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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

RAPIDINHAS DO BLOG...

QUEM SÃO OS MILIONÁRIOS AMERICANOS QUE QUEREM PAGAR MAIS IMPOSTOS
Para Bernie Sanders, pré-candidato democrata à Presidência dos Estados Unidos, é "o problema". Um recente anúncio de campanha com esse título curto e direto cita Wall Street, o centro financeiro dos EUA, como a causa dos problemas da economia do país. Sanders está utilizando a crescente divisão entre ricos e pobres para se posicionar como rival de Hillary Clinton na disputa pela candidatura do partido Democrata à Casa Branca. Mas há milionários que pensam como ele e estão engajados em separar o fosso entre ricos e pobres e questionam a ideia da luta de classes. São os "Milionários Patriotas", grupo criado em 2010 e formado por mais de 200 pessoas com renda anual superior a US$ 1 milhão ou mais de US$ 5 milhões em ativos. Com esse histórico financeiro, o objetivo do grupo pode soar contraditório: aumentar o salário mínimo, combater a influência de grandes corporações na política e buscar um sistema tributário mais progressivo. Ou seja, são milionários que querem pagar mais impostos. O presidente do grupo, Morris Pearl, disse à BBC Mundo, o serviço em espanhol da BBC, que eles "conseguiram avanços em mover a narrativa para nossa direção". "Fizemos muito para promover a ideia de que não é uma questão de ricos contra pobres. Todo mundo está a favor de menos desigualdade. Apenas 1% do 1% do 1% está contra essas políticas". Em 2012, o presidente dos EUA, Barack Obama, convidou o grupo à Casa Branca para respaldar sua proposta de elevar impostos para mais ricos, ideia também defendida pelo bilionário e filantropo Warren Buffet. Desde então, Pearl, que fez fortuna com investimentos em Wall Street, se tornou presença constante na Casa Branca e no Congresso. Suas ideias - e as do grupo - voltaram ao foco da mídia pelas propostas de Sanders e Clinton na campanha democrata.
CÍRCULO VICIOSO
Sanders vem conseguindo bons resultados, sobretudo entre jovens, com discurso baseado na crítica à desigualdade social e ao mundo de Wall Street. O senador sempre afirma que sua campanha não conta com recursos de grandes corporações. Os "Milionários Patriotas" também acreditam que haja "muito dinheiro na política". "Muito pouca gente investe muito dinheiro para ter mais poder político e usar esse poder político para ganhar mais dinheiro. Um círculo vicioso", diz o líder do grupo. Pearl comemora o fato de a agenda do grupo estar na campanha, ao menos na democrata. "Ambos candidatos estão falando desse tema, talvez porque Sanders sempre toca no assunto. É bom. Estamos marcando diferença. Ambos se moveram em nossa direção e isso é alentador". O milionário é democrata, mas ainda não sabe se irá votar em Sanders ou Clinton. Nem ele nem o grupo declarará apoio público a nenhum candidato, diz. Parece lógico que os republicanos, avessos ao conceito de "subir impostos" e a um governo forte em certos aspectos, estejam mais distantes de sua forma de pensar. Pearl diz acreditar que Donald Trump, pré-candidato favorito entre os republicanos, também apoie algumas de suas propostas. E ele diz ver semelhanças entre o magnata e Sanders, apesar das posições opostas no espectro político. "De alguma maneira a extrema direita e a extrema esquerda estão se juntando em certo ponto e as posições populistas de Trump em alguns casos são as posições populistas de Sanders", comparou.
DEFESA DA IGUALDADE
O êxito desses dois "outsiders" da política internacional talvez possa se explicar pelos fundamentos do bom desempenho econômico dos EUA. O desemprego está baixo e a inflação, controlada. Além disso, o Federal Reserve, banco central dos EUA, elevou recentemente as taxas de juros porque a economia está "sólida". Por outro lado, os 20 mais ricos dos EUA possuem tanto recursos como 152 milhões de pessoas da parte baixa do ranking, segundo estudos dos "milionários patriotas". E a riqueza da classe média caiu 28% de 2001 a 2013, segundo estudo do Pew Research Center. A decepção dessa classe média impulsionou Sanders e Trump, segundo especialistas. "Ambos buscam apelar a pessoas que dizem que o governo é um buraco sem fundo, e que buscam um 'outsider' que não seja parte do mundo financeiro nem do governo", disse Pearl.
REVELAÇÃO GREGA
Pearl se dedicou por mais de 30 anos a criar valores financeiros. De sua cadeira e computador, gerou riqueza movendo números, sem contato com pessoas. "Ganhei bem por muitos anos, e me aposentei", afirmou Pearl, que optou por trabalhar no setor público. Em 2013, ele estava em Atenas assessorando o Banco da Grécia quando teve uma experiência reveladora. Em plena crise no país europeu, ele viu manifestações de cidadãos enquanto o Parlamento discutia medidas de austeridade. "Vendo esses protestos no centro de Atenas me perguntei: 'Estamos realmente ajudando as pessoas ou os banqueiros?'", relembra. "Decidi que deveria fazer algo diferente e tomei outro caminho", afirmou. Com dinheiro suficiente para o resto da vida, ele decidiu se dedicar à agenda dos "Milionários Patriotas" em Washington. O grupo defende os benefícios econômicos associados à igualdade social. "Não é certo que as pessoas trabalhem tanto e não ganhem o suficiente para viver. Se foram obrigadas a viver com ajuda do governo por terem salários baixos, não é correto". Pearl diz não ser contra o mercado financeiro, mas um defensor de regulações como as já existentes. "Não quero demonizar Wall Street. Há gente que crê que os ricos querem mais desigualdade, mas essas pessoas estão erradas. Há muitos do nosso lado", afirma.

ASTRONAUTAS DA APOLLO 10 OUVIRAM BARULHO ESTRANHO ATRÁS DA LUA
A Nasa revelou uma gravação com uma "música estranha", que a equipe da Apollo 10 ouviu em maio de 1969 durante o voo do lado escuro da lua, sem contato de rádio com a Terra. O comandante do voo, Thomas Stafford, o piloto do módulo de comando, John Young, e o do módulo lunar, Eugene Cernan, fizeram a viagem durante um teste geral antes do primeiro desembarque em 21 de julho de 1969, quando na missão Apollo 11 Neil Armstrong tornou-se o primeiro homem a pisar na lua. A gravação de assovios agudos - com um total de uma hora de duração - foi apresentada na noite de domingo na série "Os documentos inexplicáveis da Nasa ", do canal de televisão a cabo Discovery Channel. Assista ao vídeo, com narração em inglês (os sons aparecem por volta dois dois minutos) Os sons foram registados e transmitidos para o centro de controle, em Houston (Texas, sul), onde foram transcritos e arquivados. O áudio surgiu em 2008 e só pode ser ouvido pelo público agora. "Você ouviu isso? Esse apito...", diz Eugen Cernan na gravação. "É realmente uma música rara", continua o astronauta, enquanto sua nave sobrevoava o lado escuro da lua a 1.500 metros sem qualquer contato de rádio com a Terra. Os três astronautas julgaram o fenômeno muito estranho e debateram se informariam seus superiores no centro de controle, por medo de não serem levados a sério e comprometerem seu futuro de participar de novas oportunidades de voos espaciais, segundo a Discovery. Por mais raros que possam ter sido aqueles sons, não têm uma origem extraterrestre, insistiu a Nasa. Um engenheiro da agência espacial entrevistado durante o programa explicou que "as rádios das duas naves, o módulo lunar e o módulo de comando (que estavam ancorados) criam interferência entre elas". Esta explicação foi contestada pelo astronauta Al Worden, comandante do módulo de comando do Apollo 15. "A lógica me diz que se algo foi registrado ali, deve haver algo ali", afirmou no programa. John Young chegou a fazer uma caminhada lunar como comandante da missão Apollo 16 e Eugene Cernan, comandante da Apollo 17, foi o último homem a pisar na lua. Ao todo, 12 astronautas caminharam sobre a superfície do satélite da Terra.

DE OLHO NA WEB, EMPRESAS NO AM INOVAM E APOSTAM EM LOJAS VIRTUAIS
De olho em hábitos novos dos consumidores e em mercados promissores, empresas do Amazonas encontram no e-commerce uma alternativa para diversificar negócios e aumentar vendas. No estado, lojas de diferentes segmentos já aderiram ao virtual. "É o futuro do comércio", disse uma das companhias. Com o crescimento do número de pessoas que acessam a web, empreendedores de diversos setores também passaram a utilizar o veículo como estratégia de vendas. Entre os maiores desafios para as empresas que mergulharam no mercado virtual está a adaptação ao comportamento do cliente, segundo o diretor da empresa Fogás, José Benchimol. "Começamos a vender botijas pela internet em 2009, mas muita coisa mudou em sete anos. Antigamente havia maior dificuldade de acesso, hoje a internet é mais barata e de qualidade superior, o que aumenta o número de consumidores e os nossos desafios. A nossa maior dificuldade tem sido encontrar o formato certo, pois o cliente que antes usava mais o 'desktop' está migrando para o 'mobile'", explicou o empresário. Segundo ele, a iniciativa de explorar outras plataformas surgiu da necessidade de oferecer alternativas aos clientes. A Fogás já disponibiliza aplicativo de compra de botija na plataforma mobile Android. A empresa também comercializa o produto por meio de SMS. "O cliente quer ter opções e, na medida que você dá isso, ele tem um poder de escolha maior e acaba apresentando uma fidelidade maior ao produto", disse Benchimol, que informou ainda que a empresa oferece serviços e-commerce pelo site e aplicativo. Para a loja Ramsons, o e-commerce serve de ponte direta para melhorar o relacionamento com os clientes, além de expandir os negócios para outras cidades da região. "Temos maior alcance e melhor relacionamento, pois criamos uma nova forma de comunicação do público com a empresa e outras possibilidades de vendas para o consumidor final", informou Thiago Rezende, do setor de marketing da empresa. Pensando em atrair o público-alvo, Rezende informou que descontos e parcelamentos diferenciados foram adotados para estimular o uso do site. "Agora estamos mudando a estratégia e apostando em ações específicas para o público online. [...] Temos planos para trabalhar com aplicativos em breve", completou. Com lojas físicas em Manaus há 17 anos, o grupo Info Store anunciou o lançamento da loja online no início de fevereiro. Para garantir a boa experiência dos clientes, a empresa informou que as preocupações passaram da estruturação do layout (estrutura física da página) à informação sobre trocas e reparos em casos de possíveis defeitos técnicos, conforme explica o consultor de e-commerce da loja, Roberto Wajnsztok. "Outro fator indispensável é informar sobre o sigilo e a segurança quanto aos dados fornecidos durante o pagamento, além do uso de tecnologias adequadas que dão suporte para acompanhar a separação, o transporte e a entrega da compra, com qualidade e comodidade", apontou. Em toda a vitrine virtual, itens eletrônicos, informática, games, telefonia, TV, áudio, vídeo, entre outros, ganham facilidades de pagamento, além das comodidades inerentes ao serviço de compra online. "Entre os diversos benefícios, destaco a aproximação estabelecida entre varejista e consumidor, que possibilita uma experiência de relacionamento completa antes, durante e após o processo de compra. Além, é claro, da onipresença, elemento fundamental capaz de produzir conversão, satisfação e mobilidade", finalizou Wajnsztok. 

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