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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

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CONTRIBUIÇÃO MENOR PARA FUNDO FARÁ TARIFA CAIR 4% EM 2016, DIZ ANEEL
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou na terça-feira (2) que os consumidores brasileiros terão que contribuir menos neste ano com o fundo do governo que financia ações no setor elétrico, chamado de Conta de Desenvolvimento Energético (CDE). Por conta disso, as contas de luz no país terão uma redução média de 4% em 2016. O impacto dessa medida não é automático. Será mais rápido para uns e mais demorado para outros. Isso porque o consumidor vai sentí-lo quando a distribuidora que o atende passar pelo reajuste anual da Aneel. São 63 distribuidoras no país e os reajustes são analisados ao longo do ano. O índice de redução de 4% também é a média para o país. Nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste será maior, de 4,5%. Essas três regiões, mais ricas, pagam a maior parte dos custos da CDE (80%) e, quando cai a necessidade de contribuição para o fundo, o impacto ali também é maior. Os consumidores dos estados do Norte e Nordeste, que pagam uma fatia de 20%, terão redução média de 1% na tarifa.
ORÇAMENTO
Nesta semana a diretoria da agência aprovou o orçamento da CDE para 2016. No total, serão necessários R$ 19,385 bilhões para financiar as ações do fundo. Esse dinheiro será gasto, por exemplo, no subsídio para conta de luz de famílias de baixa renda, pagamento de indenizações e a compra de parte do combustível usado nas termelétricas que geram energia para consumidores que vivem em algumas partes do Norte do país, onde não chega a rede nacional de linhas de transmissão de eletricidade. Do orçamento total, os consumidores vão contribuir com R$ 12,947 bilhões, arrecadados via conta de luz. Esse valor, apesar de alto, é 31,5% menor que a contribuição de 2015: R$ 18,920 bilhões. É essa redução que vai permitir o barateamento das tarifas em até 4,5%. Entre os principais custos da CDE em 2016 estão descontos tarifários, entre eles os concedidos a agricultores, que vão consumir R$ 6,1 bilhões; a compra de combustível para termelétricas de áreas isoladas da rede nacional de transmissão, que vai custar R$ 5,7 bilhões; e o subsídio à conta de luz de famílias de baixa renda, que vai exigir mais R$ 2,2 bilhões.
EMPRÉSTIMO
Além de financiar as ações do fundo, os consumidores também vão pagar, via CDE, outros R$ 3,347 bilhões, que irão para o caixa do governo federal. Trata-se da segunda parcela de um empréstimo de R$ 11 bilhões concedido pelo Tesouro às distribuidoras de energia em 2013. Sem o empréstimo, o valor teria sido cobrado de uma vez nas contas de luz para cobrir custos extras das concessionárias, levando a uma disparada na tarifa. Para evitar isso, o governo cobriu as despesas extras com recursos do Tesouro e diluiu a cobrança em cinco parcelas anuais. A primeira foi paga em 2015.
SEM REPASSE DO GOVERNO
O governo federal, que registra déficit em suas contas devido à queda na arrecadação de impostos, reflexo da crise econômica, não vai contribuir para financiar as ações da CDE em 2016. Isso já havia acontecido no ano passado e ajuda a aumentar o impacto nas contas de luz dos brasileiros. Em 2015, o governo chegou a prever o repasse de R$ 9 bilhões para cobrir parte dos custos da CDE, mas o repasse dos recursos acabou suspenso. Além disso, em 2015 a Aneel aprovou uma revisão extraordinária das contas de luz, que na prática funcionou como um segundo reajuste no ano, para que as distribuidoras pudessem começar de imediato a arrecadação dos recursos para a CDE. Desta vez, vai valer a regra que prevê o repasse para os consumidores quando da votação, pela Aneel, do reajuste já programado todos os anos para cada distribuidora.
CRÍTICAS
Durante a votação do orçamento do fundo, o diretor-geral da Aneel, Romeu Rufino, disse que as contas de luz atingiram nos últimos anos “patamar preocupante” e geram impacto negativo na indústria, no comércio e nas residências. Ele apontou que a cobrança de encargos, entre eles o que faz a arrecadação de recursos para a própria CDE, tem assumido grandes proporções e contribuído para a disparada nas tarifas. E criticou a gestão desse dinheiro. “Os encargos precisam ser melhor geridos e melhor fiscalizados. Não é um exemplo de boa gerência de recurso público, tem problemas estruturais, de conflito de interesse e certamente há que se atacar o estrutural para resolver essa questão”, disse Rufino.

AGÊNCIA DA ONU PROPÕE ESTERILIZAR AEDES AEGYPTI COM RADIAÇÃO
Um novo método para tornar mosquitos machos inférteis por radiação nuclear poderia ajudar a reduzir as populações do Aedes aegypti, mosquito transmissor de zika, dengue e chikungunya, disse a agência de energia atômica da Organização das Nações Unidas nesta semana. Especialistas da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), que tem sede em Viena, vão se encontrar com autoridades brasileiras em 16 de fevereiro para discutir como melhor implementar a chamada Técnica do Inseto Estéril no país que é sede da Olímpiada de 2016. "Se o Brasil soltar um grande número de machos estéreis, levaria poucos meses para reduzir a população, mas isso tem que ser combinado com outros métodos”, afirmou o vice-diretor-geral da AIEA, Aldo Malavasi, à imprensa. Além da técnica, o alastramento do vírus zika, que a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou uma emergência de saúde pública internacional, poderia ser enfrentado por esforços sanitários mais intensos, o uso de inseticidas ou armadilhas.
ENTENDA A TÉCNICA
A técnica, adaptada de métodos antigos usados para reduzir as populações de outros insetos, como a mosca-das-frutas, envolve expor os machos do mosquito Aedes aegypti a raios-X ou gama para tornar o esperma estéril. Esses mosquitos machos criados em laboratório poderiam então ser soltos para cruzar com as fêmeas da espécie que, então, levariam ovos que nunca se desenvolveriam, reduzindo assim o número de insetos numa determinada área sem matar animais ou usar químicos. "É planejamento familiar para insetos”, disse Jorge Hendrichs, chefe do setor de controle de pestes e insetos da AIEA, que oferece o conhecimento tecnológico para países membros interessados de forma gratuita para que eles possam planejar e gerir os seus próprios programas. Uma geração de mosquitos machos estéreis leva cerca de um mês para ser produzida. Eles devem superar a quantidade dos mosquitos machos nativos em 10 ou 20 vezes para deixar uma marca na população do inseto. Isso requer milhões de machos, tornando o método mais apto para vilas ou cidades do que para metrópoles, disse Malavasi. Em testes durante vários meses na Itália, a técnica ajudou a cortar populações de mosquito em cerca de 80 por cento, e na China o sucesso chegou a 100 por cento, segundo Konstantinos Bourtzis, do laboratório de controle de insetos e pestes da AIEA. Além do Brasil, outros países como México, Guatemala, El Salvador e Indonésia também requisitaram a tecnologia da AIEA.
OUTROS MOSQUITOS MODIFICADOS 
Já existem outras técnicas em teste no Brasil que têm o objetivo de modificar o Aedes aegypti para diminuir a população total dos mosquitos ou para torná-los incapazes de transmitir doenças. É o caso dos mosquitos geneticamente modificados produzidos pela empresa Oxitec e dos mosquitos com bactéria Wolbachia pesquisados pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

FIM DO JAVA PLUG-IN: POR QUE A WEB 'PURA' É MELHOR E MAIS SEGURA
A web está passando por uma importante e positiva mudança: os chamados "plug-ins" - programas criados para "aumentar" as funcionalidades dos navegadores - estão, aos poucos, entrando em extinção. A lista de tecnologias que se tornarão obsoletas em um futuro próximo engordou na semana passada com o anúncio da aposentadoria do plug-in do Java. Plug-ins são, por natureza, uma gambiarra. Eles foram criados para que sites de internet pudessem realizar funções que os navegadores não eram capazes de realizar apenas com tecnologia própria. Isso tem um impacto direto na segurança, pois a segurança de um programa tem a ver com a sua capacidade de limitar sua funcionalidade. É mais difícil deixar um programa seguro quando ele realiza muitas ações e não há muito que um navegador pode fazer para manter os plug-ins seguros. Muitos ataques têm se aproveitado disso. Plug-ins como o Flash e Java funcionam em praticamente todos os navegadores. Um ataque contra eles funciona contra quase qualquer internauta. E eles têm sido o principal alvo dos criminosos. É importante esclarecer que um plug-in é diferente de uma extensão de navegador. A extensão tem como objetivo principal oferecer recursos ao usuário. Os plug-ins oferecerem recursos aos sites. Quando navegadores não eram capazes de exibir animações, criou-se um plug-in para animações. O mesmo aconteceu com vídeo e áudio. Depois apareceram concorrentes nessas categorias - programas para fazer mais ou menos a mesma coisa, mas de outro jeito. Microsoft e a Sun Microsystems tiveram a ideia de integrar melhor o navegador ao sistema operacional, de onde nasceram os plug-ins do Java e do ActiveX, ambos altamente inseguros e explorados frequentemente para a instalação de programas indesejados ou até vírus. Mesmo fora da área de segurança, essa bagunça teve inúmeras consequências negativas. Sites deixavam de ser compatíveis com todos os navegadores quando determinados plug-ins não estavam disponíveis. Os plug-ins, claro, tiveram alguma razão de existir. Navegadores web não tinham atualizações constantes pelo menos até a metade da década de 2000. Hoje, eles têm atualizações tão frequentes que quase não se fala mais em número de versão. Quem quer saber que estamos no Chrome 48 ou no Firefox 43? As coisas mudaram. Navegadores evoluem em um ritmo acelerado, trazendo ainda avançados recursos de segurança e isolamento em suas próprias funções - e esses recursos nem sempre são compatíveis com os plug-ins que, além de desempenhar suas funções, precisam manter funcionando o canal de comunicação com o navegador, o que nem sempre é trivial. Os retardatários passaram a ser os plug-ins. Os mecanismos de atualização deles tendem a ser inferiores aos utilizados pelos navegadores. Tanto usuários como equipes de TI de empresas têm mil dores de cabeça para gerenciar tantas atualizações: atualizar o navegador não basta, pois, se um único plug-in não for atualizado, o computador continua vulnerável. A situação piora ainda mais quando uma versão nova de um plug-in é incompatível com o site que precisa dele, levando alguns internautas a se arriscarem com versões antigas. Uma web livre de plug-ins pode permitir que os navegadores utilizem melhor seus recursos de segurança. Também viabiliza um ambiente mais previsível para os internautas - plug-ins não usam elementos de interface iguais aos dos navegadores e, portanto, tendem a ser pouco intuitivos. Quantas fraudes na web fizeram uso da ideia de que "você precisa instalar um plug-in para exibir este conteúdo"? A ausência de influência de um programa externo também tende a deixar o navegador mais estável, o que significa menos travamentos. 

Finalmente, uma web sem plug-ins pode facilitar a compatibilidade de sites para uso em qualquer dispositivo, seja PC, tablet ou celular. E não temos nada a perder - os navegadores hoje já são capazes de reproduzir áudio e vídeo e de processar animações. É difícil pensar, nesta altura, em algo negativo. Que venha a web sem plug-ins.

Um comentário:

Anônimo disse...

Agora sim, finalmente, encontraram o que causa tantos problemas na mídia e, acredito que doravante até a compra de novos equipamentos serão mais demoradas.

Que notícia boa que gerará muita paz aos usuários.