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quinta-feira, 6 de outubro de 2016

RAPIDINHAS DO BLOG...

FMI PIORA PREVISÃO DE DESEMPREGO NO BRASIL NO ANO QUE VEM
O Fundo Monetário Internacional (FMI) reviu para pior suas previsões para o emprego no Brasil neste ano e no próximo, apesar de acreditar que a economia brasileira passará por uma melhora nos próximos meses. Em relatório sobre o cenário da economia global divulgado nesta terça-feira (4), o órgão diz que o Brasil deve fechar 2016 com 11,2% de desempregados - um ponto percentual acima do que o FMI havia previsto em abril. Hoje, o desemprego está em 11,8%, segundo índice divulgado no fim de setembro pelo IBGE. Para 2017, o Fundo acredita que o desemprego no país será de 11,5% - previsão 1,3 ponto acima da previsão anterior. Ainda no relatório, o FMI deixou inalteradas as suas previsões de crescimento para o país. Neste ano, a previsão é de retração de 3,3% (em 2015, a queda foi de 3,8%). Porém, o documento diz que a economia brasileira passou a contrair num ritmo mais moderado e estima que o PIB (Produto Interno Bruto, a soma de todas as riquezas produzidas no país) crescerá 0,5% em 2017.
FUNDO DO POÇO
O órgão diz que o Brasil "continua a enfrentar condições macroeconômicas desafiadoras", mas que o cenário futuro está um pouco mais favorável que o projetado no início do ano. Segundo o fundo, a inflação segue acima dos padrões de tolerância do Banco Central e a "credibilidade política foi fortemente prejudicada pelos eventos que levaram à mudança de regime" no Palácio do Planalto. Apesar disso, de acordo com o FMI, a confiança na economia brasileira parece já ter atingido "o fundo do poço", o que abriria o caminho para o início da recuperação. O órgão voltou a defender que o Brasil adote a proposta do governo Michel Temer de limitar o aumento de gastos do Orçamento à variação da inflação, o que "enviaria um forte sinal do compromisso político" com o controle da dívida pública. Uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que trata do tema deve ser apreciada pelo Congresso nas próximas semanas. Críticos afirmam que a medida pioraria os serviços públicos e, na prática, reduziria os investimentos em áreas como saúde e educação, já que adotará como base o Orçamento de 2016, ano de fraca arrecadação.
O FMI defende ainda no relatório que o governo simplifique o sistema tributário, reduza as barreiras ao comércio e estimule investimentos em infraestrutura para reduzir o custo de fazer negócios no país.
MAIOR PROTECIONISMO
Na introdução do relatório, o conselheiro do fundo Maurice Obstfeld afirma que algumas preocupações que havia em relação à economia mundial no ano passado perderam força. Ele diz que, em 2015, temiam-se os impactos globais da redução do crescimento da China, as dificuldades vividas por exportadores de matérias-primas (caso do Brasil) e os efeitos de um aumento de juros pelo Banco Central dos EUA, o Federal Reserve. Obstfeld diz, no entanto, que o crescimento estável da economia mundial reduziu as preocupações de curto prazo em relação à China, que os preços de matérias-primas se recuperaram parcialmente e que o primeiro aumento de juros do Federal Reserve já ocorreu sem produzir grandes impactos. Por outro lado, o conselheiro cita novos problemas para a economia global, entre os quais as tensões políticas geradas pelo "Brexit" (saída do Reino Unido da União Europeia), a crise de refugiados e a retórica anti-imigrantes e anti-comércio na campanha presidencial nos EUA. Segundo ele, medidas comerciais protecionistas têm crescido ao redor do mundo, o que ele considera preocupante para países como o Brasil. "Um ambiente global hostil ao comércio tornará impossível que exportadores de matérias-primas e países de baixa renda em geral desenvolvam novos modelos de exportação e gradualmente reduzam as diferenças de renda em relação a países ricos", afirma. "Em resumo, voltar o relógio em relação ao comércio só pode aprofundar e prolongar a atual estagnação da economia global."

PARLAMENTO EUROPEU APROVA RATIFICAÇÃO PELA UE DO ACORDO DE PARIS SOBRE O CLIMA
A Eurocâmara aprovou na terça-feira (4) em um procedimento inédito a ratificação por parte da União Europeia (UE) do Acordo de Paris sobre o clima, abrindo o caminho para a entrada em vigor do primeiro pacto mundial contra o aquecimento global. "Pela humanidade e as próximas gerações, eu os estimulo a apoiar uma ratificação rápida do Acordo de Paris. Vocês têm a oportunidade de fazer história", afirmou em um discurso aos parlamentares o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, antes da votação. No dia 12 de dezembro do ano passado, 195 países e a UE se comprometeram na conferência do clima de Paris (COP 21) a deter o aumento da temperatura do planeta "muito abaixo dos 2º C" e a ajudar economicamente os países mais vulneráveis ao aquecimento global. Para a entrada em vigor do acordo, que substituirá a partir de 2020 o atual Protocolo de Kyoto, 55 países que representem 55% das emissões de gases de efeito estufa (GEI) precisam ratificá-lo. A primeira condição já foi cumprida, com a ratificação de 62 países, e a segunda poderá ser completada nesta semana após o voto favorável de 610 europarlamentares, contra 38 votos de oposição e 31 abstenções, e a tempo para que a entrada em vigor do acordo se torne efetiva durante a conferência do clima em Marrakech (COP 22) de novembro. Concretamente, os 55% serão superados quando a UE, junto aos países do bloco que finalizaram seus procedimentos nacionais (Alemanha, Áustria, França, Hungria, Eslováquia, Malta e Portugal), apresentar até 7 de outubro às Nações Unidas suas ratificações, como está previsto. "A Europa mostra hoje que é capaz de grandes coisas quando sabe conjugar suas energias e suas forças", disse o presidente do executivo europeu, Jean-Claude Juncker. No entanto, o processo não foi fácil. A UE e os países do bloco acordaram, não sem as reticências de algumas nações, a possibilidade inédita de apresentar suas ratificações ante a ONU, sem esperar que todos os países europeus tenham finalizado seus processos nacionais. Os 28 buscam não se afastar do grupo de países que negociarão no próximo mês em Marrakech (centro do Marrocos) como dar vida a este acordo alcançado em dezembro em Paris, principalmente quando os dois principais países poluentes, China e Estados Unidos, já têm seu assento garantido. Apenas as nações que apresentarem suas ratificações ante as Nações Unidas até o dia 7 de outubro terão voz e voto nesta reunião.

CONHEÇA SINAIS DE UM DOWNLOAD MALICIOSO E EVITE DOR DE CABEÇA
Existem muitas maneiras de ser vítima de um malware (abreviação de "malicious software", ou software malicioso, em português). Segundo o relatório de ameaças do McAfee Labs de junho deste ano, há mais de 550 milhões malwares conhecidos. Com essa quantidade massiva de armadilhas na rede e em uma sociedade cada vez mais conectada, fica difícil de sair ileso de uma infecção. Para quem pensa que não tem nada a perder e por isso está inume aos ataques, pense de novo: o malware vai encontrar alguém que tenha o que ser subtraído. Ele fará isso usando os seus recursos, como os contatos de e-mail, e, no processo, vai deixar seu computador mais lento e prejudicar sua navegação na internet. Como todo o sistema tem a sua vulnerabilidade, o melhor a fazer é conhecer como esses programas tentam se infiltrar para dificultar o acesso. Alguns deles podem causar muita dor de cabeça. Ter um bom antivírus e manter o firewall ligado ajudam bastante. Nessa questão, o ditado popular "é melhor prevenir..." cai como uma luva.
PEDIDO PARA INSTALAR PROGRAMA
Se você entra em um site que pede a instalação de um determinado programa, atualização ou plug-in para poder visualizar a página corretamente --e praticamente o obriga a isso com contagem regressiva, por exemplo--, é um sinal de que algo pode estar errado. Mesmo que ele exponha alguma marca conhecida para dar veracidade à necessidade de atualização ou de instalação, desconfie. Para evitar a dúvida quanto a necessidade de instalação, mantenha os seus programas sempre atualizados, preferencialmente pelo site do fornecedor do programa. Assim, você saberá que a tentativa não é legítima.
POP-UPS
Não clique em um anúncio ou pop-up suspeito, o visitante de número 100 mil que ganhou um milhão de euros ainda não foi encontrado. Se surgir uma mensagem como "tem certeza que quer sair", saia mesmo.  Feche o navegador se for necessário. Alguns deles também indicam a necessidade de instalação de plug-ins ou atualizações de programas, como o Flash. Esse é o mesmo truque que foi descrito acima.
E-MAILS, ANEXOS E MENSAGENS
Nunca confie completamente nos arquivos e links que você recebe por e-mail. Muitos malwares simulam extensões falsas. Poucos abririam um ".exe", por ser conhecido como um executável. No entanto, é possível alterar a aparência da extensão de ".exe" para ".jpg". Nesse caso, você pensará que não há problema em visualizar uma foto inofensiva. O mesmo acontece com links. Ainda que tenha sido enviado por um contato conhecido, evite abri-lo. Em muitos casos, ao deixar o cursor em cima do link você poderá ver no canto inferior esquerdo de seu navegador o endereço para o qual será redirecionado e notar a discrepância. Não responda a e-mails de origem desconhecida, principalmente se já existe a sugestão de que o conteúdo não é seguro em sua caixa de mensagem. Se for de um banco, melhor ir direto ao site oficial ou entrar em contato por telefone.
TENHA CUIDADO AO FAZER DOWNLOAD DE PROGRAMAS GRATUITOS
Muitos programas gratuitos são bons, mas outros se aproveitam para instalar complementos desnecessários ou irritantes, como uma barra adicional em seu navegador. Ao baixar um programa, conheça a procedência e certifique-se de que desabilitou os acessórios indesejados, quando existirem, durante a instalação. Se o programa que você baixou não faz o que deveria fazer ou seu computador está mais lento depois da instalação, tente desinstalá-lo pelo Painel de Controle, no caso do Windows. Dependendo do software nocivo, nem assim você conseguirá retirá-lo do sistema. Um malware não gosta de ser desinstalado.
VOCÊ JÁ PODE TER UM MALWARE
Uma nova página inicial surgiu sem sua permissão? Há uma barra de ferramentas que brotou em seu navegador? Tentou acessar um site e foi redirecionado para outro? Suas ferramentas de proteção foram desativadas? Contatos de e-mail e redes sociais avisaram que você mandou conteúdo estranho nos últimos dias? Se sim, provavelmente você carrega um malware. A velocidade, tanto em navegações na internet quanto na execução de programas, ficar visivelmente debilitada repentinamente é outro sinal. Um malware costuma interferir no desempenho por usar parte do potencial de sua máquina para outros fins. Isso também causa travamentos. Quando sua rede apresenta uma grande atividade, principalmente se você não está exigindo muito de sua conexão, pode ser que um malware esteja sendo executado em segundo plano e trocando informações. Verifique se o sistema operacional está sendo atualizado ou se algum download conhecido está em andamento para excluir a possibilidade de ser apenas um processo comum. Se você procura um malware em seu sistema, execute uma varredura completa com um bom antivírus. Para encontrá-los e removê-los, provavelmente você terá que apelar para algum programa, como o Malwarebytes (https://br.malwarebytes.com/).

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