Seja bem vindo ao "Blog do Borjão"

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

RAPIDINHAS DO BLOG...

PREVIDÊNCIA DO BRASIL É A 13ª MAIS CARA
As despesas do Brasil com a Previdência estão muito acima do que seria o esperado a partir da idade da população brasileira, aponta estudo obtido pela reportagem. De uma lista de 86 países, o Brasil está em 13º com maior gasto com aposentadorias e pensões em relação às riquezas do País. Ao mesmo tempo figura na 56ª posição entre os que têm a população mais idosa, com 60 anos ou mais. Considerada a estrutura demográfica brasileira, o gasto previdenciário deveria se encontrar em torno de 4% do Produto Interno Bruto (PIB) - a projeção do governo federal é de que as despesas com o pagamento dos benefícios pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) alcancem 7,9% do PIB neste ano. Segundo o estudo feito pela equipe técnica do governo, o atual patamar de gastos do Brasil com Previdência só seria compatível se 25% da população fossem idosos. No entanto, segundo o IBGE, apenas 10,8% dos brasileiros têm 60 anos ou mais. Isso mostra uma distorção dos gastos previdenciários que já comprometem as contas públicas. Segundo o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, o rombo da Previdência - que fechou em R$ 86 bilhões em 2015 - deve alcançar R$ 180 bilhões em 2017 e, em breve, não caberá no Orçamento Geral da União (OGU). "São poucos os países que adotam um conjunto de regras tão relaxadas como o Brasil", diz um dos autores do estudo, Luis Henrique Paiva, do Ipea, Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada. Segundo o pesquisador, a tendência é que países com mais idosos também sejam aqueles que apresentem maior despesa previdenciária. O Brasil, porém, é um ponto fora da curva, com gastos muito acima do esperado para um país com perfil relativamente jovem. Paiva diz que as aposentadorias precoces e as pensões explicam boa parte dessa situação. As despesas com o pagamento do INSS deram um salto entre 1995 e 2014, de 4% para 7% do PIB. "Isso garantiu que quase 90% dos idosos tivessem acesso a algum tipo de benefício", afirma. "Essa é a faceta positiva do aumento de gastos: expandiu a cobertura. Em muitas cidades, os benefícios são uma das principais fontes de renda". Atualmente, no Brasil, é possível aposentar por idade ou por tempo de contribuição. Na prática, os trabalhadores mais pobres e com pior inserção no mercado de trabalho se aposentam por idade. A regra diz que é possível se aposentar com 65/60 anos (homens/mulheres) se o trabalhador tiver 15 anos de contribuição. Na aposentadoria por tempo de contribuição, não há fixação de idade mínima, uma concessão que é raridade no mundo A regra diz que é preciso ter 35/30 anos de contribuição. As idades médias de aposentadoria, neste caso, são de 55/52 anos. Para os pesquisadores, essas regras favorecem trabalhadores com maiores níveis de renda, com uma trajetória de empregos com carteira assinada, mais estável. Entre 177 países, o Brasil faz parte de um grupo pequeno de 13 nações que oferecem a opção pela aposentadoria por tempo de contribuição. Desses, cinco exigem que o aposentado abandone o mercado de trabalho ou impõem outras restrições ao acúmulo de rendimentos trabalhistas e previdenciários - o que não ocorre no País. O caso brasileiro destoa até mesmo de países com situação socioeconômica e demográfica semelhante. O Equador é o único país da América Latina a oferecer a aposentadoria por tempo de contribuição, mas trata como um caso excepcional e exige tempo de 40 anos para homens e mulheres para que não haja redução no valor do benefício. Nos países da América Latina, as diferenças nos critérios para a aposentadoria de homens e mulheres são menores do que as existentes no Brasil e a reforma da Previdência deve aproximar as exigências. Cerca de 90% dos países da região impõem alguma restrição para aposentadorias antecipadas. O patamar da participação das pessoas de 60 anos ou mais na população brasileira que era de apenas 3% no começo do século 20, deverá atingir um terço da população em 2060 de acordo com as projeções do IBGE e da ONU. Hoje, portanto, um em cada dez brasileiros tem 60 anos ou mais de idade. Em 2060, os idosos serão um em cada três brasileiros. O envelhecimento populacional e a queda da fecundidade farão com que haja um menor número de pessoas em idade ativa para cada idoso. Em 2010, havia 10 pessoas de 15 a 64 anos para sustentar cada idoso de 65 anos ou mais de idade. Em 2060, haverá entre 2,2 e 2,3 pessoas em idade ativa para cada idoso. Para o pesquisador do Ipea, o governo está diante de um desafio para convencer as pessoas a aceitar regras mais duras para se aposentar. "A Previdência é um pacto de gerações e se dá dentro da casa de cada um", afirma. "Ou mantemos isso na cabeça ou a próxima geração vai ter que pagar as distorções com mais impostos", diz. E dá um exemplo pessoal: "Meu pai se aposentou com condições muito mais favoráveis do que as que eu vou ter que seguir para garantir que o meu filho também consiga se aposentar".(As informações são do jornal O Estado de S. Paulo)

ANTENAS DE CELULAR NÃO FAZEM MAL À SAÚDE, DIZEM ESPECIALISTAS
A polêmica sobre a determinação de que as operadoras de telefonia retirem as antenas de celular de áreas próximas a escolas públicas no Distrito Federal trouxe o debate sobre a possibilidade de esses equipamentos fazerem mal à saúde da população. Mas, segundo especialistas, não há estudos que comprovem a relação da radiação emitida pelas antenas com o surgimento de doenças. O professor de engenharia elétrica Leonardo Menezes, da Universidade de Brasília (UnB), diz que é praticamente consenso que a exposição à radiação das antenas não tem efeito notável nenhum sobre a saúde. “O que se estudou até hoje a respeito é que não se encontrou nada que leve a doenças como o câncer, por exemplo”, explicou. Mas, segundo ele, ainda há dúvidas dos efeitos do uso prolongado dos aparelhos de celular. “Já houve dúvidas muito tempo atrás em relação às antenas, mas com o avanço das pesquisas já se chegou à conclusão de que, se houver efeito, é muito pequeno. É muito mais provável o efeito do telefone em si do que da torre.”
LEGISLAÇÃO
Ao exigir o cumprimento de uma lei distrital de 2004 – que proíbe a instalação de antenas em áreas destinadas a atividades educacionais e prevê a distância mínima de 50 metros dos equipamentos de unidades imobiliárias –, o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) determinou a retirada de 32 antenas que ficam em áreas de escolas. As operadoras dizem que não podem cumprir a determinação, porque não há onde realocar as antenas. Para o presidente da consultoria de telecomunicações Teleco, Eduardo Tude, a legislação que restringe a instalação das antenas é baseada no desconhecimento técnico sobre o tema. “A lei não reflete o conhecimento científico que se tem no mundo sobre o assunto. Esse tipo de restrição vem mais do medo e do desconhecimento, mas não tem nenhuma base científica”. Ele lembra que, quando a lei foi elaborada, já existiam estudos sobre o assunto que demonstravam não haver riscos à saúde. Segundo Eduardo Tude, os limites colocados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para a instalação das antenas já trazem uma margem grande para garantir a segurança da população.
PREJUÍZOS À SAÚDE
Na determinação para a retirada das antenas das escolas, o MPDFT considera que as antenas em áreas urbanas provocam impactos importantes na paisagem e na qualidade de vida de quem mora perto, além dos possíveis malefícios à saúde. Segundo o órgão, pesquisas apontam efeitos negativos possivelmente causados pelas radiações não ionizantes oriundas dos aparelhos e das antenas de celular, em especial, os efeitos não térmicos, como distúrbio do sono, crises epiléticas em algumas crianças expostas à radiação de antenas, severa diminuição da produção de leite, perda de massa muscular, abortos espontâneos e ocorrência de natimortos. Os promotores consideraram que as áreas escolares são frequentadas por crianças e adolescentes, que, por estarem em desenvolvimento físico e mental, podem sofrer danos maiores por causa da presença das antenas. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) destaca que algumas pessoas podem apresentar efeitos como aumento na temperatura do corpo quando expostas a campos eletromagnéticos intensos. Mas, segundo a agência, a população em geral não se aproxima o suficiente das antenas transmissoras para sentir esses efeitos, pois o acesso às antenas é protegido por cercas ou edificações que impossibilitam essa aproximação. “Todos os dias, muitas pessoas são expostas a ondas eletromagnéticas de radiofrequências de baixa intensidade, provenientes de diversas fontes, sem perceber qualquer efeito. Apesar disso, pesquisas científicas continuam investigando a possibilidade da existência de efeitos ainda não detectados”, informa a Anatel.

A MEGAFÁBRICA DO VISIONÁRIO AMERICANO QUE PROMETE REVOLUCIONAR OS TRANSPORTES E A ENERGIA
Com a megafábrica de 13 km², que ainda não opera com sua capacidade plena de produção de baterias e armazenamento de energia, Elon Musk pretende lançar sua revolução própria. A ideia inicial é acelerar a produção e reduzir os custos das baterias em 30%. Mas o projeto é bem mais ambicioso. O investimento de US$ 5 bilhões é uma parceria com a japonesa Panasonic e começou a sair do papel em 2014. O plano é ser 100% sustentável, além de contribuir para a fabricação de 500 mil veículos elétricos por ano, como caminhões e ônibus. Também pretende oferecer painéis solares para o público em geral usar energia limpa e outras tecnologias de armazenamento de energia. A companhia quer ainda lançar uma frota de carros elétricos autônomos (ou seja, que se dirigem sozinhos) para concorrer com o Uber. Tudo isso pode acabar tendo um forte impacto real no mundo no que diz respeito a transporte e uso de energia. Com um grupo de jornalistas, a BBC visitou a megafábrica de Musk, localizada a 30 minutos de Reno, no meio do deserto em Nevada (EUA). Por ora, está 14% pronta e já emprega mil pessoas. O enorme complexo deve ficar pronto em 2020. A primeira impressão de quem visita o espaço é de que não se trata de um mero capricho de um multimilionário. A ideia é reduzir as distâncias e acelerar as fases de produção, hoje fragmentadas em diferentes continentes. "Quando os custos de transporte se tornam significativos, a maneira mais óbvia para reduzi-los é colocar pelo menos uma megafábrica num mesmo continente (de onde o produto será enviado)", justifica Musk. Posteriormente, ele quer reproduzir esse modelo de "gigafábrica" ao redor do mundo: "Na Europa, na Índia e na China - no fim das contas, onde quer que haja uma enorme demanda pelo produto final". São poucas as companhias do Vale do Silício que apostam nesse modelo. É parte da natureza de Musk lançar ao mundo ideias extravagantes e caras. Ao mesmo tempo, o empresário está sob pressão de investidores para apresentar resultados financeiros concretos. Quando a BBC perguntou a Musk se a divulgação dos planos da Tesla e a abertura das portas da megafábrica foram uma tentativa para neutralizar o impacto dos possíveis resultados financeiros da companhia, previstos para a próxima semana e que podem ser negativos, Musk respondeu: "Eu não tinha pensado sobre o relatório de ganhos até você mencioná-lo". Ele também admite que seu plano pode custar "dezenas de bilhões de dólares". Mas são os planos ambiciosos de Musk que atraem recursos para tirar as ideias do papel. Estima-se que o empreendimento seja capaz de gerar 6 mil empregos diretos e outros 10 mil indiretos, na área vizinha à fábrica. O diretor-executivo da Tesla também tem tentado diversificar sua fonte de recursos. Em março, por exemplo, 325 mil pessoas pagaram US$ 1 mil para reservar um dos modelos de carro a ser fabricado pela Tesla. O estilo da Tesla contrasta com o da Apple, que costuma manter todos seus projetos sob o mais absoluto sigilo. Musk garante que não tem nenhum receio de que alguém roube as ideias dele. O executivo da Tesla recorre a uma comparação com o avião de guerra Blackbrid SR-71 - "provavelmente a maior aeronave da história". Ele diz que enquanto for o mais rápido, nunca vai perder uma batalha. A depender das conquistas do Blackbird, Musk tem um ponto a seu favor. A aeronave nunca perdeu em combate. Mas o jato revolucionário foi aposentado da Força Aérea dos Estados Unidos em 1998, depois que se constatou que se consumia enormes cifras para manter a frota em serviço.

Nenhum comentário: