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segunda-feira, 1 de agosto de 2016

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MORO CRITICA LEI SOBRE CRIMES DE ABUSO DE AUTORIDADE
Um dos projetos prioritários da agenda do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), o da lei que tipifica crimes de abusos de autoridades foi duramente criticado na noite desta quarta-feira pelo juiz Sérgio Moro. Em palestra na abertura do encontro nacional de procuradores jurídicos da Federação das Apaes, em Brasília, o juiz da operação Lava-Jato fez um apelo para que os senadores rejeitem ou remodelem a redação atual que, segundo ele, é um retrocesso preocupante e pode ser usado para intimidar juízes, procuradores e autoridades policiais que investigam “poderosos”. Ao citar a importância de não só avançar além da Lava-jato no combate à corrupção sistêmica, com aprovação das dez medidas em análise na Câmara, Moro fez um alerta para o risco de se evitar retrocessos “que muitas vezes estão atrás da porta a nos surpreender”. Passou então a explicar do que se trata o projeto do abuso de autoridades que está na pauta de votações do Senado. — É muito preocupante. Não que abusos de autoridades não devam ser punidos, ninguém é contra isso. A proposta inicial talvez fosse positiva, mas a redação atual da lei, na forma que está colocada sugere a possibilidade da sua utilização para intimidação de juízes, procuradores e autoridades policiais, não por praticarem abusos, mas por cumprirem seu dever com independência em processos envolvendo figuras poderosas —— alertou Moro.  Ao criticar o projeto, Moro fez um apelo para que os senadores tenham sensibilidade e o rejeitem ou remodelem a atual redação para evitar sua “utilização indevida”. Para uma plateia formada por dirigentes e procuradores das Apaes , Moro anunciou que não tinha muita informação sobre o setor, mas que falaria sobre o que faz. A mestre de cerimônia era sua mulher, Rosângela Moro, procuradora jurídica da Federação das Apaes. Ele fez uma retrospectiva da operação Lava-Jato desde a prisão do doleiro Alberto Yousseff, prisão dos diretores da Petrobras que levaram ao desmonte do Petrolão e a devolução de bilhões de recursos desviados. Ao falar da enormidade dos valores devolvidos pelos diretores presos da Petrobras, Moro observou que a regra do jogo era o pagamento de propina e a “ganância” dos dirigentes da empresa. Sem citar nominalmente Pedro Barusco, citou o seu caso, em que chegou a devolver US$ 98 milhões.
— Isso leva a uma indagação: até quanto se acha necessário cobrar propina? A pessoa cobrava 10, 20 milhões e não parava. Um real de propina já é errado , mas talvez pelo instinto da ganância. A praxe era pagar e a regra do jogo receber — disse Moro.
Ele citou o caso da compra de Pasadena, dizendo que talvez o prejuízo seja ainda maior que a propina paga.
— Há um testemunho que diz que a refinaria foi adquirida propositalmente por ser velha, porque as obras de reforma gerariam ainda mais propina — disse.
Ao ser questionado sobre em que momento percebeu que a operação Lava-jato tinha esbarrado em uma organização criminosa, com "peixes graúdos", Moro contou que foi a partir da delação premiada do ex-diretor Paulo Roberto Costa. Até então se investigava a lavagem de dinheiro de doleiros presos.
— Foi a partir da delação do Paulo Roberto Costa. Aí eu me assustei, como qualquer um assustaria.
O juiz diz que é péssimo em estatísticas e números, e sequer sabe o número atual das operações da Lava-Jato.
— Embora não se saiba o final dessa história, com o resultado que já alcançamos, podemos, como país, nos orgulhar — avaliou Moro, dizendo que apesar de receber muito elogios, os trunfos até agora são o resultado do trabalho de uma equipe enorme de procuradores, policiais e autoridades envolvidas na operação.
— Foi possível chegar nesse momento porque a operação teve o apoio da sociedade. Esse não é um trunfo de um burocrata, de um juíz de primeira instância — completou.
Moro citou o caso da prisão de um agente do Carf, ao tentar cobrar propina do Banco Itaú, como um indicativo “alvissareiro” de que a Lava-Jato já esteja gerando uma mudança de comportamento na sociedade e nas empresas.
— Temos que continuar trabalhando. Não sei se essa conduta do Itaú foi um efeito colateral do que vem acontecendo no país nos últimos dois anos. Acima de tudo precisamos de uma sociedade e um setor empresarial mais honestos .
Moro não falou das investigações sobre o Lula. No final do evento, os participantes enviaram perguntas, mas ninguém tocou no caso que envolve o ex-presidente.
— Ninguém perguntou e se perguntassem eu não falaria, porque é um caso pendente — afirmou o juiz.

SUPERBOOK TRANSFORMA CELULARES ANDROID EM NOTEBOOK COMPLETO
O Superbook é um projeto que pretender transformar qualquer smartphone Android em um notebook. O dispositivo consiste em um laptop com um sistema operacional próprio que não funciona sem um celular plugado via USB. Assim, ao fazer a conexão, o usuário encontra como se fosse o aparelho móvel dentro de um PC comum, com suporte ao cursor do mouse, atalhos de teclado e ajustes de aplicativos para a tela maior. A ideia de transformar um smartphone em um computador pode não ser exatamente nova, lembrando até mesmo a proposta do Chromebook ao colocar apps de Android no aparelho. No entanto, ainda assim o Superbook dispõe de vantagens interessantes e dispensa uma grande quantidade de cabos e periféricos. Download grátis do app do TechTudo: receba dicas e notícias de tech no Android ou iPhone. O aparelho tem tela de 11,6 polegadas e oferece uma carga extra para o celular, além de bateria com autonomia de 8 horas. O touchpad tem suporte a gestos e o teclado vem com teclas especiais do Android. Um ponto interessante do projeto é o suporte a celulares mais modestos. As únicas exigências são processador de pelo menos dois núcleos, 1,5 GB de RAM, suporte ao USB-OTG e mínimo de Android 5.0 instalado com 25 MB livres no armazenamento principal do celular. O laptop é bem compacto, com apenas 900 gramas. A tela de 11,6 polegadas tem resolução HD (1366 x 768 pixels) e o projeto conta também com bateria interna, que além de alimentar o uso do acessório pode também recarregar o celular conectado. O Superbook tem previsão de entrega para fevereiro de 2017. Os usuários interessados podem garantir um kit com o notebook, um USB-OTG e um adaptador de carga por US$ 99 (R$ 325 em conversão direta). O frete para o Brasil é de US$ 40 (R$ 130). (Fonte: http://www.techtudo.com.br/noticias/noticia/2016/07/superbook-transforma-celulares-android-em-notebook-completo.html)

MANCHA VERMELHA EM JÚPITER É FONTE INTENSA DE CALOR, DIZ ESTUDO
Conhecida por ser a maior tempestade de todo o Sistema Solar, a Grande Mancha Vermelha na superfície de Júpiter é também uma imensa fonte de energia. A temperatura na atmosfera acima dela é centenas de graus mais alta que em qualquer outro lugar do planeta, segundo um novo estudo publicado na quarta-feira, 27, na revista Nature. Utilizando telescópios localizados na Terra, os cientistas observaram emissões infravermelhas de Júpiter e descobriram que a temperatura na parte superior da atmosfera, acima da Grande Mancha Vermelha, é de aproximadamente de 1300°C - centenas de graus mais quente que em qualquer outro lugar do planeta. Os cientistas, liderados por James O’Donoghue, da Universidade de Boston, afirmam que a tempestade gigante na Grande Mancha Vermelha pode ser a fonte de energia dessa parte excepcionalmente quente da atmosfera joviana. No artigo, os autores concluíram que a Grande Mancha Vermelha produz dois tipos de ondas turbulentas de energia - ondas gravitacionais e ondas acústicas -, que colidem e aquecem a parte superior da atmosfera. Segundo os autores do estudo, a descoberta é a última peça de um quebra-cabeças que tem deixado os cientistas perplexos desde 1973, quando a nave Pioneer 10, da Nasa, sobrevoou Júpiter e fez as primeiras medições de temperatura de sua superfície. Na época, eles concluíram que sua atmosfera é muito mais quente do que o esperado caso o Sol fosse sua única fonte de calor. Como Júpiter está cinco vezes mais longe do Sol que a Terra, de acordo com os cálculos dos cientistas, esperava-se que a energia solar que chega ao planeta deixasse a temperatura da parte superior de sua atmosfera em torno de 73°C negativos. Mas a temperatura medida, na época, foi de cerca de 570°C. "Com o aquecimento solar descartado, nós desenhamos um estudo para mapear a distribuição de calor sobre todo o planeta, para buscar anomalias nas temperaturas que poderiam ajudar a explicar de onde vem essa energia", disse O'Donoghue. Os astrônomos mediram a temperatura do planeta observando suas emissões invisíveis de radiação infravermelha. O topo das nuvens que podem ser observadas sobre Júpiter estão a cerca de 50 quilômetros de sua superfície. As emissões infravermelhas medidas vinham de uma região 800 quilômetros acima. "Vimos quase imediatamente que as temperaturas máximas em grandes altitudes estavam justamente sobre a Grande Mancha Vermelha, que gira lá embaixo. Seria uma coincidência, ou uma pista importante?", disse O'Donoghue. Resolver o mistério da "crise de energia" em Júpiter tem implicações para todo o Sistema Solar e também para planetas de outros sistemas, segundo os cientistas. Eles afirmam que as temperaturas mais altas do que as esperadas apenas com a radiação solar não ocorrem apenas em Júpiter, mas também em Saturno, Urano, Netuno e provavelmente em todos os planetas gigantes da galáxia. "A transferência de energia de baixo para o alto da atmosfera já foi simulada em modelos planetários, mas não havia sido sustentada por observações. As temperaturas extremamente altas observadas sobre a tempestade parecem ser a evidência concreta dessa transferência de energia, indicando que o planeta todo pode produzir calor e fornecendo uma explicação plausível para a 'crise de energia'", disse O'Donoghue. A Grande Mancha Vermelha foi descoberta no século 17, depois que Galileu Galilei introduziu na astronomia o uso do telescópio. Com seu padrão de gases coloridos que giram, ela é frequentemente chamada de "furacão perpétuo". A tempestade tem variado em tamanho e cores ao longo dos séculos. Com tamanho três vezes maior que o diâmetro da Terra, a Grande Mancha Vermelha tem ventos que levam seis dias para completar uma volta. O próprio planeta Júpiter, com massa 300 vezes maior que a da Terra, também gira incrivelmente rápido, completando uma volta a cada dez horas. 

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