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sexta-feira, 14 de outubro de 2016

RAPIDINHAS DO BLOG...

GOVERNOS CULPAM CRISE POR DIFICULDADE FINANCEIRA E PEDEM AJUDA FEDERAL
Os Estados atribuem as dificuldades à crise econômica e a investimentos recentes que incharam a folha salarial e criaram novas despesas. O governo do Rio de Janeiro chegou a decretar calamidade financeira em junho, para conseguir arcar com gastos das Olimpíadas. Na última quinta (6), congelou novos gastos pelos próximos 30 dias. O Estado diz enfrentar queda na arrecadação do ICMS e dos royalties do petróleo. No Rio Grande do Sul, o governo afirma que há um desajuste histórico das contas porque o "Estado gastou mais do que arrecadou e o deficit foi coberto por forte endividamento", diz o secretário da Fazenda, Giovani Feltes. "Não fomos nós que criamos a crise", afirma. Neste ano, apenas o deficit da previdência gaúcha será de R$ 9 bilhões. Para fechar as contas, vão faltar R$ 2 bilhões. Minas Gerais, que prevê um deficit de R$ 8,9 bilhões, vai decidir se continua parcelando os salários no final do ano. A secretaria da Fazenda afirma que, além da crise, a alta da inflação e do dólar impactaram no crescimento da dívida estadual. Para o governo do Mato Grosso, o problema se agravou no mês passado, quando a receita caiu e o obrigou a escalonar os salários. Muitos Estados argumentam que já tomaram medidas de ajuste para tentar driblar a crise, como corte de gastos, mudanças na previdência, cobrança de dívidas e combate à sonegação. Na opinião do gaúcho Feltes, a saída só será possível com a reação da economia brasileira e ajuda federal. Em evento recente, a secretária do Tesouro Nacional, Ana Paula Vescovi, demonstrou resistência à ideia: disse que os Estados vivem "uma crise anunciada", em especial com o aumento dos gastos com aposentados, e que o controle do aumento salarial se tornou "inexorável". Para ela, o setor público estadual precisa se tornar mais produtivo e investir em reformas na previdência, limitar gastos e fazer parcerias com o setor privado. "Renegociação, perdão de dívida ou outro tipo de ajuda financeira eventual não solucionará o problema dos Estados e vai agravar a percepção da deterioração fiscal no Brasil. Todos perdem", afirmou. Para o economista Aristides Monteiro Neto, do Ipea, o problema é que os Estados "estão no osso". "Essa crise não é de hoje. Faz tempo que eles estão cortando. Vão fazer o quê? Fechar hospital? Demitir pessoas? A lei não permite". Ele concorda que é preciso debater reformas, em especial a da previdência, e sugere, assim como Vescovi, mais articulação dos Estados. Mas, para ele, a União precisa sinalizar com uma estratégia de crescimento, com investimento e redução de juros, para combater a crise.

CIENTISTAS ACHAM 222 NOVAS CRATERAS NA LUA E SE SURPREENDEM COM O NÚMERO
A Lua tem muito mais "buracos" do que se imaginava. Um estudo publicado na revista Nature  aponta que 222 novas crateras foram identificadas na superfície do satélite da Terra, quantia maior que o esperado. Emerson Speyerer, da norte-americana Arizona State University, e seus colegas utilizaram imagens temporais em alta resolução tiradas pela Lunar  Reconnaissance Orbiter Camera, que registra fotos da superfície lunar. Com o auxílio da câmera, os cientistas identificaram 222 novas crateras de impacto na Lua, 33% a mais do que se imaginava. Os pesquisadores compararam imagens tiradas em períodos diferentes. Antes, estimava-se que 180 crateras de pelo menos 10 metros de diâmetro se formavam por ano no satélite. Os cientistas ainda identificaram milhares de "cicatrizes" na Lua. Eles interpretam os pequenos distúrbios da superfície como impactos secundários que atingiram os poucos centímetros do topo da superfície, sem formar uma cratera. O estudo oferece maior compreensão do processo de impacto que originou crateras, assim como a taxa de formação destas crateras feitas por impactos de cometas, asteroides e outros fragmentos. A identificação do número de crateras e o entendimento deste processo é de vital importância em pesquisas realizadas na Lua. Com a maior compreensão destes fatores, é possível precisar melhor a datação de rochas no satélite e em outros corpos terrestres. Anteriormente, estudos sobre as crateras existentes e amostras da Lua já haviam oferecido informações sobre o processo de formação de crateras e a taxa de crateras que foram formadas no passado. Contudo, pouco se sabia sobre a taxa de formação de crateras no presente.

GOOGLE E FACEBOOK SE ALIAM EM PROJETO DE CABO SUBMARINO TRANSPACÍFICO
Normalmente concorrentes, os pesos-pesados americanos da internet Google e Facebook juntaram forças em um projeto de instalação de um cabo submarino ultrarrápido através do oceano Pacífico, anunciaram as partes envolvidas. "Vamos trabalhar com o Facebook, o Pacific Light Data Communication (PLDC, provedor de redes de cabos com sede em Hong Kong, ndr) e TE SubCom (um especialista em tecnologias de comunicação submarinas com sede nos Estados Unidos) para construir o primeiro sistema de cabo submarino direto entre Los Angeles e Hong Kong com capacidade ultra alta", escreveu o Google em uma mensagem em sua página na internet. O Google sustenta que se tornará o sistema de cabo com maior capacidade disponível para atravessar o Pacífico, permitindo realizar simultaneamente 80 milhões de videoconferências de alta definição entre Hong Kong e Los Angeles. O novo cabo submarino, chamado PLCN (Pacific Light Cable Network), será também um dos mais longos do mundo, com 12.800 quilômetros. Sua construção começará este ano e se prevê que entre em funcionamento no verão boreal de 2018, informaram o PLDC e o TE SubCom em outro comunicado. "É especialmente gratificante que as empresas de tecnologia mundiais como Google e Facebook se tornem em co-investidoras do PLNC", disse Wei Junkang, presidente do Conselho de Administração de PLDC. "Com o crescente número de pessoas que utilizam os aplicativos e serviços do Facebook na região, PLNC ajudará a conectar melhor Ásia e nossos centros de dados nos Estados Unidos", argumentou. A quantia dos investimentos planejados não foi informada.

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