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quarta-feira, 28 de setembro de 2016

RAPIDINHAS DO BLOG...

REFORMA TRABALHISTA AINDA CARECE DE DISCUSSÃO MAIS PROFUNDA, DIZEM EMPRESÁRIOS
Apesar de considerarem que há consenso no setor privado sobre a necessidade de modernização da legislação trabalhista, presidentes de grandes companhias brasileiras avaliam que ainda existem pontos relevantes a serem discutidos e sem uma solução clara. Durante debate do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças de São Paulo (Ibef-SP), os presidentes de Nextel, Natura, Swiss Re e Fibria avaliaram que temas como permitir negociação entre empresa e empregado e regulação pelo governo são demandas. Para o presidente da Nextel, Francisco Valim, a necessidade de uma regulação mais dura ainda existe num país onde o trabalho escravo não é uma realidade tão distante. "Saindo dos grandes centros, isso ainda é algo encontrado, o que significa que precisamos de algum nível de atuação governamental", ponderou. Para ele, o modelo de baixa intervenção estatal da economia dos Estados Unidos funciona melhor em situações de pleno emprego. Já na visão do presidente da Fibria, Marcelo Castelli, a legislação trabalhista, mesmo reformada, ainda precisaria manter um caráter regulatório. "Toda democracia moderna precisa ter agências reguladoras para evitar excessos", declarou. O executivo ainda destacou a necessidade de se discutir modelos mais contemporâneos de trabalho, que permitam que funcionários trabalhem de casa ou em horários não necessariamente rígidos. O presidente da Swiss Re Corporate Solutions, João Nogueira Batista, considera que a prioridade é permitir a negociação entre empresas e trabalhadores. "O Supremo Tribunal Federal tem tomado decisões nessa direção e, no mundo com o nível de informação que temos, a livre negociação deve predominar", avaliou. Para Roberto Lima, presidente da Natura, as empresas têm ainda que rediscutir alguns conceitos. Ele mencionou o tema da terceirização das atividades-fim. "Sempre concebemos a terceirização como uma coisa que servia para atividades acessórias, mas existe a Apple, que terceiriza a produção e não terceiriza o pessoal de loja porque entende que isso é essencial", comentou. Para ele, qualquer que seja o novo quadro legal, ele tende a não ser definitivo, já que as relações de trabalho devem sempre evoluir.

MUDANÇAS NA ÓRBITA DA TERRA LEVARAM PRIMEIROS HUMANOS PARA FORA DA ÁFRICA
Depois de sua origem no leste da África há cerca de 200 mil anos, o Homo sapiens saiu do continente e se espalhou pela Europa e pela Ásia em quatro grandes ondas migratórias distintas, pelo Oriente Médio, de acordo com um novo estudo publicado nesta quarta-feira, na revista Nature. Os autores também concluíram que os movimentos migratórios coincidem com períodos de mudanças climáticas causadas por variações na órbita da Terra. A pesquisa, liderada por Axel Timmermann e Tobias Friedrich, da Universidade do Havaí (Estados Unidos), foi realizada com base no estudo de evidências fósseis e genéticas. O estudo também concluiu que os humanos chegaram simultaneamente ao sul da Europa e ao sul da China, há cerca de 85 mil anos. Segundo os cientistas, as migrações ocorreram pela Península Arábica e pela região do Levante (Síria, Jordânia, Palestina e Sinai) em quatro ondas, nos intervalos de 106 mil a 94 mil anos, de 89 mil a 73 mil anos, de 59 mil a 47 mil anos e de 45 mil a 29 mil anos atrás. Estudos anteriores já previam que mudanças climáticas causadas por variações da órbita da Terra, durante o Pleistoceno Superior (de 26 mil a 11,5 mil anos atrás), teriam influenciado o momento de dispersão do Homo sapiens fora da África. No entanto, segundo os autores do novo estudo, a hipótese não havia sido confirmada porque os dados paleoambientais disponíveis em regiões chave eram esparsos demais e porque havia incertezas nas simulações climáticas e na datação de fósseis e registros arqueológicos. Timmermann e Friedrich construíram então um modelo matemático que quantifica os efeitos de antigas mudanças no clima, das alterações no nível dos oceanos e dos padrões globais de migração humana nos últimos 125 mil anos. O modelo conseguiu identificar as quatro consideráveis ondas de migração ligadas às glaciações, passando pela Península Arábica e pela região do Levante. Os resultados, segundo os autores, é coerente com os dados arqueológicos e de registros fósseis. Neanderthal. Peter Demenocal, da Universidade Columbia (Estados Unidos) e Chris Stringer, do Museu de História Natural de Londres (Reino Unido) publicaram, também na edição desta quarta daNature, um artigo que comenta o novo estudo. Segundo eles, a conclusão de que o sul da Europa teve uma onda de ocupação humana de baixa densidade há mais de 80 mil anos é a mais evidente discrepância entre os resultados de Timmermann e Friedrich e as evidências fósseis e arqueológicas mais aceitas, que apontam para a chegada do homem moderno à região há apenas 45 mil anos. "Os autores sugerem, porém, que esses pioneiros da Europa teriam sido assimilados pelas populações do homem de Neanderthal, bem mais numerosas", escreveram Stringer e Demenocal.

WIKIPÉDIA LANÇA APLICATIVO COM 50 MIL ARTIGOS SOBRE MEDICINA EM PORTUGUÊS
Quem nunca pesquisou uma dúvida de saúde ou mesmo perguntou ao Doutor Google se aquela “coceirinha” é normal que atire a primeira pedra. Na última semana, os brasileiros ganharam mais uma fonte de informação médica: a Wikipédia lançou o Wikipédia Médica, aplicativo para o sistema operacional Android.  O programa reúne cerca de 50 mil artigos sobre medicina, totalmente em português, traduzidos pela comunidade brasileira e portuguesa de editores da Wikipédia. Disponível na loja de aplicativos do Google, o app funciona mesmo quando o usuário não estiver conectado à internet, e reúne informações de áreas como cardiologia, pediatria e ortopedia, por exemplo. “Todas as pessoas merecem ter acesso a conteúdo sobre saúde de qualidade em suas línguas”, explica James Heilman, médico e líder do projeto Wiki Project Med, responsável pelo Wikipédia Médica, que já possui versões em línguas como inglês, chinês e árabe. Em sua interface, é possível pesquisar artigos ou navegar através das sugestões do aplicativo – muito parecido com a experiência da Wikipédia na internet. A Wikipédia, porém, adverte que o app não deve substituir especialistas em saúde.  

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