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terça-feira, 11 de outubro de 2016

RAPIDINHAS DO BLOG...

INFLAÇÃO MENOR EM SETEMBRO FAZ SUBIR APOSTA EM CORTE DE JUROS JÁ ESTE MÊS
O resultado da inflação de setembro, que foi o menor para o mês desde 1998, somado às expectativas positivas para a área fiscal, reforçou as apostas de economistas em relação a um corte na taxa de juros (Selic) no próximo dia 19, na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, embora não haja consenso em relação à magnitude do corte, se de 0,25 ou 0,5 ponto porcentual. Hoje, a Selic está em 14,25% ao ano. Heron do Carmo, professor da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da USP (FEA-USP), lembrou que a última ata do Copom citava o arrefecimento dos preços dos alimentos como uma das condições necessárias para um corte nos juros. “Ajoelhou, tem que rezar”, disse. Embora a inflação ainda esteja mostrando mais resistência que o estimado no início do ano, o cenário para os preços no curto e médio prazo é positivo. A perspectiva para a safra de alimentos em 2017 é favorável, enquanto o BC tem feito um bom trabalho na ancoragem das expectativas, disse Maria Andréia Lameiras, pesquisadora do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). “E ainda teremos em 2017 um mercado de trabalho ruim tanto para o emprego quanto para os salários. Isso vai ajudar a manter a inflação sob controle também”. A taxa acumulada em 12 meses pelo IPCA saiu de 8,97% em agosto para 8,48% em setembro, o menor patamar desde maio de 2015, mas ainda muito acima do centro da meta estipulada pelo governo, de 4,5%. “Neste ano, especificamente, a inflação foi muito pressionada pelos preços dos alimentos, por causa do choque de oferta com os problemas climáticos, e pela depreciação cambial. Então, o que se vê no IPCA em setembro é um efeito amenizado tanto do choque de oferta quanto do câmbio”, afirmou Eulina Nunes dos Santos, coordenadora de Índices de Preços do IBGE.

CIENTISTAS ENCONTRAM PEGADA GIGANTE DE DINOSSAURO EM DESERTO DA MONGÓLIA
Uma equipe de especialistas mongóis e japoneses descobriu no Deserto de Gobi (Mongólia) uma das maiores pegadas de dinossauro do mundo, com 106 centímetros de comprimento e 77 de largura, que acredita-se que tenha sido deixada por um Titanossauro, informou nesta sexta-feira, 30, a agência oficial Montsame. A pegada foi achada em 21 de agosto por paleontólogos da universidade japonesa de Okayama e da Academia Mongol de Ciências, embora a descoberta só tenha sido anunciada nesta sexta, dia em que foi confirmada sua autenticidade e a espécie à qual pertenceu. A pegada, na qual era possível ver a forma da planta do pé e as garras, foi encontrada em uma camada geológica de entre 70 e 90 milhões de anos, afirmou a agência mongol. O animal, de cerca de 30 metros de comprimento e 20 de altura, possivelmente deixou a pegada de uma de suas patas esquerdas em um solo que depois, com a desertificação da zona, ficou recheado de areia, ajudando sua conservação. O Titanossauro era um gigantesco animal de longo pescoço, herbívoro, que habitou no período Cretáceo. "É uma descoberta muito especial, já que trata-se de uma pegada fossilizada muito bem conservada, de mais de um metro de comprimento e sinais das garras", afirmou um comunicado da Universidade de Ciências de Okayama.

NO BRASIL, 73% DOS PROFESSORES USAM INTERNET EM SALA DE AULA
Aproximadamente três em cada quatro professores do Brasil usam internet em suas aulas. Segundo a pesquisa TIC Educação, realizada pelo Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), ligado ao Comitê Gestor da Internet, 96% das escolas estão conectadas à internet, 73% dos professores do País já utilizaram a rede em alguma de suas aulas. No entanto, apesar da alta conectividade, boa parte dos professores não consegue aproveitar o potencial da tecnologia para o ensino. Realizada entre setembro e dezembro de 2015, e revelada na manhã desta quinta-feira, 29, em São Paulo, a pesquisa ouviu 900 escolas, cerca de 1,6 mil professores e mais de 9 mil alunos em áreas urbanas do território nacional – abrangendo cerca de 80% dos estudantes matriculados no Ensino Fundamental e Ensino Médio de todo o País. Uma boa notícia é a de que a vasta maioria dos professores e dos estudantes ouvidos pelo estudo do NIC.br estão conectados à internet de alguma forma: na rede pública de ensino, 98% dos professores e 83% dos alunos acessaram a rede pelo menos uma vez nos últimos três meses – nas escolas privadas, esse dado salta para 100% dos professores e 94% dos alunos.  No entanto, apesar da alta conectividade, poucos ainda utilizam a internet em seu amplo potencial pedagógico: segundo a pesquisa, as principais atividades feitas com apoio da rede são pesquisas escolares (59%), trabalhos em grupo (54%) e exposição simples de aulas (50%).  Atividades mais interativas, como produção de planilhas e gráficos (22%) ou jogos educativos (31%) ainda são usados por poucos profissionais. "Embora a gente tenha quase duas décadas de fomento da tecnologia como instrumento pedagógico, ainda temos muitos desafios, e eles vão além da disponibilidade da tecnologia", avalia Alexandre Barbosa,  gerente do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br), ligado ao NIC.br.  Para Barbosa, essa disparidade entre as atividades está diretamente ligada à capacitação dos professores. “Muitas vezes, o professor está conectado, mas não tem uma preparação pedagógica para realizar atividades complexas com tecnologia junto aos alunos.” Um dado que ajuda a comprovar essa teoria é a de que apenas 39% dos professores do País tiveram alguma disciplina ou orientação, durante seu período de graduação, sobre como usar a tecnologia em sala de aula. Além disso, as cinco principais formas de aprendizagem e atualização dos docentes, como mostrado pela pesquisa, são todos feitos de forma informal (sozinho, com auxílio da internet ou de colegas), tanto na rede pública como na privada. Outro aspecto que se destaca na pesquisa feita pelo NIC.br é a presença do celular como dispositivo de acesso à internet pelos estudantes e professores – reiterando a importância do aparelho, como já mostrou a pesquisa TIC Domicílios, também realizada pelo núcleo, na qual o celular apareceu pela primeira vez como principal aparelho usado pelos brasileiros para acessar a internet. Segundo a pesquisa, 78% dos alunos (75% nas escolas públicas e 87% nas escolas privadas) acessam a internet em seus celulares – já entre os professores, essa proporção vai para 85% dos profissionais (82% na rede pública, 92% nas instituições particulares). Dado que boa parte dos estudantes têm um celular na mão, uma alternativa seria utilizar o aparelho como principal dispositivo de apoio durante as aulas. Há muitas instituições de ensino que têm redes Wi-Fi: 84% nas escolas públicas e 94% nas escolas privadas. No entanto, há diversas restrições de uso: apenas 35% das escolas privadas e 22% das escolas públicas disponibilizam redes sem fio para os alunos dentro das escolas. 58% das escolas privadas e 62% das públicas só deixam o Wi-Fi para atividades de gestão e/ou professores. “A principal razão para as escolas não compartilharem a senha com os alunos está ligada diretamente à baixa velocidade dos planos de banda larga dos colégios”, explica Barbosa. Segundo a TIC Educação, 48% das escolas conectadas do País têm planos contratados de até 5 Mbit/s – para efeitos de comparação, é a velocidade recomendada pelo Netflix para que um usuário seja capaz de assistir um vídeo em resolução HD.  

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