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sexta-feira, 18 de novembro de 2016

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'PRÉVIA' DO PIB TEM RETRAÇÃO DE 0,79% NO 3º TRIMESTRE, INFORMA BANCO CENTRAL
A economia brasileira permaneceu em contração no terceiro trimestre deste ano, apontando que o país ainda ainda não conseguiu sair da recessão, segundo informações divulgadas pelo Banco Central na quinta-feira (17). O chamado Índice de Atividade Econômica do BC, o IBC-Br – um indicador criado para tentar antecipar o resultado do Produto Interno Bruto (PIB), que é divulgado pelo IBGE – teve retração de 0,79% em de julho a setembro deste ano, na comparação com o trimestre anterior. O resultado foi calculado após ajuste sazonal (uma espécie de "compensação" para poder comparar períodos diferentes). De acordo com o indicador da autoridade monetária (dados revisados), esse foi o sétimo trimestre seguido de "tombo" no nível de atividade. A última vez em que o IBC-Br registrou expansão foi no quarto trimestre de 2014 (+0,11%). Os números mostram ainda que o "encolhimento" da atividade no terceiro trimestre deste ano foi maior do que a registrada de abril a junho - quando houve uma queda de 0,42% no indicador. O Produto Interno Bruto é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia. O resultado oficial do PIB do terceiro trimestre será divulgado pelo IBGE somente em 30 de novembro. Em 2015, a economia teve queda de 3,8%. Para 2016, a estimativa de analistas dos bancos é de um recuo de 3,37%. A economia brasileira atualmente passa por um período de forte recessão, que acontece em um ambiente de alta da inflação, das taxas de juros, do desemprego (que superou a marca de 11%) e também da inadimplência. No segundo trimestre deste ano, o PIB teve um "encolhimento" de 0,6%. A equipe econômica tem avaliado que a economia voltará a se recuperar nos últimos meses deste ano. A expectativa anterior do governo era de que, em 2017, o PIB teria uma alta de 1,6% - valor que consta no orçamento do ano que vem. Recentemente, porém, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, admitiu que essa estimativa poderá ser revisada para baixo, o que representaria menos arrecadação no próximo ano.
SETEMBRO, PARCIAL DO ANO E DOZE MESES
Apesar do tombo no terceiro trimestre deste ano, somente em setembro, ainda de acordo com números do BC, o nível de atividade registrou expansão de 0,15% na comparação com o mês anterior. Neste caso, a comparação foi feita após ajuste sazonal. Sem ajuste, houve uma retração de 2,98%. O crescimento do nível de atividade registrado em setembro foi o terceiro do ano de 2016. Antes, havia registrado alta em abril (+0,19%, segundo número revisado) e em junho (+0,26%, dado revisado). No restante dos meses, houve queda do IBC-Br, que tenta antecipar o resultado do PIB. Os números do Banco Central também mostram que, de janeiro a setembro deste ano, o indicador de atividade, sem ajuste sazonal (pois considera períodos iguais de tempo), mostrou contração de 4,83% na atividade (com ajuste, a retração é de 5,19%). Já no acumulado em 12 meses até setembro, ainda segundo a autoridade monetária, a prévia do PIB (indicador dessazonalizado) do Banco Central registrou contração de 5,42% (sem ajuste, a queda é de -5,23%).
IBC-BR X PIB
Embora o cálculo seja um pouco diferente, o IBC-Br foi criado para tentar ser um "antecedente" do PIB. O índice do BC incorpora estimativas para a agropecuária, a indústria e o setor de serviços, além dos impostos. Os resultados do IBC-Br, porém, nem sempre mostraram proximidade com os dados oficiais do PIB, divulgados pelo IBGE. O Banco Central já informou anteriormente que o IBC-Br não seria uma medida do PIB, mesmo que tenha sido criado para tentar antecipar o resultado, mas apenas "um indicador útil" para o BC e para o setor privado. Recentemente, o BC atualizou a metodologia de cálculo, incorporando novos indicadores, com destaque para a utilização da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) em substituição à Pesquisa Mensal de Emprego (PME), além de outras mudanças.
DEFINIÇÃO DOS JUROS
O IBC-Br é uma das ferramentas usadas pelo BC para definir a taxa básica de juros (Selic) do país. Com o menor crescimento da economia, por exemplo, teoricamente haveria menos pressão inflacionária. Após a primeira queda em quatro anos, os juros básicos estão em 14% ao ano. Pelo sistema de metas de inflação que vigora no Brasil, o BC precisa ajustar os juros para atingir as metas preestabelecidas. Quanto maiores as taxas, menos pessoas e empresas dispostas a consumir, o que tende a fazer com que os preços baixem ou fiquem estáveis. Para 2016, a meta central de inflação é de 4,5%, com um intervalo de tolerância de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Desse modo, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerada a inflação oficial do país e medida pelo IBGE, pode ficar entre 2,5% e 6,5%, sem que a meta seja formalmente descumprida neste ano. Em 2017, a meta central também é de 4,5%. Porém, o teto é menor: de 6%. Neste ano, o mercado financeiro acredita que a inflação oficial ficará novamente acima do teto de 6,5% do sistema de metas. Para os analistas dos bancos, a inflação somará 6,84% em 2016. Em 2015, somou 10,67%, a maior em 13 anos, e estourou a meta. O Banco Central tem dito que trabalha para trazer a inflação para dentro da banda do sistema de metas em 2016 e para o objetivo central, de 4,5%, em 2017.

'BACTÉRIA DO BEM' É A MAIS PROMISSORA PESQUISA CONTRA ZIKA, DIZ MINISTRO
O ministro da Saúde, Ricardo Barros, disse nesta semana que a pesquisa que utiliza a bactéria Wolbachia, também chamada de “bactéria do bem”, é a “mais promissora” no combate ao vírus da zika. “Combate ao Aedes é uma prioridade. Temos vários investimentos para o controle dessas endemias. A pesquisa mais promissora é a Wolbachia, (...), que quando infecta o mosquito Aedes Aegypti tira dele a capacidade de ser transmissor universal. (...) E temos a vacina da zika na Fiocruz e a vacina da zika na Evandro Chagas”, disse o ministro num evento sobre hospitais privados em São Paulo. Os resultados da pesquisa que envolve a bactéria Wolbachia têm animado os pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que começou os estudos no Rio de Janeiro e em Niterói. Se injetada em ovos do mosquito, a “bactéria do bem” pode neutralizar a transmissão das doenças causadas pelo Aedes. O ministro também lembrou do início da campanha do governo contra o Aedes aegypti, no domingo (20), e o Dia Nacional de Mobilização contra o mosquito será no dia 25. Todas as sextas-feiras deverão ser "dia nacional de conscientização contra o Aedes", explicou. De acordo com o ministério, a campanha deste ano deverá conscientizar sobre as consequências das diversas doenças causadas pelo mosquito. No último ano, com o aumento dos casos de dengue, a doença ficou em destaque. Marcela Temer, mulher do presidente Michel Temer, poderá ser madrinha da campanha deste ano.
PEC 241
Barros também fez um panorama sobre a saúde no Brasil. Ele disse que, mesmo com a atual situação econômica, o “teto de gastos é global” e que “a saúde tem piso na PEC 241, mas não tem teto”. O ministro avaliou que deverá aumentar a porcentagem de recursos totais destinados à saúde no Brasil em relação a estados e municípios. Atualmente, o ministério é responsável por cerca de 43% dos recursos e, segundo Barros, isso deverá alcançar 50%. Essa meta deverá diminuir o peso dos gastos dos municípios. “O que existe hoje é uma limitação financeira que decorre do limite da capacidade contributiva do cidadão.  O governo não fabrica dinheiro. (...) Então, o que estamos deixando claro é que é preciso ter conexão com a realidade, há um limite orçamentário e esse limite vamos aplicar da melhor maneira possível”, disse. Barros informou que existe um grupo de trabalho buscando alternativas para ampliar a oferta de planos de saúde privados. "Os planos de saúde são de livre adesão, ninguém é obrigado a aderir e nem a permanecer nos planos de saúde. Mas atendem a quase 50 milhões de brasileiros, e esses brasileiros atendidos nos planos de saúde deixam de pressionar o SUS com suas demandas. Então, se nós tivermos mais brasileiros que estejam atendidos nos planos de saúde, teremos menos pressão sobre o SUS e mais atendimentos para aqueles que só dependem do SUS”.

SAMSUNG REGISTRA LENTE DE CONTATO 'SMART' COM CÂMERA ATIVADA A PISCADAS
A Samsung registrou patente na Coreia do Sul de uma lente de contato inteligente que terá câmera fotográfica e outros comandos ativados por piscadas do usuário, como revelou esta semana o SamMobile, site especializado em novidades da marca. A nova patente emitida mostra que a lente conta com um pequeno display, antena, câmera fotográfica e diversos sensores que captam piscadas e os movimentos do globo ocular. Ela precisará se comunicar com um aparelho externo, como um smartphone, para processar o conteúdo produzido pela lente e exibido para quem a usar. A promessa é que lentes de contato se adequem como uma maneira mais natural de prover realidade aumentada em comparação aos óculos. Espera-se, no entanto, que um produto como esse gere polêmica quando for de fato anunciado, já que levanta questões de privacidade a partir do momento em que se poderá esconder uma câmera em um olho. Antes da Samsung, a Google anunciou no início de 2014 que estava tocando um projeto similar com lentes de contato inteligentes. Ainda naquele ano o projeto resultou em um acordo com a farmacêutica Novartis para licenciar lentes "smart" que ajudam diabéticos a medir o nível de glicose no sangue ou restauram a habilidade dos olhos de focar em um objeto. Apesar de a patente da Samsung só ter saído agora, ela foi pedida dois anos atrás, o que mostra que a marca sul-coreana também está de olho na área há algum tempo. Recentemente, a Samsung também fez o registro do nome Gear Blink, o que gerou especulação sobre a possibilidade de ele estar diretamente ligado ao projeto da lente inteligente, mas não houve confirmação da marca quanto a isso. 

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