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quarta-feira, 16 de novembro de 2016

RAPIDINHAS DO BLOG...

GOVERNO PUBLICA REGRAS PARA PARCELAR DÉBITOS DO SIMPLES EM ATÉ 120 VEZES
Os empresários que estão com dívidas acumuladas até maio deste ano poderão aderir ao parcelamento do débito em até 120 vezes a partir desta semana. As regras, anunciadas no mês passado, foram publicadas no Diário Oficial da União. Antes, o limite para pagamento das dívidas era de 60 prestações. O parcelamento vale apenas para empresas enquadradas no Simples (ou Supersimples), regime tributário que unifica vários impostos em um único boleto para facilitar o funcionamento de pequenos negócios e que reduz o valor pago em impostos para a maioria das empresas. De acordo com a Secretaria da Receita Federal, as empresas devedoras podem "manifestar previamente" a opção pelo parcelamento, no período de 14 de novembro a 11 de dezembro de 2016, por meio do formulário eletrônico "Opção Prévia ao Parcelamento da LC 155/2016", disponível no site da Receita (http://zip.net/bttxz9 - link encurtado e seguro). Depois, basta aderir ao parcelamento e quitar os débitos. A Receita também informou que "a opção prévia" tem somente o efeito de evitar a exclusão do contribuinte em virtude de débitos apurados na forma do Simples Nacional até maio de 2016.
PEDIDO DEFINITIVO
A medida não dispensa o empresário de efetuar o pedido definitivo do parcelamento a partir de 12 de dezembro de 2016. O valor da parcela não pode ser inferior a R$ 300. A Receita lembra que, em setembro de 2016, enviou notificação para 584.677 contribuintes devedores do Simples Nacional, que respondem por dívidas de R$ 21,3 bilhões, e que agora podem se regularizar fazendo a opção prévia e, posteriormente, aderindo ao parcelamento do Simples Nacional. O contribuinte que quiser saber se recebeu a notificação para exclusão do Simples Nacional e precisa fazer a opção prévia deve acessar a página do Simples Nacional (http://zip.net/bhtwYB).

CIENTISTAS DESENVOLVEM NOVO TIPO DE TESTE DE HIV EM PENDRIVE
Cientistas do Reino Unido desenvolveram um tipo de teste de HIV usando um pendrive que pode fazer uma leitura rápida e altamente precisa de quanto vírus se encontra no sangue do paciente. O dispositivo, criado por cientistas do Imperial College de Londres e pela empresa privada norte-americana DNA Electronics, usa uma gota de sangue para detectar o HIV, e depois cria um sinal elétrico que pode ser lido por computadores, laptops e aparelhos portáteis. Os pesquisadores dizem que a tecnologia, embora ainda em seu estágio inicial, poderia permitir que os pacientes monitorem regularmente seus níveis de vírus, mais ou menos como os portadores de diabete verificam os níveis de açúcar no sangue. A tecnologia poderia ser particularmente útil para ajudar pacientes com HIV que vivem em locais remotos a administrar seu tratamento de maneira mais eficaz, já que os testes atuais de detecção dos níveis de vírus demoram ao menos três dias e exigem o envio de uma amostra de sangue a um laboratório. "Monitorar a carga viral é crucial para o sucesso do tratamento de HIV. No momento, os exames muitas vezes exigem um equipamento caro e complexo que pode demorar alguns dias para produzir um resultado", disse Graham Cooke, que co-liderou a pesquisa do departamento de medicina do Imperial College. "Pegamos o trabalho que é feito neste equipamento, que tem o tamanho de uma fotocopiadora grande, e o encolhemos até caber em um pendrive". O exame, que usa um chip de celular, analisa uma gota de sangue colocada em um local do pendrive. Qualquer HIV presente na amostra desencadeia uma mudança de acidez, que o chip transforma em um sinal elétrico. Este é enviado ao pendrive, que mostra o resultado em um computador ou aparelho portátil. Publicados no periódico científico "Scientific Reports", os resultados revelaram que o teste com o pendrive teve 95 por cento de eficiência com mais de 991 amostras de sangue, e que o tempo médio de leitura foi de 20,8 minutos.

DRONE QUE LANÇA GRANADAS É A NOVA ARMA DO ESTADO ISLÂMICO EM MOSSUL
O drone é posicionado acima das forças iraquianas antes de largar sua granada: os dispositivos não tripulados tornaram-se uma arma para o grupo Estado Islâmico (EI) na defesa de Mossul. A granada explodiu ao tocar no telhado do edifício onde estavam escondidos policiais iraquianos que participam na ofensiva para reconquistar a segunda maior cidade do Iraque. Nenhum deles foi ferido, de acordo com um oficial. Mas esta explosão representa uma escalada nas ameaças enfrentadas pelas forças iraquianas frente as táticas de guerrilha usadas pelo EI. Os extremistas islâmicos compensam sua inferioridade em número e em recursos com engenhosidade e efeito surpresa. Eles são, portanto, mestres em transformar objetos da vida cotidiana em explosivos, tais como eletrodomésticos ou veículos, diminuindo substancialmente o avanço das forças iraquianas. Eles agora parecem ter encontrado uma maneira de atacar pelo céu, com estes drones que custam US$ 1.000 em lojas ou na internet. Os artífices do Estado Islâmico armaram esses pequenos dispositivos utilizando uma espécie de gancho que, operado remotamente, libera a granada. "Nós registramos três incidentes" com um mecanismo deste tipo, informou à AFP o tenente-coronel Hussein Moayyad.
SOBRETUDO PARA VIGILÂNCIA
Estes ataques, bastante rústicos, têm sido ineficazes em termos de danos, mas os drones do EI já causaram mortes. Em 2 de outubro, dois combatentes curdos foram mortos e dois comandos franceses feridos na explosão de um dispositivo aéreo em Erbil, capital do Curdistão iraquiano. De acordo com uma autoridade da Defesa americana, tratou-se de um "avião construído em poliestireno", do tipo vendido em lojas de aeromodelos. O explosivo estava, aparentemente, "na bateria" e a explosão parece ter sido disparada por um "timer" e não por controle remoto. O dispositivo havia sido encontrado no chão por combatentes peshmergas e, em seguida, levado ao acampamento. Ela explodiu enquanto os peshmergas tentavam fotografá-lo, de acordo com a autoridade americana. O coronel John Dorrian, porta-voz militar da coalizão internacional, havia indicado que o EI usa drones de maneira "bastante comum" para vigilância. Mas eles não representam "uma ameaça existencial" e "não têm impacto estratégico", acrescentou. Estes pequenos drones comerciais não podem, de fato, carregar explosivos suficientes para representar uma ameaça verdadeiramente significativa militarmente, de acordo com a autoridade americana. As forças iraquianas também adotaram o drone para monitorar os movimentos do EI. Em um caminhão transformado em centro de controle, o tenente-coronel Moayyad acompanha em tempo real as imagens das posições jihadistas a cinco quilômetros de distância. "Eu quero agora utilizá-los na zona de perigo, onde o Daesh está ativo", diz ele, usando a sigla em árabe para EI. O oficial iraquiano, graduado em ciência da computação, modificou os drones comprados em Dubai e na Turquia para melhorar a sua autonomia de voo, a duração da sua bateria e capacidade de fotografar à noite. Quando nota movimentos do inimigo, entra em contato com a artilharia ou a aviação iraquiana e, por vezes, com a coalizão internacional, para organizar ataques. Apesar da superioridade militar, ele quer que o exército encontre maneiras para melhor monitorar objetos voadores suspeitos. Porque "talvez o EI irá se equipar com aviões maiores" e "se tornaria mais preocupante ainda se os equipassem com armas químicas." 

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