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sexta-feira, 15 de abril de 2016

RAPIDINHAS DO BLOG...

INFLAÇÃO PELO IGP-10 DESACELERA, MAS ACUMULA ALTA DE 10,8% EM 12 MESES
No ano, o indicador acumula alta de 3,25% e, em 12 meses, de 10,82%. O IGP-10, que registra a inflação de preços de matérias-primas agrícolas e industriais a bens e serviços finais, é formado por 60% do Índice de Preços por Atacado, 30% do Índice de Preços ao Consumidor e 10% do Índice Nacional de Custos da Construção. O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), subíndice usado para calcular o IGP-10, perdeu força, passando 0,56% para 0,35%. Também integrante do cálculo, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) registrou variação de 0,43%, em abril, ante 0,61%, em março, com destaque para o grupo habitação (de 0,12% para -0,20%). O IGP-10 é calculado com base nos preços coletados entre os dias 11 do mês anterior e 10 do mês de referência.

CHIP NO CÉREBRO AJUDA TETRAPLÉGICO A RECUPERAR MOVIMENTO DA MÃO
Um americano com os quatro membros paralisados conseguiu usar os dedos e pulso graças a uma técnica inovadora. Trata-se do primeiro caso médico onde foi possível converter o pensamento de um paciente paralisado em movimentos sofisticados dos membros, de acordo com um estudo publicado na revista "Nature". Este sistema é capaz de restabelecer a comunicação entre o cérebro e os músculos contornando a medula espinhal danificada. Um chip implantado no cérebro do paciente transmite os pensamentos do tetraplégico a um computador que descodifica e envia comandos para os músculos do braço. A paralisia é provocada pela interrupção do caminho dos sinais entre o cérebro e os músculos. Os pesquisadores desenvolveram uma estratégia para reconectar o cérebro aos músculos do paciente, permitindo que ele tenha controle dos movimentos dos membros paralisados por meio de seus pensamentos. "Estamos mostrando pela primeira vez que um paciente tetraplégico é capaz de melhorar seu nível de função motora e movimentos das mãos" disse o médico Ali Rezai, coautor do estudo e neurocirurgião do Ohio State’s Wexner Medical Center. Resultados anteriores, de 2014, já tinham demonstrado que a estratégia permitia que o paciente abrisse e fechasse as mãos ao pensar nos movimentos que queria fazer. Agora, ele é capaz de realizar movimentos mais sofisticados, como pegar uma colher, segurar um telefone em seu ouvido ou jogar videogame.
ACIDENTE DURANTE MERGULHO
O paciente que testou a técnica é Ian Burkhart, um jovem de 24 anos que, há seis anos, ficou tetraplégico depois de um acidente durante um mergulho. Em abril de 2014, ele recebeu um chip menor do que uma ervilha em seu cérebro em uma cirurgia de três horas de duração. Durante meses, Burkhart usou uma manga de eletrodos para estimular seu antebraço e fortalecer seus músculos atrofiados para que eles respondessem melhor à estimulação elétrica necessária para a aplicação da técnica. Após 15 meses de reabilitação, com três sessões semanais, o paciente já era capaz de pegar uma garrafa e despejar o seu conteúdo em um frasco. Também podia segurar um telefone ao ouvido, mexer o café, pegar uma colher. Ele agora toca guitarra através de um videogame. "Isso realmente abre muitas portas para movimentos mais complexos", indicou Chad Bouton, um dos autores do estudo e pesquisador do Feinstein Institute for Medical Research nos Estados Unidos. "O que tentamos fazer é ajudar as pessoas a recuperar o controle sobre seu corpo". "Esperamos que essa tecnologia vá evoluir para um sistema sem fio que conecta os sinais do cérebro e os pensamentos ao mundo exterior para melhorar a função e a qualidade de vida para quem tem deficiências", diz Rezai.

ESPECIALISTAS QUEBRAM 'CRIPTOGRAFIA' DE VÍRUS QUE BLOQUEIA COMPUTADOR
Dois especialistas criaram ferramentas capazes de desfazer o estrago causado pelo vírus de resgate "Petya", uma nova praga digital que atua codificando os primeiros setores do disco rígido, o chamado "setor de inicialização". A atuação do vírus, além de impedir o acesso aos dados como outros vírus de resgate, impede o próprio acesso ao computador, obrigando a vítima a realizar o processo de obtenção da chave e pagamento em um segundo computador. O Petya começou a ser disseminado por e-mail no fim de março. Caso a vítima abra o programa, ele exige uma mensagem falsa de verificação de erro de disco enquanto na verdade codifica o setor de inicialização. Como outros vírus de resgate, depois de impedir o acesso aos dados (e ao computador), o Petya fornece instruções para que a vítima realize um pagamento para obter a senha. Análises do vírus demonstraram, porém, que a "criptografia" usada era uma simples operação lógica conhecida como "Ou exclusivo" (também conhecido como "XOR"). Essa operação lógica pode ser revertida desde que se conheça a chave e o Petya usa sempre a mesma chave. A partir disso, um programador anônimo criou um aplicativo online que gera a senha de desbloqueio do vírus de resgate a partir de certos dados obtidos do próprio disco do computador infectado. Outro programador, Fabian Wosar, criou o programa Petya Extractor (download aqui) que lê os dados necessários para esse processo. Em posse dos dados, basta usar o primeiro aplicativo para obter a chave e, em seguida, digitar a chave na tela de bloqueio do próprio vírus. A maior dificuldade é extrair o disco rígido do computador infectado e colocá-lo em uma outra máquina onde ele poderá ser lido pelo Petya Extractor. Em alguns casos, pode ser possível ler diretamente os dados do disco rígido em outro computador, sem precisar desbloqueá-lo com a chave. Com isso, o Petya entra para a lista dos vírus de resgate que não deixam os arquivos totalmente "irrecuperáveis". Infelizmente, outros tipos de vírus de resgate, como o CryptoWall - o mais comum no Brasil - continuam sem solução.

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