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terça-feira, 9 de agosto de 2016

RAPIDINHAS DO BLOG...

ANALISTAS DO MERCADO BAIXAM ESTIMATIVA DE INFLAÇÃO PARA 2016 E 2017
O mercado financeiro baixou sua estimativa de inflação para este ano e para 2017, ao mesmo tempo em que também passou a prever um "encolhimento" menor do Produto Interno Bruto (PIB) em 2016. As previsões foram coletadas pelo Banco Central na semana passada e divulgadas na segunda-feira (8), por meio do relatório de mercado, também conhecido como Focus. Mais de 100 instituições financeiras foram ouvidas. A previsão do mercado para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deste ano recuou de 7,21% para 7,20% na semana passada. A estimativa permanece acima do teto de 6,5% do sistema de metas e bem distante do objetivo central de 4,5% fixado para 2016. Recentemente, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que a inflação oficial do país voltou a perder força e atingiu 0,35% em junho, a menor taxa desde agosto de 2015. No ano, o índice acumula avanço de 4,42% e, em 12 meses, soma 8,84% - ficando abaixo de 9% pela primeira vez desde junho de 2015. Para 2017, a estimativa do mercado financeiro para a inflação caiu de 5,20% para 5,14% na última semana, informou o BC. Foi a sexta queda seguida do indicador. Deste modo, permanece abaixo do teto de 6% - fixado para 2017 - mas ainda longe do objetivo central de 4,5% para o IPCA no período. O BC tem informado que buscará "circunscrever" o IPCA aos limites estabelecidos pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) em 2016 (ou seja, trazer a taxa para até 6,5%), e também fazer convergir a inflação para a meta de 4,5%, em 2017.
PRODUTO INTERNO BRUTO
Os economistas do mercado financeiro também melhoraram a estimativa para o nível de atividade neste ano de uma contração de 3,24% para uma queda menor, de 3,23%. O PIB é a soma de todos os bens e serviços feitos em território brasileiro, independentemente da nacionalidade de quem os produz, e serve para medir o comportamento da economia brasileira. Com a previsão de um novo "encolhimento" do PIB neste ano, essa também será a primeira vez que o país registra dois anos seguidos de queda no nível de atividade da economia – a série histórica oficial, do IBGE, tem início em 1948. No ano passado, o recuo foi de 3,8%, o maior em 25 anos. Para o comportamento do Produto Interno Bruto em 2017, os economistas das instituições financeiras mantiveram sua previsão de uma alta de 1,1%, informou o BC.
TAXA DE JUROS
O mercado financeiro manteve na semana passada sua previsão para a taxa de juros no fim de 2016 em 13,50% ao ano. Atualmente, os juros estão em 14,25% ao ano - maior nível em 10 anos. Com isso, estimativa do mercado é de um corte na taxa até o fim de 2016. Já para o fechamento de 2017, a estimativa para a taxa de juros ficou estável em 11% ao ano - o que pressupõe a continuidade da queda dos juros no ano que vem. A taxa básica de juros é o principal instrumento do BC para tentar conter pressões inflacionárias. Pelo sistema de metas de inflação brasileiro, a instituição tem de calibrar os juros para atingir objetivos pré-determinados. As taxas mais altas tendem a reduzir o consumo e o crédito, o que pode contribuir para o controle dos preços. Quando julga que a inflação está compatível com as metas preestabelecidas, o BC pode baixar os juros.
CÂMBIO, BALANÇA E INVESTIMENTOS
Nesta edição do relatório Focus, a projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2016 ficou estável em R$ 3,30. Para o fechamento de 2017, a previsão dos economistas para o dólar permaneceu em R$ 3,50. A projeção para o resultado da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações) em 2016 caiu de US$ 51,1 bilhões para US$ 50,4 bilhões de resultado positivo. Para o próximo ano, a previsão de superávit ficou estável em cerca de US$ 50 bilhões. Para 2016, a projeção de entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil ficou inalterada em US$ 65 bilhões e, para 2017, a estimativa dos analistas continuou estável também em US$ 65 bilhões.

MULHERES QUE TIRARAM APÊNDICE OU AMÍDALAS SÃO MAIS FÉRTEIS, INDICA PESQUISA
Um estudo britânico indica que mulheres que retiraram o apêndice ou as amídalas são mais férteis. Os pesquisadores da Universidade de Dundee e do University College de Londres analisaram registros médicos de centenas de milhares de mulheres britânicas em um estudo que durou 15 anos. As taxas de gravidez foram significantemente mais altas entre aquelas que retiraram o apêndice (54,4%), as amígalas (53,4%) ou as que fizeram os dois procedimentos (59,7%) do que no resto da população (43,7%). No entanto, eles ainda não descobriram a relação entre os procedimentos e a fertilidade. Mesmo assim, os especialistas disseram que a descoberta pode levar à criação de novos tratamentos. Eles alertam, porém, que as mulheres não podem tirar as amídalas e o apêndice sem precisar destes procedimentos apenas com o objetivo de aumentar as chances de engravidar. A pesquisa foi publicada na revista especializada Fertility and Sterility.
NÚMEROS
Os cientistas consultaram o maior banco de dados digital para registros médicos do mundo, o UK Clinical Practice Research Databank. A análise incluiu dados de 54.675 pacientes que retiraram o apêndice, 112.607 pacientes que retiraram as amídalas e 10.340 que passaram pelas duas cirurgias. Esses dados foram comparados com os registros de 355.244 mulheres do resto da população. Analisando os dados, os pesquisadores descobriram que, para cada cem gestações em mulheres que não tinham passado por essas cirurgias, existiam:
- 134 gestações em mulheres que tiveram os apêndices removidos;
- 149 em mulheres que fizeram cirurgia para tirar as amídalas;
- 143 em mulheres que fizeram os dois procedimentos.
Um dos pesquisadores, Sami Shimi, explicou que a maioria dos médicos do Reino Unido aprende, de forma errada, que a retirada do apêndice pode prejudicar a fertilidade de uma mulher. "Esse estudo é muito importante para garantir às jovens que a apendicectomia não vai reduzir as chances de uma gravidez no futuro", afirmou Shimi à BBC. "Mais importante, analisando o apêndice e amídalas juntos, esse estudo confirma além de qualquer dúvida que a retirada de órgãos inflamados ou órgãos que podem sofrer com várias inflamações melhora as chances de gravidez". O problema agora para os pesquisadores é encontrar uma explicação para os números. Uma possibilidade biológica levantada é que amídalas ou apêndices que sofrem infecções regulares aumentam os níveis de inflamação no corpo, o que afeta os ovários e o útero. Eles reconhecem, porém, que são necessárias mais pesquisas. "A pesquisa desafia cientificamente o mito do efeito da apendicectomia na fertilidade. O que temos de estabelecer agora é exatamente como isso acontece", disse Shimi.
'INTERESSANTE'
Para Allan Pacey, professor da Universidade de Sheffield, no Reino Unido, o estudo é interessante. "Há várias explicações que podem ser aplicadas a essas observações. Uma delas é que a remoção desses tecidos causa uma alteração no sistema imunológico que tem impacto em algum aspecto do processo reprodutivo.", disse. "Se for verdade, isso pode dar aos médicos e cientistas ideias para novos medicamentos ou terapias para aumentar a fertilidade das mulheres". Pacey acrescenta, no entanto, que é preciso ter cautela com esse tipo de pesquisa. "Sugerir que mulheres inférteis tenham as amídalas ou apêndice retirados como uma forma de melhorar suas chances de ter filhos é ir longe demais por enquanto", lembrou. 

MINISTÉRIO PÚBLIC-MP APURA SE LEI QUE “PROÍBE CHIPS EM HUMANOS EM SP” É INCONSTITUCIONAL
O Ministério Público (MP) do estado de São Paulo apura se uma lei que proíbe implante de chips eletrônicos em seres humanos, criada em Santa Bárbara d'Oeste (SP) no final de 2015, é inconstitucional. A legislação foi proposta com base em uma justificativa inusitada. O texto citava o fim do mundo e a intenção de impedir que uma ordem satânica, representada pela "marca da besta", instale rastreadores nas pessoas. A proposta foi aprovada na Câmara de Santa Bárbara d'Oeste e vetada pela Prefeitura, mas o veto foi derrubado pelos vereadores e o projeto virou lei em dezembro de 2015. Em julho deste ano, um escritor e jornalista morador da cidade do Rio de Janeiro (RJ), fez uma representação ao Ministério Público paulista com pedido de ação de inconstitucionalidade da lei. No pedido à Promotoria, o autor afirma que a legislação "tem por ridícula finalidade expressa proibir que o anticristo de marcar os moradores do município com o "número da besta", que é 666". Segundo a representação, houve invasão da competência do Executivo, da União para legislar sobre direito civil e penal, além de desrespeito à separação entre religião e poder público. "É simplesmente absurdo que em pleno século XXI ainda exista gente que acredita no 'Apocalipse', e mais ainda, que detenha mandato parlamentar para fazer leis que empreguem a Bíblia como fonte de direito", afirma a representação enviada ao MP. O Ministério Público enviou à Câmara de Santa Bárbara d'Oeste um pedido de informações sobre todo o processo legislativo que resultou na criação da lei. Após o processo interno de apuração, a Promotoria decidirá se entrará com ação de inconstitucionalidade. A Casa tem inicialmente 15 dias para responder à Promotoria, prazo contado a partir do recebimento da solicitação. Procurada pela reportagem, a presidência da Câmara informou que o documento enviado pelo Ministério Público foi protocolado na quinta-feira (04 de agosto) e será encaminhado para a Procuradoria Jurídica da Casa para que as respostas solicitadas sejam providenciadas ao MP.
O PROJETO
Quando apresentou a proposta, o autor Carlos Fontes foi categórico ao afirmar no texto que o Apocalipse está próximo: "Tendo em conta que o fim dos tempos se aproxima, é preciso que as leis se antecipem aos futuros acontecimentos. Sendo assim, urge que se proíba a implantação em seres humanos de chips ou quaisquer outros dispositivos móveis que permitam o rastreamento dos cidadãos". O parlamentar afirmou, ainda à época, que a ideia de implantar chips em humanos tem sido trabalhada para que o dispositivo registre ou viabilize as atividades das pessoas, como viagens e compras. Para o vereador, no entanto, esta estratégia está relacionada a uma profecia do fim do mundo, onde quem “não tiver a marca da besta” não vai conseguir ser inserido na sociedade.

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