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quinta-feira, 17 de novembro de 2016

RAPIDINHAS DO BLOG...

SEIS MESES DEPOIS, COMO ESTÁ A ECONOMIA, PRINCIPAL PREOCUPAÇÃO DO GOVERNO TEMER?
Superar a crise econômica, fator certamente decisivo para a derrubada da presidente Dilma Rousseff, é a maior prioridade do governo de Michel Temer. O presidente adotou um plano ousado e controverso para cumprir esse objetivo - quer limitar o crescimento dos gastos do governo à inflação, com a promessa de que a retomada do equilíbrio das contas públicas trará a volta da confiança dos investidores e empresário, criando mais empregos. A proposta deve ser facilmente aprovada em dezembro pelo Congresso. Se ela vai de fato funcionar, no entanto, é uma avaliação que divide economistas entrevistados pela BBC Brasil. Após seis meses, os sinas dos indicadores econômicos têm sido erráticos. Segundo o IBGE, a inflação vem recuando (caiu de 10,67% no final de 2015 para 7,9% em outubro), mas o desemprego permanece alto (11,8% em setembro). Já as previsões para a atividade econômica, que havia melhorado logo após a posse de Temer, caíram um pouco nos últimos dois meses. Segundo levantamento semanal do Banco Central com analistas de mercado, a previsão mediana para a retração do PIB deste ano passou de 3,9% no início de maio (antes da queda de Dilma) para 3,1% em setembro e agora está em 3,4%. Enquanto a projeção de crescimento para 2017 subiu de apenas 0,2% em abril para 1,4% em setembro, esta semana caiu novamente para 1,1%. O Banco Central, por sua vez, deu início a uma tímida redução na taxa de juros em outubro (de 14,25% para 14%), no primeiro corte desde 2012. Para completar, a eleição do polêmico Donald Trump como presidente dos Estados Unidos serviu para embaralhar ainda mais o cenário econômico.
GOVERNABILIDADE MELHOR, MAS JUROS AINDA ALTOS
Na avaliação do ex-diretor do Banco Central e atual economista-chefe da Confederação Nacional do Comércio, Carlos Thadeu de Freitas, cortes mais expressivos na taxa básica de juros (Selic) seriam uma boa medida para estimular o crescimento, tendo em vista as expectativas de continuidade da queda da inflação. Ressaltando que o comércio projeta um Natal muito ruim neste ano e deve fechar 2016 com queda de 6% nas vendas, ele diz que os esforços do governo não devem se concentrar apenas "em equacionar o problema fiscal", mas também focar no "setor real da economia". Apesar dessa ressalva, Freitas considera que Temer começou seu governo "razoavelmente bem" e deu "sinais positivos" ao buscar equilibrar as contas públicas (desde 2014 o governo tem amargado déficits bilionários). Ele destaca principalmente a volta da "governabilidade", já que o peemedebista conseguiu costurar uma ampla base no Congresso, fazendo andar suas propostas econômicas. "Agora você tem governabilidade no país e isso significa mais confiança (na economia). Mas como ele herdou um país cheio de problemas, com o déficit fiscal muito alto e com os Estados quebrados, a solução vai ser lenta", pondera. A retomada da boa relação com o Congresso também é destacada pelo o economista José Luís Oreiro, professor da UFRJ. Dilma tentou enviar propostas para reverter o rombo nas contas públicas, como a recriação da CPMF (cobrança sobre transações financeiras), mas não tinha votos suficientes para sua aprovação. "Foi um primeiro ponto muito positivo. Se o governo não voltasse a funcionar, não seria possível qualquer tipo de saída para a crise econômica", afirma. Ambos elogiam a PEC do teto e afirmam que a medida não terá um efeito tão pesado nos primeiros anos. Como a inflação, embora em queda, ainda fechará o ano em patamar alto (perto de 7%), os gastos de 2017 poderão ter um ajuste razoável, ressaltam.
'AJUSTE RECESSIVO'
O economista-chefe da Gradual Investimento, André Perfeito, por outro lado, tem uma avaliação bem mais pessimista da medida. Destoando da maioria dos analistas de mercado, ele considera que há um "pânico excessivo" quanto ao déficit das contas públicas, que segue abaixo da média dos países emergentes, ressalta. Para Perfeito, o governo deveria fazer um ajuste mais leve, para conseguir estimular mais a recuperação da economia com investimentos públicos. Sua projeção hoje é de que a economia vai ficar praticamente estagnada em 2017, crescendo apenas 0,2%. "Você está no meio de uma recessão, faz um ajuste fiscal recessivo, não precisa ser economista para saber que vai sair mais recessão", argumenta. Embora indicadores de confiança tenham mostrado nos últimos meses uma recuperação do otimismo de empresários e consumidores, ele aponta dois fatores que limitam o impacto disso no crescimento econômico. De um lado, o desemprego alto e a renda em queda tendem a manter as pessoas cautelosas com seus gastos. De outro, como a indústria está com alta capacidade ociosa, ou seja, não está produzindo tudo que pode no momento, não há porque erguer novas fábricas no curto prazo.
'EFEITO TRUMP'
E a eleição de Trump, que assume o comando dos EUA em janeiro, trouxe nova dose de incerteza para a economia. A expectativa é que o republicano adote medidas mais fortes para estimular o crescimento americano, o que poderia elevar a inflação e consequentemente os juros em seu país. Juros mais altos tendem a tornar investimentos em títulos americanos mais atrativos, provocando uma migração de investidores para os EUA. Isso pode levar o Banco Central brasileiro a cortar menos os juros por aqui, para evitar uma saída muito grande de dólares, explicam os economistas. Para Oreiro, o maior erro da atual administração foi não ter cortado a taxa Selic antes, a partir de junho, e de forma mais intensa. Ele nota que a desvalorização do real no ano passado teve um efeito importante de recuperar as exportações. No entanto, como o juros permaneceram altos mesmo com a queda da inflação, houve uma entrada de dólares no país e o real se valorizou. "A gente esperava uma recuperação da atividade industrial no terceiro trimestre de 2016, ela não veio e agora as expectativas para o quarto trimestre são muito ruins. Esse erro custou o início da recuperação da atividade econômica", acredita o professor da UFRJ.

QUÃO PERIGOSA É A RADIAÇÃO DE CELULARES E COMO VOCÊ PODE SE PROTEGER
Nós acordamos com ele, nos comunicamos por meio dele e trabalhamos com ele. Às vezes, acordamos no meio da noite para consultá-lo. E se o perdemos ficamos sem saber o que fazer. O mundo de hoje é inimaginável sem o telefone celular. Tanto é que muitos ficam obcecados pelo aparelho. Mas, nos últimos anos, com o aumento dos casos de câncer - uma das principais causas de morte em todo o mundo - vêm crescendo as preocupações sobre as possíveis ligações entre os celulares e o risco de desenvolver tumores malignos. "Nas últimas décadas foi realizado um grande número de pesquisas para analisar se as ondas de rádio frequência (RF) colocam em risco a nossa saúde", disse à BBC Emilie van Deventer, diretora do Programa de Radiação do Departamento de Saúde Pública, Meio Ambiente e Determinantes da Saúde da Organização Mundial da Saúde (OMS). "À medida que mais ondas de RF têm aparecido em nossas vidas, a questão a ser resolvida é se existem efeitos adversos por parte de celulares, torres de telefonia ou conexões wi-fi a níveis de exposição ambiental". Van Deventer diz que as pesquisas também tentam analisar problemas de fertilidade e hipersensibilidade. Mas até agora, a resposta tem sido ambígua.
'RISCOS POTENCIAIS'
As ondas de RF dos celulares são "uma forma de energia eletromagnética que está entre ondas de rádio FM e as microondas. E é uma forma de radiação não-ionizante", explica em seu site a Sociedade Americana Contra o Câncer (ACS, na sigla em inglês). De acordo com a organização, essas ondas "não são fortes o suficiente para causar câncer", porque, ao contrário dos tipos mais potentes de radiação (ionizantes), não podem quebrar ligações químicas no DNA. Isso só aconteceria, eles explicam, em níveis "muito altos", tais como em fornos de microondas. No entanto, a questão está sendo revista. Emilie van Deventer - autora de cerca de 50 publicações científicas sobre radiações não-ionizantes - diz que a OMS está investigando o tema novamente. Embora faltem provas, é certo que há "potenciais riscos a longo prazo", especialmente relacionados a tumores na cabeça e pescoço, diz a especialista. A ACS também aborda esta questão: "Quanto mais próximo estiver a antena (do celular) da cabeça, espera-se que maior seja a exposição da pessoa à energia de RF", adverte.
TAXA DE ABSORÇÃO ESPECÍFICA E OUTROS SINAIS
Quando os tecidos do nosso organismo podem absorver essa energia, os especialistas chamam isso de "taxa de absorção específica" (ou SAR, na sigla em inglês). Cada celular tem seu nível SAR que, em geral, pode ser encontrado no site do fabricante. Nos Estados Unidos, o nível máximo permitido é de 1,6 watts por quilograma (W/kg). No entanto, a Comissão Federal de Comunicações (FCC) dos EUA, adverte que "comparar valores de SAR entre telefones pode causar confusão", porque essa informação é baseada no funcionamento do aparelho em sua potência mais elevada, e não o nível de exposição em uso normal. Mas também há pesquisas que associam o uso do telefone celular com câncer de pele e câncer de testículo. Para fazer essas análises, os pesquisadores usam dois tipos de estudos: de laboratório (com animais) e em pessoas (comparando as taxas de câncer). O problema, explica Van Deventer, é que "muitos cânceres não são detectáveis até muitos anos após as interações que causaram o tumor, e como o uso de celular não foi popularizado até os anos 1990, estudos epidemiológicos só podem avaliar os cânceres que se fizeram evidentes em períodos de tempo mais curtos". Até agora, o maior estudo já realizado é o Interphone, uma investigação em grande escala que foi coordenado pela OMS por meio de sua Agência Internacional para Pesquisa sobre o Câncer (IARC, na sigla em inglês), na qual os dados de 13 países, incluindo Reino Unido, Austrália, Japão e Canadá foram analisados. O estudo analisou o uso de celular em mais de 5.000 pessoas com tumores cerebrais e em um grupo similar de pessoas sem tumores. "Nenhuma ligação foi encontrada entre o desenvolvimento de gliomas e meningiomas (tumores cerebrais) e o uso de telefones celulares por mais de 10 anos", diz Van Deventer. "Mas há indicações de um possível risco de gliomas entre os 10% das pessoas que disseram ter usado seus telefones com mais frequência, embora os pesquisadores concluíssem que erros retiraram força destes resultados", acrescentou o especialista. No final, IARC classificou as radiofrequências eletromagnéticas como "possíveis cancerígenos para os seres humanos", uma categoria "utilizada quando a relação causal é considerada confiável, mas as oportunidades, distorções ou confusões não podem ser razoavelmente geridos", diz Van Deventer. Essas limitações têm a ver com a nossa dificuldade em lembrar quantas vezes usamos o telefone durante uma década e também com a mudança de uso do celular ao longo do tempo, e as complicações no estudo de cânceres cerebrais. Mas a questão permanece sobre a mesa (e no laboratório) de cientistas de todo o mundo. A OMS espera publicar, até ao final de 2017, uma "avaliação de risco formal" sobre esta questão, conta Van Deventer. Também é preocupante a vulnerabilidade especial das crianças, porque seus sistemas nervosos ainda estão em formação. Já se realizou um estudo em grande escala sobre o assunto e há outro em curso na Austrália, cujos resultados serão publicados em breve.
MEDIDAS DE PREVENÇÃO
Enquanto isso, alguns dizem que é melhor prevenir do que remediar.
Nesse sentido, Van Deventer recomenda o seguinte:
- Usar fones de ouvido ou deixar o celular no viva-voz, para mantê-lo longe de sua cabeça;
- Limitar o número e a duração das chamadas;
- Usar o telefone em áreas de boa recepção, pois isso faz com que o celular transmita com uma potência de saída reduzida.
A Sociedade Americana do Câncer recomenda enviar mais mensagens do que ligar e limitar o uso do celular. Outra opção é escolher um telefone com um valor de SAR reduzido (menos níveis de ondas de RF). Mas nem todas as prevenções são bem-vindas pela ciência.
"O uso de protetores de celular para absorver a energia de radiofrequência não se justifica e a eficácia de muitos dispositivos comercializados para reduzir a exposição não foi comprovada", diz Van Deventer.

GOOGLE CRIA APLICATIVO PARA DIGITALIZAR FOTOS ANTIGAS COM FACILIDADE
Que tal digitalizar suas fotos antigas esquecidas há anos no armário? Agora, já não é mais preciso recorrer amadoramente às câmeras fotográficas dos celulares ou aos aplicativos de scanner de documentos. O Google lançou na terça-feira (15) o PhotoScan, um app que permite levar para o mundo digital suas memórias impressas com agilidade e alta qualidade. Nos testes, o PhotoScan se mostrou até mais eficiente que os aplicativos de scanner de documentos --tais como o CamScanner, TinyScan e o Genius Scan. Em poucos cliques, é possível transferir para o celular a foto impressa com uma qualidade bem próxima da imagem original. E o que é melhor, sem os reflexos da luz ambiente. O aplicativo --disponível gratuitamente para Android e iOS--  é muito intuitivo. Basta alinhar a foto impressa dentro do quadro indicado na tela do celular, posicionar o foco nos quatro pontos indicados pelo PhotoScan e tirar uma foto da foto para que em poucos segundos a imagem seja digitalizada. O processo funciona mesmo tanto em fotos emolduradas como em álbuns com plásticos de proteção. Mesmo que a foto tenha sido digitalizada de cabeça para baixo, o app faz os ajustes necessários. Nem sempre acerta. Em uma das digitalizações, por exemplo, a foto era horizontal, mas o PhotoScan a interpretou como sendo vertical. Mas o índice de acertos foi bem maior do que o de erros. O melhor é que o aplicativo também ajusta as bordas. Para preservar aquelas bordas brancas --comuns em fotos antigas--, a dica é colocar a imagem impressa em cima de um fundo de cor diferente. Após digitalizadas, se necessário, as fotos podem ser ajustadas manualmente e armazenadas na galeria do dispositivo ou diretamente no Google Fotos. "O PhotoScan é resultado do Machine Learning do Google, que permite corrigir o aspecto da foto, girá-la, aplicar realce, ajustar o equilíbrio de brancos e, o mais complicado de todos, remover o reflexo", explica Valdir Leme, gerente de marketing do Google. 
GOOGLE FOTOS TAMBÉM TRAZ NOVIDADES
O Google Fotos --serviço de armazenamento de fotos e vídeos com espaço ilimitado e sem custo-- também ganhou uma atualização que inclui novos recursos de edição, novas opções de vídeos conceituais e um sistema de compartilhamento inteligente. O app já apresentava um conjunto básico de ferramentas de edição. A partir de agora, passa a contar com mais de 15 controles de edição, entre eles Luz, Cor, Estilo e Pop. Na opção de edição de Cor, por exemplo, foram acrescidos o "Azul Intenso" --boa pedida para as imagens ao ar livre em que se deseja realçar o céu ou o mar-- e o "Tom Pele" --como o próprio nome diz, ajusta com mais precisão o tom da pele. O aplicativo também ganhou uma nova série de filmes conceito, entre eles, o Lullaby, que reúne fotos com uma progressão em um ritmo suave e com uma trilha sonora. O Google pretende ainda, no início de dezembro, lançar filmes sobre as celebrações de Natal e Ano-Novo para comemorar as datas. Por fim, o app emite alertas para lembrar o usuário a compartilhar suas fotos com as pessoas que fazem parte dela. Vale lembrar que o compartilhamento dos conteúdos só é efetivado mediante autorização do usuário. 

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