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segunda-feira, 17 de outubro de 2016

RAPIDINHAS DO BLOG...

NOTA DE PRESIDENTE DO IPEA REBATE ESTUDO DE PESQUISADOR DO INSTITUTO SOBRE PEC
Uma análise divulgada por pesquisadores do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) sobre o impacto da PEC do teto nos gastos com saúde abriu um embate interno no órgão. Em uma atitude pouco usual, o presidente da instituição, Ernesto Lozardo, divulgou nota na semana passada desconstruindo os argumentos e até mesmo apontando falhas no estudo, que ganhou as manchetes por apontar que a área da saúde perderia até R$ 743 bilhões nos 20 anos de vigência do teto. Diante da polêmica, a pesquisadora Fabiola Sulpino Vieira, uma das responsáveis pelo estudo, pediu exoneração do cargo de Coordenadora de Estudos e Pesquisas de Saúde. No órgão, o clima entre outros pesquisadores é de "espanto" diante da pressão que se seguiu ao caso. O tema é sensível, já que a PEC é a principal aposta do governo para o equilíbrio das contas públicas. "Estão tentando criar uma unanimidade, abafando qualquer discussão", disse um técnico na condição de anonimato. "À medida que se sente esse tipo de pressão, a tendência é o técnico se esconder", acrescentou. Já há um movimento entre funcionários do instituto para pedir esclarecimentos sobre a atitude tomada pelo presidente. "Ficou péssimo porque eu nunca tinha visto um presidente questionar publicamente um estudo da casa. Normalmente, o presidente preserva o instituto", disse um servidor do Ipea que pediu para ter o nome preservado. O Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, apurou que o governo determinou ao Ipea que a nota de esclarecimento fosse redigida e inclusive ditou o conteúdo. O instituto é subordinado ao Ministério do Planejamento. Via assessoria, o Ipea nega a informação e afirma que a resposta foi um "texto de consenso" entre presidência e diretorias do órgão. A assessoria do Ipea explicou que o presidente do órgão julgou necessária a nota para esclarecer que o estudo não representa posição institucional. "A posição institucional do Ipea é favorável à PEC 241, por entender que ela possibilitará o equilíbrio das contas federais e um novo círculo virtuoso de crescimento. Assim, o País poderá almejar o aumento da renda e do emprego, e a redução da pobreza", diz a nota do órgão. Além disso, a nota técnica de autoria de Fabiola em conjunto com outro pesquisador, Rodrigo Pucci de Sá e Benevides, é "preliminar", disse a assessoria de imprensa. O texto e suas premissas estariam passando por revisões, acrescentou.
FALHAS
Segundo a nota do presidente do Ipea, o estudo dos pesquisadores desconsidera as alterações promovidas no substitutivo da PEC, que antecipa a aplicação mínima de 15% da Receita Corrente Líquida (RCL) para a saúde de 2020 já para 2017. Esse é o valor que servirá de referência para o piso na área e será corrigido pela inflação a partir de 2018. Cálculos da equipe econômica apontam que essa mudança acrescentou R$ 10 bilhões ao piso da saúde do ano que vem. "As estimativas levam em conta que será imposto um limite MÁXIMO às despesas com ASPS (ações e serviços públicos de saúde), sendo que o Novo Regime Fiscal define um limite MÍNIMO. Ou seja, nada impede que o Poder Executivo ou o Poder Legislativo fixe despesas em saúde acima do mínimo", diz a nota da presidência do Ipea. As palavras "máximo" e "mínimo" foram destacadas propositalmente pelo órgão. Em seguida, a nota do Ipea rebatendo o estudo elenca argumentos já usados pelo governo em defesa da PEC, como "as fragilidades da regra de cálculo vigente", uma vez que uma queda na receita poderia puxar para baixo o mínimo constitucional destinado à saúde. Além disso, a não aprovação da proposta poderia afetar os gastos com saúde por dois motivos: 1) ao reduzir a arrecadação devido ao menor crescimento econômico e 2) ao manter os atuais níveis de piso em relação à RCL, menores que os 15% previstos no novo texto. Ao todo, foram apresentados de forma detalhada, inclusive com gráfico em alguns casos, 10 pontos do estudo contestados pela presidência do Ipea. "Resumindo, o comprometimento com a sustentabilidade fiscal afeta positivamente as expectativas dos agentes econômicos, ampliando os investimentos e a geração de emprego. Com efeito, a expectativa de mercado mais recente registrada no Boletim Focus em relação ao crescimento do PIB é de cerca de 0,8 p.p. maior do que o registrado antes do envio da PEC nº 241, de 2016", diz a nota do Ipea.
FGV
O episódio do Ipea não foi o único nos últimos dias. A Fundação Getúlio Vargas (FGV) também divulgou nota nesta quinta-feira, 13, hoje esclarecendo que o estudo feito por um de seus pesquisadores sobre o provável valor atual do salário mínimo com a PEC já em vigência não reflete sua posição institucional. A pesquisa, divulgada pelo Broadcast, mostra que, na hipótese de um teto de gastos implementado desde 1998, o valor atual do salário mínimo seria de R$ 400. "A FGV não concluiria tal conjectura visto ser impraticável associar a política de salário mínimo, destinada à fixação de um piso salarial para os trabalhadores do setor privado, aos efeitos da PEC 241, que tem como objetivo limitar a um determinado teto de valor os gastos do governo com suas despesas primárias. As opiniões do professor da FGV/Ibre são de caráter pessoal e não representam a posição da FGV", diz a nota, assinada pelo presidente em exercício da instituição, Sergio Quintella.

A RARA SÍNDROME PÓS-ORGASMO QUE SÓ AFETA HOMENS
Para algumas centenas de homens em todo o mundo a experiência de um orgasmo pode não estar ligada ao prazer. Isto ocorre por causa da síndrome da doença pós-orgásmica (POIS, na sigla em inglês), um problema raro que afeta exclusivamente os homens. Os sintomas vão desde cansaço e febre até diarreia e ocorrem como consequência de um orgasmo. A doença foi identificada em 2002 pelo cientista holandês Marcel Waldinger, neuropsiquiatra da Universidade de Utrecht, na Holanda. E, até o momento, o médico conseguiu encontrar pouco mais de 200 homens que sofrem desta síndrome. Mas ele acrescenta que a doença pode ser mais comum do que se pensa. Geralmente muitos homens não falam sobre o problema por conta da vergonha e confusão que os sintomas causam. Outros sequer sabem que têm o problema.
CAUSAS?
Desde que o problema foi descoberto os cientistas identificaram várias possibilidades de causas, de uma possível alergia ao próprio sêmen ou em função de um distúrbio neurobiológico. Alguns pacientes enfrentam o transtorno durante toda a vida adulta, o chamado "POIS Primário" Em outros casos, apelidados de "POIS Adquirido", a doença se desenvolve com o passar dos anos. Isto levou Waldinger a acreditar que o problema poderia ter uma base psicológica. Em 2016 foi realizado um novo estudo com 45 homens que sofrem da doença e da análise dos resultados surgiram novas teorias para explicar a origem da POIS. Os pesquisadores adicionaram à lista de causas uma reação autoimune ao plasma seminal. Os cientistas acreditam que esta reação alérgica pode ser tratada com injeções regulares de sêmen diluído. Este tratamento ainda está em fase experimental e só foi administrado em dois pacientes. O relatório mais recente de Marcel Waldinger afirma também que a síndrome poderia estar ligada a uma disfunção da glândula pituitária e também à deficiência de testosterona. Barry Komisaruk, cientista especializado em respostas neuronais a estímulos sexuais e diretor do Programa de Pesquisa Biomédica da Universidade de Rutgers, em Newark, Estados Unidos, também iniciou sua própria pesquisa. Na teoria desenvolvida por Komisaruk a causa da doença está ligada ao nervo vago ou pneumogástrico, um nervo craniano que envia impulsos para quase todos os órgãos. Komisaruk afirma que, nos casos de homens que sofrem com a síndrome, este nervo poderia estar atrofiado. "Muitos dos sintomas que os pacientes apresentam são mediados pelo nervo vago", explicou.
SINTOMAS
Entre os sintomas que Waldinger identificou nos pacientes que sofrem da doença está o cansaço extremo, dificuldades de memória e problemas de concentração. Cerca de 85% dos pacientes do médico holandês sofrem com isso. Eles também sofrem de debilidade da musculatura, febre ou sudorese extrema, diarreia, calafrios, alterações do estado de ânimo, geralmente irritabilidade, discurso incoerente, congestão nasal e olhos ardendo. Todos os sintomas aparecem depois do orgasmo, alguns segundos, minutos ou poucas horas após a ejaculação. E, para piorar, a maioria destes sintomas pode durar entre dois e cinco dias.
TRATAMENTO DIFÍCIL
Homens que sofrem com a síndrome da doença pós-orgásmica participam de um fórum para compartilhar suas experiências, o Fórum POIS Center, e falar sobre truques para tentar driblar os sintomas. Mas as variações de sintomas de um paciente para outro fazem com que o desenvolvimento de um tratamento único seja ainda mais difícil. Pacientes já tentaram tratamentos à base de vitaminas e adesivos de testosterona, além da eliminação de todos os laticínios de suas dietas. Outros, já em desespero, tomam sedativos e antibióticos. No entanto a má notícia é que, até o momento, a única medida que realmente parece funcionar é a abstinência sexual. E, pelo fato de os pesquisadores ainda não saberem qual a causa ou causas exatas do problema, dificulta o desenvolvimento de um remédio eficaz. Mas, como afirmam muitos usuários do Fórum POIS Center, o importante por enquanto é divulgar mais a doença. Com mais pessoas falando sobre a síndrome e conhecendo a doença, maiores serão as chances de se encontrar uma cura.

TV COM TELA TRANSPARENTE PARECE ATÉ UM VIDRO PARA ESTANTE DA SUA CASA
Um protótipo de TV apresentado na feita de inovação Ceatec, em Tóquio, pode revolucionar o mercado se ele se tornar um produto comercial. A criação da Panasonic simplesmente fica transparente e pode confundir-se com uma porta de vidro corrediça da estante. Uma tela de malha fina com a tecnologia de brilho Oled foi embutida na porta de vidro deslizante exposta na feira, que ocorreu de 4 a 7 de outubro. A imagem da TV é visível mesmo com a luz de fundo acesa, pois é clara o suficiente para ser comparada aos televisores existentes hoje.  Segundo o site de tecnologia "Engadget", que viu de perto a invenção na semana passada, um porta-voz da Panasonic diz que é provável que a televisão fique em desenvolvimento por pelo menos mais três anos. A Panasonic apresentou outro protótipo do gênero em janeiro, na feira CES em Las Vegas (ver abaixo), mas no modelo anterior tinha uma imagem mais escura e era necessário uma iluminação externa dentro da prateleira para reforçar o brilho da transmissão da TV. Já este modelo apresentado no Japão foi aprimorado em relação ao anterior, obtendo mais brilho, e não precisa mais do recurso de iluminação externa, de acordo com o "Engadget".

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