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quarta-feira, 14 de setembro de 2016

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FUNDOS DE PENSÃO GANHAM REGRAS PARA COIBIR MÁ GESTÃO DE INVESTIMENTOS
A Abrapp, entidade que representa os fundos de previdência complementar fechados, anunciou na segunda-feira (12) o primeiro código de regras envolvendo políticas de investimento do setor, com o objetivo de premiar os gestores e produtos com melhores práticas do mercado. A divulgação, feita no 37º Congresso de Fundos de Pensão, em Florianópolis (SC), ocorre uma semana depois de uma operação da Polícia Federal bloquear R$ 8 bilhões de quatro dos principais fundos de pensão do país por suspeita de corrupção e má gestão. A investigação abrange os fundos de pensão estatais Previ (de trabalhadores do Banco do Brasil), Petros (Petrobras), Funcef (Caixa) e Postalis (Correios). Apesar desse contexto, o código não é uma resposta à investigação, segundo José Ribeiro Pena Neto, presidente da Abrapp. "Esse código está aprovado há dois meses, e para se chegar nele demorou alguns anos", afirma. Já o tema "políticas de investimento" tem relação com os últimos casos que colocaram em xeque a gestão de recursos dos fundos de pensão, reconhece. "O primeiro tema escolhido foi o de formação do participante. Mas depois veio a CPI [dos fundos de pensão] e a gestão dos investimentos ficou muito em foco", diz. O código é um conjunto de princípios e processos abordando a boa governança de investimentos. Os fundos poderão aderir voluntariamente, e os que cumprirem as regras receberão um selo. A Abrapp fará o acompanhamento das entidades para fiscalizar o cumprimento dos princípios, diz Pena Neto. "As regras dão mais transparência e mostram ao participante que a entidade onde estão seus recursos está gerindo o dinheiro com a governança mais adequada. Ela assume o compromisso de que vai seguir no mínimo esses princípios", diz. As entidades acusadas de más práticas de gestão não receberão punições, segundo Pena Neto. Mas os fundos que deixarem de atender às regras perderão o selo. "Independentemente desse código, os desvios de conduta que foram registrados foram pontos fora da curva, não é o padrão de comportamento do sistema de previdência complementar", diz. "Queremos que se apure para que não se chegue à conclusão de que o problema é generalizado". O presidente da Abrapp destacou ainda que é preciso diferenciar decisões erradas de casos de fraudes e corrupção. "Há investimentos que deram errado e que se devem a fatores que não necessariamente são uma fraude".
PRIMEIRO SEMESTRE
A indústria de fundos de pensão fechados encerrou o primeiro semestre do ano com um total de R$ 763 bilhões em ativos, crescimento de 13,3% em 12 meses. O deficit acumulado até junho subiu para R$ 84 bilhões, ante R$ 77 bilhões em dezembro de 2015 e R$ 45,8 bilhões nos seis primeiros meses do ano passado. No primeiro semestre, a rentabilidade foi de 8,44%, pouco abaixo da taxa mínima que garante a sustentabilidade dos planos, que foi de 8,5%. A projeção é que a rentabilidade dos planos atinja 16,14% no fim deste ano, contra 15,19% da taxa mínima. "Estamos vindo de três ou quatro anos de não conseguir bater a meta atuarial, agora vamos voltar a bater a meta, vamos voltar à trajetória de bons resultados", afirma. Atualmente, 72% dos ativos dos fundos de pensão estão investidos na renda fixa. Até 2036, a perspectiva é de alcançar 15,3 milhões de participantes em fundos de pensão. Hoje, são 2,5 milhões. "A boa gestão é fundamental para conquistar esse número e o código é um dos instrumentos para conquistar a gestão", afirma Pena Neto. A reforma da Previdência também deve contribuir para esse número, afirma. "Fica claro que a gente não vai poder depender do governo. E tem um lado que é o nosso sonho de que a reforma não venha só resolver um problema de curto prazo, mas sim criar um novo sistema em que a Previdência complementar desempenhe um papel maior", diz.

DEPOIS DE EUA E CHINA, BRASIL RATIFICA ACORDO DO CLIMA DE PARIS
O Brasil se tornou na segunda-feira (12) o terceiro grande emissor de gases de efeito estufa a ratificar o Acordo de Paris --compromisso firmado em dezembro de 2015 entre mais de 180 nações durante encontro sobre clima na capital francesa. O documento, que prevê limitar o aumento da temperatura do planeta em até 2ºC (com esforços para deter o aumento em 1,5°C), foi assinado pelo presidente Michel Temer (PMDB), em cerimônia realizada no Palácio do Planalto. No início do mês, durante o encontro do G20, EUA e China anunciaram juntos a ratificação do texto. Antes de ir à sanção presidencial, o texto passou pela Câmara dos Deputados e pelo Senado. Agora, os objetivos contidos no tratado passam a ser lei no país. Com o Acordo de Paris valendo como lei no Brasil, as metas climáticas brasileiras, conhecidas como INDC (Contribuição Nacionalmente Determinada Pretendida), deixam de ser apenas promessas e se tornam compromissos climáticos formais --a INDC perde o "i", de "intended" ("pretendida", em inglês), virando NDC. Essas metas traçam objetivos globais, mas não detalham como eles serão alcançados. O ministério do Meio Ambiente anunciou hoje que será elaborada uma estratégia de implementação das metas, apontando os instrumentos de financiamento, e que o primeiro rascunho do plano deve ser apresentado na Conferência do Clima de Marrakech, em novembro deste ano. 
COMPROMISSOS BRASILEIROS
O objetivo do governo brasileiro é que a NDC seja implementada a partir de 2017. Ela prevê um corte de 37% nas emissões do país em 2025 em relação aos níveis de 2005. Para isso, o governo elencou uma série de políticas, como a restauração de 15 milhões de hectares de pastagens degradadas, o reflorestamento de 12 milhões de hectares e o fim do desmatamento ilegal na Amazônia até 2030. Há também compromissos com medidas nas áreas de transportes, indústria e energia - como expandir o uso de fontes renováveis de energia e aumentar a oferta de etanol. Durante a cerimônia de ratificação, o ministro do Meio Ambiente, José Sarney Filho, disse que as ações de mitigação do aquecimento global com as quais o Brasil se comprometeu devem ganhar centralidade nas políticas econômicas e de inclusão social. "É oportunidade para reorientarmos o projeto de desenvolvimento nacional se agirmos de maneira firme e ambiciosa", disse. O ministro prometeu que os compromissos brasileiros para o clima acontecerão junto com o crescimento econômico, o combate à pobreza, a geração de emprego de qualidade, inovação e investimento "verde" (iniciativas com baixa emissão de carbono), mas não deu detalhes sobre o plano de implementação, que envolveria preservação de áreas de proteção ambiental e parques nacionais, incentivo ao turismo ambiental comunitário nessas áreas e divulgação em tempo real de dados de desmatamento da Amazônia e do Cerrado. Em seu discurso, o ministro das Relações Exteriores, José Serra, defendeu mais incentivos à produção de etanol e a exportação de alimentos pelo Brasil com a marca de "fruto da agricultura mais sustentável do mundo". 
CRÍTICAS E ESPERANÇA
O secretário executivo do Observatório do Clima, Carlos Rittl, que estava na cerimônia como representante da sociedade civil, aproveitou para fazer críticas a políticas que distanciam o Brasil da meta. "Planeja-se termoelétricas a carvão enquanto outros países fecham as suas. Desrespeitam direitos dos povos indígenas e tradicionais. Reduz-se áreas de preservação", afirmou. "A nossa única ponte para o futuro é do desenvolvimento limpo", disse, em uma referência ao nome do programa de governo de Temer. Rittl defendeu fontes de energia limpa, como eólica e solar, e criticou a meta de zerar o desmatamento ilegal "apenas na Amazônia e apenas em 2030", dizendo que ela não é suficiente. Ele também criticou o fato de que uma parte muito pequena do crédito rural é destinada à agropecuária mais sustentável. "Saída da crise passa por escolhas certas e pela economia de baixo carbono", completou. Rittl, no entanto, vê a ratificação como um "excelente" sinal. "Esperamos, agora, que ela venha acompanhada da necessária reorientação da economia brasileira para que o Acordo de Paris se torne realidade". "O Brasil assume papel de protagonista na implementação do Acordo de Paris ao ser um dos primeiros entre os dez maiores emissores do mundo a ratificá-lo", diz André Ferretti, coordenador-geral da ONG. "A mensagem é clara: não podemos esperar mais quatro anos para tornar o acordo realidade. Se quisermos evitar os piores impactos das mudanças climáticas, é preciso agir já", completa. Nos próximos dias, durante a Assembleia Geral da ONU, o secretário-geral Ban Ki-moon organizará um evento especial para os países depositarem seus instrumentos de ratificação.
ACORDO GANHA RATIFICAÇÕES
Para passar a vigorar, o Acordo de Paris precisa das ratificações de 55 países, que respondam por pelo menos 55% das emissões globais de gases de efeito estufa. O Brasil é um dos dez maiores emissores de carbono do planeta. Com os EUA (responsáveis por 17,89% das emissões), China (20,09%) e Brasil (2,48%), o acordo chega a 41,54% das emissões globais, de acordo com a conta oficial de emissões da Convenção do Clima. Faltaria apenas os países da União Europeia (10,55% das emissões e 27 países) para chegar perto dos dois critérios (seriam 52 países e 52,09% das emissões). A ratificação da UE deve ser mais lenta pelo número de países que precisam primeiro aprovar o acordo internamente. Segundo a ONG Climate Analytics, caso países médios emissores, como Argentina, Canadá e Austrália, ratifiquem o Acordo em breve, como vêm declarando, o número de adesões chegaria a 57 países e 57,88% das emissões em 2016. Isso permitiria a entrada em vigor neste ano, quatro anos antes do prazo oficial, que é 2020.

COMPUTADOR DE BAIXO CUSTO GANHA ACESSÓRIOS E VIRA PC COMPLETO POR R$ 520
Lançado em 2012, o "computador de bolso" Raspberry Pi é um aparelho barato e básico, consistindo da placa-mãe com os principais componentes --CPU, memória RAM e portas de entrada e saída-- e surgiu com a proposta de incentivar as pessoas a programar e mexer em um dispositivo desses por dentro. Agora a iniciativa que fabrica o Raspberry Pi anunciou um pacote de acessórios que o transforma em um PC completo. O pacote traz teclado, mouse, um pequeno gabinete para o computador, cartão de memória SD, cabo HDMI, fonte multirregião e o livro "Adventures in Raspberry Pi", que traz sugestões de projetos para utilizar o aparelho. A fundação britânica Raspberry vai vender tudo isso por 99 libras mais taxas, o que na conversão para real equivaleria a R$ 520. No mesmo anúncio do kit de acessórios, a fundação Raspberry anunciou que já vendeu 10 milhões de unidades de seu computador. Atualmente em sua terceira geração, o Raspberry Pi é vendido apenas online para o Brasil, e pode ser comprado neste site. Suas configurações são modestas --processador quad-core 1.2 GHz, 1 GB de RAM, quatro portas USB e uma HDMI, entrada Ethernet para rede cabeada, entrada para fone de ouvido, Wi-Fi, Bluetooth, slot para cartões de memória SD, placa gráfica VideoCore IV 3D-- mas deve ser o suficiente para o básico, como acessar à internet e escrever textos. Para estudantes de computação ou técnicos autodidatas, o computador também serve para fazer diversos experimentos, como usá-lo como centro de mídia (para exibir filmes na TV), videogame com emulador de jogos ou mesmo criar seu próprio robô.

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