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quarta-feira, 13 de abril de 2016

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COM CRISE, 85% DOS BRASILEIROS AJUSTARAM GASTOS, DIZ PESQUISA
Pesquisa divulgada na terça-feira (12) revela que 85,9% dos brasileiros se viram obrigados a ajustar o orçamento doméstico por conta da crise econômica, que gerou aumento do desemprego e queda da renda. O levantamento foi feito pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e entrevistou 602 pessoas em todas as capitais e, também, em cidades do interior. Segundo a pesquisa, 87% dos entrevistados admitiram que agora estão dedicando mais tempo para pesquisar preços e 80% estão evitando comprometer sua renda com compras de calçados e roupas. O estudo ainda revela que 44,3% dos entrevistados estão com as finanças descontroladas."A inflação, os juros elevados e o desemprego pioram a situação financeira das famílias e, muitas vezes, exigem mudanças no padrão de gastos para se adequar a nova realidade. Apesar do momento difícil, essa é uma hora propícia para desenvolver hábitos mais saudáveis e evitar desperdícios e compras desnecessárias", orienta a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.
O QUE AS PESSOAS ESTÃO DEIXANDO DE FAZER
Segundo a pesquisa, a lista de restrições por conta da crise financeira abrange desde evitar comprar produtos e serviços com os quais sempre estiveram acostumados (79,1%) até optar por produtos de marcas mais baratas (76,9%); deixar de viajar (75,5%) e de sair com os amigos para bares e restaurantes (71,3%). Gastos com produtos de beleza (56,8%) e serviços como internet e celular (30,7%) e TV por assinatura (28,9%) também foram alvos de cortes, mas em menor proporção que os demais. Para completar a lista, 25,9% dos entrevistados deixaram de ir à academia e 25,1% tiveram de abandonar cursos de idioma, escolas particulares ou faculdades, informaram a CNDL e o SPC Brasil.
BRASILEIRO VAI ATRÁS DE RENDA EXTRA
A pesquisa mostra que o rearranjo das finanças que o brasileiro tem posto em prática tem como objetivo tanto o corte de despesas como o aumento de sua fonte de renda. Segundo o levantamento, 41,7% dos entrevistados que estão empregados disseram estar fazendo "bicos" ou trabalhos extras para complementar o salário. "O percentual é mais expressivo entre os jovens de 18 a 34 anos (49,5%) e membros das classes C, D e E (47,0%). Dentre os entrevistados que não estão trabalhando, o percentual de quem admite ter começado a fazer bicos para sobreviver em meio a crise é ainda maior e chega a 55% da amostra", informaram as entidades.
DESEMPREGO
De acordo com o levantamento, quatro em cada dez brasileiros (42,2%) têm algum familiar desempregado dentro da própria casa e 76,3% conhecem alguém que foi demitido nos últimos seis meses ou que tiveram de encerrar as atividades do seu negócio. Para 82,7% dos entrevistados, o desemprego seguirá aumentando em 2016. Mais de um terço (37%) dos entrevistados que estão trabalhando admitem não se sentir seguros em seus postos de trabalho. "O risco de perder o emprego e a baixa perspectiva de recolocação exerce forte influência sobre a confiança do consumidor, alimentando a queda do consumo e do próprio emprego num ciclo vicioso para a economia", analisa o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizaro Junior.
79% SÃO CONTRA VOLTA DA CPMF
Um dado que mostra a rapidez da evolução da crise é que 73,6% dos consumidores não imaginavam, há quatro anos, que o país passaria pelas dificuldades atuais. Indignação (80,1%) e vergonha (71,4%) são os principais sentimentos que a crise tem despertado na população quando ouvem ou conversam a respeito dos problemas atuais. Outros 63,3% afirmam sentir raiva ou estresse e 48,3% falta de esperança. “Depois da euforia que marcou a primeira década dos anos 2000, o pessimismo toma conta dos brasileiros. A superação do quadro de recessão depende fundamentalmente da recuperação da confiança e da resolução do impasse político. No curto prazo, o esforço deverá centrar-se no equilíbrio das contas públicas e controle da inflação”, avaliou o presidente da CNDL, Honório Pinheiro. Em relação à volta da cobrança da CPMF, proposta pelo governo federal para reequilibrar as contas do governo, a grande maioria dos entrevistados (79,2%) é contra por entender que o governo deve procurar outras medidas para aumentar sua receita sem afetar o bolso dos brasileiros. De acordo com o levantamento, apenas 7,4% apoiam o ressurgimento do tributo como medida necessária.

O SEGREDO DA LONGEVIDADE ESTÁ NO LÍTIO?
Uma droga popular no tratamento de distúrbios mentais pode guardar a chave para a longevidade, segundo um estudo realizado por cientistas britânicos. Pelo menos para um determinado tipo de inseto: a mosca-das-frutas. Em doses baixas, o lítio prolongou a vida desses invertebrados. Os testes foram conduzidos por uma equipe de pesquisadores da Universidade College London, no Reino Unido. Os cientistas dizem que a descoberta pode levar ao desenvolvimento de novas drogas que ajudem as pessoas a viver vidas mais longas e saudáveis. O lítio é receitado por psiquiatras para controlar transtornos mentais, como a bipolaridade e a depressão, mas pode provocar uma série de efeitos colaterais se ministrado em doses altas. A ciência ainda não sabe explicar muito bem como o lítio atua no cérebro, mas nas moscas a substância retarda o envelhecimento através do bloqueio de uma enzima conhecida como GSK-3. "A resposta das moscas para doses baixas de lítio é bastante encorajadora e nosso próximo passo é atacar o GSK-3 em animais mais complexos", disse Linda Partridge, responsável pelo estudo. "Dessa forma, podemos no futuro pensar em desenvolver testes em humanos", acrescentou. O estudo foi publicado na revista científica Cell Reports e concluiu que as moscas tratadas com lítio viveram 16% mais do que a média. Por outro lado, quando a substância foi ministrada em alta dosagem, diminuiu o período de vida dos insetos. "As doses baixas não apenas prolongaram a vida das moscas mas também protegeram seus organismos do estresse e ainda bloquearam a produção de gordura naquelas com uma dieta rica em açúcar", acrescentou Ivana Bjedov, parte da equipe responsável pelas descobertas. A ONG britânica Parkinson's UK ajudou a financiar o estudo. Uma de suas porta-vozes, Claire Bale, afirmou que a pesquisa tem o potencial de gerar idosos mais saudáveis e também oferecer possíveis soluções para tratar ou prevenir doenças, como o Mal de Parkinson.

FBI DESCOBRE GOLPE QUE ROUBOU US$ 2,3 BILHÕES SÓ COM E-MAILS DESDE 2013
Empresas perderam bilhões de dólares em esquemas fraudulentos em que os farsantes se passavam por executivos das empresas e enviavam e-mails solicitando aos funcionários que fizessem transferências para contas bancárias controladas pelos criminosos, de acordo com FBI. As perdas originadas com estes golpes, conhecidos como "comprometimento de e-mails empresariais", totalizaram mais de US$ 2,3 bilhões de outubro de 2013 a fevereiro de 2016, informou o FBI em um alerta emitido esta semana, citando relatos feitos aos agentes da lei ao redor do mundo. Os casos envolveram cerca de 17.642 negócios de todos os tamanhos espalhados por pelo menos 79 países, de acordo com o alerta do FBI divulgado no site do escritório da agência em Phoenix. Os agentes da lei e especialistas de cibersegurança têm alertado que o comprometimento de e-mails empresariais estava aumentando, mas a extensão das perdas não havia sido revelada anteriormente. Especialistas em cibersegurança dizem que esperam que as perdas cresçam, com os grandes lucros atraindo mais criminosos. "É um crime com baixo risco e alta recompensa. Isso vai continuar a piorar antes de melhorar", disse o ex-promotor federal Tom Brown, em Manhattan.

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