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segunda-feira, 21 de novembro de 2016

RAPIDINHAS DO BLOG...

CADE INVESTIGA 30 CARTÉIS FORMADOS POR EMPRESAS ENVOLVIDAS NA LAVA JATO
O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) tem hoje em curso cerca de 30 investigações de cartéis formados por empresas envolvidas na Lava Jato. A operação tem provocado uma verdadeira corrida das empresas ao Conselho em busca de acordos de leniência: os pedidos aumentaram 300% do ano passado para cá, segundo o superintendente-geral do Cade, Eduardo Frade. A corrida ao Cade se justifica porque a legislação concorrencial permite apenas que a primeira empresa que fizer a denúncia da conduta criminosa firme o acordo de leniência – uma espécie de delação premiada para empresas – que pode livrá-la totalmente da multa. Em um mesmo caso, outras companhias que fizerem denúncias e entregarem provas podem até receber um desconto no valor a ser pago como punição, mas só a primeira pode ter imunidade completa. Segundo Frade, as investigações em andamento envolvem combinações de preços, conluios para divisão de licitações e outras infrações de empreiteiras e companhias investigadas pela força-tarefa da Lava Jato. Não necessariamente de cada uma das investigações vai sair um acordo de leniência. Para não atrapalhar as investigações, muitas ainda em fase inicial, o superintendente não informou os nomes das empresas nem as obras em que foram formados os cartéis. Até agora, o Cade anunciou que investiga quatro cartéis, três em licitações de grandes obras de infraestrutura – Belo Monte, Angra 3, ferrovias Norte-Sul e Oeste-Leste – e um na Petrobrás. Com o aumento da procura pela leniência, a unidade do Cade que negocia os acordos teve de ser reforçada e, de apenas três servidores, passou a ter 11. As negociações de cada acordo demoram meses. Na semana passada o Cade informou que, depois de dez meses de negociação, fechou acordo com a Andrade Gutierrez no qual a empresa admitiu participar de um cartel para o leilão e construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, no Pará. Segundo a construtora, o esquema era formado também pela Camargo Corrêa e pela Odebrecht. Em março do ano passado, foi assinado o primeiro acordo derivado da Lava Jato, com a Setal/SOG Engenharia. A empresa denunciou cartel para combinar lances em licitações de obras da Petrobrás. No mesmo caso, a Camargo Corrêa firmou um termo de compromisso de cessação de conduta e pagou R$ 104 milhões para se livrar de uma punição ainda maior em caso de condenação ao final do processo. Outro acordo de leniência foi celebrado em julho do ano passado com a Camargo Corrêa, que denunciou cartel nas obras da usina nuclear de Angra 3. A Camargo fechou ainda um outro acordo com a Camargo Corrêa para investigação de cartel em licitações da Valec para obras das ferrovias Norte-Sul e Oeste-Leste, em que teriam participado mais de 16 empresas.

PLANÍCIE CONGELADA NO 'CORAÇÃO' DE PLUTÃO ESCONDE OCEANO SUBTERRÂNEO
A famosa mancha em forma de coração na superfície de Plutão provavelmente esconde um oceano lamacento, viscoso e congelado, de acordo com um novo estudo publicado por cientistas da missão New Horizons, da Nasa.  Lançada em 2006, a New Horizons chegou ao ponto mais próximo de Plutão em julho de 2015, observando em detalhes uma formação semelhante a um coração, batizada de Tombaugh Regio. Logo em seguida, os cientistas descobriram que a metade esquerda do "coração" corresponde a uma vasta  planície congelada, batizada de Sputinik Planum. De acordo com os autores do novo estudo, a existência de um oceano logo abaixo da superfície da planície Sputinik ajuda a explicar um mistério que intrigava os cientistas. Segundo eles, a reigão Tombaugh está alinhada em oposição a Charon, a principal lua de Plutão, em uma orientação inusitada que até agora carecia de uma explicação convincente. A explicação pode ser a existência de um espesso oceano subterrâneo, segundo os autores do estudo, que teria servido como uma "anomalia gravitacional", com seu peso alterando a relação gravitacional entre Plutão e Charon. Ao longo de milhões de anos, o planeta teria saído do eixo, alinhando seu oceano subterrâneo - e a região em forma de coração - em oposição a Charon. "Os dados da New Horizons nos mostraram que a planície Sputnik não só está do lado oposto de Charon, mas que está praticamente em exata oposição. Nós estudamos qual é a chance de isso ter acontecido aleatoriamente e concluímos que ela é de menos de 5%. Então, a questão passou a ser: o que causou esse alinhamento?", disse um dos pesquisadores da missão, Richard Binzel, que é professor do Instituto de Tecnologia de Massachussetts (MIT, na sigla em inglês). A grande planície Sputnik, que os cientistas acreditam ter sido formada por um violento impacto, parece ser extremamente brilhante em comparação ao resto do planeta. A explicação para isso, segundo os dados da New Horizons, é que a área é coberta por nitrogênio congelado. Segundo os cientistas, se um grande meteorito produziu a formação da planície, o forte impacto deve ter ejetado uma imensa quantidade de gelo, produzindo na superfície do planeta uma cratera no fundo da qual só sobrou uma fina camada de gelo. Se havia um oceano abaixo dessa camada, ele provavelmente empurrou a fina crosta por baixo, criando uma protuberância, segundo os pesquisadores. Como a água é mais densa que o gelo, a protuberância provavelmente compensou a massa dos materiais ejetados pelo impacto. À medida que o nitrogênio foi se depositando na planície, ao longo do tempo, a massa daquela área foi se tornando maior do que era antes do impacto, deslocando Plutão em seu eixo.
De acordo com outro dos autores do estudo, Francis Nimmo, da Universidade da Califórnia em Santa Cruz (Estados Unidos), dois fenômenos ocorreram ao mesmo simultaneamente. "A rotação de Plutão fez essa região com massa extra se deslocar em direção ao equador, enquanto o efeito gravitacional de Charon poderia atrair essa região para o ponto diretamente abaixo do satélite, ou na direção exatamente oposta - dependendo da que estivesse mais perto", explicou Nimmo. Segundo ele, o resultado desse duplo fenômeno é que a planície Sputnik acabou em sua orientação atual, próxima do equador de Plutão, e do lado oposto a Charon. Sem a influência de um oceano, segundo Nimmo, a camada de nitrogênio congelado sobre a planície precisaria ter 40 quilômetros de espessura, antes que a alteração na massa fosse grande o bastante para desencadear a reorientação de Plutão. Mas os autores do estudo classificam esse cenário como "implausível". Nimmo explica que os planetas giram de uma forma que minimiza a energia e, por isso, tendem a se reorientar para colocar as áreas com mais massa próximas ao equador e as áreas com menos massa próximas aos pólos. Ao contrário da Terra, que tem o eixo ligeiramente inclinado - fazendo com que as regiões equatoriais recebam mais luz solar -, Plutão gira "na horizontal" e lá os pólos é que recebem mais luz do Sol. Dependendo da estação, cada pólo recebe mais luz, enquanto as regiões do equador do planeta são sempre extremamente geladas. Como Plutão está quase 40 vezes mais longe do Sol que a Terra, o pequeno planeta de rocha e gelo leva 248 anos terrestres para completar uma volta em torno do Sol. Nas latitudes mais baixas de Plutão, próximas ao equador, a temperatura chega a 400 graus Celsius negativos - frio o bastante para congelar o nitrogênio e torná-lo sólido. Durante um ano de Plutão, o nitrogênio e outros gases se condensam em regiões permanentemente escuras e, quando o planeta chega ao lado oposto da órbita, esses gases esquentam, transformam-se novamente em gases e tornam a se condensar do outro lado do planeta. O resultado é que a planície Sputnik tem "nevascas" sazonais de hidrogênio. Um outro estudo publicado na mesma edição da Nature e coordenado por James Keane, da Universidade do Arizona (Estados Unidos), reforça as conclusões da pesquisa liderada por Nimmo, apontando que as fraturas na superfície de Plutão são coerentes com a ocorrência de uma reorientação do planeta. "Cada vez que Plutão dá uma volta no Sol, ou seja, a cada 248 anos, um pouco mais de nitrogênio se acumula na região em forma de coração. Cada vez que o gelo forma um monte de uma certa espessura - talvez de uns 100 metros -, ele começa a alterar o formato do planeta, que comanda sua orientação. Se você tem um excesso de massa em uma parte do planeta, ela tende a ir para o equador. Em alguns milhões de anos, essa dinâmica arrasta o planeta inteiro para uma nova posição", explicou Keane. De certa maneira, segundo Keane, o formato e a posição de Plutão foram resultado de seu clima. "Acredito que essa ideia de que um planeta inteiro possa ter sido deslocado pelo seu próprio ciclo de elementos voláteis não é algo que muita gente tenha concebido antes", disse.
Os dois estudos utilizaram observações feitas durante a aproximação da New Horizons combinadas a modelos computacionais. Isso permitiu que eles tomassem as características da planície Sputnik e simulassem sua localização em outras partes da superfície do planeta, para descobrir como isso afetaria a orientação do eixo de rotação do planeta. De acordo com os modelos, a localização geográfica da planície acaba correspondendo à atual. As simulações e cálculos previram que o acúmulo de materiais voláteis no "coração" de Plutão causaria rachaduras e falhas na superfície do planeta que correspondem exatamente às que foram observadas pela New Horizon. Segundo Keane, a presença dessas falhas tectônicas sugerem de fato a existência de um oceno subterrâneo em algum momento da história do planeta. "Quando a água congela, ela expande. Em escala planetária, esse processo quebra a superfície do planeta e produz as falhas que vemos atualmente", explicou Keane.

WHATSAPP LIBERA CHAMADA DE VÍDEO PARA ANDROID E IPHONE
O WhatsApp liberou no dia 14 de novembro, um novo recurso de chamadas em vídeo. Em teste desde o final de outubro, a função já está disponível para aparelhos com sistemas operacionais Android, iOS e também para o Windows Phone.  Segundo a assessoria do WhatsApp no Brasil, a atualização pode demorar alguns dias para chegar a todos os usuários brasileiros. Para usar as chamadas de vídeo, o sistema será bastante parecido com o atualmente utilizado com as chamadas de voz. Para começar uma chamada, basta acessar a tela de mensagens com o seu contato específico e clicar no símbolo do telefone – na sequência, um menu será aberto pedindo para o usuário escolher entre chamada de voz ou de vídeo. O sistema é parecido com o Skype e o Duo, do Google. Utilizado por mais de 1 bilhão de pessoas, o WhatsApp já havia começado a realizar testes de vídeo no início do ano, mas durante um curto espaço de tempo. O aplicativo, que foi vendido para o Facebook por US$ 22 bilhões, aposta em diversificar as formas de comunicação entre seus usuários. Para os brasileiros, um fator que pode ser prejudicial à utilização do recurso de vídeo é a qualidade da internet móvel no país. O WhatsApp já fez, nos últimos meses, outras atualizações para incrementar a experiência de seus usuários. Além de permitir que as pessoas desenhem em suas fotos, como no Snapchat, o aplicativo também poderá ser utilizado por empresas no contato com seus clientes.  

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