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segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

RAPIDINHAS DO BLOG...

LEILÃO DE HIDRELÉTRICAS AJUDA EM SUPERAVIT DO GOVERNO FEDERAL
As contas do governo federal ficaram no azul em janeiro deste ano, depois de oito meses seguidos de resultados negativos. De acordo com o Tesouro, as receitas superaram as despesas em R$ 14,8 bilhões no mês passado. Desse valor, R$ 11 bilhões se referem ao pagamento pela concessão de 29 usinas hidrelétricas, leiloadas em novembro do ano passado. Historicamente, janeiro é um mês favorável para as contas do governo. Só houve déficit em 1997, primeiro mês da série histórica do Tesouro Nacional. Por isso, o dado não significa que o governo conseguirá terminar o ano com um resultado positivo. O governo continua a perseguir uma meta de superávit de R$ 24 bilhões para 2016, mas já pediu autorização ao Congresso para registrar um déficit de até R$ 60 bilhões (0,92% do PIB). No acumulado em 12 meses, as despesas superam as receitas em R$ 113,9 bilhões, ou 1,9% do PIB. O superávit de janeiro cresceu 29% em relação ao mesmo período de 2015, considerando dados atualizados pela inflação. Para obter o resultado positivo de janeiro, o governo também reduziu em 20% (R$ 6,2 bilhões) os gastos dos ministérios, com cortes concentrados na saúde e no programa Minha Casa, Minha Vida. Por outro lado, o Tesouro passou a pagar em dia neste ano os valores devidos aos bancos públicos que geraram as pedaladas fiscais condenadas pelo TCU (Tribunal de Contas da União). Em janeiro do ano passado, o governo ainda estava "pedalando" (adiando) essas despesas. Neste ano, isso representou um gasto de R$ 11 bilhões. A maior parte do valor se refere ao PSI (Programa de Sustentação do Investimento), do BNDES, e a subsídios a programas agrícolas. "A totalidade dos subsídios referentes ao segundo semestre de 2015 foi paga e gerou esse grande impacto", disse o secretário do Tesouro Nacional, Otávio Ladeira. Ele afirmou que o aumento das receitas com o dinheiro das hidrelétricas foi compensado pelo pagamento desses subsídios. E que a melhora no superávit na comparação anual se deve a vários outros fatores, como o corte de gastos de ministérios. Ladeira afirmou que a arrecadação de tributos apresentou em janeiro a mesma tendência vista em 2015, de queda na comparação anual. Sob o impacto da retração da economia, a receita de impostos, taxas e contribuições caiu 6,7% em janeiro, já descontada a inflação, comparando com o mesmo mês do ano passado. É o pior resultado para o mês desde janeiro de 2011. Segundo a Receita, um dos destaques foi a queda nas receitas previdenciárias, que encolheram R$ 2,4 bilhões, puxada pelas demissões e pela queda da massa salarial. O governo já esperava um resultado fraco na arrecadação nessa largada do ano, mesmo com a redução de desonerações em R$ 2,9 bilhões só em janeiro e aumentos de impostos (como sobre chocolate, sorvete e vinho). 

ANTICORPO DE SOBREVIVENTE DO EBOLA PODE VIRAR TERAPIA CONTRA DOENÇA
 O sangue de um homem sobrevivente da epidemia de ebola de 1995 no Congo pode ser a fonte de um tratamento eficaz contra esse vírus que chega a matar de 25% a 90% dos infectados. Hoje, não existe vacina ou terapia específica contra a infecção. As medidas oferecidas aos doentes incluem hidratação, controle da pressão arterial, o tratamento de complicações que possam surgir e, claro, o isolamento. Os desafios em controlar a disseminação do vírus na epidemia que atingiu o oeste da África em 2014 e 2015 e matou mais de 11 mil pessoas, porém, mostraram a urgência de drogas que tratem a doença causada pelo ebola. Hoje, a transmissão do vírus entre humanos só tem registro em Serra Leoa. Segundo a Organização Mundial da Saúde, dois casos foram confirmados neste ano.


Um coquetel de três anticorpos provenientes de roedores imunizados já havia dado sinais do potencial de imunoterapias contra o ebola e está, neste momento, sendo testada em humanos. Mas um grupo de cientistas pode ter encontrado candidatos melhores. Os resultados do estudo, financiado pelos NIH (Institutos Nacionais de Saúde, dos EUA), foram publicados nesta sexta (26) na revista científica "Science". Os pesquisadores obtiveram amostras de sangue de dois irmãos –um homem de 28 anos e uma mulher de 20, idades da época da infecção, em 1995– que haviam contraído o vírus e foram os únicos sobreviventes de uma família de 15 pessoas. O homem ficou em condições mais graves do que a mulher –e, uma curiosidade, até ajudou a tratar outros infectados após se recuperar e ficar imune–, e talvez por isso seus anticorpos tenham mostrado mais potência em neutralizar o vírus, mesmo mais de uma década depois. Essa ação foi observada contra variantes do vírus do ebola que circularam na epidemia recente e também em outros anos. Um anticorpo do paciente, em especial, foi melhor em impedir a ligação do vírus com as células humanas. Essa molécula, batizada de mAb114, foi então testada em macacos rhesus que receberam uma dose letal do vírus. Como na vida real o tratamento pode demorar a chegar, os cientistas só injetaram o anticorpo nos macacos cinco dias após a infecção –e eles sobreviveram sem nenhum sintoma da doença. Essa é a primeira vez que um anticorpo demonstra a habilidade de neutralizar o vírus do ebola por essa interação entre o patógeno e seu receptor celular. A pesquisa também mostrou uma nova vulnerabilidade do vírus. O Instituto Butantan, em São Paulo, também trabalha para criar o primeiro tratamento, à base de anticorpos, contra o vírus da zika –um soro que seria utilizado por grávidas infectadas. O corpo humano possui uma notável capacidade de produzir diferentes anticorpos. Mesmo na ausência de um patógeno, são mais de 10.000.000.000.000 (dez quatrilhões) de possibilidades de anticorpos a priori. Temos, porém, muito menos genes do que isso –algo na casa dos 20 mil. Sabendo que os anticorpos são proteínas (que são produzidas por genes), a matemática da coisa não fecha. A estratégia para ampliar o espectro de ação dos anticorpos é fazer um recorta-e-cola de DNA chamado de recombinação na célula B (ou linfócito B): os pequenos segmentos de algumas regiões do genoma são reorganizados nas mais diversas possibilidades. Com o volumoso arsenal anti-invasor, boa parte das bactérias e vírus acabam nem tendo chance de proliferar, mas outros patógenos escapam e motivam a produção de novos anticorpos. Quando algum se liga ao invasor mas funciona "mais ou menos", pode haver ainda uma etapa de maturação da molécula, quando a afinidade pelo alvo é aumentada –assim como a eficiência em neutralizá-lo. (Colaborou GABRIEL ALVES

GOOGLE LANÇA TECNOLOGIA PARA SITES ABRIREM MAIS RÁPIDO NO SMARTPHONE
O Google anunciou na semana passada uma nova tecnologia para acelerar o carregamento de páginas de veículos de imprensa exibidas no smartphone a partir de buscas na internet. O recurso Páginas Móveis Aceleradas (AMP, na sigla em inglês) foi lançado por Sundar Pichai, presidente-executivo da empresa, durante um evento para editoras em Paris, na França. O AMP simplifica o conteúdo original de páginas de jornais e sites jornalísticos para que os sites carreguem mais rapidamente. Com isso, fotos, vídeos e outras imagens ficam mais leve. Segundo o Google, a exibição das páginas fica, em média, quatro vezes mais rápida. A ferramenta faz os sites terem um décimo do tamanho habitual. Isso ajuda ainda a economizar o consumo do pacote de dados. "Os dados mostram que as pessoas abandonam sites na internet em apenas três segundos se o conteúdo não carrega rapidamente -- o que é ruim não apenas para as pessoas tentando o que elas querem online mas também para editores que querem que os leitores aproveitem o conteúdo criado por eles", explicou, em nota, David Besbris, vice-presidente de engenharia do Google, responsável pela ferramente de busca. A novidade vale, por enquanto, apenas para smartphones, mas deve chegar em breve a tablets também. As páginas criadas com o recurso serão exibidas na busca via smartphone no lugar do campo “notícias principais”. Ao entrar em um desses sites, é possível avançar para a seguinte apenas deslizando a página para o lado. A liberação para todos os usuários será gradativa. O projeto do AMP HTML tem código aberto e foi criado a partir de tecnologias já existentes. A criação o AMP foi anunciada em outubro do ano passado, após discussões com empresas do mundo todo. Entre as companhias de tecnologia, fazem parte da iniciativa Twitter, Pinterest, WordPress, Chartbeat, Parse, Adobe e LinkedIn. Já o grupo de empresas mídia possui dezenas de representantes, como “New York Times”, BBC, “Guardian”, Editora Abril, Editora Globo e “Folha de S.Paulo”.

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