Seja bem vindo ao "Blog do Borjão"

sexta-feira, 29 de abril de 2016

RAPIDINHAS DO BLOG...

RECEITA VAI IDENTIFICAR DONOS DE OFFSHORE
A Receita Federal vai exigir que as empresas nacionais registradas fora do Brasil, conhecidas como offshore, localizadas na maioria das vezes em paraísos fiscais, identifiquem quem são os seus beneficiários finais. Descobrir os verdadeiros donos – sempre pessoas físicas – que se escondem por trás dessas empresas é uma tarefa difícil e demorada. Esse é, por exemplo, um dos principais entraves encontrados pelos investigadores da Operação Lava Jato, que apura as denúncias de corrupção na Petrobrás e outras empresas estatais. A medida foi antecipada pelo ‘Estado’ em fevereiro. As informações sobre o beneficiário final vão fazer parte do Cadastro Nacional das Pessoas Jurídicas (CNPJ) e ajudarão nas investigações de corrupção, sonegação fiscal e lavagem de dinheiro. Instrução Normativa da Receita, que será publicada noDiário Oficial da União na próxima semana, vai inicialmente exigir as informações das novas empresas. O Fisco pretende cobrar depois os mesmos dados das empresas já em funcionamento. A Receita avalia ainda um recadastramento nacional do CNPJ. A identificação dos controladores das offshore é uma cobrança dos organismos internacionais e faz parte da Estratégia Nacional de Combate à Corrupção e Lavagem de Dinheiro (Enccla). Pela norma que entrará em vigor, as novas empresas terão 90 dias depois de abertas para apresentarem as informações, inclusive com comprovação documental. Se esse procedimento não for feito, a Receita vai suspender o registro do CNPJ e elas não poderão mais fazer negócio no Brasil. “Com o tempo, vamos alcançar todas as empresas”, disse ao o secretário da Receita, Jorge Rachid. Segundo ele, todas as administrações tributárias do mundo estão exigindo os dados dos beneficiários finais. À frente da área de inteligência da Receita, o coordenador de Pesquisa e Investigação da Receita, Gerson Schaan, disse que o conhecimento desse relacionamento é fundamental para a responsabilização e penalização dos ilícitos. Segundo Schaan, as empresas offshore têm sido apontadas, em recentes investigações de lavagem, corrupção e blindagem patrimonial, como meio de ocultação da origem ilícita de capitais remetidos ao exterior, ou para o recebimento de valores relativos a atos ilícitos praticados no País. Os países onde frequentemente estão sediados favorecem a ocultação do real proprietário dos bens e valores movimentados. A existência de empresas com ações ao portador, e de arranjos legais conhecidos como “trusts”, permitem a ocultação. “O anonimato é a garantia da impunidade”, diz Schaan. Será dado um período de adaptação à norma, que ainda não foi fechado. O prazo está em negociação para não afetar o ambiente de negócios do País, já que a exigência vai valer não só para as offshore, como também para todas as empresas nacionais que forem abertas.

CIENTISTAS CRIAM SENSOR QUE DETECTA CÂNCER, ALZHEIMER E PARKINSON
Pesquisadores do Laboratório Nacional de Nanotecnologia (LNNano), em Campinas (SP), criaram um biosensor capaz de detectar moléculas relacionadas a doenças neurodegenerativas, como Alzheimer e Parkinson, e a alguns tipos de câncer. Além da portabilidade e do baixo custo, outra vantagem do aparelho é a sensibilidade com que detecta as moléculas, ajudando no diagnóstico das enfermidades. O equipamento surgiu a partir do projeto intitulado "Desenvolvimento de novos materiais estratégicos para dispositivos analíticos integrados", que envolve pesquisadores de diferentes áreas no desenvolvimento de dispositivos do tipo point of care, como são chamados os sistemas de testes simples executados junto com o paciente. Carlos Cesar Bufon, coordenador do laboratório, explica que com essas plataformas doenças complexas podem ser diagnosticadas de forma rápida, segura e relativamente barata. Isso porque a tecnologia utiliza sistemas em escala nanométrica para identificar as moléculas no material analisado. Ele destaca ainda que é a primeira vez que a tecnologia de um transistor orgânico é utilizada para diagnosticar doenças degenerativas. E que o dispositivo tem mais sensibilidade nas análises. “Elas podem ser identificadas mesmo estando presentes em baixas concentrações no material examinado”, conta o pesquisador. “Isso porque as reações são detectadas em escala nanométrica, ou seja, de milionésimos de milímetros”, completa. Outra vantagem é que o sistema pode ser adaptado para detectar outras substâncias, como moléculas relacionadas a diferentes doenças e elementos presentes em material contaminado. Ele também poderá ser usado em outras aplicações, bastando alterar as moléculas incorporadas no sensor e que reagirão na presença dos componentes químicos. O trabalho desenvolvido no laboratório visa a criar soluções para responder com agilidade a uma série de demandas. A pesquisa que resultou no biosensor - e que teve a coordenação de Carlos Cesar Bufon - é de autoria dos pesquisadores Rafael Furlan de Oliveira, Leandro das Mercês Silva e Tatiana Parra Vello.  O biosensor funciona como um dispositivo eletrônico manufaturado sobre uma plataforma de vidro. Nele, um transistor é formado por uma camada orgânica em escala manométrica e que contém uma substância, o peptídeo glutationa reduzida (GSH), que reage quando entra em contato com uma enzima - a glutationa S-transferase (GST), relacionada a doenças como Parkinson, Alzheimer e câncer de mama. A reação GSH-GST é detectada pelo transistor e pode ser utilizada no diagnóstico das doenças. O Laboratório de Nanotecnologia foi criado em 2011 e é vinculado ao Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), ligado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. A pesquisa que resultou no equipamento que detecta doenças foi publicada na revista internacional Organic Electronics. Ela é continuidade de um trabalho premiado no exterior sobre plataformas para sensoriamento químico, físico e biológico.

ORGANIZAÇÕES CRIAM O MAIS PRECISO MAPA DA SUPERFÍCIE TERRESTRE EM 3D
Duas entidades japonesas terminaram de gerar o mapa em três dimensões mais preciso até o momento da superfície terrestre, uma tecnologia pensada para o desenvolvimento de infraestruturas e a prevenção de desastres. As duas organizações, a empresa de tecnologias da informação NTT DATA e o Centro de Tecnologia de Detecção Remota do Japão (RESTEC), anunciaram nesta terça-feira, 26, que completou a cobertura deste serviço de cartografia 3D, que agora cobre inclusive a Antártida. O produto, batizado AW3DTM e lançado em 2014 para áreas limitadas da Ásia, emprega o modelo de elevação digital (DEM) com uma resolução de cinco metros que utiliza cerca três milhões de imagens tomadas pelo satélite ALOS da Agência Aeroespacial do Japão (JAXA). Esta tecnologia representa uma grande melhora a respeito de mapas do globo em 3D — que até agora ofereciam resoluções de entre 90 e 30 metros — e está disponível como serviço sob demanda para qualquer indivíduo ou organização que requeira dados cartográficos de áreas geográficas a escolher. Entre os serviços que são ofertados sob demanda, e foram incluídas também recriações em formato de mapa vetorial de edifícios e estruturas em 3D com resoluções de entre 2 e 0,5 metros que permitem realizar diferentes tipos de simulações. As aplicações do AW3DTM vão desde o desenvolvimento de projetos de construção e infraestrutura ou estudos de logística e de exploração de recursos até a identificação de zonas de risco potencial em caso de desastres naturais como inundações e deslizamentos de terra. 

Nenhum comentário: