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terça-feira, 18 de outubro de 2016

RAPIDINHAS DO BLOG...

FRUSTRAÇÃO COM ECONOMIA PREJUDICA ARRECADAÇÃO DE IMPOSTOS DO GOVERNO
A frustrada recuperação da economia neste segundo semestre continua afetando a arrecadação de impostos do governo federal, o que pressiona ainda mais as já combalidas finanças públicas. Depois de um agosto ruim, quando a arrecadação da União recuou 10% ante o mesmo mês do ano passado, o pior resultado em sete anos, o recolhimento de impostos federais voltou a cair em setembro. Levantamento feito pelos economistas José Roberto Afonso e Vilma da Conceição Pinto, da FGV, com base em registros do Siafi (Sistema Integrado de Administração Financeira) do governo federal, indica que a queda foi menos intensa do que em agosto. Mas os dados reforçam sinais de que a recuperação da atividade econômica ainda é muito fraca para confirmar as expectativas de que o país está perto de sair da recessão. Pelo levantamento —cujo resultado difere levemente dos da Receita Federal, porém com a mesma tendência—, a arrecadação federal caiu 7,3% em setembro, ante o mesmo mês do ano anterior. Em agosto, por esta métrica, o recuo havia sido de 9%. O dado oficial da Receita deverá ser divulgado nos próximos dias. "Em agosto, ainda havia dúvida se o resultado decorria de efeitos da greve dos fiscais, como no caso das importações. Esse efeito não cola mais", diz Afonso. "Mesmo comparando com uma base já muito ruim [setembro de 2015], os decréscimos seguem muito fortes e até acelerando, como no caso da Cofins". Esta contribuição incide principalmente sobre as vendas do comércio e dos serviços, como eletricidade, ainda mais distantes de uma esperada recuperação. Para economistas, em razão da contração do crédito e do emprego, o consumo será a última das atividades a sair da recessão. 

TROPEÇO
A indústria voltou a desapontar no recolhimento de tributos. Um dos vetores da melhora das expectativas no segundo semestre, o setor fabril tropeçou no mês de agosto. Segundo o IBGE, a produção recuou 3,8% no mês ante julho. Em setembro, como mostrou a Folha, o ritmo seguiu baixo. O Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês), que tenta prever o comportamento do setor com base em informações como ritmo de novas encomendas, contratações e estoques, mostrou que a indústria brasileira teve o pior desempenho entre 28 países pesquisados. Isso se reflete principalmente em tributos como IPI, PIS e Cofins, mas contamina toda a arrecadação, inclusive a dos Estados, porque os bens e serviços respondem por 50% da base de tributação do país. A Receita Federal, por sua vez, havia atribuído em parte a decepção de agosto a compensações tributárias -mecanismo que permite às empresas recolher menos impostos sob a alegação de que pagaram a mais no passado-, que aumentaram 80% ante o mesmo mês de 2015. Para José Roberto Afonso, empresas asfixiadas pela crise podem ter recorrido a esse expediente apostando na demora da Receita para rever seus cálculos, ganhando fôlego no curto prazo. "Contribuintes preferem atrasar o pagamento de impostos porque é mais fácil do que conseguir empréstimo em banco, fora que multas e sanções podem até sair mais barato do que os juros", afirma o economista. A menor queda da receita federal em setembro, em comparação com a observada em agosto, pode ser reflexo de uma arrecadação melhor de impostos que incidem sobre lucro. As receitas obtidas com a CSLL e o Imposto de Renda recolhido pelas empresas cresceram no mês, em relação a setembro de 2015.

EUROPA ENTRA NA SAGA PELA BUSCA DE INDÍCIOS DE VIDA EM MARTE
Treze anos depois da tentativa fracassada de enviar um robô de exploração a Marte, a Europa se dispõe no domingo a dar um passo importante nesse sentido, dessa vez junto à Rússia, para buscar indícios de vida no Planeta Vermelho. O centro de controle instruirá uma sonda espacial a 175 milhões de quilômetros da Terra para que pouse em um módulo explorador, do tamanho de uma piscina de plástico, sobre a árida e fria superfície de Marte. Programado para chegar em 19 de outubro, o objetivo do módulo de curta vida é permitir a preparação de outro módulo de exploração, que investigará em Marte eventuais rastros de vida extraterrestre. "Nosso objetivo é demonstrar que podemos alcançar a superfície e arrecadar dados", afirmou o conselheiro da Agência Espacial Europeia (ESA) Mark McCaughrean. Batizado de Schiaparelli, o módulo de 600 kg se separará da nave mãe, a Trace Gas Orbiter (TGO), depois de uma viagem de sete meses e 496 milhões de quilômetros.
SÓ OS EUA CONSEGUIRAM
O módulo e sua nave mãe, que ficará e órbita em torno de Marte para captar odores na atmosfera em busca de gases gerados por organismos vivos, constituem uma primeira etapa do projeto russo-europeu ExoMars. A segunda, que será lançada em 2020 depois de dois anos de adiamento, será o robô de exploração ExoMars Rover, para o qual Schiaparelli servirá de teste de pouso. Menos da metade das tentativas das agências espaciais dos Estados Unidos, Rússia e Europa para pousar e operar um módulo na superfície terrestre teve êxito desde os anos 1960. A última vez que a Europa tentou, o módulo de fabricação britânica Beagle 2 desapareceu deixar rastros depois de separar-se da nave mãe Mars Express, em dezembro de 2003. Apenas os Estados Unidos conseguiram operar um robô explorador na superfície de Marte. A busca de vida em Marte, um tema que estimula a imaginação da humanidade há tempos, é uma tarefa complexa, dado o bombardeio da superfície de raios ultravioletas e cósmicos.
TRAÇOS DE METANO
Os cientistas acham que os rastros de metano na delgada atmosfera de Marte podem ser um indício de que algo pode estar acontecendo em nível subterrâneo. O metano não sobrevive muito tempo à ação dos raios ultravioletas solares, explicou McCaughrean. Outra razão podem ser os micróbios unicelulares denominados metanógenos, que na Terra existem em lugares sem oxigênio como o estômago dos animais, onde convertem o dióxido de carbono em metano. Espera-se que o explorador ExoMars possa achar explicações para o origem desse metano. Já as tarefas de Schiaparelli serão decisivas para o design do explorador e seu sistema de pouso. O módulo se separará do TGO às 14H42 GMT (11H42 de Brasília) de domingo, a aproximadamente um milhão de quilômetros de distância do Planeta Vermelho. Ingressará em sua atmosfera na quarta-feira, a uma altitude de 121 km e uma velocidade de 21.000 km/h. A entrada na atmosfera levará seis minutos e, mediante a alta temperatura, o módulo contará com a proteção de um "aerocasco", que dissipará calor gerado. Ao chegar à altitude de 11 km e à velocidade de 1.700 km/h, abrirá um paraquedas supersônico. Quarenta segundos depois, a parte da frente se desacoplará assim como a metade traseira com o paraquedas atado. Schiaparelli ativará então nove propulsores de controle de velocidade e manobrará até pousar na superfície. Com 10 minutos de delay - o tempo que demoram para chegar à Terra as ondas de rádio -, Schiaparelli enviará as primeiras informações sobre temperatura, umidade, densidade e propriedades elétricas. Dotado de baterias sem painéis solares, o módulo terá uma vida de dois ou três dias. Assim que se separar de Schiaparelli, o TGO mudará de rumo para evitar uma colisão com Marte. Depois modificará a forma de sua órbita que passará a ser circular em torno do planeta e, a partir de 2018, começará a analisar a atmosfera de Marte de uma altitude de 400 km.

BRASILEIROS DESENVOLVEM APARELHO PARA EXAMINAR RETINA COM SMARTPHONE
O protótipo de um equipamento que faz exames de retina usando um smartphone vai representar o Brasil em uma competição internacional de inovação realizada no próximo mês na Alemanha. O aparelho, batizado como SRC (Smart Retinal Camera), foi desenvolvido por três ex-alunos da USP (Universidade de São Paulo) em São Carlos e é uma versão portátil do retinógrafo, aparelho que permite observar e registrar imagens da retina. "Nosso objetivo é ajudar comunidades carentes, algumas cidades mais pobres nem têm oftalmologistas e um equipamento de mesa custa de 70 a 80 mil dólares. O que a gente espera é que ele tenha um custo dez vezes menor do que o equipamento padrão", diz o engenheiro de computação José Augusto Stuchi, um dos criadores do projeto. Ele também é cofundador e engenheiro da Phelcom, startup criada pelo grupo para desenvolver o protótipo, que foi financiado pelo Programa Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo). Stuchi conta que o projeto teve início há dois anos e um olho mecânico foi utilizado para fazer os testes. "Com esse equipamento, um operador pode fazer o exame. As imagens serão capturadas pelo celular e enviadas para nuvem para análise de um médico por meio de telemedicina. Com ele, é possível ver o fundo de olho e examinar pacientes com diabetes, pessoas que podem desenvolver glaucoma, retinopatia e degeneração macular relacionada à idade. Todos os problemas de retina podem ser detectados com esse retinógrafo", explica. Para os testes em seres humanos, o grupo está verificando a possibilidade de fazer em universidades ou solicitar uma autorização para a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). A expectativa é que, até 2018, o aparelho já esteja no mercado
COMPETIÇÃO
No mês passado, os ex-alunos participaram da edição nacional do Falling Walls Lab, competição de soluções inovadoras que podem contribuir para a sociedade nas mais diversas áreas. Ao todo, concorreram 94 projetos. Na final, que será realizada nos dias 8 e 9 de novembro na Alemanha, eles terão de enfrentar 99 concorrentes de várias partes do mundo. "Estamos desenvolvendo um projeto técnico, mas, por trás do equipamento, tem o sonho de cumprir a nossa missão, que é contribuir com inovação para melhorar a saúde e a vida das pessoas."

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