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segunda-feira, 18 de abril de 2016

RAPIDINHAS DO BLOG...

CÂMARA APROVA PROSSEGUIMENTO DO IMPEACHMENT DE DILMA
A Câmara dos Deputados aprovou no domingo, 17, o prosseguimento (admissibilidade) do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff no Congresso. A vitória da oposição, que atingiu os 342 votos necessários às 23h07, dimensiona o isolamento político da petista. Apesar de ter oferecido cargos em troca de votos, Dilma não conseguiu reunir os 172 apoios para travar o impedimento na Casa. Apenas PT, PC do B e PSOL permaneceram totalmente fiéis ao lado de Dilma na votação em plenário, que começou 17h46. A presidente, segundo relatos colhidos pelo Estado, afirmou que não renunciará ao cargo para o qual foi eleita pela segunda vez em 2014 e disse que vai lutar para manter o mandato no Senado. A vitória da oposição foi comemorada nas ruas das principais capitais brasileiras, logo após o plenário da Câmara dos Deputados ter referendado o relatório do deputado Jovair Arantes (PTB-GO), que recomendou o julgamento de Dilma no Senado pelo crime de responsabilidade. De acordo com o relator, a presidente desrespeitou a lei na abertura de créditos suplementares, por meio de decreto presidencial, sem autorização do Congresso Nacional e tomou emprestados recursos do Banco do Brasil para pagar benefícios do Plano Safra, nas chamadas pedaladas fiscais. Dilma nega ter cometido crime. A sessão deste domingo foi presidida por Eduardo Cunha (PMDB-RJ), alvo de inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) por conta das investigações da Operação Lava Jato. A partir de agora, confirme o rito do impeachment determinado pelo Supremo, o processo será analisado pelos senadores. O vice-presidente Michel Temer (PMDB) acompanhou a votação no Palácio do Jaburu, junto de aliados. Conforme o STF, Temer só assumirá o cargo se Dilma renunciar ou após o Senado considerar a denúncia admissível e decidir que ela precisa ser afastada por até 180 dias, período no qual acontecerá o julgamento final da presidente na Casa, composta por 81 senadores. A previsão é de que essa etapa do processo dure ao menos até a primeira quinzena de maio. 

ECONOMISTAS VEEM ROMBO DE R$ 100 BI EM 2016 E 2017 NAS CONTAS DO GOVERNO
Economistas consultados pelo Ministério da Fazenda estimam que as contas do governo federal vão mostrar déficits de cerca de R$ 100 bilhões neste e no próximo ano. De acordo com a pesquisa Prisma Fiscal realizada no mês passado pelo ministério, e divulgada nesta quinta-feira (14), a previsão para o resultado negativo em 2016 passou de R$ 79,5 bilhões em fevereiro para R$ 100,5 bilhões em março. Para 2017, a projeção de déficit passou de R$ 71,3 bilhões para R$ 103,5 bilhões. Os cerca de 25 analistas consultados reviram para baixo, novamente, as estimativas de arrecadação de tributos e outras receitas e aumentaram a projeção de despesas para os dois anos. O governo já estima um resultado negativo de quase R$ 100 bilhões neste ano nas contas públicas. Nesta semana, a Fazenda deve enviar ao Congresso a previsão para o rombo em 2017. Desde 2013 as contas públicas não fecham com resultado positivo. A projeção para a dívida bruta passou de 74,15% para 74,35% do PIB em 2016 e de 78,75% para 80% do PIB no próximo ano, segundo a pesquisa da Fazenda. Em relatório divulgado nesta quarta-feira (13), o FMI (Fundo Monetário Internacional) prevê que a dívida bruta continuará subindo, para quase 92% do PIB (Produto Interno Bruto) em 2021. O FMI prevê que o setor público brasileiro vai continuar com suas contas desequilibradas até 2019, para somente em 2020 voltar a registrar superávit primário -economia para pagar os juros da dívida. O Prisma Fiscal foi lançado pelo Ministério da Fazenda no fim do ano passado, nos moldes na pesquisa Focus, feita pelo Banco Central semanalmente com economistas de fora do governo sobre suas perspectivas para indicadores econômicos como PIB e inflação.

O REVOLUCIONÁRIO PROJETO DE VIAGEM INTERESTELAR APOIADO POR STEPHEN HAWKING
O físico Stephen Hawking anunciou apoio a um projeto que pretende enviar uma pequena nave espacial - do tamanho de um chip usado em equipamentos eletrônicos - para uma viagem interestelar daqui a uma geração. O veículo viajaria trilhões de quilômetros, muito mais distante do que qualquer outra nave. Um programa de pesquisa de US$ 100 milhões (cerca de R$ 350 milhões) para o desenvolvimento das "naves estelares" do tamanho de pequenos chips eletrônicos foi lançado pelo milionário Yuri Milner e apoiado pelo fundador do Facebook, Mark Zuckerberg. A viagem interestelar tem sido um sonho para muitos, mas ainda enfrenta muitas barreiras tecnológicas. Entretanto, Hawking disse à BBC News que a fantasia pode ser realizada mais cedo do que se pensa. "Para que nossa espécie sobreviva, precisamos finalmente alcançar as estrelas", disse. "Os astrônomos acreditam que haja uma chance razoável de termos um planeta parecido com a Terra orbitando uma estrela no sistema Alfa Centauri. Mas saberemos mais nas próximas duas décadas por intermédio de dados dos nossos telescópios na Terra e no espaço". Ainda de acordo com Hawking, "os avanços tecnológicos das últimas duas décadas e os avanços futuros tornarão (a viagem interestelar) possível dentro de uma geração". O físico está apoiando um projeto da Fundação Mr. Milner's Breakthrough, uma organização privada que financia iniciativas de pesquisas científicas consideradas muito ambiciosas por fundos governamentais. A organização reuniu um grupo de cientistas especialistas no assunto para avaliar a possibilidade de desenvolver naves espaciais capazes de viajar para outros sistemas estelas dentro de uma geração e ainda enviar informações de volta à Terra. O sistema estelar mais próximo está distante 40 trilhões de quilômetros. Com a tecnologia disponível atualmente, chegar lá levaria cerca de 30 mil anos. O grupo concluiu que com um pouco mais de pesquisa e desenvolvimento seria possível projetar uma aeronave espacial que reduziria esse tempo para somente 30 anos. "Eu disse anteriormente que até poucos anos atrás viajar para outras estrelas nesse tipo de velocidade seria impossível", disse o cientista Pete Worden, que lidera o projeto. Ele é o presidente da Fundação Breakthrough Prize e ex-diretor do centro de pesquisas Nasa Ames, no Vale do Silício, na Califórnia. "Mas o grupo de especialistas descobriu que, por causa dos avanços em tecnologia, parece haver um conceito que pode funcionar". Esse conceito é reduzir o tamanho da aeronave para o de um chip usado em equipamentos eletrônicos. A ideia é lançar milhares dessas "mininaves" na órbita da Terra. Cada um teria um navegador solar. Seria como uma vela em um barco - mas o sistema seria impulsionado pela luz, em vez de vento. Um laser gigante na Terra daria a cada uma das naves um poderoso empurrão que as ajudaria a alcançar 20% da velocidade da luz. Tudo isso soa como ficção científica, mas Yuri Milner acredita que é tecnicamente possível desenvolver essa nave espacial e chegar a outro sistema estelar ainda nos próximos anos. "A história humana tem grandes saltos. Há exatos cinquenta anos, Yuri Gagarin se tornou o primeiro homem no espaço. Hoje estamos nos preparando para o próximo salto: as estrelas", disse o milionário. Mas antes de projetar naves espaciais capazes de chegar a outras estrelas, há muitos problemas a serem superados. Uma prioridade é desenvolver câmeras, instrumentos e sensores em miniatura capazes de caber em um chip, assim como projetar um navegador solar forte o suficiente para ser atingido por um laser poderoso por vários minutos e encontrar uma forma de captar imagens e informações do novo sistema estelar para serem enviados de volta à Terra. O professor Martin Sweeting, pesquisador do Centro espacial de Surrey, na Inglaterra, e presidente da empresa de engenharia espacial especializada em pequenos satélites Surrey Satellite Technology, quer se envolver no projeto. Ele fundou a empresa há 30 anos e foi responsável pela redução de custo e de tamanho dos satélites. "Muito do que fizemos nos anos 80 foi considerado muito maluco, mas agora pequenos satélites estão na moda. Esse projeto (de viagem interestelar) parece uma ideia de maluco, mas novas tecnologias surgiram e agora isso não é mais maluquice, é só difícil", disse ele à BBC News. Andrew Coates, do laboratório de ciência espacial Mullard, que é parte da Universidade de Londres, concorda que o projeto é desafiador, mas não impossível. "Teríamos muitas dificuldades a resolver, como mecanismos de resistência à radiação espacial e ao ambiente empoeirado, a sensibilidade dos instrumentos, a interação entre o poder dos lasers que impulsionariam as naves e atmosfera da Terra, a estabilidade na nave espacial e o fornecedor de energia", afirma. Mas, segundo ele, "devemos olhar com atenção para esse conceito se realmente quisermos alcançar outro sistema estelar dentro de uma geração". Stephen Hawking acredita que o que antes era um sonho distante epode e deve se tornar uma realidade dentro de três décadas. "Não há alturas mais altas a serem alcançadas do que as estrelas. Não é sábio manter todos os novos ovos em uma cesta frágil", disse ele. "A vida na Terra enfrenta perigos astronômicos como asteroides e supernovas". 

ENTENDA COMO FUNCIONA O NOVO SISTEMA DE CRIPTOGRAFIA DO WHATSAPP
Quem usou o WhatsApp a partir de 05 de abril foi surpreendido por um aviso: "As mensagens que você enviar para esta conversa e ligações agora são protegidas com criptografia de ponta a ponta." Na prática, isso quer dizer que, a partir de agora, o sistema de segurança padrão do aplicativo protege a privacidade do usuário até mesmo da empresa que o desenvolve, o Facebook. A criptografia "end to end", ou ponta a ponta, refere-se a um sistema em que a mensagem sai codificada do dispositivo que a envia e só é decodificada quando chega ao destinatário. O funcionamento pode ser explicado por uma simples analogia. O remetente manda a quem vai enviar a mensagem um "cadeado virtual" para o qual só o recipiente tem a chave. O emissor tranca a mensagem com este cadeado e a envia ao destinatário, que a destrava com sua chave única. Como o conteúdo passa pelos servidores da empresa que provê o serviço de mensagens usando um forte esquema de cifragem, mesmo se a companhia for pressionada a entregar os dados de um ou de um grupo de usuários, eles não estarão acessíveis. A mudança no WhatsApp vem em um momento em que o debate sobre o uso de criptografia está acirrado. A Apple enfrentou recentemente pressão do FBI e do Departamento de Justiça norte-americano para que destravasse o iPhone de um suspeito de terrorismo, morto durante um atentato na cidade de San Bernardino, na Califórnia, no final de 2015. A empresa alegou que não faria o procedimento, pois a quebra do esquema de segurança deixaria outros usuários vulneráveis. Outras companhias de tecnologia, entre elas o Facebook, saíram em defesa da fabricante do iPhone, sob o argumento de que estariam protegendo a privacidade de seus usuários. Alguns especialistas dizem que esse tipo de codificação ajudaria a proteger cidadãos mesmo em casos de espionagem, internacional ou doméstica, como os programas de vigilância das agências de inteligência revelados por Edward Snowden em 2013. Para as empresas, a criptografia ponta a ponta também funcionaria como uma salvaguarda, no caso de serem pressionadas por governos a entregarem os dados de seus usuários. Como nem mesmo elas teriam acesso às informações, não teriam como cumprir uma eventual ordem judicial. Por outro lado, críticos do sistema dizem que a tecnologia pode ser usada por criminosos e terroristas para planejarem suas ações. Depois dos ataques em Paris, em novembro do ano passado, o aplicativo Telegram foi alvo de polêmica já que supostamente seria um ambiente seguro para milicianos do Estado Islâmico se comunicarem. O aplicativo, de origem russa, usa criptografia "end to end" desde seu lançamento. No caso do Apple, os aplicativos iMessage e Facetime são exemplos de softwares que usam a criptografia ponta a ponta. 

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