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quinta-feira, 11 de agosto de 2016

RAPIDINHAS DO BLOG...

GOVERNO APROVA NA CÂMARA PROJETO DE DÍVIDA DOS ESTADOS
Após aceitar fazer novas mudanças e desidratar novamente o projeto que renegocia as dívidas dos estados com a União, o governo conseguiu aprovar o texto base da proposta no plenário da Câmara dos Deputados. Um dia depois de o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, garantir que manteria duas contrapartidas no projeto, o texto foi votado sem uma delas. O relator da proposta, deputado Esperidião Amin (PP-SC), decidiu suprimir do texto, com o aval do Palácio do Planalto, o item que proibia os estados de concederem reajustes para servidores públicos durante dois anos. O recuo ocorreu para evitar uma derrota no plenário e garantir a aprovação do projeto, que passou com 282 votos favoráveis e 140 contrários. O texto segue, agora, para o Senado. Com isso, a única contrapartida para o alongamento dos débitos dos estados com a União por 20 anos será o teto para os gastos públicos, vinculado à inflação do ano anterior. A proibição de aumentos de salários para servidores gerou intensa pressão dos sindicatos. Vários deputados resistiram e apresentaram emendas na tentativa de retirar o item do texto. Ontem, o líder do PSD e integrante da base do governo, Rogério Rosso (PSD-DF), apresentou nova emenda que suprimia esses termos do projeto. Meirelles chegou a aceitar, inicialmente, uma flexibilização da regra, mas voltou atrás após a repercussão negativa no mercado, que entendeu que o movimento poderia significar um afrouxamento do ajuste fiscal. Ele convocou a imprensa na última segunda-feira para garantir que havia chegado a um consenso em reunião com o relator e com o presidente interino, Michel Temer, para manter duas contrapartidas: um teto para os gastos estaduais e a proibição dos reajustes por dois anos. A equipe econômica aceitou retirar do projeto os itens que alteravam a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) com o objetivo de controlar os gastos com pessoal. Esse assunto será discutido em uma proposta separada. — O importante neste momento é o foco no ajuste fiscal dos estados e numa aprovação não só da repactuação das dívidas dos estados, mas das contrapartidas — disse Meirelles na segunda-feira. Para justificar a mudança, os deputados da base do governo argumentaram que a inclusão de um inciso que proíbe os reajustes num período de dificuldade financeira seria redundante. Segundo eles, já há dispositivo similar na LRF e na Constituição, além dos termos previstos no acordo assinado entre Fazenda e governadores para alongar as dívidas. No início da noite, o relator chegou a apresentar um relatório alinhado com o que havia sido acordado com a Fazenda. Ele reforçou que a proposta foi desenhada pela equipe econômica em conjunto com os governadores e, portanto, tem o aval dos estados. Segundo ele, as “contrapartidas foram pactuadas, não impostas”. Pressionado, no entanto, o deputado modificou o texto durante a sessão plenária. Primeiro, ele retirou do projeto a referência ao acordo assinado entre os governos estaduais e federal e que determinou os termos da renegociação das dívidas. Isso pode trazer complicações para a equipe econômica, à medida que desvincula o projeto de lei do documento assinado entre governadores e Fazenda. Depois, com o aval do governo, retirou a proibição aos reajustes. O dia foi difícil para o governo não só na análise da renegociação das dívidas dos estados. O governo enfrentou sete horas de obstrução dos partidos da oposição para aprovar na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara a admissibilidade da proposta de emenda constitucional (PEC) que estabelece um limite para o crescimento dos gastos públicos. Em sessão tensa, com manifestantes batendo boca com deputados, o parecer do deputado Danilo Forte (PSB-CE) foi aprovado por 33 votos favoráveis e 18 contrários. A aprovação da PEC na Comissão de Constituição e Justiça é o primeiro passo da longa tramitação da emenda nas duas Casas do Congresso. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), já se comprometeu a criar de imediato a comissão especial que analisará o mérito da proposta. Além de ter que ser aprovada na comissão especial, a PEC tem que passar por duas votações no plenário da Câmara. Só é aprovada se conseguir o apoio de pelo menos 308 deputados. Se passar na Câmara, a emenda segue para apreciação no Senado, onde também tem que passar por comissão e depois, em duas votações, no plenário da Casa.

CIENTISTAS CRIAM TÉCNICA QUE TRANSFORMA CO2 EM COMBUSTÍVEL
O dióxido de carbono é apontado pelos cientistas como um dos principais atores das mudanças climáticas, e uma nova tecnologia pode ajudar a reduzir os níveis desse gás na atmosfera. Um estudo do Departamento de Energia dos EUA, em parceria com a Universidade de Illinois, em Chicago, foi capaz de reproduzir o processo natural da fotossíntese e transformar o CO2 em energia renovável usando a luz solar. De acordo com Larry Curtiss, químico do Departamento de Energia e coautor do estudo, um dos maiores desafios para as tecnologias de sequestro de dióxido de carbono é que o composto é pouco reativo, o que torna difícil transformá-lo em outras substâncias. Na natureza, quando as plantas capturam o CO2 da atmosfera e o transforma em açúcar, elas usam uma enzima como catalizadora orgânica. Em laboratório, Curtiss e sua equipe conseguiram reproduzir o processo com um composto metálico chamado disseleneto de tungstênio. — Por si só, é muito difícil converter o dióxido de carbono em outra coisa — disse Curtiss. No processo, os pesquisadores conseguiram converter o dióxido de carbono em monóxido de carbono. Apesar de o monóxido de carbono também ser considerado um gás do efeito estufa, ele é mais reativo que o CO2 e já existem tecnologias capazes de convertê-lo em combustível, como o metanol. Apesar de a transformação de dióxido de carbono em monóxido de carbono ser diferente de qualquer coisa encontrada na natureza, os ingredientes são os mesmos da fotossíntese. — Ma fotossíntese, as árvores precisam da energia da luz, água e dióxido de carbono para produzir seu combustível; no nosso experimento, os ingredientes são os mesmos, mas o produto é diferente — disse Curtiss. O arranjo para a reação é tão similar com a natureza que o time de pesquisadores foi capaz de construir uma “folha artificial” capaz de completar os três passos da reação. No primeiro, os fótons são convertidos em pares de elétrons negativamente carregados e seus “buracos” correspondentes, carregados positivamente; depois, os “buracos” reagem com moléculas de água para criar prótons e moléculas de oxigênio. Por fim, prótons, elétrons e o dióxido de carbono reagem para formar monóxido de carbono e água. — Nós queimamos tantos tipos de hidrocarbonetos, como carvão, óleo e gasolina, que encontrar uma forma econômica para fazer os combustíveis mais reutilizáveis com ajuda da luz solar deve provocar um grande impacto — disse Peter Zapol, físico do Departamento de Energia que também participou da pesquisa, acrescentando que a reação acontece com perda mínima de energia.

VOCÊ SABE O QUE É ‘POKÉMON GO’?
A febre do “Pokémon Go” pegou o mundo de assalto desde que o joguinho para smartphones foi lançado nos EUA, Austrália e Nova Zelândia, na semana passada. Desde então, as ações da japonesa Nintendo, produtora do game, se valorizaram em 36% na Bolsa de Valores de Tóquio. De acordo com a consultoria SimilarWeb, o jogo já está instalado em mais smartphones Android que o popular aplicativo de paqueras Tinder. Mas você sabe do que se trata? “Pokémon Go” se baseia na franquia de mídia criada em 1995 por Satoshi Tajiri, sobre criaturas fictícias chamadas Pokémons, que são treinados e capturados por humanos para lutarem entre si. O primeiro produto lançado foi um par de jogos para o console portátil Game Boy, da Nintendo, mas a franquia é mais conhecida por popular programa televisivo, que elevou personagens como Pikachu e seu treinador, Ash Ketchum, ao estrelato. O nome “Pokémon” é abreviação para “Pocket Monster”, ou mostro de bolso. Nas histórias contadas nos programas de TV, filmes e mangás, os treinadores capturam os Pokémons com pokébolas, para poder treiná-los para batalhas contra outros treinadores e suas criaturas. Essa mecânica foi levada para o “Pokémon Go” por meio da tecnologia de realidade aumentada. No jogo, as criaturas estão espalhadas pelo mundo real para serem capturadas pelos jogadores. O processo de captura é quase mágico: o jogador abre a câmera do celular e o monstrinho surge na tela, como um desenho no mundo real. Para prendê-lo é preciso acertar uma pokébola virtual nele. Mas a captura é apenas a primeira parte do jogo. Assim como nos programas e filmes, eles devem ser treinados para “evoluírem” e se tornarem mais poderosos. Os treinadores se dividem entre três equipes, e o objetivo final é conquistar o máximo de “ginásios”, que também estão espalhados pelas cidades. Ao chegar no local de um “ginásio”, o jogador tem duas opções. Caso o ginásio pertença à equipe do treinador, ele pode usar seus pokémons para participar de batalhas para treiná-los e aumentar os pontos de prestígio do ginásio. Caso ele pertença a uma equipe rival, o jogador pode lutar para diminuir os pontos de prestígio até torná-lo neutro e conquistá-lo para a sua própria equipe. Por causa da interação com o mundo real, o jogo já se envolveu em casos polêmicos. No Território do Norte, na Austrália, um pokéspot (local com itens para o jogo) foi colocado dentro da delegacia do condado de Darwin, e os jogadores estavam entrando no edifício para pegar os prêmios. O incômodo foi tão grande que a polícia emitiu um comunicado informando que o pokéspot poderia ser acessado apenas se aproximando das paredes do prédio. Numa história mais bizarra, uma jovem de Wyoming, nos EUA, encontrou o corpo de um homem morto enquanto “caçava” pokémons na margem de um rio. Já a polícia de Missouri reportou o caso de um grupo de bandidos armados que esperava por vítimas em locais isolados indicados no joguinho.

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