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terça-feira, 19 de abril de 2016

RAPIDINHAS DO BLOG...

BNDES DEVE PERDER R$ 10 BI DE FUNDOS DO FGTS
Quase um ano após o conselho curador do FGTS ter autorizado a transferência de R$ 10 bilhões do fundo que aplica recursos do trabalhador em infraestrutura - e que acumula patrimônio bilionário -, o banco de fomento deve perder o direito de usar a verba. O Ministério do Trabalho e Previdência Social já avisou que, se o banco e o fundo não entrarem em acordo, o dinheiro deve ser realocado para financiar a casa própria. Neste momento, oficialmente, o BNDES diz estar impedido de sacar os recursos porque responde a uma ação trabalhista movida pela associação dos servidores da instituição, que pede, entre outras coisas, a incorporação de cargos. Pelas regras do FI-FGTS, as empresas sócias ou financiadas pelo fundo não podem responder a ações trabalhistas vinculadas ao trabalho escravo ou terceirização ilegal - não é o caso do processo contra o BNDES. O banco informou, em nota, que junto com a Caixa está trabalhando na estruturação da operação, "visando chegar ao formato mais adequado". Fontes a par das negociações para a transferência dos recursos disseram que a "desculpa da vez" do BNDES é "bem frágil" e os motivos para não ter sacado o dinheiro são outros. Antes da questão do processo trabalhista, o banco vinha colocando outros entraves técnicos para não sacar os R$ 10 bilhões. O dinheiro continua no caixa do FGTS e é aplicado em títulos públicos. No primeiro semestre de 2015, o banco pressionou o governo a fazer a transferência porque não tinha caixa suficiente para arcar com os desembolsos de financiamento que já tinham sido acertados com concessionárias de rodovias, portos, ferrovias, aeroportos e energia. O pagamento das pedaladas fiscais, porém, reforçou os cofres do banco na passagem de 2015 para 2016 em R$ 38 bilhões. O comitê de investimento do FI-FGTS escolheu as obras que deveriam receber os financiamentos em julho de 2015. A aprovação do colegiado vale por nove meses, período que se encerrou nesse sábado. A operação será novamente discutida entre os membros do comitê - formado por representantes do governo, dos trabalhadores e dos empregadores - na reunião marcada para o fim deste mês. Para injetar esses recursos no BNDES foi preciso que o conselho curador do FGTS abrisse uma brecha na regra que impede o fundo de ter mais de 20% de todo o capital desembolsado em um mesmo grupo ou instituição. O banco ainda deve ao FI-FGTS R$ 4 bilhões dos R$ 7 bilhões dos títulos de dívida (debêntures) emitidos em 2008. Somado o que deve com o que pegaria, a exposição do FI-FGTS ao BNDES seria de quase 27% do capital comprometido. Logo depois que a operação foi aprovada pelo conselho curador do FGTS, o deputado Mendonça Filho (DEM-PE) apresentou projeto para suspender a transferência. O argumento é que o regulamento do fundo veda o repasse de recursos a instituições financeiras e bancos de desenvolvimento. O deputado diz que a operação "tem o poder de erodir o resultado do FGTS" pelo baixo retorno estipulado - 7% ao ano mais TR (Taxa Referencial). Segundo ele, normas prudenciais importantes foram deixadas de lado, "de forma a viabilizar os anseios do governo federal, ainda que em detrimento do interesse dos trabalhadores, detentores do patrimônio do FGTS". O questionamento da operação por órgãos de controle é o principal temor da equipe técnica do BNDES, que apresentou vários entraves para a operação. Em documento confidencial, obtido pelo Estado, a equipe técnica da Caixa Econômica Federal, administradora do FI-FGTS, também apontou fatores de risco à operação. O primeiro é político. Como é controlado integralmente pelo governo federal, as estratégias do banco podem ser influenciadas por fatores políticos, diz a análise. O governo, porém, não atua como garantidor do endividamento assumido pelo BNDES. "Caso o BNDES torne-se insolvente ou não tenha capacidade de honrar os seus compromissos assumidos, o FI-FGTS não poderá recorrer ao governo federal no que tange a garantias", alerta o documento. A questão é que o risco de calotes das empresas que receberiam esses R$ 10 bilhões do FI-FGTS é do BNDES, mas não há quem garanta a operação caso essas companhias não cumpram suas obrigações e o banco não tenha como cobrir o rombo. A Caixa afirmou que não há definição de que o banco terá "recurso suficiente em caixa" para pagar as debêntures na hipótese de eventual vencimento antecipado. De acordo com o documento, a decisão do governo de não fazer mais aportes no BNDES e a obrigação de transferir os dividendos para o Tesouro podem reduzir a "disponibilidade de recursos" para cumprir suas obrigações. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

CIENTISTAS SOLUCIONAM UM DOS MAIORES MISTÉRIOS DA NATUREZA
Cientistas elaboraram um modelo que soluciona o mistério de uma das jornadas mais espetaculares da natureza - a grande migração das borboletas monarcas (Danaus plexippus) do Canadá ao México. Ameaçadas pelo corte ilegal de árvores e uso de herbicidas, as monarcas são o único inseto a fazer uma migração tão longa. Em conjunto com biólogos, matemáticos reconstruíram o compasso interno que elas usam na jornada. Os resultados foram publicados na revista científica Cell Reports. O chefe da pesquisa, Eli Shlizerman, da Universidade de Washington, disse que, como um matemático, ele quer saber como sistemas neurobiológicos são conectados e quais regras podemos aprender a partir deles. "Borboletas monarcas (completam sua jornada) de maneira otimizada e predeterminada", disse. "Elas terminam numa locação específica no centro do México depois de dois meses de voo, economizando energia e usando apenas algumas indicações". Enquanto a maioria dos insetos hiberna no inverno, as monarcas são as únicas borboletas conhecidas que migram como pássaros, fugindo do inverno. A jornada supera o tempo de vida do inseto, que é de aproximadamente dois meses - o ciclo de ida e volta é realizado por até quatro gerações da borboleta. No trabalho com biólogos, como Steven Reppert, da Universidade de Massachusetts, Shlizerman coletou informações diretamente de neurônios nas antenas e olhos das borboletas. "Descobrimos que as indicações dependem quase totalmente do Sol", afirmou Shlizerman. "Uma é a posição horizontal do Sol e a outra é o acompanhamento da hora do dia. Isso dá (ao inseto) um compasso solar interno para viajar rumo ao sul durante o dia."
APLICAÇÕES PRÁTICAS
Após desvendar os dados que abastecem esse compasso interno, a equipe de pesquisadores criou um modelo para simulá-lo. O sistema consiste em dois mecanismos de controle - um baseado nos "neurônios relógio" das antenas das borboletas e outro nos chamados "neurônios azimute" dos olhos dos insetos. Esses mecanismos monitoram a posição do Sol. "O circuito casa esses dois sinais para informar o sistema se é preciso alguma alteração para permanecer no rumo certo. Isso é muito empolgante - mostra como um comportamento é produzido pela integração de sinais", acrescentou. Segundo o chefe da pesquisa, esses conceitos podem ser usados para produzir versões robóticas desses sistemas - algo que usa a energia e a orientação do Sol. Um dos objetivos da equipe é construir uma borboleta robótica que poderia seguir os insetos e rastrear todo o processo de migração. "É uma aplicação interessante, que poderia seguir as borboletas e até ajudar na preservação delas. Esses insetos vêm decrescendo de número na natureza, e queremos mantê-los conosco por muito tempo."

APPLE E FBI IRÃO AO CONGRESSO SE ENFRENTAR NOVAMENTE POR CRIPTOGRAFIA
A Apple e o FBI retornarão ao Congresso dos Estados Unidos, na próxima semana, para testemunhar diante dos parlamentares sobre o acalorado desentendimento em torno do pedido não atendido para burlar a criptografia do iPhone de um atirador. A convocação foi anunciada por um comitê do Congresso na semana passada. Nesta terça-feira (19), o conselheiro-geral da Apple, Bruce Sewell, e a diretora-executiva assistente para ciência e tecnologia do FBI, Amy Hess, testemunharão em painéis separados do subcomitê House Energy and Commerce, além de outros agentes e de especialistas em tecnologia. O diretor do FBI, James Comey, se apresentou perante um comitê do Congresso dos EUA no mês passado para defender a busca da polícia federal norte-americana de um mandado judicial para obrigar a Apple a ajudar no desbloqueio do iPhone de um dos atiradores de San Bernardino, Califórnia. Sewell também testemunhou na audiência. Desde então, o FBI abandonou o caso de San Bernardino, pois uma terceira parte, ainda mantida em segredo, ajudou o governo a hackear o telefone. Outras testemunhas incluem o chefe do setor de inteligência do Departamento de polícia de Nova York, Thomas Galati, o comandante da Força Tarefa para Crimes Contra Crianças na Internet de Indiana, Charles Cohen, e o professor e especialista de segurança da computação da Universidade da Pensilvânia, Matthew Blaze. 

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