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quinta-feira, 15 de setembro de 2016

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TEMER ANUNCIA PACOTE DE PRIVATIZAÇÕES E FALA EM 'ABERTURA EXTRAORDINÁRIA'
O governo anunciou na terça-feira (13) um pacote de privatizações e concessões que inclui 25 projetos, todos com previsão para 2017 e 2018. A maioria dos projetos já constava em programas anteriores anunciados por Dilma Rousseff, mas não haviam sido licitados ainda. O objetivo é fazer "uma abertura extraordinária" da infraestrutura brasileira à iniciativa privada, disse o presidente Michel Temer, ao apresentar o programa "Crescer". A declaração foi feita durante a primeira reunião do Programa de Parcerias e Investimentos (PPI), no Palácio do Planalto. "Vamos cada vez mais ressaltar que o poder público não pode fazer tudo", disse. "Tem de ter a presença da iniciativa privada como agente indutor do desenvolvimento e produtor de empregos no país." 
PACOTE INCLUI AEROPORTOS, FERROVIAS E RODOVIAS
  • Áreas do pré-sal, rodovias, ferrovias, terminais portuários e negócios de mineração e de geração e distribuição de energia fazem parte pacote. Veja, a seguir, alguns projetos anunciados.
  • Concessão dos aeroportos de Porto Alegre (RS), Salvador (BA), Florianópolis (SC) e Fortaleza (CE). Os editais devem ser publicados no quarto trimestre de ano e os leilões devem acontecer no primeiro trimestre de 2017.
  • Concessão de blocos de petróleo no pré-sal, na 14ª Rodada de Licitações de Blocos Exploratórios de óleo e gás, em áreas ainda não divulgadas, e na 2ª Rodada de Licitações de áreas de Sapinhoá, Carcará, Gato do Mato e Tartaruga Mestiça. O leilão está previsto para o segundo semestre de 2017.
  • Leilão das hidrelétricas de São Simão, Miranda e Volta Grande, hoje concedidas à mineira Cemig, no segundo semestre do ano que vem. O edital deve sair ainda este ano. 
  • Concessão dos terminais de combustíveis de Santarém (PA) e do terminal de trigo do Rio de Janeiro no segundo trimestre do ano que vem.
  • Concessão do trecho da ferrovia Norte-Sul entre Porto Nacional (TO) e Estrela d´Oeste (SP), que passará por São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Tocantins. Deve ser leiloado no segundo semestre de 2017. 
  • Leilão do trecho do Ferrogrão entre Sinop (MT) e Miritituba (PA) e da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol) entre Ilhéus e Caetité (BA).
  • No segundo semestre do ano que vem, devem ser lançados os editais de cinco trechos rodoviários, entre eles as BRs 364 e 365, entre Goiás e Minas Gerais; e as BRs-101, 116, 290 e 386, no Rio Grande do Sul. 
  • Leilão de quatro áreas da Companhia de Pesquisa e Recursos Minerais, sob o Ministério de Minas e Energia: áreas de fosfato na divisa entre Pernambuco e Paraíba, cobre, chumbo e zinco no Tocantins, carvão no Rio Grande do Sul e cobre em Goiás.
  • Privatização da Amazonas Distribuidora de Energia, da Boa Vista Energia, da Companhia de Eletricidade do Acre, da Companhia Energética de Alagoas, da Companhia Energética do Piauí e das Centrais Elétricas de Rondônia.
NOVAS REGRAS
Foram determinadas mudanças para a concessão de projetos à iniciativa privada. A partir de agora, os editais de concessão só serão lançados depois de passar pelo debate público e obter o aval do Tribunal de Contas da União (TCU). Os editais serão publicados em português e inglês, para tentar atrair investidores estrangeiros. O prazo mínimo do edital vai aumentar para cem dias, para permitir que um número maior de investidores se prepare para participar das concessões.
PROGRAMA DE PARCERIAS E INVESTIMENTOS
O Conselho do Programa de Parcerias e Investimentos é composto pelo presidente Michel Temer; pelo secretário-executivo do PPI, Moreira Franco; pelos ministros da Casa Civil, Eliseu Padilha; do Planejamento, Dyogo Oliveira; da Fazenda, Henrique Meirelles; dos Transportes, Maurício Quintela; de Minas e Energia, Fernando Bezerra Coelho Filho; do Meio Ambiente, José Sarney Filho; e pelos presidentes da Caixa, Gilberto Occhi; do Banco do Brasil, Paulo Cafarelli; e do BNDES, Maria Silvia Bastos Marques.

CIENTISTAS DESENVOLVEM MÉTODO PARA CRIAR EMBRIÕES SEM ÓVULO
Quando um espermatozoide encontra um óvulo, ocorre o início de uma "célula-ovo", ou zigoto, a primeira célula de uma nova vida, certo? Pela primeira vez, os cientistas conseguiram um zigoto sem essa combinação. Segundo uma nova pesquisa, embriões de ratos podem ser gerados a partir de outras células que não o óvulo, uma descoberta que desafia dois séculos de conhecimento. De acordo com um estudo publicado na revista Nature, embriões poderiam ser criados a partir de células que carregam todos os seus cromossomos, o que significa, em teoria, que qualquer célula do corpo humano poderia ser fertilizada por um espermatozoide. Até o momento, os cientistas pensavam que o esperma de mamíferos só poderia se transformar em uma célula madura capaz de se dividir e trabalhar para formar um novo organismo, se estivesse dentro de um óvulo. Mas, de acordo com a pesquisa, células também podem "reprogramar" um espermatozoide, resultando no nascimento de um novo mamífero.
COMO FOI O ESTUDO
Pesquisadores do Departamento de Biologia e Bioquímica da Universidade de Bath (Inglaterra), utilizaram produtos químicos para desenvolver óvulos em embriões de camundongos sem fertilização, processo conhecido como partenogênese, fenômeno comum em animais invertebrados, mas pouco frequente nos vertebrados. Os cientistas já haviam conseguido "enganar" os óvulos dos mamíferos para desenvolver embriões sem fertilização, mas eles morriam após alguns dias pela falta de processos fundamentais de desenvolvimento que exigem a entrada de espermatozoides. Os pesquisadores, então, desenvolveram um método para injetar espermatozoides nessas células, produzindo filhotes saudáveis, com uma taxa de sucesso de cerca de 24%. É a primeira vez que o desenvolvimento ocorre por meio de uma injeção de esperma em embriões. “Pensava-se que só um óvulo era capaz de dar lugar à reprogramação do esperma que permite o desenvolvimento embrionário” (Tony Perry, embriologista molecular e um dos autores do estudo). Isso quer dizer que, se a injeção de esperma em uma célula de mamífero pode produzir prole, em teoria, seria possível conseguir o mesmo resultado utilizando células mitóticas (formadas a partir da divisão celular) não derivadas de óvulos. É o próximo passo da pesquisa. Segundo os cientistas, os embriões poderiam ser feitos com células da pele em vez de óvulos, o que tornaria possível não apenas reproduzir animais ameaçados de extinção, mas abriria a possibilidades para o tratamento de infertilidade. No entanto, a sobrevivência dos embriões é considerada baixa e o estudo foi realizado em camundongos, não há nenhuma evidência de que isso iria funcionar em embriões humanos. Os pesquisadores ainda não sabem como o genoma do esperma foi reprogramado, mas resultados preliminares sugerem um caminho diferente do que o que ocorre durante a fertilização convencional.

35% DOS BRASILEIROS COM ACESSO A INTERNET USAM APENAS O CELULAR
Pela primeira vez, o telefone celular ultrapassou o computador como dispositivo mais utilizado pelos brasileiros para o acesso à internet, segundo a pesquisa TIC Domicílios 2015 do CGI.br (Comitê Gestor da Internet no Brasil), divulgada nesta semana pelo Cetic.br (Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação). Ao todo, 89% dos internautas do país acessam a Internet pelo telefone celular, enquanto 65% optam por computadores (mesa e portátil) ou tablets. Na edição anterior, eram 80% pelo computador e 76% pelo telefone celular. Mas, o que chama mais a atenção no levantamento, é o índice de brasileiros que dependem apenas do smartphones para o acesso à internet, que subiu de 19%, em 2014, para 35%, em 2015. O uso exclusivo de celulares é ainda mais recorrente entre as classes sociais menos favorecidas, e de áreas rurais. Como aponta o estudo, 65% dos brasileiros de classes D e E que utilizam a internet dependem do telefone celular. O mesmo acontece nas áreas rurais, onde a dependência é de 56%. O fator econômico é o principal motivo da escolha pelo uso exclusivo do celular no acesso à internet. Isso porque nem todo brasileiro tem condições econômicas de pagar pela banda larga, que não é nada barata no país. E a opção pelo smartphone tem se mostrado cada vez mais viável diante da expansão das possibilidades do uso de Wi-Fi gratuito" (Winston Oyadomari,  coordenador da pesquisa TIC Domicílios). Mas, ainda que reconheça a importância dos celulares para ampliação do acesso dos brasileiros à rede, Alexandre Barbosa, gerente do Cetic.br, ressalta os riscos dessa limitação. "Essa experiência de uso é completamente diferente e limita essas pessoas ao desenvolvimento de funções mais complexas e cada vez mais requeridas pela nova economia digital", explica. "Essas pessoas serão muito boas em postar fotos nas redes sociais, ver mensagens e fazer buscas. Mas, será que saberão fazer planilhas? Será que terão a oportunidade de ter acesso a cursos online?", questiona. Como reforça Barbosa, é a partir da combinação do uso de diversos dispositivos, cada um com suas peculiaridades, e de aplicativos de maior complexidade que se possibilita o desenvolvimento de habilidades digitais mais sofisticadas. Em sua 11ª edição, a pesquisa TIC Domicílios 2015 realizou entrevistas em mais de 23 mil domicílios em todo o território nacional, entre novembro de 2015 e junho de 2016, com o objetivo de medir o uso das tecnologias de informação e comunicação, o acesso individual a computadores e à Internet, atividades desenvolvidas na rede, local de acesso, frequência de uso, entre outros indicadores.
NÚMEROS DA TIC DOMICÍLIOS 2015
58% - É a proporção de usuários de internet no país em 2015, um crescimento de 3 pontos percentuais em relação a 2014. São 102 milhões de usuários (que utilizaram a internet há menos de 3 meses);
50% dos domicílios brasileiros com acesso ao computador, que se manteve praticamente estável em relação a 2014;
51% dos domicílios brasileiros com acesso à internet; um aumento de 1% em relação ao ano anterior;
97% dos domicílios da classe A com acesso à Internet, o que representa praticamente uma universalização nessa faixa da sociedade;
16% domicílios da classe D e E com conexão, o que torna visível a permanência dos históricos padrões de desigualdade socioeconômica no país;
22% dos domicílios das áreas rurais com acesso à internet, contra os 56% dos domicílios das áreas urbanas com conexão;
30 milhões dos domicílios das classes C D e  E desconectados, o que representa quase a metade do total de domicílios brasileiros;
79% domicílios com acesso à Internet com Wi-Fi, um crescimento de 13 pontos percentuais em relação a 2014;
56% dos usuários de internet afirmam ter utilizado a Internet na casa de outra pessoa (amigo, vizinho ou familiar), fazendo deste local de acesso o segundo mais popular, especialmente entre os usuários de Internet pelo celular;

87% acesso via Wi-Fi, que passou a ser o principal tipo de conexão utilizada pelos usuários de Internet no celular, contra 72% do acesso via redes 3G e 4G.

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