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sexta-feira, 2 de setembro de 2016

RAPIDINHAS DO BLOG...

TABELA DO IMPOSTO DE RENDA SERÁ CORRIGIDA EM 5% NO ANO QUE VEM
O governo vai corrigir a tabela de Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) em 5%. O reajuste será concedido de forma linear entre todas as faixas de rendimento. A correção é inferior à projeção do governo para a inflação deste ano, de 7,2%, mas um pouco maior do que a expectativa para a inflação – medida pelo IPCA – para 2017, de 4,8%. O salário mínimo deve ficar em R$ 945,80 no ano que vem. As estimativas integram o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) apresentado pelo governo nesta quarta-feira, 31, primeiro dia da gestão efetivada de Michel Temer na Presidência e último dia do prazo para apresentação da proposta orçamentária para 2017.  O reajuste da tabela do IR é um aceno do governo para a classe média. A equipe econômica era contra a proposta, que deve reduzir ainda mais as receitas em um ano em que o déficit deve atingir R$ 139 bilhões. O secretário executivo do Ministério da Fazenda, Eduardo Guardia, admitiu que a correção da tabela do Imposto de Renda vai reduzir a arrecadação prevista para o ano que vem, mas afirmou que isso já está incluído nos cálculos feitos para o Orçamento. Por outro lado, o governo optou por não incluir as compensações que constam no projeto de lei que já tramita no Congresso Nacional, como mudanças na tributação de heranças, por exemplo. Se forem aprovadas, elas podem aumentar a arrecadação da União. “O efeito da correção da tabela do IR reduz previsão de receitas, mas as compensações do projeto não estão previstas na projeção de arrecadação de 2017”, explicou. Atualmente em R$ 880, o salário mínimo deve ser reajustado em 7,48%, projeção da União para a inflação medida pelo INPC neste ano. Não haverá contribuição do PIB para o cálculo, uma vez que houve recessão em 2015. A elevação neste ano foi de 11,6% em relação a 2015, quando estava em R$ 788,00. Em abril, o salário mínimo proposto na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2017 era de R$ 946. A proposta foi apresentada em abril deste ano. Em julho, na revisão da LDO, a projeção para o mínimo foi reduzida para R$ 945,50. A regra de reajuste do salário mínimo estabelece que o valor seja corrigido pela inflação do ano anterior, medida pelo INPC, e pelo crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes. Essa norma foi aprovada em lei e valerá até 2019. A política de valorização do salário mínimo foi um marco do governo petista. A vinculação do mínimo aos benefícios pagos pela Previdência Social ajudou a melhorar o poder de compra da classe média, mas acelerou os gastos da área, que deve registrar um déficit de R$ 181,25 bilhões no ano que vem, segundo previsão do próprio governo. 

DONA DO GOOGLE EXPANDE PROJETO DE CARROS COMPARTILHADOS E DESAFIA UBER
A Alphabet e o Uber estão se aproximando de um duelo. A Alphabet, controladora do Google, está expandindo o escopo de um programa de compartilhamento de carros que pode desafiar serviços de carros como os do Uber e Lyft. O programa piloto, operado por meio do Waze, um app de navegação controlado pelo Google, está limitado a funcionários de empresas próximas à sede do Google em Mountain View, Califórnia. No quarto trimestre, o Waze planeja expandir o programa a usuários em San Francisco, onde o Uber tem sua sede, de acordo com uma pessoa informada sobre o assunto, que não tinha autorização para falar publicamente a respeito. O Waze promove o serviço em seu site como Waze Carpool, recrutando motoristas e caronas interessados em dividir carros na região da baía de San Francisco. Por enquanto, o Google não está divulgando o app de caronas como concorrente direto de serviços semelhantes aos de táxis, a exemplo dos oferecidos pelo Uber e Lyft, e seu foco principal é aproximar motoristas e caronas que já fazem percursos semelhantes. Ao contrário dos serviços de carros que convocam motoristas instantaneamente, o Waze sugere que os interessados em caronas as solicitem com algumas horas de antecedência. Quando um usuário deseja uma carona na mesma direção, o Waze oferece um preço a um motorista para que este apanhe o carona. Por enquanto, o Waze vem mantendo o preço das caronas abaixo do custo federal padrão de 33 centavos de dólar por quilômetro percorrido, o que tornaria inviável para motoristas ganhar a vida com esse serviço. Os termos de serviço do programa autorizam o Google a deduzir "uma comissão" do preço da corrida. Representantes do Google e do Uber se recusaram a comentar. O "Wall Street Journal" já havia reportado sobre a expansão do programa do Waze. A expansão do programa pelo Google é nova indicação de que a concorrência entre as duas companhias está se intensificando. Enquanto a rival começa a testar as águas no setor de serviços de carros, o Uber deixou clara sua intenção de desenvolver tecnologia para veículos autoguiados, área de interesse para o Google, que vem testando um carro autoguiado já há muito tempo. No mês que vem, o Uber planeja iniciar seu primeiro programa piloto de carros autoguiados em Pittsburgh, a cidade que abriga o centro de pesquisa de tecnologia para veículos autoguiados criado pela empresa. No passado aliadas bem próximas, as duas empresas nos últimos meses vêm tomando medidas para se distanciarem. David Drummond, o vice-presidente sênior de desenvolvimento corporativo da Alphabet, anunciou sua renúncia do conselho do Uber, à medida que a sobreposição entre as empresas aumenta. Drummond era membro do conselho do Uber desde 2013, quando comandou um investimento de US$ 258 milhões na empresa pela GV, então conhecida como Google Ventures, a divisão de investimento da Alphabet. O Uber também sinalizou sua intenção de desenvolver tecnologia própria de mapeamento, um esforço para reduzir sua pesada dependência quanto ao Google Maps para navegação. E no começo do mês, ela adquiriu a Otto, uma start-up de veículos autoguiados, para acelerar seu projeto de carros autoguiados em Pittsburgh. Além de algumas outras mudanças no mês passado, o Uber também anunciou a contratação de Jeff Jones, antigo vice-presidente de marketing da Target, para ser o novo presidente de serviços de carros da empresa.

ATUALIZE SEU IPHONE AGORA
Apple liberou uma atualização de segurança para iPhones e iPads nesta quinta-feira após um ativista de direitos humanos descobrir um método antes desconhecido de ataque hacker. Se você usa um aparelho Apple, recomendamos que atualize-o já. Ahmed Mansoor é um ativista de direitos humanos baseado nos Emirados Árabes Unidos. No começo de agosto, recebeu uma mensagem aparentemente legítima, mas de fonte desconhecida, fornecendo um link. A mensagem dizia que o link tinha detalhes sobre tortura de prisioneiros nas cadeiras dos Emirados Árabes. Tudo que ele tinha que fazer é clicar. Mas Mansoor não mordeu a isca. Enviou a mensagem ao Citizen Lab, centro de monitoramento da internet da Universidade de Toronto, no Canadá. O contato deu início a uma reação em cadeia que em duas semanas expôs uma firma israelense que vende serviços de cyber espionagem para governos autoritários e outros clientes ainda desconhecidos, usando um spyware com métodos inéditos: assume o controle de um iPhone ou iPad à distância com apenas um clique errado do usuário. Escondido atrás do link estava um vírus altamente sofisticado, preparado para se aproveitar de três falhas de segurança antes desconhecidas no sistema móvel da Apple.  Dois relatórios divulgados na quinta-feira, um pela Lookout, uma empresa de segurança para celulares de São Francisco, nos EUa, e o outro pelo Citizen Lab, mostram como o programa iria tomar o controle do celular após o clique de Mansoor no link. Os hackers teriam acesso a suas chamadas, suas mensagens, poderia ativar as câmeras e ler todos os dados do telefone. Logo antes de o escândalo da falta de segurança se tornar global com a liberação dos relatórios, a Apple liberou uma atualização de segurança nesta quinta-feira. A empresa foi elogiada por especialistas pelo esforço rápido para corrigir os erros. Arie van Deursen, professor de engenharia de software na Universidade Delft de Tecnologia, na Holanda, diz que os relatórios são profundamente perturbadores. O especialista em segurança digital Jonathan Zdziarski descreveu o programa como um "spyware sofisticado e sério, não é coisa de amadores".
ESPERO AJUDAR PESSOAS DIVULGANDO
"Me sinto muito bem agora, espero ajudar muita gente com isso, evitar que eles sejam alvos", disse Mansoor à imprensa internacional em seu apartamento na pequena cidade de Ajman, nos Emirados Árabes Unidos. Um homem de fala tranquila e suave, sempre vestido nos tradicionais robes brancos de seu povo, Mansoor enfurece as autoridades de seu país há anos com pedidos de uma imprensa livre e liberdades democráticas. É um dos poucos defensores dos direitos humanos nos Emirados com fama internacional, acesso à mídia estrangeira e várias fontes. O seu trabalho já lhe custou seu emprego, seu passaporte e até sua liberdade, com vários meses passados na cadeia. Mansoor já foi alvo de repetidos ataques on-line. Antes mesmo da mensagem que gerou a denúncia, em 10 de agosto, já tinha sofrido dois ataques menos sofisticados, com spyware comercial.
NSO GROUP
Tanto o Citizen Lab quanto o Lookout identificaram uma empresa isralense, o NSO Group, como responsável pelo ataque. O Citizen Lab afirma que os ataques anteriores do governo dos Emirados a Mansoor tornam provável que tenham contratado a empresa. Executivos da empresa não comentaram as acusações, e uma visita a sede da companhia em Herzliya, norte de Tel-Aviv, revela que a empresa se mudou - tão recentemente que o prédio ainda tem o logo. Em uma nota à imprensa divulgada na quinta-feira, o NSO não admite que o spyware é seu, afirmando apenas que sua missão é "fornecer governos autorizados com tecnologia para ajudar a combater o terror e o crime' e disse que não iria comentar casos específicos. "É impressionante o nível que eles chegam na construção do programa para evitar detecção. Tem um gatilho mais sensível que um fio de cabelo para se auto-destruir", diz o relatório do Citizen Lab, comparando a construção a uma bomba. Alguns dos especialistas do instituto avaliaram o preço do spyware em US$ 1 milhão. Mansoor ficou chocado com o número. "Me dá 10% disso que eu escrevo um relatório sobre mim e mando para você!", disse ele para repórteres, rindo. A descoberta de um programa de espionagem israelense sendo usado contra um dissidente do governo dos Emirados gerou perguntas incomodas para os dois países. O uso de tecnologia israelense (o país é um dos líderes mundiais na área, e, ao contrário do Reino Unido e dos EUA, vende a tecnologia com mais facilidade) é uma estratégia desconfortável politicamente para um país árabe sem ligações diplomáticas com o estado Judeu. Já a cumplicidade israelense no ciberataque contra um ativista de direitos humanos árabe em troca de dinheiro vai politicamente contra a imagem que Israel constrói de ser o único bastião de democracia no Oriente Médio.

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