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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

RAPIDINHAS DO BLOG...

DÍVIDA DA PETROBRÁS PRESSIONA NOTA DE CRÉDITO DO BRASIL
 O governo já previa o risco de novo rebaixamento pela Standard & Poor’s, mas o anúncio da decisão da agência de classificação de risco só era esperado mais para meados do ano. A antecipação se deveu a fatores como o adiamento do corte do Orçamento deste ano e o anúncio de medidas de crédito com uso de bancos públicos. Também entraram na conta os problemas que a Petrobrás enfrenta, com seu alto nível de endividamento.  As dificuldades da estatal para financiar a dívida entre 2017 e 2018 contribuíram para piorar o rating do País porque elevam a percepção de que a empresa será “salva” pelo Tesouro Nacional, com algum tipo de apoio financeiro. Essa possibilidade de o governo interceder para apoiar a empresa coloca pressão sobre o rating soberano do País, enfraquecendo a nota. Já para a Petrobrás, funciona ao contrário. A possibilidade de ajuda do governo minimiza de alguma forma seus riscos, na avaliação feita pela agência. A expectativa no governo era de que coubesse à agência Moody’s – cujos representantes estiveram recentemente no Brasil – o próximo movimento, retirando o grau de investimento concedido ao País, como já tinham feito a própria S&P e a Fitch no ano passado. Uma das queixas ouvidas no Palácio do Planalto foi que o rebaixamento veio apenas cinco meses após a S&P ter tirado o grau de investimento do Brasil. Assessores avaliam que, de lá pra cá, o governo não teve tempo de colocar em prática as medidas econômicas desejadas, principalmente porque o Congresso ficou 40 dias em recesso e não houve como votar medidas importantes da área econômica. No entanto, o atraso no decreto orçamentário, esperado para sexta-feira passada, foi um sinal muito ruim, junto com a perspectiva de um contingenciamento insuficiente para deixar o governo próximo da meta de superávit primário para as contas do setor público. Também ficou claro para os representantes da S&P a necessidade do governo de revisar a meta na direção de um déficit. O aumento dos chamados “passivos contingentes” do setor público, como, por exemplo, operações que têm aval e garantia da União, também é foco de preocupação da agência. Apesar do discurso público do governo de que será possível reverter a decisão, como defendeu ontem o Ministério da Fazenda em nota, o novo rebaixamento aprofunda a piora da percepção de recuperação da crise econômica e dificulta ainda mais as chances de uma melhora da nota brasileira, principalmente porque a S&P colocou o viés da nota em perspectiva negativa. Na nota oficial, o Ministério da Fazenda disse estar convicto de que a revisão da nota do Brasil é temporária e será revertida assim que os resultados das medidas em andamento comecem a produzir efeitos na economia.

GENE PODE PREVER RISCO DE PSICOSE ENTRE USUÁRIOS DE MACONHA
Cientistas britânicos identificaram um gene que pode ser utilizado para prever o quanto um jovem usuário de maconha é suscetível a desenvolver psicose. De acordo com o estudo, realizado por pesquisadores da Universidade de Exeter e do University College London (UCL), cerca de 1% dos usuários de maconha desenvolvem esse tipo de alteração mental. A pesquisa, publicada nesta terça-feira, 16, na revista científica Translational Psychiatry, também mostra que as mulheres que fumam maconha são potencialmente mais suscetíveis que os homens à perda de memória de curto prazo provocada pela droga. De acordo com os autores do estudo, pesquisas anteriores já haviam sido feitas com foco em pessoas que já sofrem com psicose. Mas o novo trabalho observou pessoas saudáveis e examinou suas respostas agudas, isto é, como a droga afeta suas mentes. Um estudo anterior havia determinado uma ligação entre o gene AKT1 e pessoas que já haviam desenvolvido psicose. No novo estudo, Celia Morgan, professora de psicofarmacologia da Universidade de Exeter e Val Curran, do UCL, descobriram que jovens com uma variação no gene AKT1 experimentam distorções visuais, paranoia e outros sintomas psicóticos de forma mais acentuada quando estão sob influência da maconha. Embora apenas 1% dos usuários desenvolvam psicose, o impacto pode ser devastador e de longa duração, segundo os cientistas. De acordo com eles, sabe-se que o uso diário de maconha dobra o risco de desenvolver desordens psicóticas, mas tem sido difícil estabelecer quem são os indivíduos mais vulneráveis. Os cientistas haviam descoberto previamente uma alta prevalência de uma variante do gene AKT1 em usuários de maconha que desenvolveram psicose. Agora, pela primeira vez, uma pesquisa demonstra a ligação entre o mesmo gene e os efeitos da maconha em jovens saudáveis. "Essa descoberta é a primeira a demonstrar que pessoas com o genótipo AKT1 têm muito mais probabilidade de experimentar efeitos fortes ao fumar maconha, mesmo que elas sejam saudáveis antes disso", disse Celia. Segundo Celia, embora a psicose induzida pela maconha seja muito rara, quando ela ocorre, pode ter "impactos terríveis nas vidas dos jovens". "Essa pesquisa pode ajudar a encontrar o caminho para a prevenção e para o tratamento da psicose da cannabis", afirmou a pesquisadora. Curran afirma que o estudo é o maior já conduzido sobre a resposta aguda à maconha. "Nossa descoberta de que sintomas psicóticos quando um jovem está sob efeito da droga são previstos por variantes do gene AKT1 é um avanço emocionante. Acredita-se que essa reação aguda seja um marcador do risco de desenvolvimento de psicose a partir do uso da droga", declarou. O estudo envolveu 442 jovens usuários de maconha que foram testados tanto sóbrios como sob a influência da droga. Os cientistas mediram a extensão dos sintomas de intoxicação e o efeito na perda de memória. Os dados foram comparados com os resultados obtidos sete dias depois, quando os jovens estavam livres do efeito da droga. Eles constataram então que os que tinham a variação no genótipo AKT1 tinham mais probabilidade de experimentar a resposta psicótica. A pesquisa também apontou que mulheres são mais vulneráveis que os homens a prejuízos na memória de curto prazo depois de fumar maconha. "Estudos em animais mostraram que os machos possuem maior número dos receptores onde a maconha funciona em partes do cérebro importantes para a memória de curto prazo, como o córtex pré-frontal. Precisamos de mais pesquisas nessa área, mas nossos resultados indicam que os homens podem ser menos sensíveis que as mulheres aos efeitos prejudiciais da maconha sobre a memória", disse Celia.

PESQUISADORES DOS EUA CRIAM APLICATIVO PARA DETECTAR TERREMOTOS
Pesquisadores da Universidade da Califórnia em Berkeley, nos Estados Unidos, criaram um aplicativo que detecta movimentos sísmicos e emite avisos e alertas antes que graves terremotos aconteçam. Chamado de MyShake, o aplicativo foi desenvolvido em parceria com a operadora de telecomunicações alemã Deutsche Telekom. A ideia dos criadores do sistema é tornar os mais de 3 bilhões de smartphones que existem em todo mundo em uma grande rede de “sismógrafos”. “Queremos aproveitar os milhões de acelerômetros que já estão funcionando em todo mundo”, disse o diretor do laboratório sismológico da Universidade da Califórnia em Berkeley, Richard Allen, ao site Mental Floss. “Para países em desenvolvimento e que estão sujeitos a terremotos, como Nepal ou Peru, o MyShake poderia alertar pessoas sobre terremotos segundos mais cedo”, afirmou a Deutsche Telekom, parceira da universidade no projeto, por meio de nota à agência de notícias Bloomberg. “Esses países têm apenas um sistema de alerta precoce ou até mesmo nenhum sistema — mas tem milhões de usuários de smartphones”. Para funcionar, o app capta dados do acelerômetro dos smartphones — que é um componente que detecta mudanças nas posições do celular. Assim, o app consegue identificar dados sísmicos da região do usuário. Em seguida, as informações são enviadas ao órgão responsável da região, que terá uma detalhada descrição da movimentação sísmica. O app já está disponível para download na Play Store. Ainda não há informações sobre uma versão do serviço para iOS. 

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