Seja bem vindo ao "Blog do Borjão"

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

RAPIDINHAS DO BLOG...

REFORMA DA PREVIDÊNCIA É VITAL, MAS POLÍTICA FISCAL PREOCUPA, DIZ AGÊNCIA
A reforma da Previdência é "muito importante", mas "o risco de execução da política fiscal permanece elevado", afirmou Lisa Schineller, analista da Standard & Poor's, agência de classificação de risco que acaba de rebaixar a nota soberana do país ao segundo nível de grau especulativo. Responsável pela avaliação do Brasil, Schineller apontou "inconsistências" e "retrocessos" na elaboração de políticas pelo governo federal, o que motivou o novo rebaixamento. "A trajetória fiscal continua a se deteriorar", disse Schineller, em teleconferência nesta quinta-feira (18). Nesse cenário, "é difícil visualizar estabilidade política no país". A S&P espera contração de 3% do PIB (Produto Interno Bruto) neste ano e déficit público em média de 7% do PIB nos próximos três anos. O país perdeu o grau de investimento da agência em setembro de 2015, com rebaixamento da nota de BBB- para BB+. Na quarta-feira (17), a S&P anunciou novo rebaixamento a BB e manteve a perspectiva negativa ao avaliar que o processo de ajuste da economia será mais longo do que o inicialmente esperado. "Agora nós esperamos um processo de ajuste mais prolongado, com uma correção mais lenta na política fiscal e mais um ano de contração da economia", disse a empresa em comunicado. Para a S&P, o ambiente político será difícil mesmo após o fim do processo de impeachment, independentemente de quem estiver no comando do país.

IMPRESSÕES DIGITAIS MUDAM NA VELHICE, DIZ ESTUDO BRASILEIRO
Peritos papiloscopistas da Polícia Civil do Distrito Federal resolveram atacar um problema na identificação de pessoas: a constância das impressões digitais com o tempo. Como não seria prático coletar impressões digitais e esperar que as pessoas envelhecessem para ver como e se elas mudariam, a estratégia foi realizar um estudo retrospectivo. Eles coletaram impressões digitais de 40 pessoas, 20 homens e 20 mulheres, entre 60 e 72 anos que foram renovar o RG e compararam com as digitais de 33,5 anos atrás, em média. Usando o método atual de identificação, 30% dos idosos não seriam encontrados se deixassem suas impressões digitais na cena de um crime, já que elas mudaram. Para entender o porquê, os cientistas fizeram uma série de análises quantitativas, medindo, por exemplo o número de linhas e o total de minúcias -formações peculiares que aparecem na figura formada pela impressão digital, chamada datilograma. A conclusão é que características mudam. As linhas pretas diminuem e as brancas aumentam. "As alterações na saúde provocadas pelo envelhecimento de um indivíduo, seus níveis hormonais e o próprio meio ambiente possivelmente causam mudanças na pele e, com isso, reduzem a nitidez das cristas de fricção e pontos característicos que formam as impressões digitais", disse a perita Lara Rosana Silva, autora do estudo. O estudo foi feito em parceria com a Universidade de Brasília e orientado pela bióloga e professora Selma Kückelhaus. Ela diz que os dados serão importantes para a perícia forense e análise de vestígios criminais. A ideia é fazer novos estudos para subsidiar o aperfeiçoamento dos sistemas biométricos. A pesquisa foi publicada na revista especializada "Forensice Science International". 

NOVO BUG PODE AFETAR CENTENAS DE MILHARES DE CELULARES E TABLETS AO REDOR DO MUNDO
Um novo bug, descoberto recentemente por técnicos do Google, compromete a segurança de centenas de milhares de dispositivos ao redor do mundo. E especialistas ainda não sabem qual é seu potencial de causar dores de cabeça aos usuários de sistemas de código aberto, como o Linux. Segundo um artigo postado no blog de segurança online mantido pela empresa de tecnologia, uma falha no código usado em uma série de programas de código aberto possibilita acesso remoto a uma série de dispositivos conectados à internet, de computadores a roteadores. E embora analistas de segurança não tenham conhecimento de algum ataque utilizando a "brecha", eles consideram praticamente certo que hackers tentarão explorá-la. A falha não parece afetar usuários de sistemas comerciais, como o Windows ou o OS X, e tampouco usuários do sistema de celulares e tabloides Android. "Não é um cenário do tipo 'o céu está caindo'. Mas há possibilidades reais de que uma parcela significativa de serviços utilizando a internet estejam vulneráveis para que hackers os derrubem ou usem para ataques remotos", afirma o consultor de segurança americano Kenneth White. Engenheiros do Google, em parceria com a empresa de segurança Red Hat, lançaram um programa (patch ) para corrigir o problema. O bug está no gblic, um conjunto de códigos usado amplamente em serviços de internet, mais precisamente nas instruções para a procura de domínios de internet. A falha abre espaço para que hackers capturem informações sobre dispositivos se conectando à internet e os controlem remotamente. Engenheiros do Google disseram que explorar a brecha é bastante difícil, mas possível - tanto que seus técnicos conseguiram fazê-lo. Mas ainda não se sabe quantos dispositivos podem ter sido afetados. A vulnerabilidade do bug está sendo comparada ao Shellshock, bug descoberto em 2014 e que afetou milhares de servidores, usados para ataques cibernéticos ao redor do mundo.  

Nenhum comentário: