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terça-feira, 30 de agosto de 2016

RAPIDINHAS DO BLOG...

CONTA DE LUZ CONTINUARÁ SEM COBRANÇA EXTRA EM SETEMBRO
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) informou que a bandeira tarifária permanecerá na cor verde em setembro. Isso significa que não haverá cobrança extra nas contas de luz pelo uso de termelétricas. Desde abril a bandeira tarifária está na cor verde. O mês de setembro será o sexto consecutivo sem a cobrança extra na conta de luz. A manutenção da bandeira verde se deve, segundo a Aneel, à evolução positiva do período úmido de 2016, que recompõe os reservatórios das hidrelétricas; o aumento de energia disponível com redução de demanda; e a adição de novas usinas ao sistema elétrico brasileiro. Para o diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Luiz Eduardo Barata, o nível dos reservatórios aponta que a bandeira verde deverá ser mantida até o final do ano. "Acho que vamos ficar com a verde até o fim, até porque em outubro e novembro começa a chover. Além disso, no período seco está chovendo. Ou seja, o balanço da carga de geração permite dizer que não será necessário gerar tanta térmica", disse Barata a jornalistas no Rio se Janeiro, segundo informa a agência Reuters.
ENTENDA O SISTEMA
O sistema de bandeiras tarifárias começou a valer em janeiro de 2015. O mecanismo foi criado para permitir a arrecadação imediata de recursos para cobrir gastos extras com o aumento do uso de eletricidade produzida pelas termelétricas. A energia de termelétricas custa mais caro que a das hidrelétricas porque é produzida pela queima de combustíveis, como óleo e gás natural. Entre o final de 2012 e o início de 2016, foi preciso aumentar o uso das termelétricas no Brasil por conta da falta de chuvas, que deixou os reservatórios das hidrelétricas nos níveis mais baixos em anos. O sistema hoje tem três patamares, representados pelas bandeiras verde, amarela e vermelha. Na verde, não há custo adicional e, portanto, os consumidores não pagam nada a mais. A amarela significa que houve algum aumento no custo para gerar energia e, a vermelha, que esse custo de produção está muito alto. Se ela for amarela, o adicional é de R$ 1,50 a cada 100 kWh (quilowatt-hora) consumidos. Já na bandeira vermelha há 2 patamares. No patamar 1, o adicional é de R$ 3 aplicados a cada 100 kWh (quilowatt-hora) consumidos. No patamar 2, a cobrança extra é de R$ 4,50 a cada 100 kWh (quilowatt-hora).

CONHEÇA O BIOCONCRETO, MATERIAL QUE FECHA AS PRÓPRIAS RACHADURAS
O concreto é o material mais consumido do mundo, atrás apenas da água, segundo o Conselho Empresarial Mundial para o Desenvolvimento Sustentável. A ideia soa tão atraente quanto a ficção científica: edifícios que fecham suas próprias rachaduras, como seres vivos curando suas feridas. Para o cientista holandês Henk Jonkers, não se trata de um projeto fantástico, mas uma realidade muito concreta - literalmente. Pesquisadores da Universidade Técnica de Delft, na Holanda, desenvolveram o que chamaram de bioconcreto, um material literalmente vivo e capaz de regenerar construções desgastadas. "Nosso concreto vai revolucionar a maneira como construímos, pois nos inspiramos na natureza", disse Jonkers, por ocasião de receber o prêmio de melhor europeu inventor em 2015. Mais do que inspirado na natureza, o bioconcreto é feito dela. É que as propriedades extraordinárias domaterial se devem à presença de bactérias.
DURAS DE MATAR
Para preparar o bioconcreto, os cientistas misturam concreto tradicional com colônias da bactéria Bacillus pseudofirmus, que em seu estado natural pode habitar ambientes tão hostis quando crateras de vulcões ativos. "O surpreendente é que essas bactérias formam esporos e podem sobreviver por mais de 200 anos nos edifícios", diz Jonkers. A essa mistura acrescenta-se lactato de cálcio - alimento das bactérias - e o material está pronto. Quando aparecem fissuras nos edifícios construídos de bioconcreto, as bactérias que aí habitam ficam expostas aos elementos físicos, principalmente água. A umidade que penetra nas fissuras "acorda" os microorganismos, que começam a consumir lactato de cálcio e, como produto final da digestão, produzem calcário. O calcário repara as rachaduras no bioconcreto em apenas três semanas.
ECONOMIA DE CUSTO
"Não há limite para a extensão da rachadura que o nosso material pode reparar. Pode ser de centímetros a quilômetros", diz Henk Jonkers. Para a rachadura em si, no entanto, há um limite: a fissura não pode ser mais larga que 8 milímetros. Ainda assim, o bioconcreto pode economizar bilhões de dólares na manutenção de estruturas como paredes de edifícios, pontes ou barragens. Segundo a HealCon, organização que pretende promover o uso de novo material, só na Europa são gastos anualmente US $ 6,8 bilhões (mais de R$ 22 bilhões) para reparar edifícios enfraquecidos. "Apesar de ser mais caro que o concreto tradicional, o benefício econômico é perceptível, pois economiza em custos de manutenção", disse o cientista ao jornal britânico The Guardian. Henk Jonkers afirma que o material já foi empregado na construção de canais de irrigação no Equador, país altamente sísmico. O material também seria uma esperança para prédios antigos e cheios de rachadura, susceptíveis a colapsar mesmo com tremores de terra leves. A técnica forma a base de um spray, também desenvolvido pela Universidade Técnica de Delft, que usa os mesmos princípios e pode ser aplicado diretamente sobre pequenas rachaduras.
TESTE DO MERCADO
Mas apesar da visão tentadora de edifícios capazes de se autorreparar, o bioconcreto ainda precisa superar o teste mais duro de todos: do mercado. O custo do novo produto poderia elevar demasiadamente o valor de grandes projetos de infraestrutura. Segundo o Guardian, enquanto o metro cúbico de concreto tradicional custa pouco menos de US$ 80 (R$ 260), o novo material passaria dos US$ 110 (R$ 360) - um acréscimo de quase 40%. Para ser bem sucedido, essa conta é agora a principal lacuna que o bioconcreto deve fechar.

POR QUE O WHATSAPP ESTÁ DANDO O SEU TELEFONE PARA O FACEBOOK
O Whatsapp anunciou que irá compartilhar os números de telefone de seus usuários com o Facebook e que permitirá o envio de mensagens por empresas. É a primeira vez que a empresa altera sua política de privacidade desde que foi comprada pelo Facebook em 2014. MAS QUAIS SÃO AS CONSEQUÊNCIAS DA MEDIDA?
Em primeiro lugar, você poderá passar a receber sugestões de contatos "mais relevantes".
Mas também mais anúncios. Não é improvável, afirmam alguns analistas, que usuários se sintam "traídos" pela mudança. "Quando o Whatsapp foi comprado pelo Facebook, garantiu que permaneceria como um serviço independente", afirma Pamela Clark-Diskson, da consultoria em tecnologia Ovum. "Agora está dando os números de telefone ao Facebook. Alguns usuários poderiam dizer que se trata de abuso de confiança. De certa maneira, a empresa voltou atrás sobre algo que havia dito que não faria."
AMIZADES "RELEVANTES"
A justificativa do Whatsapp para sua nova política de privacidade é que compartilhar telefones de usuários com o Facebook servirá para bloquear mensagens indesejadas (spam) e controlar abusos. A empresa disse ainda que oferecerá "melhores sugestões de amizade e propagandas mais relevantes". Isso porque o Facebook, ao dispor desses dados, será capaz de aproximar pessoas que já trocaram números de telefone mas ainda não são "amigos" na rede social. O Whatsapp também compartilhará dados sobre últimos acessos ao serviço. Mas garantiu que não disponibilizará o conteúdo de mensagens enviadas, que é cifrado. "Suas mensagens criptopgrafadas continuam sendo privadas e ninguém mais poderá lê-las. Nem o Whatsapp, nem o Facebook nem ninguém mais", afirmou a empresa em seu blog.
PUBLICIDADE
O Whatsapp também anunciou que seus usuários poderão optar por não compartilhar dados com o Facebook para fins de receber publicidade. Para isso é preciso seguir alguns passos simples. No entanto, a empresa disse que, mesmo no caso em que os usuários do Whatsapp optem por não ter seu número de telefone compartilhado com o Facebook, "a família de empresas do Facebook (que inclui outros serviços, incluindo Instagram) ainda receberá e usará essa informação para outras finalidades".
MENSAGENS COMERCIAIS
A nova política do Whatsapp abre caminho a empresas interessadas em enviar mensagens aos usuários. Segundo a empresa, anunciantes que transmitem mensagens por meio de SMS — como alertas de companhias aéreas ou atualizações sobre sua conta bancária— poderão fazê-lo por meio do aplicativo. Mas além de informação sobre datas ou notificações de entrega, o Whastapp também autorizará mensagens de marketing. "As mensagens que você poderá receber com conteúdo comercial podem incluir uma oferta ou algo que possa ser de seu interesse", explicou a companhia. Para a consultora Clark-Dickson, usuários poderão concordar com o envio caso as mensagens sejam úteis. "Mas o Whatsapp deve ser cuidadoso. Muitas pessoas não gostam de receber publicidade". De qualquer maneira, a empresa disse que irá testar as novas funções nos próximos meses, mas prometeu evitar a "experiência spam" e impedir que empresas inundem seus usuários com anúncios.

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