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segunda-feira, 21 de março de 2016

RAPIDINHAS DO BLOG...

BARBOSA FALA EM 'URGÊNCIA' PARA NORMALIZAR ECONOMIA E DIZ QUE GOVERNO ESTUDA ESTÍMULOS AO CRÉDITO
O ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, afirmou, em evento promovido pela revista Carta Capital, que é preciso conciliar medidas de curto prazo para estabilizar a economia com ações de longo prazo para reforçar o compromisso do governo com a estabilidade fiscal e o combate à inflação. "Temos atuado com a urgência que a situação pede, mas também com serenidade", afirmou. Nesse contexto, Barbosa defendeu a reforma fiscal, para que a estabilização seja "duradoura", e afirmou que o Ministério da Fazenda está estudando, com o Banco Central, novas medidas relacionadas ao crédito. "Conversamos com o BC, vemos necessidade de novas medidas e, se necessárias, vamos tomá-las", disse. De acordo com o ministro, não há ainda uma decisão formada, mas sim várias ideias de assistência à liquidez com a utilização do compulsório. Ele ressaltou, no entanto, que isso deve ser feito com cuidado, porque simplesmente baixar o compulsório não assegura que os recursos chegarão "na ponta". Barbosa destacou que a redução das expectativas de crescimento afeta as projeções de arrecadação e obriga famílias, empresas e governo a ajustarem seus orçamentos. Isso acaba gerando uma pressão por liquidez e, por isso, o governo lançou em janeiro um pacote de ações para estimular o crédito, que pode liberar até R$ 83 bilhões. "Isso será feito sem injeção de dinheiro novo por parte da União, sem gasto para equalizar juros, sem custo adicional aos contribuintes". Nos últimos dias, a política econômica do governo entrou em compasso de espera em meio ao agravamento da crise política e à chegada do ex-presidente Lula ao Palácio do Palanalto. Sem clima no Congresso - que se organiza para votar o impeachment da presidente -, a agenda econômica de votações foi paralisada, o que agrava a já profunda recessão econômica.   Barbosa admitiu que o Brasil vive um cenário conturbado, mas disse que a melhora na situação econômica ajudará a situação política, e vice-versa. "Hoje, as incertezas políticas atrasam a recuperação da economia. Temos desafios, independentemente de preferências, ideologias e escolhas. Temos de ser capazes de ter um diálogo civilizado. Um debate público onde todo mundo grita e ninguém ouve, não leva a lugar nenhum. Propostas extremas, para um lado e outro, não são sustentáveis e não vão resolver os problemas". Ele lembrou que as soluções para os problemas estruturais brasileiros serão necessárias "em qualquer cenário". Barbosa destacou que agora o governo conta com colaboração do ex-presidente Lula, "que é um negociador exímio em vários aspectos", para construir soluções políticas e econômicas. O ministro afirmou que a democracia brasileira resolveu o problema da inflação elevada e do endividamento externo e promoveu a inclusão social. "Tenho confiança de que a democracia brasileira vai ser capaz de promover um diálogo civilizado para resolver os problemas atuais e concretizar o potencial que temos de crescer mais, com redução da desigualdade". Barbosa disse também que a nova CPMF é a melhor alternativa para ajudar as contas do governo, porque ela tem um impacto disperso sobre a economia e também um efeito menor sobre a inflação. Segundo o ministro, o tributo não é uma jabuticaba, pois existem imposto similares - e permanentes - em países como a Argentina e a Colômbia. "Para nós, será temporária, para fazer a travessia", assegurou. Barbosa comentou ainda que a carga tributária no Brasil, ao contrário do que dizem algumas instituições, caiu em 2015, principalmente quando se trata de impostos e contribuições não previdenciários. "Mesmo com a volta da CPMF, a carga não subirá para um nível superior a 2011. É uma recomposição de receita temporária, enquanto a gente trabalha na reestruturação das despesas", explicou. Ele lembrou ainda que outros impostos poderiam ter um efeito distorcivo maior, porque se concentrariam em uma ou outra atividade, enquanto a CPMF abrange todos os setores.

COMO A CIÊNCIA EXPLICA HÁBITO DE GRITAR AO CELULAR
A cena é cada vez mais comum: no ônibus, na praia, na academia, no restaurante, alguém insiste em nos envolver em suas conversas ao celular, simplesmente por falar muito alto. Muitas vezes, a pessoa nem percebe que está elevando seu tom de voz e tende a reclamar quando outros fazem o mesmo. Será, então, que há uma explicação científica para esse comportamento? A resposta surge ao se analisar o design original dos primeiros telefones – aqueles bem anteriores ao celular de hoje. Uma de suas características principais é ser dotado de um sidetone – mecanismo que permite ao usuário escutar sua própria voz no fone enquanto fala. O artifício serve para assegurar ao usuário de que ele está sendo ouvido, sem a necessidade de elevar o tom de voz. Aparelhos de telefonia fixo têm sidetones justamente para evitar a gritaria desnecessária em espaços fechados. Segundo o tecnólogo em acústica Nick Zakarov, da empresa de tecnologia dinamarquesa Delta, celulares também são dotados de sidetone – e há até diretrizes internacionais que sugerem um certo nível de decibéis para o mecanismo nesses aparelhos. O problema está na mobilidade dos celulares, o que faz com que o volume dosidetone nem sempre seja suficiente em locais com muito ruído de fundo. Além disso, é preciso considerar o chamado "efeito Lombard", descoberto em 1909 pelo otorrinolaringologista francês Etienne Lombard: a nossa tendência natural de alterar a voz de acordo com os barulhos à nossa volta. Sem perceber, fazemos um esforço para nos nivelarmos ao som mais alto que escutamos – mesmo que seja uma britadeira em um canteiro de obras ou a voz de quem está do outro lado da linha. Junte tudo isso e eis o fenômeno das conversas telefônicas que involuntariamente envolvem quem estiver por perto. É interessante notar, no entanto, que esta não é a primeira vez que o jeito como falamos ao telefone desafia nosso conceito de boas maneiras. Quando os primeiros aparelhos foram comercializados, a elite da era vitoriana não sabia como se comportar. As dúvidas iam de "será que posso falar ao telefone estando nu?" a "quando falar com uma mulher, devo ficar de pé?". Ao que parece, a telefonia é uma tecnologia que sempre vai desafiar nossa noção de etiqueta.

SATÉLITES LEVARÃO WI-FI E TV AO VIVO A BORDO EM AVIÕES
Com o objetivo de atender à demanda de Wi-Fi e TV ao vivo a bordo de aviões nas Américas, a Panasonic Avionics, um dos líderes no fornecimento de sistemas de entretenimento e conectividade a bordo, assinou um contrato com a operadora de satélites SES.  Além disso, um segundo acordo foi firmado entre a SES e a Gogo, para acesso a internet. As duas integradoras de sistemas compraram capacidade nos satélites SES-14 e SES-15, que serão lançados até o segundo trimestre de 2017. Os acordos incluem capacidade de dados, para internet, e feixes amplos, de cobertura maior, para transmissão de TV ao vivo para as aeronaves. A tecnologia permite tanto TV aberta quanto a cabo, mas nesse caso com limitação de 20 a 30 canais. Também estão previstas aplicações fixas para redes de dados convencionais, como o mercado de óleo e gás, e móveis terrestres, como trens. "Estes importantes acordos representam um progresso significativo no mercado altamente dinâmico de conectividade aeronáutica", diz Ferdinand Kayser, CCO (Chief Commercial Officer) da SES. "Nossos novos satélites HTS, SES-14 e SES-15, que serão lançados em 2017, estão prestes a mudar radicalmente a experiência dos passageiros de linhas aéreas e introduzir uma nova era de conectividade a bordo. O SES-14 e SES-15 são projetados para a mobilidade e são capazes de adaptar dinamicamente a alocação da potência e da largura de banda para maximizar a capacidade. Isto permite a entrega de sinais para aeronaves em diferentes áreas geográficas e fusos horários. O design dos satélites permite a fácil transição de uma região, Teleporto e satélite para o outro. Os projetos originais de ambos os satélites incluem os feixes de transmissão de vídeo que complementam os spots, maximizando a taxa de transferência para o tráfego de Internet e vídeo streaming", complementa o executivo. A Panasonic Avionics é uma unidade americana da japonesa de eletrônicos Panasonic  e está no topo do mercado em aviões equipados com Wi-Fi, a banda larga sem fio. A Gogo lidera o provimento de serviços de conectividade em banda larga e entretenimento wireless no setor aeronáutico. A maior parte do acordo visa o mercado americano, embora o SES-14 cubra também a América do Sul, inclusive o Brasil. O passo seguinte das aéreas será expandir o atendimento à região brasileira. Para isso, a SES Brasil precisará instalar a infraestrutura terrestre para dar suporte às empresas, de modo a assegurar a manutenção da conectividade na rota Sul. Essa infraestrutura foi imposta como obrigação pela Agência Nacional de Telecomunicações, no ano passado, quando a SES comprou uma posição orbital para lançar um satélite com cobertura para o Brasil, onde já tem escritório.   

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