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quinta-feira, 20 de outubro de 2016

RAPIDINHAS DO BLOG...

MARGEM DOS BANCOS COM CRÉDITO CRESCE 60% EM 2 ANOS E BC PEDE REDUÇÃO
O diretor de Relacionamento Institucional e Cidadania do Banco Central, Isaac Sidney, disse que os bancos precisam diminuir a diferença entre as taxas que cobram nos empréstimos e a que pagam na captação dos recursos, o chamado spread bancário. "Precisamos reduzir o custo do spread bancário ao cidadão, para o Estado, para o País e as instituições financeiras poderem dar sua parcela de contribuição". Dados do Banco Central mostram que, em pouco menos de dois anos, o spread bancário subiu 15,40 pontos porcentuais. Em dezembro de 2014, os bancos captavam dinheiro a uma taxa média de 12% ao ano e emprestavam a 37,3%. Em agosto deste ano, o custo da captação mal tinha se mexido - estava em 12,3% ao ano -, mas os empréstimos chegaram a 53%. Ou seja, o spread passou de 25,3 para 40,7 pontos porcentuais, uma alta de 60%. O movimento ocorreu a despeito de a Selic (a taxa básica de juros) ter subido muito menos no período, de 11,75% para 14,25% ao ano. Segundo Sidney, o caminho a ser seguido passa por uma nova política entre bancos e clientes que privilegie o relacionamento de longo prazo. "A variedade de tarifas bancárias e seus valores, muitas vezes excessivos, precisam ser substituídos por relações sustentáveis, de longo prazo", afirmou. O professor Ricardo Rocha, do Advance Program in Finance do Insper, afirma que o spread subiu porque, com a crise, os bancos "decidiram se defender". "Com a Selic alta e num ambiente de crise, eles enxergaram que o risco de conceder crédito ficou maior. Ninguém quer dar dinheiro aos piores tomadores, então todo mundo sobe as taxas", disse.
CONCENTRAÇÃO
Outro problema é que, no Brasil, o setor bancário é concentrado. Rocha lembra que apenas cinco bancos são responsáveis por cerca de 80% das operações de crédito e, em função da baixa concorrência, a redução do spread é dificultada. "Se olhar pela lógica do banqueiro, ele faz maiores provisões porque hoje há muita empresa em recuperação judicial. A lógica é que, quando você tem uma baixa concorrência na oferta de crédito, alguém vai pagar a conta pelos que não pagam", diz Rocha. Essa situação vem se intensificando em 2016. Em meio à crise no Brasil e às dificuldades das economias também no exterior, a operação local do banco HSBC foi vendida ao Bradesco e, mais recentemente, o varejo do Citibank foi comprado pelo Itaú Unibanco. O mercado de crédito ficou ainda mais concentrado. A questão do spread bancário faz parte de um dos "pilares da agenda do Banco Central", conforme afirmou no início de outubro o presidente da instituição, Ilan Goldfajn, a senadores da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. Na ocasião, o spread chegou a ser qualificado como "jabuticaba brasileira" pelo senador Armando Monteiro (PTB-PE). "Não é à força que vamos reduzir o spread bancário; há várias questões de médio e longo prazo", respondeu Goldfajn na ocasião. Em 2012, quando a Selic atingiu o menor patamar da história, o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega fez pressão para que os bancos reduzissem os spreads. O movimento até ocorreu na prática, mas teve uma curta duração. A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) afirmou que não comenta sobre juros, spread e temas da conjuntura econômica. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

MISTÉRIO DE TRONCO QUE FLUTUA NA VERTICAL HÁ 120 ANOS INTRIGA A CIÊNCIA
Sim, você leu o título certo. O gigante lago Crater, situado em Oregon (Estados Unidos), tem um tronco de árvore que está flutuando na vertical pelas águas há pelo menos 120 anos. Os motivos deste fenômeno incomum são um mistério para os cientistas até os dias de hoje. O tronco de nove metros de altura que passeia pelo lago foi descoberto em 1896 pelo geólogo e explorador Joseph Diller, de acordo com o site Science Alert. O objeto, que ganhou até o apelido de "Velho Homem do Lago", está flutuando na água desde então, ficando cerca de 1,2 metros acima da superfície. Em 1902, Diller publicou o primeiro estudo científico sobre o fenômeno e notou que, nos primeiros cinco anos da descoberta, o tronco viajou 400 metros pelo lago. Já um segundo experimento mais conclusivo feito em 1938 apontou que, graças a ventos e ondas, o "Velho Homem" circula um total de 99.9 km pelo lago em três meses. "Você pensaria que um tronco de 9 metros funcionaria como uma vela náutica, mas às vezes ele se move por toda a extensão do lago contra o vento", afirmou Mark Buktenica, ecologista aquático do Parque Nacional do Sul de Oregon à rede de TV CBS News. 

Mas como o tronco ficou na posição vertical e, além disso, como segue deste jeito? Esta é a pergunta que ninguém consegue responder claramente. A física básica aponta que, por causa de seu centro de massa, a madeira de nove metros com diâmetros de 61 cm deveria flutuar na horizontal. Há uma teoria que sugere que, quando o tronco caiu no lago há mais de 100 anos, rochas tinham se enroscado em suas raízes. Elas teriam servido como pontos de ancoragem natural e orientado o toco a flutuar verticalmente. O problema é que não há rochas no tronco agora e nem há vestígios delas. Outra argumentação é de que a parte submersa ficou cada vez mais densa e pesada com o tempo, enquanto a área seca seguiu permanentemente seca. Cientistas já realizaram datações de carbono e perceberam que o misterioso tronco tem ao menos 450 anos de idade. Acredita-se que a baixa temperatura do lago mantenha a madeira preservada. O lago Crater fica na caldeira de um vulcão extinto e é o mais profundo dos Estados Unidos, sendo o nono mais profundo do mundo com 597 metros na profundidade máxima - tem 9,6 km na largura máxima. A sua água é de uma impressionante coloração azul por causa da pouca atuação de organismos no local. De fato, não há espécie nativa de peixe na água e, das seis espécies introduzidas desde o século 19, apenas duas seguem no lago (uma de um tipo de salmão e outra de truta).

IDENTIFICADO NOVO TROJAN EM ATAQUES A INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS
Desde janeiro deste ano, organizações financeiras em todo o mundo vêm sendo alvo de ataques do malware conhecido como Trojan.Odinaff. Os ataques são discretos e parecem estar extremamente focados em organizações que operam nos setores bancário, de valores mobiliários, de negociação e folha de pagamento. Organizações que prestam serviços a essas indústrias também são de interesse dos ciberatacantes. O Odinaff é comumente usado no primeiro estágio do ataque, para marcar uma posição na rede e, em seguida, instalar ferramentas adicionais no sistema invadido. Estas ferramentas têm características de um ataque sofisticado, que vem atormentado a indústria financeira. Os ataques requerem operações complexas, como a implantação metódica de uma série de back doors leves e com o propósito de construir ferramentas para os computadores de interesse específico. Estima-se que o investimento para coordenação, desenvolvimento, implantação e operação dessas ferramentas durante os ataques seja bastante alto, pois os atacantes utilizam malwares customizados, construídos propositadamente para comunicações furtivas (Backdoor.Batel), descoberta de rede, roubo de credenciais e monitoração das atividades de funcionários. Embora seja difícil de executar, esse tipo de ataque a bancos pode ser altamente lucrativo, chegando a centenas de milhões de dólares.
AMEAÇA GLOBAL
Ataques envolvendo Odinaff parecem ter começado em janeiro de 2016, atingindo diversos países, principalmente os Estados Unidos, seguido por Hong Kong, Austrália, Reino Unido e Ucrânia. A maioria dos ataques com Odinaff, cuja natureza do negócio da vítima era conhecida, foi contra alvos financeiros, somando 34% do total. Foi registrado um pequeno número de ataques contra organizações de valores mobiliários, serviços jurídicos, de saúde e governamentais; no entanto, não está claro se todos tiveram motivação financeira. Cerca de 60% dos ataques foram contra alvos cujo setor de atividade era desconhecido, mas, em muitos casos, os alvos foram computadores que executam aplicativos de software financeiro, o que significa que a razão do ataque provavelmente foi financeira.
PONTO INICIAL DE ATAQUE
Os atacantes Odinaff usam uma variedade de métodos para invadir as redes das organizações. Um dos mais comuns é por meio de documentos-isca que contém um macro malicioso. Se o destinatário ativar os macros, o Odinaff será instalado no computador. O Trojan.Odinaff é usado para realizar a invasão inicial, enquanto outras ferramentas são implantadas para completar o ataque. Uma segunda peça de malware conhecido como Batle (Backdoor.Batel) é instalado para executar cargas úteis apenas na memória, o que significa que o malware pode manter uma presença furtiva em computadores infectados. Os ciberatacantes fazem uso extensivo de uma gama de ferramentas de hacking leves e ferramentas de software legítimas para vasculhar a rede e identificar os computadores principais.  

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