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terça-feira, 22 de novembro de 2016

RAPIDINHAS DO BLOG...

ALIADOS PRESSIONAM TEMER A CORRER COM MEDIDAS PARA AQUECER ECONOMIA
A piora das previsões para o crescimento da economia despertou no governo Temer críticas sobre a demora na adoção de medidas para incentivar o investimento. Uma ala da equipe presidencial quer acelerar ações nessa área para tirar o país da recessão. Reservadamente, um interlocutor do presidente disse que o governo está num "ritmo de quatro anos e precisa urgentemente entrar numa velocidade de quem só tem dois anos de mandato" no campo das medidas para estimular o crescimento. Segundo ele, as incertezas provocadas pela eleição de Donald Trump e a crise fiscal dos Estados exigem do governo imprimir mais celeridade na área do investimento. Outro assessor de Temer cita como exemplo da lentidão do governo a demora na edição da medida provisória com as novas regras das concessões públicas para o setor privado, o que deverá atrair investidores nacionais e estrangeiros para projetos no país. A medida foi prometida logo no início do governo interino e reforçada no anúncio do Programa de Parcerias de Investimento em setembro, mas ainda não saiu, preocupando consultores que cuidam dos interesses de investidores estrangeiros no Brasil. Dentro do governo, a medida, que permitirá renovar contratos de concessão ou a saída amigável de concessionários em dificuldades financeiras, já foi apelidada por técnicos de "MP da semana que vem", pois é sempre prometida, mas nunca editada, e estaria pronta no Planalto. Há uma pressão das atuais concessionárias, controladas em grande parte por empresas envolvidas com a Lava Jato, para que o governo permita mudanças nos contratos para salvar as atuais concessões, o que os técnicos não querem. Isso ainda estaria travando a medida. A solução intermediária deve permitir que as empresas peçam uma arbitragem nos contratos. O governo também não conseguiu emplacar duas promessas. Liberar a participação de empresas internacionais em companhias aéreas nacionais e permitir que estrangeiros comprem terras no país, o que estimularia investimentos nos setores de aviação, agronegócio e energia. Pressões de parlamentares da base aliada também estão impedindo a continuidade do Plano de Aviação Regional, que foi enxugado de 270 aeroportos para 53.
RITMO FRACO
As críticas à lentidão do governo surgem no momento em que as previsões para o crescimento da economia brasileira pioraram. Antes, a equipe econômica acreditava que o PIB teria alta de 1,6% em 2017. Agora, já fala em algo na casa de 1%. Assessores admitem até o risco de o país nem crescer 1%, a depender do que será o governo Trump, que pode gerar mais turbulências na economia mundial. Por isso uma ala do governo promete passar a pressionar Temer, a partir de agora, a imprimir mais velocidade nas medidas da área de investimento. Para esse grupo, o governo não pode focar apenas medidas na área fiscal. Até nessa área já surge certo incômodo da equipe econômica com a demora no envio da reforma da Previdência ao Congresso. O governo chegou a prometer enviá-la depois das eleições municipais, mas não cumpriu a promessa e agora diz que ela será encaminhada até o fim do ano. A expectativa é que ela seja enviada pelo menos no início de dezembro, logo após o Senado aprovar em primeiro turno a emenda constitucional que cria o teto dos gastos públicos. O primeiro resultado da mudança do cenário econômico já deve ser sentido, segundo assessores presidenciais, nos planos do Banco Central sobre o ciclo de redução da taxa de juros. O mercado chegou a trabalhar com uma previsão de corte dos juros de 0,50 ponto percentual na próxima reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), neste mês. Agora, aposta que ficará em 0,25 ponto percentual, fazendo a taxa Selic recuar para 13,75%.

ANTES DE MORRER, ADOLESCENTE BRITÂNICA COM CÂNCER GANHA DIREITO DE TER CORPO CONGELADO
Uma jovem de 14 anos, que sabia que ia morrer de um tipo raro de câncer e desejava ficar congelada para ser curada no futuro, ganhou uma batalha legal histórica no Reino Unido. A adolescente morreu em outubro e não teve a identidade divulgada. Ela recebeu todo o apoio da mãe, mas não do pai e o caso foi parar na Justiça. A Alta Corte britânica determinou que a mãe tinha o direito de decidir o que aconteceria com o corpo. Assim, ele foi levado para os Estados Unidos, onde foi congelado. A menina vivia em Londres e nos últimos meses de vida tinha feito pesquisas na internet sobre a técnica de criogenia humana.
'VIVER MAIS'
Criogenia é o processo de congelar e preservar um corpo na esperança de que no futuro sejam encontradas formas de ressuscitá-lo e curá-lo. A técnica também é usada com embriões: óvulos fecundados podem ficar na "geladeira" com chances boas de sobreviver ao descongelamento - estima-se que perto de 60% deles conseguem vingar, dando origem a um bebê. Até agora, calcula-se que cerca de 100 pessoas já foram congeladas depois da morte e esperam por vida nova no futuro. A menina escreveu uma carta ao juiz explicando que queria "viver mais" e não desejava ser "ficar embaixo da terra". "Acho que ser preservada criogenicamente me dá a chance de ser curada e acordar - nem que seja daqui a centenas de anos", escreveu. O juiz Peter Jackson visitou a menina no hospital e disse ter ficado comovido com a "forma corajosa como ela estava enfrentando o seu destino". A sentença, explicou o magistrado, não teve a ver com a criogenia em si, mas com o conflito entre os pais da menina sobre o destino do corpo da filha.
TÉCNICA CONTROVERSA
O congelamento de corpos é feito somente por duas empresas nos EUA e na Rússia - e o custo de preservar o corpo por tempo infinito neste caso foi de 37 mil libras (R$ 158 mil). O cadáver é colocado em um tanque de nitrogênio líquido, a uma temperatura de -196 ºC, para que não apodreça. Para Simon Woods, especialista em ética médica da Universidade de Newcastle, a ideia de congelar um corpo para reanimá-lo é "ficção científica". "A morte é irreversível. E as pessoas que buscam a preservação criogênica geralmente morreram de uma doença grave, nesse caso foi câncer". "O estado de saúde da pessoa já é bem ruim, e não há absolutamente nenhuma evidência de que a pessoa possa ser trazida de volta à vida".
A CARTA
Na carta que escreveu ao juiz, a menina diz querer explicar "porque quero que uma coisa tão incomum seja feita". "Tenho apenas 14 anos e não quero morrer, mas sei que vou morrer". "Acho que ser criopreservada vai me dar a chance de ser curada e acordar - mesmo que daqui a centenas de anos". "Não quero ficar embaixo da terra". "Quero viver e viver mais. Acredito que no futuro devem achar uma cura para o meu câncer e eu vou acordar". "Quero ter essa chance". "Este é o meu desejo".
PAI ERA CONTRA O CONGELAMENTO
Os pais da menina são divorciados. A adolescente havia passado seis anos sem ter qualquer contato com o pai até ficar doente. E o pai era contra o congelamento: "Mesmo que o tratamento seja bem-sucedido e ela volte à vida, digamos, daqui a 200 anos, minha filha não deverá encontrar nenhum parente. Além disso, talvez ela não se lembre de coisas que podem deixá-la desesperada, já que terá apenas 14 anos e estará nos EUA". Mais tarde, ele mudou de ideia e disse que respeitava a vontade da filha. O pai quis então ver o corpo depois que a menina morreu - mas ela havia determinado que não permitia isso. O juiz disse que o pedido da jovem foi o único do tipo já recebido por um tribunal da Inglaterra e do País de Gales - e provavelmente por qualquer outro no Reino Unido.
JUIZ SUGERE REGULAÇÃO NO REINO UNIDO
O juiz Jackson disse que o caso é um exemplo de como a ciência traz novas questões para o Direito. A adolescente morreu em outubro, sabendo que seu corpo seria preservado. Mas o juiz revelou que houve problemas no dia da sua morte. Ele contou que a equipe do hospital manifestou preocupação em relação à maneira como foi conduzido o processo de preparação do corpo para o congelamento, mas não esclareceu os motivos dessa inquietação. A preparação foi feita por um grupo de voluntários no Reino Unido. O juiz sugere que futuramente os parlamentares britânicos discutam a criação de "normas adequadas" para o congelamento de corpos.

COMO O FACEBOOK PRETENDE LIDAR COM NOTÍCIAS FALSAS
O fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, anunciou planos para combater a circulação de notícias falsas na rede social. O Facebook foi alvo de polêmica após a eleição de Donald Trump para a presidência dos Estados Unidos, quando usuários, pesquisadores e colunistas de jornais americanos afirmaram que notícias falsas sobre os candidatos podem ter influenciado a escolha dos eleitores. Os críticos afirmam ainda que a empresa não toma providências suficientes para impedir que grupos políticos espalhem boatos na rede. Na noite do último sábado, Zuckerberg disse, novamente em uma publicação em seu perfil na rede social, que a empresa "trabalha com esse problema há muito tempo e leva essa responsabilidade a sério". Mas ele afirmou também que o tema é "complexo, tecnicamente e filosoficamente", já que o Facebook não quer desestimular o compartilhamento de opiniões ou tornar-se "árbitro da verdade".
PROPOSTAS
O CEO disse ainda que a empresa desenvolve sete propostas para combater a desinformação de maneira mais eficiente:
·         Desenvolver sistemas técnicos mais eficientes, para detectar o que as pessoas irão denunciar como falso antes que elas façam isso;
·         Tornar mais fácil o processo de denúncia reportagens falsas;
·         Fazer parcerias com organizações de checagem de fatos;
·         Rotular os links que foram denunciados como notícia falsa e mostrar avisos quando as pessoas lerem ou compartilharem estes links;
·         Aumentar a exigência de qualidade para os links que aparecem como "relacionados" na linha do tempo;
·         Dificultar o lucro dos sites de notícias falsas com anúncios;
·         Trabalhar com jornalistas para aprender métodos de checagem de fatos.
"Algumas dessas ideias irão funcionar e outras não, mas quero que vocês saibam que sempre levamos isso a sério, entendemos a importância deste assunto para nossa comunidade e estamos determinados a resolver isso", afirmou o empresário. A controvérsia mostra que, com mais poder, empresas como o Facebook terão suas práticas cada vez mais questionadas, diz o analista de tecnologia da BBC Dave Lee. E precisam saber responder a estes questionamentos. "Há um abismo de prestação de contas entre o que as empresas de tecnologia fazem e o que permitem que o público fique sabendo. Não dá mais para Zuckerberg negar um problema e esperar que as pessoas simplesmente acreditem na palavra dele", afirma. "As ambições globais de Zuckerberg dependerão da sua habilidade de ser um político astuto. A polêmica das notícias falsas foi um teste importante e ele não se saiu bem - arrastando o assunto por mais de uma semana."
IDEIA 'MALUCA'
Zuckerberg chegou a responder às acusações dizendo que a ideia de que notícias falsas na rede social teriam influenciado as eleições era "bem maluca" em uma conferência de tecnologia na Califórnia. E afirmou, em seu perfil, que 99% do conteúdo noticioso que circula no site é "autêntico". Na mensagem deste sábado, ele voltou a afirmar que "o percentual de desinformação é relativamente pequeno". Mas após suas declarações iniciais, o site Buzzfeed noticiou que funcionários do Facebook, insatisfeitos com a resposta do fundador da empresa, criaram uma força-tarefa informal para abordar o problema. O site também publicou um levantamento mostrando que notícias falsas tiveram maior engajamento (participação) no site do que as verdadeiras nos três meses anteriores à eleição. O número de sites de notícias falsas têm aumentado por causa dos lucros que podem ser obtidos com a venda de anúncios publicitários nestas páginas. Alguns passam do conteúdo humorístico e satírico para invenções mais elaboradas porque acreditam que este conteúdo tende a ser mais compartilhado nas redes sociais - o que, por sua vez, gera mais acesso ao site. Uma das reportagens mais compartilhadas no Facebook durante o período eleitoral americano, por exemplo, dizia que o Papa Francisco declarou publicamente seu apoio a Donald Trump, algo que não ocorreu. Na última segunda-feira, o Google anunciou que faria mais para impedir que sites de notícias falsas ganhem dinheiro através de anúncios em seu buscador. Em seguida, o Facebook fez uma restrição semelhante ao uso de seu sistema de anúncios. 

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