o governo priorizar o pagamento dos restos a pagar, hoje em cerca de R$ 60 bilhões, sobrará dinheiro para entregar um resultado primário melhor do que o imaginado. Isso porque a estimativa de especialistas é que o governo conseguiria quitar no máximo metade desses restos até o fim do ano, já que boa parte desse tipo de despesa não é de liquidação imediata e não pode ser paga automaticamente pelo governo. Além disso, o governo ainda tem R$ 75,5 bilhões para gastar até o fim do ano —no acumulado de janeiro a setembro, o deficit é de R$ 94,5 bilhões, mas a meta estimada para o ano todo é de R$ 170,5 bilhões de resultado negativo. Metade disso vai para o rombo da Previdência Social, que deve crescer de R$ 112 bilhões, no acumulado até setembro, para R$ 149,2 bilhões no final do ano —ou seja, um aumento de R$ 37,2 bilhões. Mesmo assim, sobram R$ 38,3 bilhões para despesas, a serem divididas em três meses. Na avaliação de especialistas, vai ser improvável que o governo consiga gastar esse montante, já que no ano inteiro de 2014, por exemplo, o deficit primário foi de R$ 32,5 bilhões. Em 2015, o rombo alcançou R$ 111,2 bilhões, mas isso ocorreu somente para acomodação das chamadas "pedaladas fiscais", o que não se repetirá neste ano. 

CIENTISTAS QUEREM SABER POR QUE O AR GIRA MAIS RÁPIDO EM VÊNUS 
Vênus não é um paraíso plácido, sabemos bem disso. Além das altíssimas temperaturas da superfície, ventos na camada superior da atmosfera chegam a até 400 km/h, carregando as nuvens ao redor do planeta a cada quatro dias. Mesmo assim, ele gira em torno de seu eixo muito lentamente, com uma rotação a cada 243 dias da Terra – só que na direção errada, oposta a quase todos os outros corpos do sistema solar. Em geral, a atmosfera da Terra gira na mesma velocidade que o planeta. Então, por que o ar em lá gira muito mais rápido do que o próprio planeta? A sonda espacial japonesa Akatsuki, agora em órbita ao redor de Vênus, procura resolver o mistério da chamada super-rotação. Os cientistas que trabalham na missão apresentaram algumas das suas primeiras descobertas em uma reunião feita na semana passada na Divisão de Ciências Planetárias da Sociedade Americana de Astronomia, em Pasadena, Califórnia. Essa não é apenas uma questão trivial para os cientistas planetários. Modelos de computador do nosso próprio clima falharam ao serem aplicados a Vênus e o conhecimento do funcionamento do planeta poderia melhor nossa compreensão da Terra. "Não sabemos que aspecto está faltando na meteorologia. Se soubermos o que gera uma rotação tão rápida, teremos um entendimento mais profundo da dinâmica atmosférica, não só em Vênus, mas também na Terra. Aprenderemos muito mais sobre o nosso clima", disse Masato Nakamura, gerente do projeto da Akatsuki. Nos últimos anos, Vênus tem sido um remanso da exploração planetária, mesmo que seu tamanho seja muito mais próximo do da Terra que o de Marte. Por muito tempo, cientistas imaginaram que poderia haver um paraíso tropical habitável sob as espessas nuvens do planeta. Na década de 1950, intensas emissões térmicas, medidas por um telescópio via rádio na Terra, contou uma história diferente: Vênus é uma fornalha. A temperatura média da superfície é de mais de 455º C, demonstração extrema da proeza de retenção do calor que tem o dióxido de carbono, o principal constituinte da atmosfera venusiana. As nuvens de ácido sulfúrico deixam o lugar ainda menos atraente para uma visita. Na década de 1990, a nave espacial Magalhães da Nasa mapeou com precisão a topografia de Vênus através de radar. Com exceção de alguns voos da nave em seu trajeto para outro lugar, a agência não retornou ao planeta, embora esteja considerando duas propostas modestas. Uma missão europeia, a Venus Express, estudou o planeta entre 2006 e 2014, descobrindo, entre outras coisas, uma camada menos quente da atmosfera, -170º C, a uma altitude de 120 km, prensada entre duas camadas mais quentes. Mas agora a Akatsuki, que entrou a órbita em dezembro passado, começou seu trabalho. Takehiko Satoh, um dos cientistas da missão, disse que um dos resultados mais emocionantes e surpreendentes até agora veio quase que imediatamente após a chegada da sonda. A câmera que capta a luz infravermelha de longo comprimento de onda no topo das nuvens descobriu um traço branco em forma de arco que se estende por cerca de 10 mil km, quase do polo sul até o polo norte. Curiosamente, essa característica atmosférica gigante não se move com a atmosfera. "Parece estar fixa no chão", disse Satoh. O arco fica acima de Aphrodite Terra, uma região de terras altas, do tamanho de África, com quase 5 km de altura. Os cientistas que trabalham com os dados da Venus Express relataram uma descoberta semelhante em julho. Uma possibilidade é que, quando o vento sopra sobre Aphrodite Terra, as nuvens são empurradas mais para cima e a temperatura do topo das nuvens cai. "Nossa interpretação é que existe algum distúrbio causado pela montanha", disse Nakamura. Satoh disse que havia basicamente duas ideias concorrentes da origem da energia do vento de Venus: uma delas é que a energia que vem do sol acelera o vento; a segunda é que a atmosfera é tão densa que gradualmente diminui o giro do planeta e a velocidade angular é transferida para o ar. De acordo com esta teoria, apesar de a brisa na superfície ser reduzida, soprando a uns 3 km/h, a velocidade aumenta em altitudes mais elevadas, conforme o ar vai se diluindo. A pequena nave – seu corpo principal é uma caixa um pouco maior que uma geladeira – carrega cinco câmeras, coletando a luz em diferentes cumprimentos de onda para monitorar a atmosfera venusiana em diferentes altitudes. Em outro experimento, os cientistas irão observar como o sinal de rádio da nave enviado à Terra se distorce ao passar pela da atmosfera. Isso vai revelar a temperatura, a quantidade de vapor de ácido sulfúrico e outras propriedades. Ao observar a atmosfera em diferentes altitudes, eles poderão detectar características de ondas que sobem e descem, como bolhas em uma lâmpada de lava. "Se a hipótese do aquecimento solar ou da maré térmica está correta, poderemos ver uma propagação de onda diferente, da parte de cima da nuvem para a inferior", disse Satoh. Se a teoria de viscosidade estiver correta, as ondas devem se propagar na direção oposta, do solo para as nuvens. Talvez as respostas acabem ficando claras em um ano – ou talvez quatro. "Precisamos analisar uma grande quantidade de dados complexos", disse Nakamura. O fato de a Akatsuki, que significa "amanhecer" em japonês, estar onde está é resultado de talento e perseverança. Ela foi lançada em maio de 2010 e chegou a Vênus sete meses depois, mas quando seu motor principal falhou, a sonda passou direto pelo planeta. "Foi um momento muito triste", conta Satoh. Depois de um dia, segundo ele, os cálculos indicaram que em seis anos, a Akatsuki, em órbita em torno do sol em vez de Vênus, poderia se encontrar com o planeta novamente, mas não estava claro se a nave ainda seria capaz de diminuir sua velocidade e entrar em órbita. Uma investigação descobriu que uma válvula no motor havia vazado, levando à formação de sais que a entupiram. O motor havia superaquecido e não podia mais ser consertado. A Akatsuki ainda tinha os propulsores de manobra que seriam usados depois que entrasse em órbita. Não eram tão poderosos quanto o motor que quebrara, mas poderiam aplicar força suficiente para retardá-lo o suficiente para que a gravidade de Vênus pudesse capturá-lo. Por causa de preocupações sobre uma permanência estendida no espaço, com o bombardeio de radiação solar e raios cósmicos que poderiam estragar seus instrumentos, a sonda foi manobrada para que o segundo encontro ocorresse um ano antes, em novembro de 2015. Os cálculos feitos então sugeriram que a órbita poderia não ser estável, havendo a possibilidade de a nave colidir com o planeta pouco depois. Outro ajuste atrasou a chegada em algumas semanas, para 7 de dezembro, exatamente cinco anos após a data original prevista. Dessa vez, tudo funcionou. A órbita da Akatsuki é diferente da que foi imaginada originalmente. Em vez de estar sincronizada com a atmosfera, o que teria permitido que os cientistas controlassem melhor as pequenas alterações, ela agora dá voltas ao redor de Vênus em uma grande órbita elíptica. Isso garante outros benefícios. Em vez de examinar atentamente um determinado lugar e ver mudanças menores, os cientistas agora são capazes de ver o que acontece em uma escala global, embora perdendo alguns detalhes. A Akatsuki vai continuar operando até pelo menos abril de 2018, dependendo de quanto combustível ainda tenha. "Sabemos que temos pelo menos um quilo de combustível", disse Nakamura, comparando a incerteza a um medidor de combustível impreciso em um carro. "Se por acaso houver mais, a sonda poderá continuar a operar talvez por até seis anos", disse ele.

COMO SABER SE SEU COMPUTADOR FOI HACKEADO E O QUE FAZER
Seu computador pode ser uma espécie de cofre: estão guardadas nele informações valiosas, como senhas e dados de contas bancárias. No entanto é como se este cofre não fosse totalmente seguro, pois está sujeito a ataque de hackers. O último exemplo de uma grande ação de hackers aconteceu na sexta-feira, em um dos ataques mais graves a atingir os Estados Unidos nos últimos dez anos. A ação mirou em sites como Spotify, Airbnb e o Twitter e afetou milhões de usuários. Mas nem todos os ataques são tão óbvios. Em alguns casos, usuários têm suas senhas roubadas e compartilhadas com outras pessoas ou grupos, o que permite furtar suas identidades digitais e até dinheiro. Quando percebem o que aconteceu, já é tarde. A BBC consultou especialistas para saber o que fazer diante de um ciberataque e como descobrir se o seu computador já não é mais seguro.
ATAQUES SILENCIOSOS
Jim Wheeler, diretor de ciberoperações da Protection Group International (PGI), uma companhia de segurança com sede na Grã-Bretanha, explicou que qualquer computador ou conta digital pode ser hackeada. O problema é que os usuários domésticos e empresas muitas vezes não sabem que estão sendo atacados. "Em 60% dos casos, as vítimas só ficam sabendo depois e por meio de uma terceira pessoa (a quem transmitiram o vírus) ou por uma instituição (como o banco)", disse Wheeler. Segundo o especialista, em alguns casos, os usuários só percebem quando tentam acessar uma conta e não conseguem ou quando o computador fica mais lento. Geralmente, é difícil notar. Ángel Bahamontes, especialista em informática forense e presidente da Associação Nacional de Avaliadores e Peritos Judiciais Informáticos da Espanha, concorda com Wheeler. "Algumas coisas podem ser medidas e outras, não. Muitos ataques são silenciosos (como os cavalos de troia), e, quando você tenta solucionar o problema, o dano já está feito", explicou.
MUDANÇA DE SENHAS
O erro mais comum é usar a mesma senha (que muitas vezes já não é muito segura) em vários sites. E os hackers se aproveitam disso. Mas existe uma forma de conter os danos até depois de um ataque: mude a senha imediatamente. O cientista da informação Jeremiah Onaolapo e seus colegas do University College de Londres chegaram a esta conclusão depois de uma experiência na qual criaram cem contas do serviço de email do Google, o Gmail, e compartilharam estas contas em sites onde elas poderiam ser hackeadas. Eles descobriram que os piratas não agem imediatamente, mas esperam alguns minutos. Este tempo é muito importante para que o usuário possa se proteger ao alterar a senha. "É fundamental que o usuário inclua letras e números. Quanto mais longas e complexas, melhor", explicou Wheeler.
Mas aí surge outro problema: como lembrar de senhas tão complicadas? Uma boa ideia pode ser usar o gerenciador de senhas, um programa que permite armazenar todas de forma segura. Uma das sugestões de Wheeler é o LastPass, que é grátis. Claudio Chifla, perito judicial em informática, afirma que "não devemos facilitar para ninguém (o acesso) a nossas senhas. E as que usamos não devem ter dados pessoais (como o nome do bicho de estimação ou a data de nascimento). O especialista conta que é "recomendável que as senhas sejam formadas por letras e números que não se repitam e que ao menos uma das letras seja maiúscula. Também use pelo menos um símbolo".
SEM RISCOS DESNECESSÁRIOS
"Entre outras medidas importantes, está usar sistemas de verificação de identidade em duas etapas e manter seu sistema atualizado (o computador e o navegador)", alertou Wheeler. "É preciso utilizar sempre programas com licenças originais adquiridos e baixados de páginas oficiais, de fontes de confiança", acrescentou Chifla. De acordo com o especialista, também é melhor "evitar abrir emails estranhos e não clicar em links e páginas desconhecidas". "Normalmente, percebemos que fomos hackeados porque nossos contatos recebem algum email estranho de nossa caixa de emails. Outro sinal clássico é quando o rendimento de nosso computador cai ou páginas de publicidade começam a abrir de forma aleatória". "Um grande perigo é que nosso aparelho seja usado sem nosso conhecimento para cometer crimes". Para que isso não aconteça, Wheeler lembra de outra medida importante: não publicar muita informação pessoal nas redes sociais. "Pense nisso como se você estivesse expondo seus dados para todo mundo em um centro comercial", explicou.
PRUDÊNCIA
Bahamontes acredita que muitos ataques de hackers só acontecem devido à falta de prudência. "As pessoas fornecem dados sem verificar quem está pedindo - por exemplo, em apps gratuitos -, baixam programas que colocam em risco o computador e depositam o dinheiro em contas de PayPal que conseguiram participando de promoções falsas", explicou. "Grande parte dos ataques poderia ser evitada com algum cuidado e bom senso", garante Bahamontes. Para o especialista, também é importante "se informar sobre cibersegurança, com conhecimentos básicos", para evitar os ataques. "É importante que as pessoas tenham mais consciência dos riscos. Na maioria das vezes, nem o usuário e nem o criador do site onde ocorreu o ataque percebem que os hackers estão agindo", explicou Wheeler. "Não é preciso ser um gênio para fazer um ciberataque. Até um menino de 14 anos consegue."
OS SINAIS
Segundo a Associação Nacional de Cibersegurança e Perícia Tecnológica (ANCITE) em Madri, na Espanha, um dos principais sianis de alerta é o comportamento diferente do computador, com programas que param de funcionar, arquivos com conteúdo trocado, flutuações repentinas na conexão com a internet ou erros ao acessar um serviço com sua senha. Outro é o aparecimento de barras de ferramentas adicionais no seu navegador (pode ser um software malicioso). Fique atento caso janelas de publicidade apareçam com frequência enquanto você navega. Ou se o programa antivírus ou antimalware para de funcionar ou parece ter sido desabilitado. Quando alguns de seus contatos recebem emails falsos ou com publicidade vindos de sua conta, também é um sinal de falha na segurança. E, quando você nota que aumentou o consumo de dados no seu plano de internet no celular, tome cuidado: pode ser malware.
O QUE FAZER?
A ANCITE recomenda que os usuários façam periodicamente cópias de segurança de seus arquivos. Se você guarda tudo isso na nuvem, coloque senhas e não confie em serviços gratuitos. Use programas antivírus e antimalware e os mantenha atualizados. Se você acha que algum hacker está usando seu computador remotamente, desconecte imediatamente da internet. No caso de smartphones, não instale aplicativos que não venham de sites oficiais do seu sistema operacional. Mude suas credenciais para acessar os sites afetados. Habilite a verificação em duas etapas para aumentar a segurança. Nunca use a mesma senha em serviços diferentes de internet e mude estas senhas sem usar dados pessoais e públicos.

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