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quarta-feira, 10 de agosto de 2016

TEXTO DO BLOG

PODER E FORÇA
por Luiz Soares das Terras Nordestinas*

Sempre ouvi dizer que o Estado tem o poder, por ser um fiel guardião da Lei. A Lei é um tratado especificamente elaborado para atender todas as demandas fundamentais da população. A população é uma massa disforme, não por sua capacidade de aglutinação, geralmente em castas; mas, sim, por sua capacidade de entender os seus deveres e direitos.
O conjunto de Leis formando a Constituição, sem dúvidas é o reflexo da força do Estado, em poder separar o essencialmente correto. O mundo medieval era infalível nesta conjuntura comportamental. As castas agiam e se comportavam segundo um principio de rigidez, supostamente brutal. O mundo moderno se tornou flexível, ao admitir o poder da massa destoante, como manobra politica, visando única e exclusivamente o status quo, do poder efêmero.
Os Estados Unidos, ao contrário da extinta União Soviética fez prevalecer à primazia dos estados independentes, consolidando as suas prioridades no trato, muitos altamente específicos, segundo as suas bem elaboradas Leis, com liberdade plena. Já a União Soviética seguiu a doutrina do proletariado, antagonizando a realidade dos estados invadidos e mantidos sob o julgo do poder e da força.
A Alemanha separada como troféu de guerra, do ontem, é completamente diferente da unificada de hoje. O país continua sendo o mesmo, apesar de ter vivido, um dos maiores processos disformes, segundo os atributos benéficos estabelecidos entre o poder e o uso a força. Essa constatação, portanto, não foi o estado que emergiu; mas, sim a capacidade de formular uma legislação fundamentada na vontade, desejo, ética, respeito, honestidade, capital e trabalho; enfim, todos os predicados que enaltecem o comportamento social de um povo.
Cheguemos, sem mais delonga a América do Sul, onde o Brasil supostamente impera, apenas e lamentavelmente, pela sua continentalidade. Um país que sempre viveu sob a égide do poder e da força, refém convicto, da sua ocupação. Nunca se libertou desse nefasto estigma. Não é capaz de distinguir o poder da força, vive a mercê de marchas políticas, sempre colocando, como prioridade o confronto interno, via manipulação da massa, perpetuando vergonhosamente, aquela eterna frustação de nunca ter tido a capacidade de realmente, ser INDEPENDENTE, nem dentro e, muito menos fora!
Atualmente vivemos o auge, desse proselitismo estarrecedor. Na atualidade vemos desmoronar tanto o poder como a força. Assistimos uma erupção de coisas podres, em todos os sentidos que o poder tem para mostrar a sua força. É abominável, causa nojo, incredulidade, a barbárie da corrupção e da impunidade, em todos os níveis da “república”. O cinismo do poder está refém do egoísmo da força.
A odisseia continua e, quem sabe possamos com isto, nos tornarmos cidadãos e cidadãs compenetrados e assim sermos capazes de validar um novo momento, onde o Poder seja sempre o auge do bem estar nacional. Os fatos estão sendo postos, para que tenhamos nos atos, a nossa verdadeira e irrestrita independência. Deus ilumine o Brasil.

(*) Luis Soares é Engenheiro Agrônomo, produtor de frutas irrigadas, no município de Baraúna, Rio Grande do Norte, e Professor aposentado da Universidade Federal Rural do Semiárido-UFERSA.

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