Seja bem vindo ao "Blog do Borjão"

terça-feira, 15 de março de 2016

RAPIDINHAS DO BLOG...

'PRÉVIA' DO PIB COMEÇA 2016 COM RETRAÇÃO DE 0,6%, INFORMA BC
O nível de atividade da economia brasileira iniciou o ano de 2016 da mesma forma como encerrou o ano passado, com retração, segundo indicam números divulgados na segunda-feira (14) pelo Banco Central. O chamado Índice de Atividade Econômica do BC, o IBC-Br – um indicador criado para tentar antecipar o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) – teve contração de 0,61% em janeiro, na comparação com o mês anterior, após ajuste sazonal (uma espécie de "compensação" para poder comparar períodos diferentes). De acordo com dados da autoridade monetária, esta foi a maior contração mensal desde agosto do ano passado (-0,92%). Janeiro também foi o décimo primeiro mês seguido de contração na prévia do PIB. O último mês em que o indicador registrou aumento foi em fevereiro de 2015 - com uma alta de 0,47% sobre o mês anterior. A economia brasileira atualmente passa por um período de recessão, que acontece em um ambiente de alta da inflação, das taxas de juros, do desemprego e também da inadimplência. Além disso, o governo segue enfrentando dificuldades para promover o ajuste das contas públicas (que estão há dois anos no vermelho) e o ambiente político continua conturbado, o que gera expectativas ruins para as votações das medidas de ajuste. Números prévios da economia em janeiro já não tinham mostrado resultado muito bom. Apesar de a produção industrial ter subido 0,4% contra dezembro do ano passado, as vendas do comércio caíram 1,5% - a queda mais intensa, para o período, desde 2005. Já a receita de serviços também recuou em janeiro.
COMPARAÇÃO COM JANEIRO DE 2015
De acordo com o Banco Central, a "prévia" do PIB registrou no primeiro mês deste ano, na comparação com janeiro de 2015, um tombo maior ainda: de 4,05%. Neste caso, a comparação foi feita sem ajuste sazonal – pois considera períodos iguais. E, no acumulado em 12 meses até janeiro, ainda de acordo com informações do Banco Central, o indicador registrou contração de 4,44% (após ajuste sazonal).
RESULTADOS E EXPECTATIVAS PARA A ECONOMIA
No ano passado, os números oficiais do do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostraram uma retração do PIB de 3,8% - a maior queda em 25 anos. O mercado financeiro acredita que o PIB terá novamente forte retração neste ano. A expectativa dos analistas dos bancos, colhida pelo Banco Central na semana passada em pesquisa com mais de 100 instituições financeiras, é de uma contração de cerca de 3,5% em 2015. Se a previsão de um novo "encolhimento" se confirmar em 2016, será a primeira vez que o país registra dois anos seguidos de contração na economia – a série histórica oficial, do IBGE, tem início em 1948.
RESULTADOS DO IBC-BR X PIB
Embora o cálculo seja um pouco diferente, o IBC-Br foi criado para tentar ser um "antecedente" do PIB. O índice do BC incorpora estimativas para a agropecuária, a indústria e o setor de serviços, além dos impostos. Os resultados do IBC-Br, porém, nem sempre mostraram proximidade com os dados oficiais do PIB, divulgados pelo IBGE. Em 2014, o BC estimava uma retração de 0,15% no PIB, mas os dados oficiais mostraram uma alta de 0,1% no ano retrasado. Em 2015, o IBC-Br teve retração de 4,08%, mas o PIB recuou 3,8%. O Banco Central já informou anteriormente que o IBC-Br não seria uma medida do PIB, mesmo que tenha sido criado para tentar antecipar o resultado, mas apenas "um indicador útil" para o BC e para o setor privado.
DEFINIÇÃO DOS JUROS
O IBC-Br é uma das ferramentas usadas pelo BC para definir a taxa básica de juros (Selic) do país. Com o menor crescimento da economia, por exemplo, teoricamente haveria menos pressão inflacionária. Atualmente, os juros básicos estão em 14,25% ao ano, o maior nível em nove anos. Pelo sistema de metas de inflação que vigora no Brasil, o BC precisa ajustar os juros para atingir as metas preestabelecidas. Quanto maiores as taxas, menos pessoas e empresas dispostas a consumir, o que tende a fazer com que os preços baixem ou fiquem estáveis. Para 2016, a meta central de inflação é de 4,5%, com um intervalo de tolerância de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Desse modo, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerada a inflação oficial do país e medida pelo IBGE, pode ficar entre 2,5% e 6,5%, sem que a meta seja formalmente descumprida. Neste ano, o mercado financeiro acredita que a inflação oficial ficará novamente acima do teto de 6,5% do sistema de metas. Em 2015, somou 10,67%, a maior em 13 anos, e estourou a meta de inflação. Para os analistas dos bancos, a inflação somará 7,61% em 2016. O Banco Central tem dito que trabalha para trazer a inflação para dentro da banda do sistema de metas em 2016 e próxima do objetivo central, de 4,5%, em 2017.

DANÇAR COM 'INTENSIDADE MODERADA' REDUZ RISCO DE DOENÇA CARDÍACA
A adoção da dança de "intensidade moderada" como atividade física para prevenir problemas cardíacos é tão boa quanto a caminhada de intensidade moderada, aponta um novo estudo. "Não é uma surpresa que a atividade física de intensidade moderada protege contra a mortalidade por doenças cardiovasculares", afirma a autora do trabalho, Dafna Merom, da Universidade do Oeste de Sydney, na Austrália. “Na verdade, eu me surpreendi ao ver que a dança de intensidade leve não tinha efeito protetor; se os benefícios da dança podem ser atribuídos ao aspecto social e afetivo do dançar, então eu esperava que a dança de intensidade leve fosse benéfica", afirmou a médica. Merom e suas colegas analisaram 11 pesquisas sobre o tema no Reino Unido entre 1995 e 2007, as quais incluíam mais de 48 mil adultos acima de 40 anos inicialmente sem doença cardíaca. As pesquisas incluíam questões sobre frequência, duração e intensidade da prática de dança ou caminhada ao longo das quatro semanas anteriores à entrevista. As respostas eram então comparadas ao Registro Nacional de Mortes dos EUA. Apenas 3.100 pessoas das 48 mil entrevistadas relataram praticar algum tipo de dança. Dois terços do grupo afirmaram que caminhavam. As pessoas que dançam tinham tendência a ser mais jovens, ter índice de massa corpórea menor, ser menos propensas a ter doenças persistentes e praticar mais atividades físicas gerais do que os não dançantes. Ao longo do acompanhamento, ocorreram 1.714 mortes por cardiopatias. As pessoas que relataram praticar dança ou caminhada de intensidade moderada eram menos propensas a morrer de doenças cardiovasculares do que aquelas que não o faziam. A conclusão dos estudos permanecia a mesma, mesmo levando em conta idade, sexo, status socioeconômico, tabagismo, consumo de álcool, índice de massa corpórea, doença crônica, estresse psicológico e atividade física total. O estudo foi publicado na revista "American Journal of Preventive Medicine". O mínimo de atividade de intensidade moderada recomendado é 150 minutos por semana, mas essa análise dos cientistas para esse estudo não incluiu uma medida direta de quanto as pessoas estavam dançando, afirma Merom. "Eu aconselharia àqueles que acham caminhar meio chato, ou àqueles que gostam de se desafiar, a tentar dançar", diz ela. "Antes de tudo, ao dançar você pode atingira uma intensidade maior do que andando". A dança, além disso, pode ser encaixada em intervalos curtos, que no final acabam se somando no benefício cardíaco, afirma a pesquisadora. Todos os estilos de dança costumam ter andamento rápido ou lento, e quanto mais rápido, melhor para a saúde, diz Merom. "Um grande volume de literatura médica tem mostrado há mais de 60 anos que o gasto de energia por atividade física reduz doenças cardiovasculares”, afirma I-Min Lee, médica da Escola de Saúde Pública da Universidade Harvard, de Boston, não ligada ao estudo. “Percebemos cada vez mais que não importa como essa energia é gasta – caminhando, pedalando, nadando, dançando etc. – desde que ela seja moderada em intensidade”.

COMO PROTEGER SEU CELULAR DOS QUASE 900 MIL PROGRAMAS DE MALWARE IDENTIFICADOS EM 2015
A empresa de segurança Kaspersky Lab detectou em 2015 um total de 884.774 novos malwares, os softwares maliciosos que complicam a vida dos usuários de dispositivos móveis. O número é três vezes o registrado pela empresa em 2014: 295.539. E, entre as novas ameaças, a empresa citou um trojan - nome dado a programas maliciosos disfarçados de legítimos - chamado Triada, cujo alvo são os dispositivos que usam o sistema operacional Android. Dada a sua complexidade, os especialistas o comparam a malwares criados para atacar o Windows. "É sigiloso, modular, persistente e foi criado por cibercriminosos muito profissionais", disse a Kaspersky Lab em seu site. "Os dispositivos que usam as versões 4.4.4 e anteriores de Android OS estão em risco", disse. De acordo com o informe da empresa, cerca da metade dos 20 principais trojans em 2015 eram programas maliciosos "com habilidade de conseguir direitos de acesso de superusuário". Esses direitos dão aos hackers o privilégio de instalar aplicativos e programas em smartphones de uma pessoa sem que ela saiba. Existem 11 "famílias de trojan móveis" que usam esses privilégios. "Três deles - Ztorg, Gorpo e Leech - atuam em cooperação mútua". Em 2015, 94.344 usuários únicos foram atacados por um vírus ransomware, um programa que se instala rapidamente em seu celular e bloqueia o acesso ao usuário como se sequestrasse seus arquivos. Para recuperar o acesso, é preciso pagar um resgate. O número é cinco vezes o de 2014, quando foram reportados 18.478 casos, informou a empresa. O que fazer? A BBC Mundo, serviço em espanhol da BBC, consultou vários especialistas sobre o que pode ser feito para proteger nossos telefones de ataque cibernéticos. Apresentamos aqui seis recomendações:
1) NÃO SEJA UM 'HACKER' DO PRÓPRIO TELEFONE
O especialista em segurança informática Luis Enrique Corredera recomenda não rotear (ou fazer root) seu celular. Esse termo é conhecido dos usuários de Android e consiste em conseguir acessar o sistema do telefone para fazer mudanças profundas. A palavra faz alusão a root, que em inglês significa raiz. Para os usuários de iOS, a mesma atividade é conhecida como jailbreaking, que em inglês significa fuga. E é precisamente esse o primeiro conselho que a Kaspersky Lab deu quando perguntada sobre formas de cuidar dos dispositivos móveis. "Evite o 'jailbreaking' do telefone", disse Fabio Assolini, analista de segurança da empresa. "Seu smartphone passa a ser um objetivo maior para agentes maliciosos quando você o 'hackeia' para baixar aplicativos de outros sistemas operacionais ou mudar a operadora de telefonia", acrescentou.
2) PENSE NO PIOR
Há uma medida com a qual todos os especialistas parecem concordar: use o senso comum. Ou ainda: pense no pior que pode acontecer. Segure o dedo antes de clicar em uma janela que, por exemplo, pede acesso à configuração de seu celular ou convida a instalar um programa. Para Corredera, é importante "evitar aplicativos que não sejam de lojas oficiais ou de fontes confiáveis, nem reagir apressadamente a mensagens que simulam anúncios de antivírus que supostamente detectaram um problema e nos pedem para fazer uma análise". O fundador da empresa de segurança digital Flag Solutions aconselha os usuários a não desativar uma opção no Android conhecida como "verificar aplicativos", função que analisa todos os aplicativos antes e depois de instalá-las para evitar que um software malicioso se instale. "Supõe-se que os aplicativos passem por controles rígidos de segurança. Se o aplicativo for suspeito, essa função a detectará", disse Corredera. O Kaspersky Lab também recomenda não abrir arquivos anexados a e-mails em seu telefone. "Assim como um malware para computadores, arquivos anexos em celulares podem conter programa maliciosos", diz a empresa. Eles também não aconselham clicar em links de mensagens de texto que possam ser spams, porque elas podem te levar a sites maliciosos.
3) INSTALE UM 'DOBERMAN'
Assim como muitas pessoas gostariam de instalar três fechaduras, duas grades, alarme e ter um cão de raça doberman na porta de nossas casas, o mesmo deve ser feito com o celular. "Bloqueie o acesso a seu dispositivo móvel com uma senha forte para evitar que pessoas não autorizadas tenham acesso a sua lista de contatos, fotos pessoais, aplicativos e e-mails", indica Kaspersky Lab. Instalar um programa antimalware também é importante.
4) VEJA O QUE OS OUTROS FAZEM
Não se trata de ser "maria vai com as outras", mas não custa nada ler a opinião de outros internautas. O engenheiro de sistemas Antonio Navas, que tem ampla experiência em desenvolvimento de aplicativos móveis, acredita que na hora de baixar é preciso se certificar de que sejam apps conhecidos. "Devem ser aplicativos que tenham muitas resenhas e que sejam usadas por muitos usuários. É preciso ter cuidado principalmente com jogos ou apps que prometem bloquear, por exemplo, anúncios", disse. "Se você realmente quer instalar apps que não são muitos conhecidos, é imprescindível checar as autorizações que o app necessita e se alguma delas soar estranha é melhor não instalar", disse ele, que é diretor de engenharia do Duolingo (app de ensino de idiomas).
5) IMAGINE QUE VOCÊ ESTÁ EM FRENTE AO SEU COMPUTADOR
Há muitas medidas de segurança que implementamos para proteger nossos computadores pessoais. De fato, várias delas podem ser usadas para proteger nossos celulares. "Tenha muito cuidado com possíveis sites de phishing (termo que vem do inglês fish, pescar, usados para "fisgar" o usuário convencendo-o a passar informações como senhas e número de contas) durante o uso de seu celular", diz Assolini. Se puder, digite diretamente o endereço do site que você procura. "Se você clica num link para uma nova página, cheque a URL para ter certeza de que você não está sendo redirecionado para um site desconhecido". Outro conselho é fazer backups de segurança e ter cópias do que você tem no celular. Por exemplo, salve com regularidade suas fotos, vídeos e outros conteúdos que são muito importantes para você em HDs externos. A Kaspersky Lab também sugere ativar a opção de apagar conteúdo remotamente. "O problema mais comum que afeta os usuários de celular é a perda física de seus telefones. Eles podem ser esquecidos no táxi ou roubados", diz Assolini. "Limpar a memória irá impedir que ladrões acessem a informação pessoal em seu telefone."
6) CUIDADO COM QUEM TE SEGUE
Ainda que fisicamente ninguém esteja atrás de você, na internet muitas pessoas podem ver o que você faz com seu celular. Por isso, a empresa recomenda desligar a função bluetooth quando ela não estiver sendo utilizada. "Qualquer pessoa com um telefone com bluetooth pode espiar facilmente sua atividade no telefone, suas ligações e as mensagens de texto que você envia. Além disso, não aceite mensagens enviadas via bluetooth de números de telefone desconhecidos", diz a Kaspersky Lab. E evite redes wi-fi públicas, pois "a informação que se transmite através dessas redes não seguras pode ser interceptada por criminosos. Isso pode incluir seu número de conta bancária ou cartão de crédito", disse a empresa dedicada à segurança informática.

Nenhum comentário: