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quarta-feira, 17 de agosto de 2016

TURISMO NO BLOG

RIVIERA NAYARIT, NO MÉXICO, OFERECE OCEANO PACÍFICO COM CLIMA BRASILEIRO
Para a maioria de nós que vivemos na imensidão atlântica da costa brasileira, o oceano Pacífico tem algo de misterioso. Aquele a que assistimos em viagens pela costa da Califórnia, cujos peixes experimentamos em ceviches peruanos, o oceano onde estão incrustados o Havaí, a ilha de Páscoa, Galápagos. Mas, se for o México a porta de entrada ao Pacífico, a coisa pode ter uma experiência de sabor tropical mais próxima da que conhecemos. A ideia de uma costa rochosa e inóspita para hábitos balneários brasileiros, que é verdade em largas vastidões da costa das Américas, se desvanece na orla pacífica mexicana, onde praias e temperaturas são bem convidativas. É verdade que pode aparecer um furacão para estragar a brincadeira (os das últimas semanas, Earl e Javier, atingiram outras regiões do país) ou que, até em épocas de calmaria, rajadas de vento e chuva atravessem o doce caminho do mar. Aconteceu com a Folha: março, diziam, é garantia de sol na riviera Nayarit. Esqueceram de combinar com São Pedro. A temporada de furacões na região vai de maio a novembro, mas, com o El Niño, nunca se sabe. Eu tampouco sei, pois enfrentei chuvarada e ventania. Mas mesmo sem pôr o pé na água, presenciei momentos ensolarados, de cores luminosas e clima tépido.
LIZ E BURTON
O que se chama riviera Nayarit começa na confluência de dois Estados: ao norte, Nayarit, onde fica o elegante destino de Punta Mita, e, ao sul, o finalzinho de Jalisco, pátria da tequila –"do" tequila, para eles, destilado do caldo obtido de uma planta, o agave-azul– e também onde fica a charmosa cidade de Puerto Vallarta. Ao longo de 307 quilômetros de litoral com essa denominação, sucedem-se belas praias e conhecidos campos de golfe. E, a depender do gosto do freguês, há inúmeras possibilidades: passeios de barco, esportes náuticos, pesca esportiva (especialmente de atuns yellowfin e de marlins-azuis), nados com golfinhos e observação de tartarugas e de baleias jubarte. Boa parte da explosão turística da região se deveu a um fortuito "fait divers" ocorrido no início dos anos 1960, época em que o foco do turismo local e internacional no México era atraído mais para o sul, na região de Acapulco. O diretor de cinema norte-americano John Huston decidiu rodar, na então isolada localidade pesqueira de Puerto Vallarta, seu filme "A Noite do Iguana" (1964), com Richard Burton. O ator mantinha na época um romance com a explosiva Elizabeth Taylor –com quem se casaria (algumas vezes) depois. Ela decidiu seguir o amante até o set, onde chegou palpitando em tudo. Acabou sendo expulsa por Huston, mas continuou na região, onde viveu com o amante, como sempre, conturbada relação acompanhada de perto pela imprensa de fofocas. Com a repercussão na mídia da época, Puerto Vallarta entrou no mapa, a hotelaria se implantou e se expandiu, as atrações turísticas se sofisticaram –e o lugar passou a crescer sem parar.
O QUE FAZER
- PARA PASSEAR
De barco, o clássico é uma visita às ilhas Marietas, santuário natural de pássaros e corais, com mergulho e uma praia escondida no oco da ilha principal. Em San Francisco (San Pancho), povoado frente ao mar com ar interiorano, há um clube de polo.Quem prefere andar a pé pode circular pelo centro de Puerto Vallarta para ver as esculturas do Malecón, a zona romântica, a igreja de Guadalupe. Mudando de clima, o Jardim Botânico de Vallarta (vbgardens.org ), num clima mais fresco devido à altitude, é uma visita inesperada e instrutiva. A vila de El Tuito tem construções coloniais do século 16.
- PARA COMER
Em Punta Mita, os frutos do mar do Tuna Blanca (tunablanca.com ). Ali perto, no Mariscos Tino's (tinosvallarta.com ), prove as margaritas (tequila e licor de laranja), com frutas locais como gondo e arrayán, com a especialidade da casa: taco assado na lenha que pode levar camarão, queijo e feijão. Em San Pancho, há as receitas de aguachile (pescados crus num caldo de pimenta) do Las Palmas, casa pé na areia (avenida Tercer Mundo, 63.732). Em Puerto Vallarta, vale conhecer a cozinha tradicional com toque autoral do chef Hugo Ahumada, no restaurante Maia (hotelvillamercedes.com ), os tacos da banca de rua El Cuñado (Francisca Rodríguez, 104) e ao menos um drinque do La Palapa (lapalapapv.com ), ponto de encontro de Liz Taylor e Richard Burton (drinques sérios, melhor ir ao La Playa; laplayabar.com ).
- PARA FICAR
A oferta é enorme. O lugar do momento é Punta Mita, onde há investimentos de redes como Four Seasons (fourseasons.com/puntamita ) e St. Regis (starwoodhotels.com ). Também há locais menores e sofisticados, como o hotel-boutique Imanta (imantaresorts.com ), Relais & Châteaux à beira-mar. Em Puerto Vallarta há resorts modernos como o Grand Fiesta Americana (grandfiestamericana.com )


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