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quarta-feira, 31 de agosto de 2016

TEXTO DO BLOG

COMEÇOU A TEMPORADA
por Luiz Soares das Terras Nordestinas*

Como entrar num jogo sem saber, ao menos o que caracteriza cada uma das peças dispostas no tabuleiro do embate?
Político ou estadista é quem se ocupa da política. Segundo Sócrates é um homem público que lida com a chamada “coisa pública”. É filiado a um partido ou “ideologia” filosófica de conduta. Política é uma arte ou ciência da organização, direção e administração de entidades governamentais; e finalmente a famigerada Politicagem, qual seja a política de interesses pessoais, de troca de favores, ou de realizações insignificantes.
Tenho praticamente três estadistas, quando o assunto é Política. No Brasil Juscelino Kubitschek, nos Estados Unidos Abraão Lincoln e John Fitzgerald Kennedy. Sem referência, nos perdemos na mediocridade da politicagem. Foram homens com conceitos e objetivos focados no desenvolvimento amplo e irrestrito do país, moldados no bem estar e na responsabilidade civil. Sem dúvidas, a base que os fizeram entrar para a história, foi construída na dualidade dos Direitos e dos Deveres, tendo como entes principais, o estado e o cidadão.
No decorrer dos tempos, desvios e graves desvirtuamentos ocupam a plataforma de muitos homens e mulheres, que “desejam” adentrar neste segmento constitucional. Primeiro usam da comparação no sentido pejorativo, atacando quem se propõe como concorrente. Buscam “defeitos” como forma de enaltecerem as suas inúteis qualidades, principalmente para aqueles que assim o desejam pela primeira vez. Também existem aqueles que se colocam à sombra de alguém que se projetou e tentam levar vantagem.
O homem é naturalmente um animal político. Assuntando o termo “animal” facilmente nos deparamos para com os feitos das suas ações e reações. Para agir é preciso ter coerência, conhecimento, saber, respeito, ética e honestidade, como atributos pessoais. Quanto à reação seria a consequência da ação que atende aos interesses do coletivo, como a prosperidade, a segurança e oportunidade emancipativa, que dignifica a cidadania.
Em assim sendo, se torna inútil o termo oligarquia, no sentido especifico e amplo da palavra. Estar na politica representa ter uma identidade, ter uma razão própria e específica, ter uma vocação da satisfação e não querer se perpetuar, sem demonstrar tais qualidades. Ora, convenhamos à ditadura é uma oligarquia imposta pela força.
É bom nunca esquecer que politico, politica e politicagem são apenas termos, quando sabemos e temos consciência de que, quem elege é o POVO. O voto não tem apenas um referencial da forma ou do modo, do interesse, do amor, do reconhecimento, do fanatismo e do radicalismo que o eleitor valoriza e reconhece, no ato de votar. Por isso mesmo existe o ditado: Cada povo tem o governo que merece!
Portanto, sejamos os Atores e nunca, os Vassalos!

(*) Luis Soares é Engenheiro Agrônomo, produtor de frutas irrigadas, no município de Baraúna, Rio Grande do Norte, e Professor aposentado da Universidade Federal Rural do Semiárido-UFERSA.

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