Seja bem vindo ao "Blog do Borjão"

sexta-feira, 11 de março de 2016

RAPIDINHAS DO BLOG...

ADIAR REFORMAS EXIGIRÁ SOLUÇÕES 'MAIS DRÁSTICAS' NO FUTURO, DIZ BARBOSA
O ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, afirmou na quinta-feira (10) que o eventual adiamento das medidas anunciadas pelo governo para tirar o país da crise econômica tornará "inevitável" a adoção de "soluções mais drásticas" no futuro. Segundo ele, "não é hora de extremismos na política econômica", e sim "hora de volta à normalidade". Barbosa, que participou de evento comemorativo dos 30 anos do Tesouro Nacional, deu a declaração após defender a reforma da Previdência e a das metas do governo para este ano, mas que vêm enfrentando resistência inclusive entre os partidos da base aliada. "O adiamento do enfrentamento desses problemas [da economia brasileira] vai tornar inevitável a adoção de soluções mais drásticas no futuro próximo, o que não é bom para ninguém", disse o ministro, em discurso na cerimônia. Durante a fala, Barbosa defendeu que o governo adote tantas medidas de curto prazo quanto promova reformas. Em seguida, disse que as propostas do governo procuram "consenso" para resolver os problemas da economia e que abrange sugestões do PT e do PMDB. "A nossa proposta reflete pontos apontados pelos dois principais partidos de apoio ao governo: envolve ações de curto prazo para estabilizar a renda e o emprego, como propõem várias lideranças do PT, e envolve também a adoção de reforma estruturais, para tornar o orçamento menos rígido e controlar as despesas, como propõem varias lideranças do PMDB. É uma proposta que procura consenso, meio termo, para resolver todos os nossos problemas", afirmou o ministro.
PROPOSTAS
O governo tenta emplacar uma reforma da Previdência Social. Além disso, a equipe econômica também informou que vai enviar ao Congresso uma reforma fiscal que tornaria a meta de superávit primário (a economia para pagar juros da dívida pública) mais flexível, mas que também tentaria conter gastos públicos nos próximos anos. Depois do evento, o ministro repetiu que a intenção do governo é enviar ao Congresso Nacional até o fim de abril uma proposta de reforma da Previdência. Questionado sobre a resistência do partido da própria presidente Dilma Rousseff, o PT, a mudanças nas regras previdenciárias, Barbosa disse que o governo tem dialogado com as lideranças do partido e que "há possibilidade de convergência" em vários pontos, pode haver divergência em um ou outro detalhe, mas, no sentido geral, é do interesse de todos preservar o nosso sistema de Previdência. Preservar o sistema atual, inclusive para que as gerações atuais, que já estão aposentadas, tenham seus recursos garantidos. A presidente Dilma Rousseff está sendo pressionada pelos ministros petistas a adiar por tempo indeterminado a discussão sobre a reforma da Previdência, de acordo com o Blog da Cristiana Lobo.
OUSADIA
Barbosa defendeu que o governo deve ter ousadia para adotar medidas de curto prazo e responsabilidade para fazer reformas. "Adotar somente medidas de estímulo de curto prazo não é suficiente para resolver problemas, pois a recuperação tende a ser curta ou não ocorrer, diante dos desequilíbrios atuais e a incerteza sobre o futuro", disse o ministro. "No passado recente, já tivemos experiência de adoção de estímulo de curto prazo que tiveram efeitos de muito curto prazo sobre a economia e, em vez de resolver problemas estruturais, ampliaram os problemas estruturais", completou. Depois de citar que as previsões do mercado financeiro indicam que o Brasil deve ter em 2016 o segundo ano consecutivo de queda no nível de atividade econômica, Barbosa disse que situações não usuais, como essa, requerem "medidas não usuais". No ano passado, a economia brasileira teve a maior contração em 25 anos. A inflação tem beirado os 11% ao ano e as contas públicas registraram dois anos consecutivos de rombos bilionários. Além disso, o governo enfrenta forte crise política estimulada pelo andamento da operação Lava Jato, que apura irregularidades na Petrobras. 

NASA ADIA LANÇAMENTO DE ROBÔ PARA ANÁLISE DO SOLO DE MARTE EM DOIS ANOS
O robô americano InSight deverá aterrissar e estudar o solo de Marte somente a partir do dia 26 de novembro de 2018. A agência espacial norte-americana previa o lançamento para março deste ano, mas precisou adiar em dois anos e remarcar para 5 de maio de 2018, segundo anunciou na quarta-feira (9). O adiamento ocorreu devido a um problema em um instrumento de medição sísmica fornecido pelo Centro Nacional de Estudos Espaciais da França (CNES), que é fundamental para a missão. Essa falha técnica e sua reparação forçaram a Nasa a esperar que se abra outra janela de lançamento mais favorável. Por isso, a nova previsão. "A compreensão do subsolo de Marte é um objetivo de planetólogos há muitas décadas e estamos muito felizes por estar de volta no caminho certo para lançar esta missão, agora em 2018", afirmou John Grunsfeld, chefe de programas científicos da Nasa. A InSight (Interior Exploration using Seismic Investigations, Geodesy and Heat Transport) é a primeira missão dedicada a estudar o subsolo de Marte e deve durar dois anos. A missão vai avançar a compreensão dos processos de formação de todos os planetas rochosos, incluindo a Terra e sua evolução. O objetivo será determinar se o núcleo do planeta vermelho é sólido ou líquido e por que sua superfície não é composta por placas tectônicas em movimento como a Terra. O custo adicional para este atraso de dois anos está em estudo e o orçamento deve estar pronto em agosto deste ano, de acordo com a Nasa. Até agora, o custo total foi estimado em 675 milhões de dólares, dos quais 525 já foram gastos.

VENDA DE COMPUTADORES NO BRASIL CAI 36% EM 2015, MAS PREÇOS SOBEM 37%
As vendas de computadores no Brasil caíram 36% em 2015, em relação ao ano anterior, aponta a IDC, consultoria que acompanha o mercado de eletrônicos no país e no mundo. A comercialização de 6,6 milhões de unidades é o pior resultado desde 2005. O preço médio, por outro lado, ficou 37% mais caro. No ano, a indústria vendeu 2,6 milhões de computadores de mesa, um volume 36% menor ao de 2014. Os notebooks somaram 4 milhões, queda de 32%. Como o governo não realizou compras no ano passado, 32% do total de PCs foram adquiridos por empresas, enquanto o restante foi parar na casa dos consumidores. Segundo a IDC, as altas do dólar e da taxa de desemprego influenciaram no desempenho dos computadores. Para a consultoria, o movimento de 2015 foi igual ao de 2005, quando as vendas do Brasil ainda engatinhavam e o mercado estava em franca ascensão. Enquanto as vendas despencaram, a receita das fabricantes não foi reduzida na mesma intensidade. Ficou 13% menor. Se, em 2014, o preço de computador era de, em média, R$ 1.694, em 2015, subiu 37% e chegou a R$ 2.323. Para 2016, a IDC espera nova queda nas vendas, de 18%, e aumento de 20% no desembolso dos clientes por cliente. 

Nenhum comentário: