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sexta-feira, 18 de março de 2016

ARTE NO BLOG

A ARTE DE ANDREA MANTEGNA
Pintor e gravador italiano, Andrea Mantegna estudou em Pádua com Francesco Squarcioni, seu pai adotivo. Pádua constituía, na época, juntamente com Roma e Florença, uma das capitais intelectuais da Itália. O ambiente era de intensa fermentação artística. Mantegna pintou metade dos afrescos da igreja dos Eremitani, em Pádua: "Vocação" e "Sermão de São Tiago", "Julgamento de São Tiago", "Caminhada para o Suplício" e "Martírio de São Tiago". No "Martírio, pela primeira vez na história da pintura, o fundo constituído pela paisagem adquire um relevo capital. Além desses afrescos, Mantegna pintou nessa igreja imagens de São Paulo, São Pedro e São Cristóforo, em 1449, além do querubim que aparece no arco da entrada. Em 1454, estabeleceu-se em Veneza. Aí pintou a tela "A Morte de Maria", obra capital de um classicismo calmo, consciente, com admirável paisagem no fundo; o quadro se encontra no Museu do Prado, em Madri. De Veneza Mantegna parte para Mântua, onde, de 1459 a 1463, trabalha como pintor na corte dos Gonzaga. Retrata "A Família Gonzaga", no "Castello di Corte", em Mântua, série de retratos de realismo pungente. Executa "O Triunfo de César", apoteose de cor e movimento, realizada sobre tela de 27 metros de largura por cinco de comprimento, conservada no castelo de Hampton Court. É a obra-prima dos profundos conhecimentos arqueológicos do mestre. Outras obras representativas do período são "Adoração dos Reis Magos", "Ascensão"; esta última é obra de cores vivas, contrastantes, de delineamento extremamente minucioso, rica em detalhes. Com a mesma sensibilidade, foi executado o "Cristo no Jardim das Oliveiras" (National Gallery, Londres). A técnica utilizada é quase a da miniatura. Em 1475, o contato de Mantegna com o ambiente de Florença é fecundo para o desenvolvimento de sua obra. Cultiva, pictoricamente, o humanismo; a Antiguidade clássica ressurge em suas obras. Datam de então os dois esboços de bacanais e a monumental "Madona" da igreja San Zeno Maggiore, em Verona. Das últimas grandes obras de Mantegna são a severa "Pietà" (Galeria Brera, Milão) e o "Parnaso", inteiramente pagão, no Louvre, em Paris. Caracterização - Mantegna foi o introdutor do Renascimento e renovador da pintura na Itália setentrional. Recebeu influência do Renascimento florentino, principalmente de Andrea del Castagno e Donatello. A cópia de estátuas gregas, nos primeiros tempos de sua aprendizagem, marcou acentuadamente o clima espiritual de seu desenho. A pintura de Mantegna geralmente se expressa em tonalidades frias. Sua arte representa de maneira vigorosa quadros religiosos e cenas da Roma antiga. É tipicamente renascentista. Mas também ensinou aos venezianos, a Giovanni Bellini e outros, a arte da paisagem do fundo.

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