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segunda-feira, 25 de abril de 2016

RAPIDINHAS DO BLOG...

BRASIL FECHA 118 MIL VAGAS DE TRABALHO FORMAIS NO PIOR MARÇO EM 25 ANOS
O Brasil completou em março 12 meses ininterruptos de fechamento de vagas com carteira assinada, segundo informações divulgadas na sexta-feira (22) pelo Ministério do Trabalho. O último mês com contratações acima das demissões foi março do ano passado, quando foram criados 19,2 mil postos de trabalho. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados. Os números oficiais mostram as demissões superaram as contratações em 118.776 vagas formais em março de 2016, no que foi o pior resultado, para este mês, desde o início da série histórica do governo, em 1995. Deste modo, foi o pior mês de março em 25 anos. A demissão de trabalhadores acontece em meio à forte queda do nível de atividade, com a economia brasileira passando pela maior recessão dos últimos 25 anos. No ano passado, o PIB "encolheu" 3,8% e, para este ano, a previsão do mercado financeiro é de um recuo de igual intensidade.
PRIMEIRO TRIMESTRE
No acumulado do primeiro trimestre deste ano, o país perdeu 319.150 empregos formais. No mesmo período do ano passado, 50.354 trabalhadores com carteira assinada foram demitidos. Segundo o governo, o resultado dos três primeiros meses deste ano também foi pior, para este período, desde o início da série histórica do Ministério do Trabalho, em 2002. Os números de criação de empregos formais do primeiro trimestre, e de igual período dos últimos anos, foram ajustados para incorporar as informações enviadas pelas empresas fora do prazo nos meses de janeiro e fevereiro. Os dados de março ainda são considerados sem ajuste.
DEMISSÕES DE 1,85 MILHÃO DE TRABALHADORES EM 12 MESES
O Ministério do Trabalho informou também que, nos últimos doze meses, foi registrada a demissão de 1.853.076 trabalhadores com carteira assinada. Com isso, o total de trabalhadores empregados formalmente no país somou 39,37 milhões de pessoas em março deste ano, contra 41,22 milhões de pessoas empregadas, com carteira assinada, no mesmo mês do ano passado.
SETORES
No mês passado, quase todos os setores da economia demitiram trabalhadores, com exceção da administração pública, que contratou 4.335 pessoas. O setor de comércio liderou o fechamento de vagas com carteira assinada em março deste ano, com 41.978 demissões – seguido pela indústria de transformação (24.856 vagas fechadas). A construção civil fechou 24.184 postos formais em março, ao mesmo tempo em que o setor de serviços registrou a demissão de 18.654 trabalhadores, segundo o Ministério do Trabalho. Já a agricultura teve o fechamento de 12.131 postos de trabalho em março, enquanto que a indústria extrativa mineral demitiu 964 empregados no mês passado.
NÚMEROS REGIONAIS
Segundo o Ministério do Trabalho, houve o registro de demissões em todas as regiões do país em março de 2016. A região Sudeste foi a que teve mais trabalhadores demitidos no mês passado, quando 58.004 pessoas perderam o emprego. A região Nordeste, por sua vez, registrou a demissão de 46.269 trabalhadores, enquanto a região Norte contabilizou o fechamento de 10.706 vagas formais. Já a região Sul fechou 2.855 empregos com carteira assinada no mês passado e, a região Centro-Oeste, apresentou um saldo de 942 vagas formais fechadas. Das 27 unidades da federação (26 estados e o Distrito Federal), apenas quatro tiveram aumento do emprego formal em março deste ano. São eles: Rio Grande do Sul (4.803 postos), Goiás (3.331 postos), Roraima (220 empregos) e Mato Grosso do Sul (187 postos formais em março).

DIAMANTE BRASILEIRO REVELA QUE INTERIOR DA TERRA TEM RESERVATÓRIO DE ÁGUA
Há 150 anos, em "Viagem ao Centro da Terra", o escritor francês de ficção científica Júlio Verne descreveu um amplo oceano existente nas profundezas da superfície terrestre. Hoje, essa estranha e assombrosa imagem encontrou eco inesperado em um estudo científico. Em artigo publicado na conceituada revista "Nature", cientistas disseram ter encontrado um pequeno diamante que aponta para a existência de um vasto reservatório abaixo do manto da Terra, cerca de 400 a 600 quilômetros abaixo dos nossos pés. "Essa amostra fornece, de fato, confirmações extremamente fortes de que há pontos locais úmidos profundos na Terra nessa área", declarou o principal autor do estudo, Graham Pearson, da Universidade de Alberta, no Canadá. "Essa zona particular da Terra, a zona de transição, pode conter tanta água quanto todos os oceanos juntos", explicou Pearson. "Uma das razões, pelas quais a Terra é um planeta tão dinâmico, é a presença de água em seu interior. A água muda tudo sobre a maneira como o planeta funciona", completou. A prova vem de um mineral raro que absorve água chamado ringwoodite, procedente da zona de transição espremida entre as camadas superior e inferior do manto terrestre, explicam os especialistas. A análise do material revelou que a rocha contém uma quantidade significativa de moléculas de água, da ordem de 1,5% de seu peso. O manto se situa sob a crosta terrestre, até o núcleo da Terra, a uma profundidade de 2.900 quilômetros. Entre as duas grandes partes do manto - o superior e o inferior -, encontra-se uma zona chamada de "transição", entre 410 km e 660 km de profundidade. O principal mineral do manto superior é a olivina. Quando a profundidade e, consequentemente, a pressão aumentam, a olivina se transforma, mudando de estado. Entre 410 km e 520 km, ela vira wadsleyite e, entre 520 km e 660 km, chega a ringwoodite, um mineral que contém água. Essa variedade de olivina já foi encontrada em meteoritos, mas nunca oriunda da Terra, justamente por se encontrar a uma profundidade inacessível. "Até hoje, ninguém nunca viu ringwoodite do manto da Terra, ainda que os geólogos estejam convencidos de sua existência", destacou o geólogo Hans Keppler, da Universidade de Bayreuth, na Alemanha, no editorial publicado na "Nature". O mineral ringwoodite foi descoberto pela equipe de Graham Pearson quase por acaso, em 2009, quando os pesquisadores examinavam um diamante marrom sem valor comercial, de apenas três milímetros, procedente da cidade brasileira de Juína, no estado do Mato Grosso. A amostra foi submetida à análise por espectroscopia e difração por raio-X durante vários anos até ser oficialmente confirmada como ringwoodite, tornando-se a primeira prova terrestre dessa rocha super-rara. O grupo acredita que o diamante tenha chegado à superfície da Terra durante uma erupção vulcânica. A equipe de Graham Pearson não fala, porém, em água na forma líquida, e sim, contida nesse mineral bem particular. Ainda falta determinar, como ressaltou Hans Keppler, se a amostra de ringwoodite analisada é representativa do conjunto da zona de transição do manto terrestre. O nome Ringwoodite vem do geólogo australiano Ted Ringwood, segundo o qual um mineral especial criaria uma zona de transição devido às altas pressões e temperaturas nessa área. Pearson defendeu que as implicações dessa descoberta são profundas. Se existe água, em grande volume, abaixo da crosta terrestre, isso implica um possível impacto significativo nos mecanismos dos vulcões e no movimento das placas tectônicas.

HACKERS VENDEM DADOS DE CARTÕES ROUBADOS DE LOJAS E HOTÉIS
A empresa de segurança FireEye divulgou um relatório detalhando as atividades de um grupo criminoso batizado pela companhia de "FIN6". Segundo a empresa, os hackers invadem sistemas de ponto de venda em hotéis e em lojas de varejo, capturando as informações de milhões de cartões de crédito de clientes para comercializá-las no submundo da internet. Parte da atividade do FIN6 permanece um mistério. A FireEye ainda não conseguiu determinar com exatidão como os hackers invadem as redes das empresas para instalar o programa espião nos pontos de venda. Investigações da Mandiant, um dos grupos de analistas da FireEye, descobriram que os hackers já possuíam credenciais de acesso (usuário e senha) válidos para acessar as redes das vítimas. A companhia acredita, com base em alguns casos, que os criminosos obtiveram as senhas a partir de outro ataque, um vírus chamado de "GRABNEW" e que é distribuído amplamente por e-mails maliciosos. Com essas senhas, os hackers vasculham a rede da empresa procurando por sistemas de ponto de venda (os "caixas" e balcões de cobrança). Quando um desses sistemas é localizado, os hackers instalam um vírus chamado de "TRINITY". Esse programa monitora a memória do computador em busca de dados de trilhas de cartões. De acordo com a FireEye, dois mil sistemas foram contaminados com o TRINTY, expondo milhões de cartões de crédito. Depois de capturadas, as informações dos cartões vão parar em uma "loja de cartões" no submundo da web, que chegou a oferecer 15 milhões de dados de cartões de crédito associados a uma única operação da gangue FIN6. Em média, cada cartão de um consumidor norte-americano é vendido por US$ 21 (cerca de R$ 75). Segundo a empresa, é possível que essa loja seja operada por terceiros e receba dados de cartões de diversos grupos e não apenas do FIN6. A FireEye não divulgou quais os países atacados pela gangue. No entanto, como o vírus TRINTY faz a cópia de dados da trilha de cartões, é pouco provável que ele tenha muito êxito na Europa, no Brasil e em outros lugares que já adotaram cartões com chip. Em pelo menos um dos casos analisados pela FireEye, com quase 20 milhões de cartões, a maioria deles era dos Estados Unidos. 

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