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sexta-feira, 30 de setembro de 2016

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GOVERNO ESTUDA DESVINCULAR BENEFÍCIOS DO SALÁRIO MÍNIMO, CONFIRMA PADILHA
O ministro Eliseu Padilha (Casa Civil) confirmou na quarta-feira (28) que o governo do presidente Michel Temer estuda a desvinculação de benefícios, como a pensão por morte e o BPC (Benefício de Prestação Continuada), do salário mínimo. A aposentadoria não será desvinculada do salário mínimo porque o governo entende que uma alteração nessa regra poderia gerar questionamentos na Justiça. "Isso continua sendo estudado", afirmou Padilha, ao ser questionado sobre desvinculação dos benefícios. O ministro participou do evento Prêmio ANJ de Liberdade de Imprensa 2016, em Brasília. O ministro confirmou que a reforma da Previdência a ser enviada ao Congresso terá uma idade mínima de 65 anos para a aposentadoria. Disse, ainda, que o presidente Michel Temer definirá a data de envio da proposta ao Congresso e que ele quer passar um "olho clínico" no texto e conversar com centrais sindicais, confederações e com líderes no Congresso Nacional. "Nós devemos concluir o grupo de trabalho possivelmente nesta semana. Ele [Temer] quer conversar com as centrais sindicais, depois com as confederações, e depois uma reunião semelhante com todas as liderança, para que se chegue na Câmara já com 50% do caminho percorrido", afirmou Padilha. Após reunião com parlamentares na terça-feira (27), que não querem ter de se posicionar sobre o tema às vésperas das eleições municipais, o governo sinalizou que o envio da reforma da Previdência ficará para novembro. Na ocasião, o ministro Geddel Vieira Lima (Secretaria de Governo) disse que a prioridade do governo é a PEC (Proposta de Emenda Constitucional) para a criação do teto de gastos e que o Planalto "não pode trabalhar com a ideia de prazo" para a reforma da Previdência, que gera polêmica inclusive entre os aliados do peemedebista.
MILITARES
Padilha não esclareceu se os militares terão suas regras de aposentadorias alteradas na emenda constitucional que vai ao Congresso. "Eu não digo que seja injustiça [o regime diferenciado para militares]. Acho que temos que fazer com que se caminhe para regras gerais, em que pese mantenha os militares em condição de militar. [...] Eles, militares, já verbalizaram que querem se encaminhar para as regras gerais também em que pese sejam diferentes", disse. O próprio Padilha chegou a anunciar que os militares não seriam atingidos pelas novas regras. Essa possibilidade, no entanto, ainda vem sendo estudada pelo Palácio do Planalto.
MUDANÇAS
O texto que será analisado pelo presidente Michel Temer prevê que, além de uma idade mínima de 65 anos, quem quiser se aposentar terá de ter pelo menos 25 anos de contribuição com a Previdência. Para ter o benefício integral, no entanto, o tempo de contribuição deverá ser maior. O período de transição será de 20 anos para mulheres e de 15 para homens. O projeto estabelece, ainda, que não será possível acumular benefícios, como pensão por morte e aposentadoria, por exemplo. Nesse caso, o beneficiário terá direito apenas ao benefício com maior valor. 

MÚSICA MAIS ANTIGA CRIADA POR COMPUTADOR É RESTAURADA E DIVULGADA
Pesquisadores acabam de restaurar a mais antiga gravação conhecida de música criada por computador, uma interpretação chilreante de "God Save The King". A reprodução foi concebida em 1951 no laboratório do gênio britânico Alan Turing. A gravação foi restaurada por Jack Copeland, professor da Universidade de Canterbury, de Christchurch (Nova Zelândia), e pelo compositor Jason Long. Ela dura dois minutos. Nela se sucedem três peças, de inquietante tonalidade: o próprio hino britânico, a canção para crianças "Baa Baa Black Sheep", e "In The Mood", o grande êxito de jazz de Glenn Miller. Sobre esta última peça, uma alegre apresentadora comenta rindo as falhas do computador: "Desde já a máquina não estava no clima (em inglês "not in the moood")", um jogo de palavras com o título do gênero "big band". A gravação pode ser ouvida neste site. Ela havia sido redescoberta em 2008 quando a comunidade científica preparava o 60º aniversário do nascimento de "Baby", considerado o primeiro sistema informático com programa integrado. A história desta gravação "antepassada" de todas as músicas eletrônicas está intimamente vinculada aos primeiros passos da informática e às pesquisas da Universidade de Manchester e de seu cientista mais famoso, o matemático Alan Turing (1912-1954).
BRAVO
Anos depois de ter contribuído para descifrar, na Segunda Guerra Mundial, os códigos nazistas produzidos pela máquina Enigma, Alan Turing prosseguiu em Manchester com suas pesquisas pioneiras nas máquinas Mark 1 e Mark 2, herdeiras de "Baby". "O trabalho de Alan Turing no fim dos anos 1940 para transformar o computador em instrumento de música foi bastante ignorado", relatam Copeland e Long em um blog no site da British Library. Copeland, que dirige um fundo de arquivos dedicado ao matemático, explica que o computador do Computing Machine Laboratory de Manchester de Turing estava programado para indicar mediante sons precisos os progressos de suas pesquisas. "Turing não estava tão interessado na ideia de programar o computador para interpretar peças convencionais de música: utilizava as notas para indicar o que o computador fazia", afirmam os dois pesquisadores. Foi um jovem professor, Christopher Strachey (1916-1975), que seria um dos maiores informáticos do Reino Unido, que se encarregou de elaborar um programa informático musical, com base no manual de utilização do computador de Turing. Em uma entrevista em 1974 a uma revista especializada, este pianista de talento relatou esta noite de 1951, na qual dedicou a passar pacientemente a esta enorme máquina, que ocupava quase todo o térreo do laboratório, o programa que havia escrito. "Na manhã seguinte, para nossa grande surpresa, o computador expeliu ruidosamente o hino nacional", relata Strachey. "Turing, sem abandonar sua habitual sobriedade, limitou-se a murmurar um lacônico 'bravo'", acrescenta.
DE MÃO EM MÃO
A gravação restaurada não é a que foi revelada agora, mas outra realizada tempos depois por uma equipe da BBC que se dirigiu a Manchester. Copeland e Long ignoram quem foram os programadores das outras duas peças gravadas pela BBC no disco acetato de 12 polegadas, que passou de mão em mão há 65 anos. "Depois do êxito de Strachey, vários funcionários começaram a escrever programas musicais", explicam. Um importante trabalho de restauração foi necessário para que a gravação fosse audível, com o objetivo de ouvir "o verdadeiro som do computador". Alan Turing morreu em 1954 por envenenamento de cianureto, dois anos depois de ter sido condenado a seguir, devido a sua homossexualidade, um tratamento de castração química. A tese geralmente admitida de suicídio nunca foi formalmente provada. 

'TODOS COM UM CELULAR TÊM SEU PRÓPRIO ESTÚDIO', DIZ EXECUTIVO
"Todos com um celular têm seu próprio estúdio". A frase de Luis Olivalves, chefe de parcerias do Facebook na América Latina, na mesa de abertura do youPIX CON —evento sobre mercado digital que ocorreu na quarta (28) em São Paulo—, define o ponto central da discussão sobre a revolução de conteúdo. Por causa do acesso cada vez mais fácil à tecnologia, há cada vez mais variedade e quantidade de produtores de conteúdo. Além da produção, o consumo também foi impactado pela evolução dos smartphones. De acordo com Marco Bebiano, diretor de estratégia e de desenvolvimento do Google, 73% do que vai ser consumido na internet em 2017 será em vídeo. Desde o ano passado, afirma, esse consumo já ocorre mais em celulares do que em desktop. Para Bebiano, o principal desafio que as marcas ainda não conseguiram resolver é definir que tipo de conteúdo criar e como fazê-lo para atender melhor esse público em crescimento. O diretor de comunicação e branding da Globosat, Manuel Falcão, concorda. Para ele, empresas que são "nativas do conteúdo", mas não nativas digitais, precisam se adaptar, "entender que se o conteúdo é rei, o contexto é Deus. Entender onde se está e com quem se fala é fundamental".
JORNAIS
Do ponto de vista jornalístico, o secretário de Redação da Folha Roberto Dias aponta que são três os principais desafios impostos. O primeiro seria a adaptação de veículos tradicionais do meio impresso para o meio digital, tanto no conteúdo, quanto no sistema. O segundo seria como passar para o público de forma clara os valores jornalísticos em diferentes plataformas. E o terceiro seria a remuneração do trabalho jornalístico. Quanto ao último, Dias considera fundamental a percepção de que o conteúdo e a plataforma não existem um sem o outro, visto que plataformas como Google e Facebook dependem da produção de conteúdo para existir. 

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