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sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

RAPIDINHAS DO BLOG...

CADERNETA DE POUPANÇA TEM SAQUE RECORDE DE RECURSOS EM JANEIRO
A quantidade de recursos que os investidores retiraram da poupança em janeiro, já descontadas as aplicações, foi a maior para qualquer mês da série histórica do Banco Central iniciada em 1995. De acordo com a instituição, os saques superaram os depósitos em R$ 12,031 bilhões, o maior volume para janeiro dos últimos 21 anos. Em 2015, a caderneta perdeu R$ 53,5 bilhões, a maior cifra já registrada em um ano. Para meses de janeiro, a pior marca havia sido registrada no ano passado, quando as retiradas ficaram R$ 5,528 bilhões maiores do que os investimentos. Já o saldo negativo mais forte de todos os tempos até então fora registrado em março de 2015, de R$ 11,438 bilhões. Mesmo com o rendimento de R$ 4,083 bilhões em janeiro, o estoque da caderneta de poupança voltou a recuar e caiu em relação a dezembro porque o saldo de saques foi praticamente três vezes superior a esse valor. O patrimônio da poupança brasileira saiu de R$ 656,589 bilhões em dezembro do ano passado para R$ 648,641 bilhões em janeiro. O saldo da caderneta vinha crescendo ano a ano até 2015. Em dezembro de 2014, estava em R$ 662,727 bilhões e, um ano depois, caiu para R$ 656,589 bilhões.
O resultado de janeiro passado só não foi pior porque no último dia ingressaram R$ 3,417 bilhões na poupança. Até o dia 28, a conta estava negativa em R$ 15,449 bilhões. Isso ocorre com o sazonal aumento dos depósitos na caderneta no último dia útil por causa de aplicações automáticas da conta corrente que alguns investidores já deixam programadas para ocorrer. A acentuada deterioração da caderneta se dá depois de uma recuperação em dezembro do ano passado, com a injeção de recursos do pagamento do 13º salário. O saldo positivo de R$ 4,789 bilhões no último mês de 2015 interrompeu uma série de 11 meses de resultados negativos. Em outras palavras, ao longo de todo o ano passado, apenas em dezembro as captações líquidas superaram as retiradas. Além da piora do cenário econômico e do aumento do desemprego, janeiro é um mês marcado pela concentração de pagamento de impostos e de gastos extras com matrícula e material escolar. O período de sobra de recursos para aplicação na poupança perde espaço para as necessidades financeiras que fazem os brasileiros retirarem dinheiro da aplicação. Outro ponto que pesa contra a poupança é que há no mercado investimentos mais rentáveis, atrelados ao dólar e aos juros, por exemplo, e que fizeram a caderneta perder o brilho. A remuneração da poupança é formada por uma taxa fixa de 0,5% ao mês mais a Taxa Referencial (TR) - esse cálculo vale para quando a taxa básica de juros (Selic) está acima de 8,5% ao ano e atualmente está em 14,25% ao ano. Por conta da saída de recursos da poupança vista desde o início do ano, o setor imobiliário passou a reclamar de falta de recursos para financiamentos de casas e apartamentos. Para minimizar esse quadro, o BC decidiu liberar os bancos no ano passado a usarem R$ 22,5 bilhões dos depósitos da poupança que são obrigados a manter na instituição para desembolsos nas operações de financiamento habitacional e rural. Mais recentemente, esses recursos foram liberados para serem usados também em investimento em infraestrutura.

EVOLUÇÃO DAS OPÇÕES DE TRATAMENTO AUMENTAM AS CHANCES DE CURA DO CÂNCER
Ainda hoje, o diagnóstico de câncer causa temores e inseguranças entre pacientes e familiares. No entanto, os exames para detecção da doença precocemente e os tratamentos evoluíram, aumentando as chances de cura. Para a Mariana Laloni, coordenadora do Centro de Oncologia do Hospital 9 de Julho, os pacientes diagnosticados com câncer estão cada vez mais se beneficiando dos novos recursos, que surgem em diferentes formas terapêuticas - cirurgia, radioterapia, quimioterapia, hormonioterapia e imunoterapia. A especialista considera fundamental a conscientização da população para a importância da prevenção e adoção de medidas de redução dos fatores que podem aumentar o risco individual ou, quando isso não é possível, detecção da doença em fase inicial, o que é feito por meio de um bom acompanhamento médico periódico e nunca negligenciando sinais ou sintomas que o paciente possa apresentar. Um estudo publicado pela revista inglesa The Lancet, aponta que o Brasil aumentou a sobrevida de pacientes diagnosticados com câncer de mama e de próstata. A pesquisa, que abrangeu 67 países, concluiu que, no País, a expansão do acesso da população a serviços de saúde e exames para detecção e tratamentos foram os fatores que impulsionaram esse avanço. De acordo com a especialista, a quimioterapia continua sendo um dos tratamentos mais indicados e utilizados, porém vêm surgindo alternativas à sua utilização. Uma delas é a imunoterapia. "Ao contrário da quimioterapia, que mata as células do organismo e dificulta ou impede a sua reprodução, a imunoterapia ativa o nosso próprio sistema imunológico. A partir disso, células do nosso próprio sistema de defesa passam a reconhecer que a célula tumoral é uma célula estranha (com defeito) e ativam o sistema para destruir as células tumorais", salienta a especialista. Ainda de acordo com a médica, embora esse tratamento seja relativamente novo, ele já está sendo usado no Brasil em algumas patologias como o melanoma. "Algumas pesquisas apontam que a imunoterapia tem trazido ótimos resultados, principalmente para cânceres de pulmão, rim e melanoma", diz. "Uma das principais vantagens da sua adoção é que, mesmo após o fim do tratamento, a imunidade do paciente pode continuar respondendo a células tumorais, diminuindo a recidiva de tumores e aumentando o tempo livre de progressão da doença", conclui.

PESQUISADORES TESTAM DE CHIPS 3D A MOLÉCULAS DE DNA PARA GUARDAR DADOS 
Os textões de Facebook, as incontáveis variações do meme da Diferentona e as fotos de bichinhos fofos no Instagram estão entupindo os servidores do mundo. Isso está levando cientistas e empresas a buscar novas formas de ampliar a capacidade dos equipamentos que armazenam todos esses dados –vale até testar gravar informações em DNA humano. "As pessoas têm receio de deletar um arquivo e ficar sem alguma informação. Também houve melhoras em recursos como o processamento de imagem, que aumenta o tamanho dos arquivos", diz Ana Toillier, diretora de marketing e produtos da SanDisk na América Latina, sobre nossa fome infinita por espaço digital. Claro que não são só as redes sociais que demandam mais armazenamento. O mundo como um todo está gerando mais informações. Em 2010, a EMC, especializada em computação em nuvem, estimava haver no mundo 1,2 zettabytes de dados, incluindo toda a produção intelectual do planeta já digitalizada (veja dimensões acima). Até 2020, o número terá pulado para 40 zettabytes, segundo a consultoria IDC, cifra 33 vezes maior e o equivalente a 5 trilhões de arquivos de filmes com resolução Full HD. O objetivo é aumentar a densidade daquilo que é armazenado –usar o menor espaço físico para abrigar o maior volume possível de dados, seja nos aparelhos, seja nos servidores. É por isso que um "bom" pendrive de dez anos atrás tinha 128 megabytes e um nas mesmas dimensões físicas hoje abriga 128 gigabytes. O ETHZ (instituto federal suíço de tecnologia) estuda uma técnica potencialmente muito eficiente, mas que soa como ficção. Registrar dados em moléculas de DNA –sim, o mesmo material que compõe os seres vivos. Com a técnica, um grama de DNA produzido artificialmente seria capaz de armazenar meio zettabyte. Em tese, 80 gramas do material seriam capazes de preservar todo o universo digital previsto para 2020. A técnica ainda está longe da realidade. O DNA teria que ser mantido em baixa temperatura (-18ºC) para preservar suas propriedades. E o custo de todo o processo é altíssimo. Gravar apenas 83 Kbytes sai por US$ 1.500. Harish Bhaskaran, pesquisador da Universidade de Oxford, estuda alternativas para a maneira com que as informações são gravadas. Em vez de eletricidade, luz seria usada para registrar os dados. Segundo o estudo, os chips de memória fotônica teriam capacidade de armazenamento maior do que os métodos que utilizam eletricidade. E também seriam até cem vezes mais rápidos. Enquanto os pesquisadores tentam tornar comercialmente viáveis suas descobertas, gigantes da tecnologia investem alto para melhorar os métodos atuais. A febre do momento são os chips 3D de memória. Samsung, Intel e Toshiba apostam no formato. Nos chips de memória flash atuais, as informações são gravadas em áreas planas. É como se cada dado ficasse um ao lado do outro. Um chip 3D permite colocar essas áreas umas sobre as outras, formando "prédios microscópicos" de informações. Com isso, a densidade de cada chip aumenta consideravelmente. Em agosto, a Samsung apresentou o primeiro SSD (disco de estado sólido) de 16 terabytes. Preço e lançamento para o consumidor final não foram revelados. Para levar a tecnologia ao mercado, a Intel investirá US$ 5,5 bilhões, enquanto a a Toshiba promete injetar US$ 4,2 bilhões no segmento. Se depender de cientistas e empresas, você pode continuar escrevendo textão.

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