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terça-feira, 15 de novembro de 2016

RAPIDINHAS DO BLOG...

PETROBRAS TEM O 3º MAIOR PREJUÍZO DE SUA HISTÓRIA: R$ 16,5 BILHÕES
A Petrobras teve prejuízo de R$ 16,458 bilhões no terceiro trimestre, segundo balanço divulgado na semana passada. É o terceiro maior prejuízo trimestral da sua história, atrás apenas do registrado no quarto trimestre de 2015, de R$ 36,9 bilhões, e no quarto trimestre de 2014, de R$ 26,6 bilhões. A estatal havia registrado lucro de R$ 370 milhões de abril a junho deste ano e quebrado uma sequência de três trimestres de perdas. No terceiro trimestre do ano passado, a petroleira havia tido um prejuízo de R$ 3,75 bilhões. O principal culpado por esse desempenho, segundo a Petrobras, foi a revisão de valores de bens e negócios, que teve um impacto negativo de R$ 15,7 bilhões. Se não fosse por isso, segundo a estatal, a empresa teria registrado lucro de R$ 600 milhões. O resultado veio muito pior do que o esperado. Segundo a média das estimativas de dez analistas consultados pela agência de notícias Reuters, o esperado era um lucro de R$ 1,517 bilhão. Oito analistas consultados pelo jornal "Valor Econômico" também esperavam lucro --de R$ 1,8 bilhão, segundo a média das projeções. O menos otimista era o banco Credit Suisse, que apostava em lucro de R$ 417 milhões, e o mais otimista era o BTG Pactual, com R$ 4,65 bilhões. 
O QUE FOI RUIM
Grande parte desse prejuízo, apontou a Petrobras, se deve ao chamado "teste de imparidade": de tempos em tempos, a empresa precisa rever quanto espera ganhar no futuro com seus bens e negócios. No caso atual da Petrobras, esse valor foi afetado pela queda recente do dólar, pelo valor que é esperado para o petróleo e o dólar no longo prazo e pelo corte nos investimentos da estatal previstos para os próximos anos.  O diretor financeiro da Petrobras, Ivan Monteiro, disse que normalmente a empresa faz os testes de imparidade no quarto trimestre, mas neste ano realizou no terceiro por causa do novo plano de negócios da estatal --que adiou uma série de projetos devido a um drástico corte nos investimentos. "O resultado da imparidade teve impacto importante no lucro da companhia, essa é a mensagem, esse foi um evento não recorrente e não esperamos novos testes de imparidade nessa magnitude", disse Monteiro a jornalistas.  Somam-se a isso os gastos com o programa de demissão voluntária de funcionários --quase 12 mil se inscreveram, segundo a empresa-- além da criação de uma reserva de recursos para pagar acordos judiciais nos Estados Unidos.
O QUE FOI BOM
Todos os seus resultados e indicadores melhoraram, segundo a Petrobras. Um dos indicadores mais preocupantes para a estatal, o endividamento, registrou melhora. No terceiro trimestre, a dívida financeira bruta da Petrobras recuou 19%, para R$ 398,165 bilhões, principalmente por causa da queda do dólar. O lucro ajustado antes de juros, taxas, depreciação e amortização (Ebitda) foi de R$ 21,603 bilhões, alta de 39,3% em relação ao mesmo período de 2015. Na comparação com o segundo trimestre, houve uma alta de 6%, devido ao aumento da produção e exportação de petróleo e aos menores gastos com importações. Segundo o diretor financeiro, ainda não é possível antecipar se a empresa terá lucro ou prejuízo neste ano "porque ainda temos um trimestre pela frente". Ele disse, ainda, não ter "como dizer se vai pagar dividendos" aos acionistas.
POLÍTICA DE PREÇO DOS COMBUSTÍVEIS
Esses resultados ainda não incluem os reflexos da nova política de preço de combustíveis, anunciada pela estatal em meados de outubro para deixá-los mais alinhados com os preços no exterior. A política é norteada por dois fatores: o preço do petróleo no mercado internacional (incluindo gastos com transporte e taxas portuárias) e uma margem para lucro, impostos e proteção de riscos, como variações na cotação do dólar. A empresa diz que não vai cobrar preços abaixo dos praticados no exterior, ou abaixo dos custos. Os preços serão revistos pelo menos uma vez por mês pelo Grupo Executivo de Mercado e Preços da Petrobras, formado pelo presidente da estatal, Pedro Parente, o diretor de Refino e Gás Natural, Jorge Ramos, e o diretor Financeiro e de Relacionamento com Investidores, Ivan Monteiro.

VITÓRIA DE TRUMP ABRE ESPAÇO PARA CHINA ASSUMIR PAPEL DE LIDERANÇA GLOBAL SOBRE MUDANÇAS CLIMÁTICAS
A eleição como presidente dos Estados Unidos de Donald Trump, que não acredita em mudanças climáticas, deve acabar com a liderança norte-americana na luta internacional contra o aquecimento global e pode levar ao surgimento de um novo e improvável líder: a China. A China trabalhou de perto com a administração do presidente Barack Obama para ganhar impulso antes do Acordo de Paris de 2015 sobre mudanças climáticas. A parceria dos dois maiores emissores de gases causadores do efeito estufa fez com que quase 200 países apoiassem o pacto no histórico encontro na capital francesa. Em contraste, Trump chamou o aquecimento global de farsa criada pela China para ganhar vantagem econômica e disse que planeja retirar os Estados Unidos do histórico acordo climático, assim como reverter diversas medidas de Obama para combate das alterações climáticas. Ele nomeou o conhecido cético sobre mudanças climáticas Myron Ebell para ajudar a liderar o plano de transição para a Agência de Proteção Ambiental, que criou as maiores regulamentações ambientais da administração, como o Plano de Energia Limpa e padrões de eficiência para carros e caminhões. Pequim está pronta para lucrar com a boa vontade que pode receber ao assumir a liderança lidando com o que para muitos governos é uma das principais questões nas agendas. "Assumir ações proativamente contra as mudanças climáticas vai melhorar a imagem internacional da China e permitir que o país ocupe patamares morais mais altos", disse o vice-diretor do Centro Nacional de Estratégia para Mudanças Climáticas e negociador sênior chinês sobre mudanças climáticas, Zou Ji, à Reuters. Zou disse que caso Trump abandone os esforços de implementação do acordo de Paris, "a influência e voz da China devem aumentar na governança global sobre o clima, o que então irá se espalhar para outras áreas da governança global e aumentar a presença, poder e liderança global da China". O Acordo de Paris busca eliminar gradualmente as emissões de gases causadores do efeito de estufa até a segunda metade do século e limitar o aquecimento global para "bem abaixo" de 2 graus Celsius acima dos níveis pré-industriais. Cada país precisa implementar planos nacionais para reduzir suas emissões de gases causadores do efeito estufa.

DISPOSITIVOS MÓVEIS SÃO RESPONSÁVEIS POR 20% DAS COMPRAS ONLINE DE MODA NO BRASIL
No Brasil, 20% das compras online do segmento de moda já são feitas via dispositivos móveis. É o que revela um estudo da Criteo, tecnologia especializada em publicidade digital e marketing de performance. De acordo com a pesquisa, a participação da categoria no ambiente mobile cresceu 39%, se comparada ao segundo semestre do ano passado. Ao analisar o crescimento por tipo de device, fica evidente a importância dos “smartphonistas”, consumidores que compram pelo celular, para os varejistas do setor. Do segundo semestre de 2015 para cá, a participação de smartphones registrou um crescimento de 57%. Atualmente, os celulares correspondem a 16% do market share. Já os tablets representam 3,5% do mercado. “Não é novidade que as marcas precisam estar presentes no ambiente mobile e criar estratégias específicas. Mas isso é especialmente verdade no caso de ‘moda’. O crescimento expressivo no último ano posiciona a categoria entre as mais representativas nos canais móveis, junto de ‘saúde e beleza’, que tem 25% de participação, e ‘casa’, com 24%. A audiência dos smartphones é valiosa para os varejistas do setor”, explica Fernando Tassinari, diretor geral da Criteo no Brasil. Ainda segundo o estudo, o canal mobile lidera as vendas pela manhã bem cedo e no final da tarde. No restante do dia, o desktop domina. Mas os dispositivos móveis ganham força mesmo aos finais de semana. Enquanto a média de pedidos feitos por desktop gira em torno de 90 aos sábados e domingos, os tablets apresentam uma média de 143 e os smartphones, 134. O levantamento da Criteo analisou 76 varejistas brasileiros e 1,8 milhão de transações em smartphones, tablets e desktops. Dessa forma, foi possível chegar a resultados detalhados sobre o comportamento do consumidor online de fashion.

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