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quarta-feira, 7 de setembro de 2016

TURISMO NO BLOG

ROTEIRO POR PARQUES E POMAR REVELA CINTURÃO VERDE DE FRANKFURT
A cidade de Frankfurt é famosa pela salsicha frankfurter, pelo vinho de maçã e por ter sido no passado (e até hoje, de certo modo) um cruzamento de diversas rotas de comércio. Agora, a metrópole alemã de 690 mil habitantes quer ficar conhecida pelo seu lado ecologicamente correto. A cidade é rodeada por um cinturão verde, com um pomar, o MainÄppelHaus Lohrberg. No local, são produzidas mais de dez variedades de maçã, que podem virar tanto a bebida fermentada à base da fruta (apfelwein) quanto um espumante. Lá, os visitantes têm a opção de "adotar" uma macieira por € 600 (R$ 2.175). A entidade responsável pelo pomar se encarrega dos cuidados da árvore, e a produção fica com o doador (se ele aparecer para fazer a colheita). No lugar também são realizados aconselhamento e acompanhamento de pequenos produtores orgânicos e são oferecidos cursos de educação ambiental. O pomar abriga o último vinhedo urbano da região. As garrafas produzidas são oferecidas como presente para visitantes ilustres, mas não têm boa fama entre apreciadores de vinho.
PRODUÇÃO LOCAL
O roteiro turístico em Frankfurt mistura cultura e sustentabilidade. Uma boa opção de passeio é conhecer o Römerberg, centro histórico onde construções tradicionais se aglutinam formando a paisagem urbana. Perto do Römerberg acontece uma feira de orgânicos típicos, produzidos localmente. Além de maçãs e apfelwein, há sanduíches de linguiça e flores. A pé, dali vale conhecer a casa onde viveu o escritor alemão Goethe (1749-1832), hoje um museu dedicado à sua vida e à de sua família. O ambiente no casarão foi montado de forma a ajudar a imergir o visitante na atmosfera da Alemanha do século 18, no cotidiano de uma família de classe alta. Mais 800 metros de caminhada levam até a Alte Oper, a antiga ópera, parada obrigatória para fotos. A arquitetura clássica da construção impressiona pela beleza e pela suntuosidade. A cidade também abriga uma série de museus, como Museu Arqueológico de Frankfurt, o de Arte Cômica, o Museu Alemão de Arquitetura, o Museu Alemão de Cinema e o da Comunicação. Para quem não tem muito tempo, dá para admirar as construções a distância –boa parte se concentra no mesmo lugar, chamado de Museumsufer, próximo do rio Meno. No mesmo tour, é possível passar em frente à sede do Banco Central Europeu, construção que compõe a paisagem do que já foi o polo industrial da cidade. A região foi reformada nos anos 1990 e virou um parque comprido, na margem do Meno, onde, aos finais de semana, desfila uma maria-fumaça.
NEGÓCIOS
Frankfurt ainda costuma ser mais procurada pelo turismo de negócios do que pelos museus ou por iniciativas sustentáveis. Para tentar virar o jogo, em 2014, a cidade concorreu para ser a nova "capital verde" da Europa e conseguiu ficar entre as finalistas, perdendo para Copenhague, na Dinamarca. Em todo o ano de 2015, houve 800 mil pernoites de brasileiros na Alemanha, 60 mil deles na cidade de Frankfurt (a terceira mais visitada, atrás de Berlim e Munique). Autoridades municipais esperam que, no futuro, esse lado sustentável da cidade seja mais decisivo hora de o turista escolher o destino.
'BICICLETÁXI' É TRANSPORTE VERDE
A obsessão com sustentabilidade fez Frankfurt investir em uma alternativa pouco poluente para transportar pessoas, o velotáxi. Trata-se de uma mistura de carrinhola com bicicleta elétrica, guiada por um profissional. Na "carrinhola", há lugar para duas pessoas. A cobrança é feita com base no tempo, no caso de passeios turísticos, ou na distância, no caso de um deslocamento convencional. Na primeira modalidade, um passeio de 40 minutos custa € 24 (R$ 87). É o suficiente para conhecer a Main Promenade, jardim às margens do rio Meno onde moradores costumam correr ou descansar em bancos. Para quem quer simplesmente ir de um lugar a outro (como a igreja de São Bartolomeu, para ouvir um recital de órgão), a tarifa é de € 4 (R$ 14,50) por quilômetro rodado. A dificuldade enfrentada pelo condutor é proporcional ao peso combinado dos passageiros. Na pior hipótese, um ciclista rebocador faz o resgate e dá uma força, empurrando nas subidas do caminho. Haja pedalada: o motorzinho elétrico do veículo não é lá essas coisas. 

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/turismo/2016/09/1808833-roteiro-por-parques-e-pomar-revela-cinturao-verde-de-frankfurt.shtml

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