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sexta-feira, 28 de outubro de 2016

RAPIDINHAS DO BLOG...

JURO DO CHEQUE ESPECIAL SOBE A 324,9%, E ROTATIVO DO CARTÃO CHEGA A 480,3%
A taxa de juros do cheque especial subiu em setembro e atingiu 324,9% ao ano, segundo dados divulgados nesta semana pelo Banco Central.  É a taxa mais alta desde julho de 1994, quando a pesquisa começou a ser feita. O resultado do cheque especial mostra uma alta de 3,8 pontos percentuais em relação a agosto e um salto de 61,2 pontos na comparação com setembro de 2015. Os juros do rotativo do cartão de crédito também tiveram alta e ficaram em 480,3% ao ano. Houve aumento de 5,3 pontos na comparação com agosto, e um salto de 66,1 pontos em relação a setembro do ano passado. Também é a maior taxa registrada desde 2011, início da série histórica. Os dados são referentes apenas aos juros cobrados das famílias. Esses são números médios e podem variar para cada situação específica, porque os bancos oferecem taxas diferentes de acordo com o plano contratado pelo cliente e a relação entre eles (quem tem mais dinheiro no banco paga menos taxas). Confira a variação de outras modalidades de crédito monitoradas pelo BC:
·         Cartão de crédito parcelado: de 152,2% ao ano em agosto para 154,7% ao ano em setembro;
·         Crédito pessoal não-consignado: de 132,3% ao ano em agosto para 135,1% ao ano em setembro;
·         Crédito pessoal consignado: manteve, em setembro, os 29,3% ao ano registrados em agosto;
·         Crédito renegociado: de 53,1% ao ano em agosto para 54,9% ao ano em setembro;
·         Compra de veículos: de 26,2% ao ano em agosto para 26,1% ao ano em setembro;
·         Compra de outros bens: de 92,8% ao ano em agosto para 96,6% ao ano em setembro;
·         Financiamento imobiliário: de 11,1% ao ano em agosto para 11% ao ano em setembro. 

EMISSÕES DE GASES DO EFEITO ESTUFA SUBIRAM 66 MILHÕES DE TONELADAS NO PAÍS
O Brasil emitiu 66 milhões de toneladas de gases de efeito estufa a mais em 2015 do que no ano anterior. O dado, divulgado nesta semana, representa um aumento de 3,5% nas emissões brasileiras no período. Foi emitido 1,927 bilhão de toneladas brutas de gás carbônico equivalente (CO2 e a soma de todos os gases convertidos em dióxido de carbono) no ano passado. Em 2014, era 1,861 bilhão de toneladas, de acordo com o novo levantamento do Seeg (Sistema de Estimativa de Emissões de Gases de Efeito Estufa), plataforma criada pelo Observatório do Clima. Pará, Mato Grosso, Minas Gerais e São Paulo são os Estados que mais emitiram gases do efeito estufa. O nível de emissões está no mesmo patamar de 2010, quando o Brasil começou a implementar as metas com as quais se comprometeu em 2009, em Copenhague (COP 15), de cortar as emissões de gases de efeito estufa  entre 36,1% e 38,9%  "Temos de reduzir o desmatamento pela metade para cumprir a meta, mas em vez disso ele está aumentando." (Tasso Azevedo, coordenador do Seeg).  A crise teve reflexo nas emissões do setor de energia, que apresentaram pela primeira vez desde 2009 uma queda (5,3% no ano passado), mas não tiveram nenhum impacto no desmatamento. Segundo dados do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), a taxa anual de perda da Amazônia, entre agosto de 2014 e julho de 2015, cresceu 25% em relação ao período anterior. "A emissão de gases está crescendo mesmo com a recessão econômica. Precisamos tirar o acordo de Paris do papel, precisamos falar sério sobre as metas de redução", afirmou Carlos Ritti, secretário executivo do observatório do Clima. O setor de mudança do uso do solo foi historicamente a principal fonte de gases de efeito estufa no Brasil, mas a queda do desmatamento de cerca de 80% entre 2004 e 2012 tinha sido o principal motivo pelo qual o país diminui sua contribuição com o aquecimento global. Segundo o levantamento, agora, porém, houve uma alta de 12% das emissões por mudança do uso da terra, considerando todos os biomas. Apesar das ações adotadas para reduzir as emissões de gases de efeito estufa, dados publicados pela ONU (Organização das Nações Unidas), na segunda-feira (24), mostram que o volume desses gases atingiu as maiores proporções já vistas. Em 2015, a concentração de CO2 e outros elementos bateu um novo recorde. Para a instituição, essa tendência vai deixar o mundo "mais perigoso".

EMPRESA CANADENSE ENSINA ROBÔ A AGIR COMO HUMANO
Você encomendou um robô pela internet e ligou a máquina em casa. No começo ele não faz muita coisa, limita-se a te seguir e a observar a sua rotina diária: levar o cachorro para passear, preparar lasanha, lavar a louça. Mas em pouco tempo o robô aprende a ser seu substituto, assumindo as tarefas do dia a dia e deixando você se concentrar em outras mais interessantes. Esse é o mundo que Suzanne Gildert e Geordie Rose vislumbram. Eles administram a Kindred, uma companhia de inteligência artificial ultrassecreta com sede em Vancouver, no Canadá, parcialmente financiada pelo braço de venture capital do Google. Gildert e Rose criaram a Kindred com o princípio de que a melhor forma de tornar os robôs tão inteligentes quanto os humanos é colocá-los no nosso lugar e fazer com que aprendam como nós aprendemos. Com a ajuda de um conselho de especialistas em inteligência artificial, ou IA, a Kindred já está progredindo rumo a esse objetivo audacioso. "É sempre melhor ter humanos e inteligência artificial trabalhando juntos para controlar os robôs do que deixar cada um por si", disse Rose, no escritório da Kindred, localizado em um histórico edifício de tijolos em frente à vila olímpica construída para os Jogos de Inverno de 2010. Ensinar os computadores a aprenderem por conta própria é o objetivo principal das pesquisas em inteligência artificial. As maiores empresas de tecnologia do mundo, como o Facebook, o Google e a chinesa Baidu, estão correndo para desenvolver as melhores técnicas. Ocorreram inovações no campo de reconhecimento de fala e de imagens, mas as máquinas ainda têm dificuldades para realizar tarefas físicas básicas, como apanhar objetos. A melhora da destreza física dos robôs é o primeiro problema que a Kindred está tentando solucionar. Gildert, física por formação, teve a ideia de usar o controle humano para treinar algoritmos robóticos quando trabalhava na D-Wave, companhia fundada por Rose que se transformou em potência da computação quântica, uma tecnologia esotérica que dribla as leis da física para analisar dados mais rapidamente do que as máquinas tradicionais. Gildert estava tentando descobrir a melhor maneira de treinar as máquinas a se moverem como os humanos, mas, diferentemente dos algoritmos de reconhecimento de imagens, capazes de avaliar grandes quantidades de fotos na web, não havia um conjunto óbvio de dados para treinamento. "Isso não existe", disse Gildert. "Em um momento de inspiração dissemos 'um humano poderia oferecer esses dados de treinamento movimentando o robô e se queremos bons dados de treinamento, precisamos de uma situação de imersão". Gildert e Rose deixaram a D-Wave em 2014 para fundar a Kindred. Desde então, montaram cerca de 50 robôs para teste. Em um experimento típico, um operador humano veste um headset de realidade virtual para "ver" o que o robô está vendo e utiliza controladores de mão para ajudar a máquina a apanhar um objeto. Todas as vezes que o humano ajuda o robô o algoritmo utiliza a informação para aprender e para tornar a máquina mais inteligente ao longo do tempo. "A oportunidade aqui de construir máquinas de uso geral que possuem a infinidade de recursos que os humanos têm é sem precedente", disse Rose.

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